Justiça proíbe PSOL de protestar contra o aumento das barcas
A 48ª Vara Cível do Rio de Janeiro concedeu liminar à Barcas S.A. proibindo o PSOL de protestar contra o aumento de tarifa programado para a próxima quinta-feira (01/03). De acordo com o juiz responsável pela decisão, Mauro Nicolau Júnior, a manifestação incitada pelo partido poderia colocar em risco a integridade física dos passageiros e funcionários das barcas.
Se a decisão não for cumprida, o PSOL pode receber multa de R$ 5 milhões. O professor, Henrique Campos Monnerat, detido por incitar um protesto contra a Barcas S.A., também é réu no processo (0063339-08.2012.8.19.0001).
A decisão aponta que é inaceitável "qualquer ato de agressão aos direitos alheios e, principalmente, colocar em risco a integridade física dos passageiros e funcionários e o patrimônio da ré".
Procurado pelo Jornal do Brasil, o deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL-RJ) disse que a decisão judicial é incompreensível, já que o protesto contra o aumento da tarifa nas barcas não foi organizado pelo partido.
"A decisão não foi organizada por nós. Pode ser que algum dos manifestantes seja integrante do PSOL, assim como pode ter membros de qualquer outro partido. Isso sequer foi mencionado nas nossas reuniões e não faz o menor sentido", criticou o parlamentar. "Quem coloca a vida das pessoas em risco é a Barcas S.A., quando deixa suas embarcações à deriva. Sou favorável a um protesto pacífico".
29 de fev. de 2012
PARA SALVAR BANQUEIRO TEM DINHEIRO SOBRANDO...
O BCE (Banco Central Europeu) repassou ao setor bancário nesta quarta-feira um montante de € 529,5 bilhões (US$ 712,4 bilhões) por meio de empréstimos a taxas de juros reduzidas, em sua segunda injeção maciça de crédito, usada para conter a crise das dívidas soberanas. Essa operação já estava prevista desde o final do ano passado.
A oferta de crédito em linhas de três anos foi aceita por 800 bancos. A quantia repassada foi superior à primeira operação desse tipo, quando 523 bancos aceitaram uma quantia de € 489 bilhões (US$ 657,9 bilhões), no dia 21 de dezembro passado.
Na primeira operação, os bancos usaram o dinheiro principalmente para comprar títulos de dívida governamentais, o que ajudou a aliviar o custo de financiamento para várias nações em situação financeira delicada.
Um dos melhores exemplos é a Itália, uma das maiores economias da zona do euro, mas que deve o equivalente a 120% do seu PIB (soma das riquezas produzidas por um país).
No segundo semestre do ano passado, analistas começaram a ver com preocupação que o país necessitava pagar juros cada vez mais altos para convencer investidores a comprarem os títulos de dívida emitidos.
A partir da operação de dezembro, esses custos começaram diminuir perceptivelmente. Anteontem, Roma conseguiu captar mais de € 12 bilhões por meio da oferta de títulos de curto prazo, oferecendo para tanto retornos abaixo de 2% ao ano. No auge da crise, foi forçada a oferecer bônus a juros na casa dos 6%.
A injeção maciça de recursos pelo BCE também evita que o mercado interbancário (de troca de recursos entre os bancos) fique sem liquidez, o que seria prejudicial para a chamada "economia real": a oferta de crédito para empresas e consumidores fatalmente seria reduzida.
FONTE:FOLHA.COM
A oferta de crédito em linhas de três anos foi aceita por 800 bancos. A quantia repassada foi superior à primeira operação desse tipo, quando 523 bancos aceitaram uma quantia de € 489 bilhões (US$ 657,9 bilhões), no dia 21 de dezembro passado.
Na primeira operação, os bancos usaram o dinheiro principalmente para comprar títulos de dívida governamentais, o que ajudou a aliviar o custo de financiamento para várias nações em situação financeira delicada.
Um dos melhores exemplos é a Itália, uma das maiores economias da zona do euro, mas que deve o equivalente a 120% do seu PIB (soma das riquezas produzidas por um país).
No segundo semestre do ano passado, analistas começaram a ver com preocupação que o país necessitava pagar juros cada vez mais altos para convencer investidores a comprarem os títulos de dívida emitidos.
A partir da operação de dezembro, esses custos começaram diminuir perceptivelmente. Anteontem, Roma conseguiu captar mais de € 12 bilhões por meio da oferta de títulos de curto prazo, oferecendo para tanto retornos abaixo de 2% ao ano. No auge da crise, foi forçada a oferecer bônus a juros na casa dos 6%.
A injeção maciça de recursos pelo BCE também evita que o mercado interbancário (de troca de recursos entre os bancos) fique sem liquidez, o que seria prejudicial para a chamada "economia real": a oferta de crédito para empresas e consumidores fatalmente seria reduzida.
FONTE:FOLHA.COM
28 de fev. de 2012
PT e PSDB revelam nossa mediocridade.
Leiam todas (rigorosamente todas) as notícias sobre a candidatura Serra e vejam se existe alguma (uma única) menção sobre como sua decisão de disputar a Prefeitura estaria relacionada à melhoria da caótica cidade de São Paulo. O que se fala é sobre o impacto nas eleições estaduais e presidencial.
É uma revelação de nossa mediocridade. É uma mediocridade na qual nós, da imprensa, somos coadjuvantes.
Nesse baile da mediocridade estão todos, PSDB, PT e PSD, além do PMDB, juntos, de mãos dadas. Kassab só não está com o PT porque Serra, na última hora, saiu candidato. Do contrário, Kassab e Haddad estariam juntos --apesar de o PT ter sido, nestes anos todos, oposição. É como se ninguém acreditasse em coisa alguma, apenas na tomada no poder. O pior é que nem disfarçam.
Até o momento, essa eleição paulistana nada tem a ver com o cidadão comum que, todos os dias, é obrigado a enfrentar o caos do trânsito, a sujeira nas ruas, a escola pública sofrível, a poluição, a saúde precária. Onde estão das ideias para fazer da cidade uma incubadora de talentos, gerando mais e melhores empregos?
Parte da mediocridade somos nós mesmos, que não fazemos esse tipo de pergunta tão óbvia.
Serra já comunicou a sua candidatura ao PSDB. Quando vai comunicar à cidade que vai colocar São Paulo como foco prioritário de seu projeto político?
