30 de mar. de 2012

Cachoeira avisou senador do DEM sobre investigações, diz PF.

Investigações da Polícia Federal apontam que o empresário Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, repassou informações sobre apurações contra o seu grupo ao senador Demóstenes Torres (DEM-GO), informa reportagem de Fernando Mello, Leandro Colon e Filipe Coutinho, publicada na Folha desta sexta-feira.
A Folha obteve 12 mil páginas do inquérito da PF que culminou na Operação Monte Carlo. Ela investigou Cachoeira e mais 80 pessoas, todos denunciados neste mês pelo Ministério de Público Federal sob acusação de explorar máquinas caça-níquel e corromper agentes públicos para manter o negócio.
No inquérito a que a Folha teve acesso, o nome de Demóstenes aparece, por exemplo, num relatório da PF sobre um diálogo gravado com autorização judicial no dia 13 de março do ano passado, às 15h37. Nele, conversam Carlinhos Cachoeira e o sargento aposentado da Aeronáutica Idalberto Matias, o Dadá --apontado pela Procuradoria como o principal araponga da quadrilha. Ambos estão presos.
De acordo com a PF, eles falavam sobre investigações sigilosas que o grupo sofria à época, quando a Monte Carlo já estava em andamento.Outro diálogo revela que Demóstenes atuava para ajudar Cachoeira na escolha de integrantes para o governo de Goiás, comandado pelo tucano Marconi Perillo. Em uma conversa no dia 5 de janeiro do ano passado, o empresário menciona duas vezes o nome do senador a um integrante de seu grupo, de acordo com a PF.
Ontem, o ministro do Supremo Tribunal Federal Ricardo Lewandowski atendeu a pedido do procurador-geral da República, Roberto Gurgel, e determinou a quebra de sigilo bancário de Demóstenes em relação a um período de cerca de dois anos.
O ministro pediu também ao Senado a lista das emendas ao Orçamento apresentadas por Demóstenes --isso indica que uma de suas linhas de investigação será analisar se o senador utilizou prerrogativas de seu cargo para favorecer Cachoeira.

28 de mar. de 2012

Finanças: Prestação de Contas do PSOL Nacional

Aqui você poderá acompanhar as publicações da prestações de contas do PSOL Nacional. Esta é mais uma demonstração de seriedade e compromisso que temos em tratar com transparência a administração financeira do nosso Partido Socialismo e Liberdade.
Estamos estudando a possibilidade técnica de ter uma página fixa apresentando a prestação de contas do PSOL.

Abaixo você verá a planilha de repasses do Fundo Partidário e o demonstrativo das despesas do período.

Clique aqui e veja o Quadro de Repasse de janeiro 2012

ATENÇÃO! Na próxima página, aparecerá novamente duas vezes a mensagem “Quadro de Repasse de janeiro 2012″. Você deve