Gilberto Dimenstein ganhou os principais prêmios destinados a jornalistas e escritores.
É uma revelação de nossa mediocridade. É uma mediocridade na qual nós, da imprensa, somos coadjuvantes.
Nesse baile da mediocridade estão todos, PSDB, PT e PSD, além do PMDB, juntos, de mãos dadas. Kassab só não está com o PT porque Serra, na última hora, saiu candidato. Do contrário, Kassab e Haddad estariam juntos --apesar de o PT ter sido, nestes anos todos, oposição. É como se ninguém acreditasse em coisa alguma, apenas na tomada no poder. O pior é que nem disfarçam.
Até o momento, essa eleição paulistana nada tem a ver com o cidadão comum que, todos os dias, é obrigado a enfrentar o caos do trânsito, a sujeira nas ruas, a escola pública sofrível, a poluição, a saúde precária. Onde estão das ideias para fazer da cidade uma incubadora de talentos, gerando mais e melhores empregos?
Parte da mediocridade somos nós mesmos, que não fazemos esse tipo de pergunta tão óbvia.
Serra já comunicou a sua candidatura ao PSDB. Quando vai comunicar à cidade que vai colocar São Paulo como foco prioritário de seu projeto político?
Gilberto Dimenstein ganhou os principais prêmios destinados a jornalistas e escritores.
25 de fev. de 2012
Paraguai reivindica reajuste da tarifa de Itaipu para 2012.
O chanceler paraguaio, Jorge Lara Castro, reivindicou ao governo brasileiro um "reajuste" da tarifa da usina hidrelétrica de Itaipu para 2012, cuja energia gerada é compartilhada por ambas as nações, informaram fontes oficiais.
Segundo um comunicado do Ministério das Relações Exteriores paraguaio, Castro fez essa reivindicação em uma reunião com o embaixador do Brasil no Paraguai, Eduardo dos Santos. O comunicado não especifica os valores deste possível reajuste, mas aponta que Castro fez uma alusão à proposta de reajuste do centro de custos de Itaipu que foi enviada ao Conselho de Administração da empresa em outubro de 2011.
A represa de Itaipu, segunda maior do mundo e primeira em geração de energia, foi construída no Rio Paraná a partir de 1975, sendo que sua primeira turbina começou a funcionar quase dez anos depois. O Tratado de Itaipu, assinado em 1973, estabelece que ambos os países possuem direito a 50% da eletricidade gerada pela represa cada um. No entanto, se não for utilizada por um dos países sócios, a energia tem que ser vendida obrigatoriamente para o outro. Desde 2011, quando se triplicou a quantidade, o Brasil paga ao Paraguai US$ 360 milhões anuais por seu excedente de energia.
FONTE: IG.COM
Segundo um comunicado do Ministério das Relações Exteriores paraguaio, Castro fez essa reivindicação em uma reunião com o embaixador do Brasil no Paraguai, Eduardo dos Santos. O comunicado não especifica os valores deste possível reajuste, mas aponta que Castro fez uma alusão à proposta de reajuste do centro de custos de Itaipu que foi enviada ao Conselho de Administração da empresa em outubro de 2011.
A represa de Itaipu, segunda maior do mundo e primeira em geração de energia, foi construída no Rio Paraná a partir de 1975, sendo que sua primeira turbina começou a funcionar quase dez anos depois. O Tratado de Itaipu, assinado em 1973, estabelece que ambos os países possuem direito a 50% da eletricidade gerada pela represa cada um. No entanto, se não for utilizada por um dos países sócios, a energia tem que ser vendida obrigatoriamente para o outro. Desde 2011, quando se triplicou a quantidade, o Brasil paga ao Paraguai US$ 360 milhões anuais por seu excedente de energia.
FONTE: IG.COM
24 de fev. de 2012
PSOL E PSTU JUNTOS EM JUIZ DE FORA NAS ELEIÇÕES DE OUTUBRO
PSOL E PSTU
Em reunião realizada no último dia 23 de fevereiro, na sede do PSTU, os dois partidos decidem formar alianças para concorrerem as eleições de outubro. A proposta em torno do nome da companheira do PSTU, Victória de Fátima Mello (Vic), professora e coordenadora regional do Sindicato Único dos Trabalhadores de MG (Sind-UTE/MG), surge como uma real alternativa aos nomes que já se colocaram à disposição para a disputa do Executivo de Juiz de Fora.
O PSOL decide apoiar a candidatura da companheira Vic, entendendo que seu nome e sua vida como militante a favor dos trabalhadores reúnem condições necessárias para fazer as mudanças que Juiz de Fora necessita diante da estagnação em seu desenvolvimento que vem se arrastando ao longo dos anos.
Waldir Giacomo (presidente da comissão provisória do PSOL JF e secretário de comunicação do PSOL MG)
Em reunião realizada no último dia 23 de fevereiro, na sede do PSTU, os dois partidos decidem formar alianças para concorrerem as eleições de outubro. A proposta em torno do nome da companheira do PSTU, Victória de Fátima Mello (Vic), professora e coordenadora regional do Sindicato Único dos Trabalhadores de MG (Sind-UTE/MG), surge como uma real alternativa aos nomes que já se colocaram à disposição para a disputa do Executivo de Juiz de Fora.
O PSOL decide apoiar a candidatura da companheira Vic, entendendo que seu nome e sua vida como militante a favor dos trabalhadores reúnem condições necessárias para fazer as mudanças que Juiz de Fora necessita diante da estagnação em seu desenvolvimento que vem se arrastando ao longo dos anos.
Waldir Giacomo (presidente da comissão provisória do PSOL JF e secretário de comunicação do PSOL MG)
22 de fev. de 2012
Dilma é alvo de militares por opinião de ministras.
Em nota conjunta, clubes das três Forças Armadas, que representam militares fora da ativa, criticaram a presidente Dilma Rousseff por ela não ter demonstrado "desacordo" em relação a declarações de ministras e do PT sobre a ditadura (1964-1985).
Segundo o texto, do dia 16, "ao completar o primeiro ano do mandato, paulatinamente vê-se a presidente afastando-se das premissas por ela mesma estipuladas" no início de seu governo, quando Dilma disse que não haveria "discriminação, privilégios e compadrio" em sua gestão.
A nota, como informou "O Estado de S. Paulo", cita três declarações. A da ministra Maria do Rosário (Direitos Humanos) ao "Correio Braziliense", segunda a qual a Comissão da Verdade pode levar a responsabilizações criminais de agentes públicos, a despeito da Lei da Anistia.
Outro alvo dos clubes foi a ministra das Mulheres, Eleonora Menicucci, que "teceu críticas exacerbadas aos governos militares e, se autoelogiando, ressaltou o fato de ter lutado pela democracia".
"Ora, todos sabemos que o grupo ao qual pertenceu a srª Eleonora conduziu suas ações no sentido de implantar, pela força, uma ditadura [comunista], nunca tendo pretendido a democracia", diz a nota sobre a antiga companheira de prisão de Dilma durante o regime.
Por último, o texto se volta contra resolução divulgada no aniversário do PT, que diz que o partido "estará empenhado junto com a sociedade no resgate de nossa memória da luta pela democracia (sic) durante o período da ditadura militar". Os clubes dizem que a "a assertiva é uma falácia", pois na época da criação da sigla a abertura política já havia ocorrido.
FONTE: FOLHA.COM
Segundo o texto, do dia 16, "ao completar o primeiro ano do mandato, paulatinamente vê-se a presidente afastando-se das premissas por ela mesma estipuladas" no início de seu governo, quando Dilma disse que não haveria "discriminação, privilégios e compadrio" em sua gestão.
A nota, como informou "O Estado de S. Paulo", cita três declarações. A da ministra Maria do Rosário (Direitos Humanos) ao "Correio Braziliense", segunda a qual a Comissão da Verdade pode levar a responsabilizações criminais de agentes públicos, a despeito da Lei da Anistia.
Outro alvo dos clubes foi a ministra das Mulheres, Eleonora Menicucci, que "teceu críticas exacerbadas aos governos militares e, se autoelogiando, ressaltou o fato de ter lutado pela democracia".
"Ora, todos sabemos que o grupo ao qual pertenceu a srª Eleonora conduziu suas ações no sentido de implantar, pela força, uma ditadura [comunista], nunca tendo pretendido a democracia", diz a nota sobre a antiga companheira de prisão de Dilma durante o regime.
Por último, o texto se volta contra resolução divulgada no aniversário do PT, que diz que o partido "estará empenhado junto com a sociedade no resgate de nossa memória da luta pela democracia (sic) durante o período da ditadura militar". Os clubes dizem que a "a assertiva é uma falácia", pois na época da criação da sigla a abertura política já havia ocorrido.
FONTE: FOLHA.COM
18 de fev. de 2012
17 de fev. de 2012
Carnaval é uma tradição (des)necessária ao país.
Estamos próximos da época mais esperada do ano pelo povo brasileiro, época de festa e diversão, onde todos são iguais e brincam juntos, onde não há preconceito e que, sem dúvida, é época da maior festa do mundo, o Carnaval.
Blocos de rua e desfiles por toda à parte, a televisão só mostra a grande festa da "carne" que promove o Brasil pelo mundo inteiro. O Carnaval faz parte da vida do brasileiro, os pais levam seus filhos desde novinhos para a festa, já para irem aprendendo sobre a folia e assim entrarem na tradição.
Dizem que o Brasil começa a funcionar somente depois da Quarta-Feira de Cinzas, quando termina, na maioria do país, o Carnaval.
Imaginem o país sem esta festa tão importante, tanto para o seu povo quanto para a sua economia e governo, seria desastroso e um tempo triste para a nação. O povo não teria alguns dias do ano para sair da rotina e se divertir um pouco.
A economia ficaria estagnada, pois nesta época todos os setores se movimentam. Sem o Carnaval, os hospitais ficariam mais vazios, a polícia teria menos serviço, as estradas teriam menos carros para os acidentes e, pensem no tráfico de drogas, deixariam de ganhar muito dinheiro.
Sem a maior festa do planeta, onde os foliões ficam por horas e horas pulando e festejando, eles que, inclusive, conseguem ficar dias atrás de um trio elétrico, não conseguirão, posteriormente, refrescar os ânimos para esperarem algumas horas numa fila a fim de matricularem o filho na escola.
E andar alguns quilômetros em pé quando pegam o ônibus lotado, também seria muito para aqueles que não conseguiram pular o Carnaval. É triste ver os foliões pagando pesados impostos, um dinheiro que poderia ser muito bem usado para comprar um abadá, em vez de melhorar a saúde do país.
É uma tradição boa para o Brasil, visto que, por causa dos dias de festejos e invasão das ruas por blocos e desfiles, as pessoas se cansam. Cansam-se tanto que não conseguem sair em qualquer outra época do ano para fazerem badernas desnecessárias, relacionadas a coisas menos importantes, como corrupção e direitos básicos de qualquer cidadão. É uma festa que evita problemas para os cidadãos, principalmente com o governo.
O Carnaval é um movimento que mantém o povo na linha, do jeito que uma democracia honesta precisa. Pense nos gastos que o governo teria a mais para satisfazer o povo se não houvesse o Carnaval. Ele teria que gastar com inúmeras outras coisas como saúde, educação, segurança e muitas coisas necessárias.
Não há coisa mais importante do que uma tradição, ainda mais como a do Carnaval. Tradição é uma coisa que atravessa gerações, consequentemente, seus filhos colherão os frutos dessa tradição que está cada vez mais crescendo.
Não se esqueça disso, ensine não só para seu filho, mas para todas as pessoas as quais conhece que a coisa mais importante de tudo é o Carnaval. Desta maneira ajudará a criar uma sociedade mais serena, a qual saberá o seu lugar e aproveitará todas as coisas que um bom governo tem para oferecer. Um Brasil que todos almejam.
ENVIADO POR:ELBER LEOMIR SCHREIBER DE SÃO LEOPOLDO (RS)
Blocos de rua e desfiles por toda à parte, a televisão só mostra a grande festa da "carne" que promove o Brasil pelo mundo inteiro. O Carnaval faz parte da vida do brasileiro, os pais levam seus filhos desde novinhos para a festa, já para irem aprendendo sobre a folia e assim entrarem na tradição.
Dizem que o Brasil começa a funcionar somente depois da Quarta-Feira de Cinzas, quando termina, na maioria do país, o Carnaval.
Imaginem o país sem esta festa tão importante, tanto para o seu povo quanto para a sua economia e governo, seria desastroso e um tempo triste para a nação. O povo não teria alguns dias do ano para sair da rotina e se divertir um pouco.
A economia ficaria estagnada, pois nesta época todos os setores se movimentam. Sem o Carnaval, os hospitais ficariam mais vazios, a polícia teria menos serviço, as estradas teriam menos carros para os acidentes e, pensem no tráfico de drogas, deixariam de ganhar muito dinheiro.
Sem a maior festa do planeta, onde os foliões ficam por horas e horas pulando e festejando, eles que, inclusive, conseguem ficar dias atrás de um trio elétrico, não conseguirão, posteriormente, refrescar os ânimos para esperarem algumas horas numa fila a fim de matricularem o filho na escola.
E andar alguns quilômetros em pé quando pegam o ônibus lotado, também seria muito para aqueles que não conseguiram pular o Carnaval. É triste ver os foliões pagando pesados impostos, um dinheiro que poderia ser muito bem usado para comprar um abadá, em vez de melhorar a saúde do país.
É uma tradição boa para o Brasil, visto que, por causa dos dias de festejos e invasão das ruas por blocos e desfiles, as pessoas se cansam. Cansam-se tanto que não conseguem sair em qualquer outra época do ano para fazerem badernas desnecessárias, relacionadas a coisas menos importantes, como corrupção e direitos básicos de qualquer cidadão. É uma festa que evita problemas para os cidadãos, principalmente com o governo.
O Carnaval é um movimento que mantém o povo na linha, do jeito que uma democracia honesta precisa. Pense nos gastos que o governo teria a mais para satisfazer o povo se não houvesse o Carnaval. Ele teria que gastar com inúmeras outras coisas como saúde, educação, segurança e muitas coisas necessárias.
Não há coisa mais importante do que uma tradição, ainda mais como a do Carnaval. Tradição é uma coisa que atravessa gerações, consequentemente, seus filhos colherão os frutos dessa tradição que está cada vez mais crescendo.
Não se esqueça disso, ensine não só para seu filho, mas para todas as pessoas as quais conhece que a coisa mais importante de tudo é o Carnaval. Desta maneira ajudará a criar uma sociedade mais serena, a qual saberá o seu lugar e aproveitará todas as coisas que um bom governo tem para oferecer. Um Brasil que todos almejam.
ENVIADO POR:ELBER LEOMIR SCHREIBER DE SÃO LEOPOLDO (RS)
16 de fev. de 2012
UM VERDADEIRO DESRESPEITO COM O POVO MINEIRO
Retirada do morro deve começar em abril
Obra no Aeroporto Itamar Franco vai custar R$ 10,8 milhões e deve estar concluída ainda no 1º semestre
Remover morro é condição para transporte de carga.
A conclusão da remoção do morro localizado na cabeceira Sul da pista do Aeroporto Presidente Itamar Franco, uma das condições para que possa receber aeronaves de maior porte, exigidas no transporte de cargas, vai custar R$ 10,8 milhões. Este é o valor da licitação realizada pelo Governo estadual, em cujo edital também estão previstas "melhorias das condições operacionais". A empresa contratada, Conserva de Estradas, programa para abril o início dos trabalhos e tem até 150 dias para concluir os serviços, a contar da ordem de início, assinada em janeiro.
Segundo o engenheiro da Conserva de Estradas, Danilo Rodrigues, as obras começam após o período de chuvas. Ele comenta que o canteiro está sendo mobilizado, com a chegada de máquinas e equipamentos. Além da remoção do morro, também estão previstas a disponibilização de área de giro das aeronaves e a complementação do balizamento noturno (sinalização luminosa). A Conserva, que também foi a vencedora da primeira licitação para retirada do obstáculo, na época com 25 metros, comenta que o serviço contratado por R$ 12,5 milhões e iniciado em setembro de 2010 foi concluído no ano seguinte. Conforme justificou o governador Antônio Anastasia (PSDB), em agosto do ano passado, a necessidade de continuidade dos trabalhos atende a "exigência posterior" da Aeronáutica.
Em visita a Juiz de Fora, no último sábado, Anastasia garantiu que o morro será eliminado ainda no primeiro semestre. "Até o meio do ano, os trabalhos já estarão finalizados", disse. Atualmente, não é possível utilizar toda a extensão da pista. O Itamar Franco iniciou as operações usando cerca de 72%, o equivalente a 1.800 dos 2.530 metros disponíveis, permitindo a realização de voos domésticos. Hoje, somente a Azul Linhas Aéreas opera no local e, desde agosto passado, transportou, até dezembro, cerca de 21 mil passageiros.
A expectativa da Multiterminais Alfandegados do Brasil, que administra o aeroporto, é que a logística de carga aérea esteja funcionando ainda este ano, com a internacionalização do terminal nos próximos meses, conforme anunciado no final do ano passado. Uma equipe estaria trabalhando exclusivamente na preparação da documentação a ser apresentada aos órgãos anuentes federais e estaduais. No final do ano passado, a Secretaria de Estado de Transportes e Obras Públicas (Setop) informou que existiam negociações com empresas cargueiras interessadas em operar no aeródromo. A Multiterminais preferiu não comentar sobre o assunto.
Aeroporto pode integrar complexo aeronáutico.
O Aeroporto Itamar Franco está cotado para ser um dos cinco polos do Complexo Aeronáutico de Minas Gerais, projeto da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Sectes). De acordo com a Sectes, a intenção é que, com o início do transporte de cargas, o sítio aeroportuário atue à serviço do Projeto Pré-Sal da Petrobras. A secretaria esclarece, no entanto, que o projeto é "embrionário", não havendo detalhes de como seria esta operação, seja para o transporte de petróleo ou de funcionários para as plataformas. Outro objetivo é transformá-lo em um polo econômico. Com o Complexo Aeronáutico, pretende-se criar uma indústria aeronáutica forte no estado.
Acesso
Sobre o acesso, a Setop, por meio de sua assessoria, afirma que um trecho da MG-353, que totaliza 25,2 quilômetros e vai do aeroporto ao entroncamento da Barreira do Triunfo, receberá aumento da capacidade de tráfego. A informação é que o projeto de engenharia está em andamento. A respeito da ligação da BR-040 à MG-353, que totaliza 13,8 quilômetros a serem implementados e pavimentados, o posicionamento é que o Departamento de Estradas de Rodagem de Minas Gerais (DER-MG) já licitou a obra. Aguarda-se, no entanto, a autorização para início. O projeto, que data de 2008 e ainda não saiu do papel, estaria dependendo de recursos financeiros. O investimento previsto é de R$ 51 milhões. No ano passado, em visita à cidade, Anastasia considerou a obra uma prioridade do Governo estadual.
FONTE: TRIBUNA DE MINAS.COM
Obra no Aeroporto Itamar Franco vai custar R$ 10,8 milhões e deve estar concluída ainda no 1º semestre
Remover morro é condição para transporte de carga.
A conclusão da remoção do morro localizado na cabeceira Sul da pista do Aeroporto Presidente Itamar Franco, uma das condições para que possa receber aeronaves de maior porte, exigidas no transporte de cargas, vai custar R$ 10,8 milhões. Este é o valor da licitação realizada pelo Governo estadual, em cujo edital também estão previstas "melhorias das condições operacionais". A empresa contratada, Conserva de Estradas, programa para abril o início dos trabalhos e tem até 150 dias para concluir os serviços, a contar da ordem de início, assinada em janeiro.
Segundo o engenheiro da Conserva de Estradas, Danilo Rodrigues, as obras começam após o período de chuvas. Ele comenta que o canteiro está sendo mobilizado, com a chegada de máquinas e equipamentos. Além da remoção do morro, também estão previstas a disponibilização de área de giro das aeronaves e a complementação do balizamento noturno (sinalização luminosa). A Conserva, que também foi a vencedora da primeira licitação para retirada do obstáculo, na época com 25 metros, comenta que o serviço contratado por R$ 12,5 milhões e iniciado em setembro de 2010 foi concluído no ano seguinte. Conforme justificou o governador Antônio Anastasia (PSDB), em agosto do ano passado, a necessidade de continuidade dos trabalhos atende a "exigência posterior" da Aeronáutica.
Em visita a Juiz de Fora, no último sábado, Anastasia garantiu que o morro será eliminado ainda no primeiro semestre. "Até o meio do ano, os trabalhos já estarão finalizados", disse. Atualmente, não é possível utilizar toda a extensão da pista. O Itamar Franco iniciou as operações usando cerca de 72%, o equivalente a 1.800 dos 2.530 metros disponíveis, permitindo a realização de voos domésticos. Hoje, somente a Azul Linhas Aéreas opera no local e, desde agosto passado, transportou, até dezembro, cerca de 21 mil passageiros.
A expectativa da Multiterminais Alfandegados do Brasil, que administra o aeroporto, é que a logística de carga aérea esteja funcionando ainda este ano, com a internacionalização do terminal nos próximos meses, conforme anunciado no final do ano passado. Uma equipe estaria trabalhando exclusivamente na preparação da documentação a ser apresentada aos órgãos anuentes federais e estaduais. No final do ano passado, a Secretaria de Estado de Transportes e Obras Públicas (Setop) informou que existiam negociações com empresas cargueiras interessadas em operar no aeródromo. A Multiterminais preferiu não comentar sobre o assunto.
Aeroporto pode integrar complexo aeronáutico.
O Aeroporto Itamar Franco está cotado para ser um dos cinco polos do Complexo Aeronáutico de Minas Gerais, projeto da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Sectes). De acordo com a Sectes, a intenção é que, com o início do transporte de cargas, o sítio aeroportuário atue à serviço do Projeto Pré-Sal da Petrobras. A secretaria esclarece, no entanto, que o projeto é "embrionário", não havendo detalhes de como seria esta operação, seja para o transporte de petróleo ou de funcionários para as plataformas. Outro objetivo é transformá-lo em um polo econômico. Com o Complexo Aeronáutico, pretende-se criar uma indústria aeronáutica forte no estado.
Acesso
Sobre o acesso, a Setop, por meio de sua assessoria, afirma que um trecho da MG-353, que totaliza 25,2 quilômetros e vai do aeroporto ao entroncamento da Barreira do Triunfo, receberá aumento da capacidade de tráfego. A informação é que o projeto de engenharia está em andamento. A respeito da ligação da BR-040 à MG-353, que totaliza 13,8 quilômetros a serem implementados e pavimentados, o posicionamento é que o Departamento de Estradas de Rodagem de Minas Gerais (DER-MG) já licitou a obra. Aguarda-se, no entanto, a autorização para início. O projeto, que data de 2008 e ainda não saiu do papel, estaria dependendo de recursos financeiros. O investimento previsto é de R$ 51 milhões. No ano passado, em visita à cidade, Anastasia considerou a obra uma prioridade do Governo estadual.
FONTE: TRIBUNA DE MINAS.COM
15 de fev. de 2012
JUIZ DE FORA NÃO É DIFERENTE DOS OUTROS CENTROS DO PAÍS. FALTA A PRESENÇA DO ESTADO PARA INTERFERIR.
Pontos de uso do crack se proliferam
Retirada de usuários de áreas degradadas não tem surtido efeito, empurrando problema para outros espaços públicos e privados
Juiz de Fora enfrenta a proliferação de pontos de uso e venda de crack. Recentemente, São Paulo teve uma forte ação policial na área conhecida como cracolândia, o que colaborou para aumentar a polêmica sobre o comércio da droga e a crítica ao tratamento dado aos dependentes. No município, ações repressivas de retirada de usuários de praças, vias e espaços públicos também têm sido realizadas pontualmente, mas não impedem o retorno ou a migração dos dependentes para outros locais, e o que é pior, não acabam com o vício que atinge pessoas de todas as idades e classes sociais. A estimativa, conforme especialistas, é de que 95% dos usuários de drogas do município sejam dependentes do crack. Nas duas últimas semanas, a Tribuna circulou por diversas regiões e mapeou pontos de aglomerações de usuários, considerados "zonas quentes" da droga. No caminho, a equipe encontrou moradores de rua, pais de família, jovens de classe média, empresários, trabalhadores que abandonaram suas carreiras e se entregaram ao vício. Além de frequentarem bocas de fumo, estes dependentes usam a pedra sob pontes, em meio a matagais, lixo, às margens da linha férrea ou em construções abandonadas.
Até mesmo áreas nobres têm se transformado em espaço para uso do entorpecente. No Bairro Santa Helena, próximo à Praça Menelick de Carvalho, moradores e trabalhadores do entorno relatam o drama de ter que conviver com o tráfico e com os usuários. "Antes a presença era de garotos mais jovens usando maconha, mas agora, não. Eles têm usado de tudo, principalmente à noite", revela um porteiro da área. No quadrilátero formado pelas ruas Padre Júlio Maria, Farmacêutico Vespasiano Vieira, Howian e Leopoldo Schimitz, próximo ao Terreirão do Samba, região central, ponto de consumo já denunciado pela Tribuna, usuários de várias classes sociais frequentam o local. Eles chegam e procuram um morador da área, que entrega a droga. Um jovem ainda tentou se esconder debaixo de um barraco de lona improvisado, onde permaneceu alguns minutos. Um casal também foi flagrado entrando em um dos barracos. Mas, mesmo com o artifício das lonas, muitos fumam a pedra do lado de fora, ignorando os passantes.
Ainda na região central, o uso de crack tem acontecido nas imediações da Rua Francisco Maia, entre Francisco Bernardino e Benjamin Constant, no entorno do Mergulhão, e na Avenida dos Andradas, situação flagrada pela Tribuna no último dia 21, quando uma mulher e dois jovens se esconderam atrás de um veículo para fumar a pedra. Outros pontos próximos são usados para o consumo, como a Praça Senador Teotônio Vilela, no Vitorino Braga, e a extensão da Rua José Calil Ahouagi, nas imediações do albergue. "É frequente ver pessoas cheirando ou usando crack na latinha. A polícia passa, mas eles voltam depois a usar", contou um vigia, 40.
Também foram diagnosticados pontos entre os bairros Vitorino Braga, Ladeira e Manoel Honório. Na região conhecida pela própria polícia como área de venda de drogas, é possível perceber a movimentação intensa de jovens comprando o tóxico e procurando as pontes da região para o uso. Quem mora ou trabalha próximo relata o temor: "Muitos ficam no cruzamento pedindo dinheiro. Outros roubam pedestres só pra usar droga. Temos medo dessa situação", contou um trabalhador. Durante três dias, 2, 3 e 6 de fevereiro, a Tribuna esteve no local e presenciou o vaivém de usuários na ponte do Ladeira. Entre eles, dois jovens bem vestidos chamaram atenção, no dia 6, porque, além de adquirirem a droga, imediatamente acessaram a área sob a ponte do Manoel Honório para usá-la. Ainda na área, a vegetação na Rua Marechal Setembrino de Carvalho, entre o Ladeira e o Nossa Senhora Aparecida, serve de esconderijo aos dependentes.
Já na região Sudeste, a ponte do Bairro de Lourdes e praças da Vila Ideal e Santa Tereza são locais tomados pelo uso e tráfico do crack. Entre o Santa Tereza e o Poço Rico, uma travessa nomeada como Rua Margem da Central, rente à linha férrea, é ponto de consumo. "Usamos em qualquer lugar. Agora temos ido para o meio do mato mesmo para respeitar os vizinhos", contou G., 39 anos, que abandonou a família e sobrevive nas ruas como catador de papel. Em outro dia, no mesmo local, um homem, 34, foi flagrado no momento que iria fumar o entorpecente. Mesmo sendo de família de classe média e tendo estudado em bons colégios, ele encontrou o crack aos 14 anos e, desde então, frequenta pontos em busca da droga. "Vamos atrás em qualquer lugar e usamos onde for. Juiz de Fora está tomada. Não há restrição de bairros. Mas, por conta do crack, somos abandonados por todos, amigos, familiares. Não convivo com mais ninguém da minha família. Agora moro em um quarto sozinho na Zona Norte."
Construção abandonada
Uma edificação abandonada na Rua Euclides de Souza Lima, no São Dimas, Zona Norte, continua a ser usada como local de venda e uso de drogas, assim como o Terminal Rodoviário Miguel Mansur. Moradores da região temem os pequenos roubos. Ainda na Zona Norte, outro ponto é a margem da linha férrea, próximo à Rua Evaristo da Veiga. "É vergonhoso os trabalhadores terem que sair 6h para buscar o sustento honesto e ficar com medo devido ao risco de ser assaltado e agredido pelos viciados de crack", contou, por e-mail, um morador do bairro.
Especialistas consideram inócua repressão a usuários
Para especialistas e profissionais ligados à recuperação dos dependentes, a repressão sobre os usuários é inócua. O professor Telmo Ronzani, coordenador do Polo de Pesquisa em Psicologia Social e Saúde Coletiva da UFJF, diz que "é lamentável observar ações de 'limpeza' das ruas, como se essas pessoas não merecessem cuidados necessários. Isso só aumenta o estigma e afasta as pessoas de uma intervenção mais efetiva. Onde se tem a ação truculenta e repressora da polícia, a esfera possível de cuidado se inviabiliza. Os usuários apenas vão mudar de local de uso, vão se tornar mais resistentes a outras abordagens, e as pessoas não vão deixar de usar a droga."
Educador em São Paulo, autor de artigo recente sobre a ocupação da cracolândia, Gilberto Alvarez Giusepone, é enfático: "A droga é um problema que deve ser tratado com repressão policial apenas quando se trata de enfrentar e coibir o tráfico, e, mesmo assim, com estratégias inteligentes que impeçam os traficantes de dominar áreas da cidade e ameaçar as pessoas. Neste caso, a repressão policial é admissível, jamais para enfrentar usuários miseráveis e desarmados. Em São Paulo, o abandono da região permitiu que um lugar onde ninguém queria ir fosse ocupado por pessoas que a sociedade não desejava enxergar. Mas, como agora há interesse em se recuperar a região para expansão imobiliária, as autoridades municipais e estaduais querem simplesmente expulsar os dependentes, como se fossem dejeto humano", e completa: "A extinção de qualquer cracolândia só é possível se os usuários de droga puderem ser recuperados. Fora isso, o problema só estará sendo deslocado."
Trabalhando há 12 anos na recuperação de dependentes químicos de Juiz de Fora e região, Luiz Fernando Feitosa, coordenador da comunidade terapêutica Nova Esperança, no Linhares, aposta na mudança de foco do Poder Público. "A atitude é errada. Hoje as polícias ficam em cima dos usuários, mas eles são doentes. As forças de segurança não estão preparadas para lidar com a situação. O ideal era que mudassem o foco para os traficantes. Junto a isso, o ideal seria investir na prevenção de forma severa, formando grupos de dependência química nas escolas para lidar diretamente com as crianças, e a outra atitude é aumentar a rede de assistência em comunidades terapêuticas."
Tratamentos ainda são mínimos diante da realidade
A disponibilidade de tratamento para os dependentes químicos de Juiz de Fora ainda é considerada mínima diante da realidade. Hoje há oito comunidades terapêuticas na cidade, entretanto, em apenas três há vagas destinadas aos dependentes encaminhados pelo SUS. Funcionando há menos de quatro meses, o convênio de 32 vagas - sendo dez femininas e 22 masculinas - entre as comunidades e o Ministério da Saúde garante um tratamento mínimo. "São apenas 30 dias, prorrogáveis por mais 30, dependendo do caso. Praticamente não conseguimos nem desintoxicar o dependente neste prazo. O que tem hoje ainda é pouco, mas já houve um avanço", comentou o coordenador de uma das unidades conveniadas, a Comunidade Terapêutica Nova Esperança, Luiz Fernando Feitosa.
A ausência de leitos para atender a dependentes na cidade é questão antiga e levou até mesmo o Ministério Público a intervir. O problema se torna mais grave já que a cidade fica responsável por atender boa parte da demanda das cidades da região, como Chácara, Matias Barbosa, Coronel Pacheco, Bicas, entre outras. Pesquisa recente da Confederação Nacional dos Municípios (CNM) confirma que a droga avança em cidades de pequeno porte e áreas rurais, mas, em contrapartida, na maioria, não existe órgão de apoio aos usuários e familiares. Desta forma, a responsabilidade sobrecai nas cidades-polo.
Segundo a Secretaria de Saúde, em Juiz de Fora, além das vagas nas comunidades terapêuticas, cerca de 400 dependentes são atendidos, a maioria por conta do crack, na unidade do Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas (Caps AD). Também há 32 leitos no Hospital Ana Nery.
Já o projeto em parceria com o Governo estadual "Aliança pela Vida", que prevê o acompanhamento de 500 usuários e dos familiares, está paralisado. Na primeira fase, somente 30 usuários começaram a ser assistidos. Também importante para a recuperação dos dependentes, o "Consultório de Rua" está em fase de implantação. Ainda conforme a Secretaria de Saúde, deve ter início em março a capacitação e o treinamento das equipes das unidades de atenção primária à saúde (Uaps) para atendimento aos dependentes químicos.
FONTE: TRIBUNA DE MINAS.COM
Retirada de usuários de áreas degradadas não tem surtido efeito, empurrando problema para outros espaços públicos e privados
Juiz de Fora enfrenta a proliferação de pontos de uso e venda de crack. Recentemente, São Paulo teve uma forte ação policial na área conhecida como cracolândia, o que colaborou para aumentar a polêmica sobre o comércio da droga e a crítica ao tratamento dado aos dependentes. No município, ações repressivas de retirada de usuários de praças, vias e espaços públicos também têm sido realizadas pontualmente, mas não impedem o retorno ou a migração dos dependentes para outros locais, e o que é pior, não acabam com o vício que atinge pessoas de todas as idades e classes sociais. A estimativa, conforme especialistas, é de que 95% dos usuários de drogas do município sejam dependentes do crack. Nas duas últimas semanas, a Tribuna circulou por diversas regiões e mapeou pontos de aglomerações de usuários, considerados "zonas quentes" da droga. No caminho, a equipe encontrou moradores de rua, pais de família, jovens de classe média, empresários, trabalhadores que abandonaram suas carreiras e se entregaram ao vício. Além de frequentarem bocas de fumo, estes dependentes usam a pedra sob pontes, em meio a matagais, lixo, às margens da linha férrea ou em construções abandonadas.
Até mesmo áreas nobres têm se transformado em espaço para uso do entorpecente. No Bairro Santa Helena, próximo à Praça Menelick de Carvalho, moradores e trabalhadores do entorno relatam o drama de ter que conviver com o tráfico e com os usuários. "Antes a presença era de garotos mais jovens usando maconha, mas agora, não. Eles têm usado de tudo, principalmente à noite", revela um porteiro da área. No quadrilátero formado pelas ruas Padre Júlio Maria, Farmacêutico Vespasiano Vieira, Howian e Leopoldo Schimitz, próximo ao Terreirão do Samba, região central, ponto de consumo já denunciado pela Tribuna, usuários de várias classes sociais frequentam o local. Eles chegam e procuram um morador da área, que entrega a droga. Um jovem ainda tentou se esconder debaixo de um barraco de lona improvisado, onde permaneceu alguns minutos. Um casal também foi flagrado entrando em um dos barracos. Mas, mesmo com o artifício das lonas, muitos fumam a pedra do lado de fora, ignorando os passantes.
Ainda na região central, o uso de crack tem acontecido nas imediações da Rua Francisco Maia, entre Francisco Bernardino e Benjamin Constant, no entorno do Mergulhão, e na Avenida dos Andradas, situação flagrada pela Tribuna no último dia 21, quando uma mulher e dois jovens se esconderam atrás de um veículo para fumar a pedra. Outros pontos próximos são usados para o consumo, como a Praça Senador Teotônio Vilela, no Vitorino Braga, e a extensão da Rua José Calil Ahouagi, nas imediações do albergue. "É frequente ver pessoas cheirando ou usando crack na latinha. A polícia passa, mas eles voltam depois a usar", contou um vigia, 40.
Também foram diagnosticados pontos entre os bairros Vitorino Braga, Ladeira e Manoel Honório. Na região conhecida pela própria polícia como área de venda de drogas, é possível perceber a movimentação intensa de jovens comprando o tóxico e procurando as pontes da região para o uso. Quem mora ou trabalha próximo relata o temor: "Muitos ficam no cruzamento pedindo dinheiro. Outros roubam pedestres só pra usar droga. Temos medo dessa situação", contou um trabalhador. Durante três dias, 2, 3 e 6 de fevereiro, a Tribuna esteve no local e presenciou o vaivém de usuários na ponte do Ladeira. Entre eles, dois jovens bem vestidos chamaram atenção, no dia 6, porque, além de adquirirem a droga, imediatamente acessaram a área sob a ponte do Manoel Honório para usá-la. Ainda na área, a vegetação na Rua Marechal Setembrino de Carvalho, entre o Ladeira e o Nossa Senhora Aparecida, serve de esconderijo aos dependentes.
Já na região Sudeste, a ponte do Bairro de Lourdes e praças da Vila Ideal e Santa Tereza são locais tomados pelo uso e tráfico do crack. Entre o Santa Tereza e o Poço Rico, uma travessa nomeada como Rua Margem da Central, rente à linha férrea, é ponto de consumo. "Usamos em qualquer lugar. Agora temos ido para o meio do mato mesmo para respeitar os vizinhos", contou G., 39 anos, que abandonou a família e sobrevive nas ruas como catador de papel. Em outro dia, no mesmo local, um homem, 34, foi flagrado no momento que iria fumar o entorpecente. Mesmo sendo de família de classe média e tendo estudado em bons colégios, ele encontrou o crack aos 14 anos e, desde então, frequenta pontos em busca da droga. "Vamos atrás em qualquer lugar e usamos onde for. Juiz de Fora está tomada. Não há restrição de bairros. Mas, por conta do crack, somos abandonados por todos, amigos, familiares. Não convivo com mais ninguém da minha família. Agora moro em um quarto sozinho na Zona Norte."
Construção abandonada
Uma edificação abandonada na Rua Euclides de Souza Lima, no São Dimas, Zona Norte, continua a ser usada como local de venda e uso de drogas, assim como o Terminal Rodoviário Miguel Mansur. Moradores da região temem os pequenos roubos. Ainda na Zona Norte, outro ponto é a margem da linha férrea, próximo à Rua Evaristo da Veiga. "É vergonhoso os trabalhadores terem que sair 6h para buscar o sustento honesto e ficar com medo devido ao risco de ser assaltado e agredido pelos viciados de crack", contou, por e-mail, um morador do bairro.
Especialistas consideram inócua repressão a usuários
Para especialistas e profissionais ligados à recuperação dos dependentes, a repressão sobre os usuários é inócua. O professor Telmo Ronzani, coordenador do Polo de Pesquisa em Psicologia Social e Saúde Coletiva da UFJF, diz que "é lamentável observar ações de 'limpeza' das ruas, como se essas pessoas não merecessem cuidados necessários. Isso só aumenta o estigma e afasta as pessoas de uma intervenção mais efetiva. Onde se tem a ação truculenta e repressora da polícia, a esfera possível de cuidado se inviabiliza. Os usuários apenas vão mudar de local de uso, vão se tornar mais resistentes a outras abordagens, e as pessoas não vão deixar de usar a droga."
Educador em São Paulo, autor de artigo recente sobre a ocupação da cracolândia, Gilberto Alvarez Giusepone, é enfático: "A droga é um problema que deve ser tratado com repressão policial apenas quando se trata de enfrentar e coibir o tráfico, e, mesmo assim, com estratégias inteligentes que impeçam os traficantes de dominar áreas da cidade e ameaçar as pessoas. Neste caso, a repressão policial é admissível, jamais para enfrentar usuários miseráveis e desarmados. Em São Paulo, o abandono da região permitiu que um lugar onde ninguém queria ir fosse ocupado por pessoas que a sociedade não desejava enxergar. Mas, como agora há interesse em se recuperar a região para expansão imobiliária, as autoridades municipais e estaduais querem simplesmente expulsar os dependentes, como se fossem dejeto humano", e completa: "A extinção de qualquer cracolândia só é possível se os usuários de droga puderem ser recuperados. Fora isso, o problema só estará sendo deslocado."
Trabalhando há 12 anos na recuperação de dependentes químicos de Juiz de Fora e região, Luiz Fernando Feitosa, coordenador da comunidade terapêutica Nova Esperança, no Linhares, aposta na mudança de foco do Poder Público. "A atitude é errada. Hoje as polícias ficam em cima dos usuários, mas eles são doentes. As forças de segurança não estão preparadas para lidar com a situação. O ideal era que mudassem o foco para os traficantes. Junto a isso, o ideal seria investir na prevenção de forma severa, formando grupos de dependência química nas escolas para lidar diretamente com as crianças, e a outra atitude é aumentar a rede de assistência em comunidades terapêuticas."
Tratamentos ainda são mínimos diante da realidade
A disponibilidade de tratamento para os dependentes químicos de Juiz de Fora ainda é considerada mínima diante da realidade. Hoje há oito comunidades terapêuticas na cidade, entretanto, em apenas três há vagas destinadas aos dependentes encaminhados pelo SUS. Funcionando há menos de quatro meses, o convênio de 32 vagas - sendo dez femininas e 22 masculinas - entre as comunidades e o Ministério da Saúde garante um tratamento mínimo. "São apenas 30 dias, prorrogáveis por mais 30, dependendo do caso. Praticamente não conseguimos nem desintoxicar o dependente neste prazo. O que tem hoje ainda é pouco, mas já houve um avanço", comentou o coordenador de uma das unidades conveniadas, a Comunidade Terapêutica Nova Esperança, Luiz Fernando Feitosa.
A ausência de leitos para atender a dependentes na cidade é questão antiga e levou até mesmo o Ministério Público a intervir. O problema se torna mais grave já que a cidade fica responsável por atender boa parte da demanda das cidades da região, como Chácara, Matias Barbosa, Coronel Pacheco, Bicas, entre outras. Pesquisa recente da Confederação Nacional dos Municípios (CNM) confirma que a droga avança em cidades de pequeno porte e áreas rurais, mas, em contrapartida, na maioria, não existe órgão de apoio aos usuários e familiares. Desta forma, a responsabilidade sobrecai nas cidades-polo.
Segundo a Secretaria de Saúde, em Juiz de Fora, além das vagas nas comunidades terapêuticas, cerca de 400 dependentes são atendidos, a maioria por conta do crack, na unidade do Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas (Caps AD). Também há 32 leitos no Hospital Ana Nery.
Já o projeto em parceria com o Governo estadual "Aliança pela Vida", que prevê o acompanhamento de 500 usuários e dos familiares, está paralisado. Na primeira fase, somente 30 usuários começaram a ser assistidos. Também importante para a recuperação dos dependentes, o "Consultório de Rua" está em fase de implantação. Ainda conforme a Secretaria de Saúde, deve ter início em março a capacitação e o treinamento das equipes das unidades de atenção primária à saúde (Uaps) para atendimento aos dependentes químicos.
FONTE: TRIBUNA DE MINAS.COM
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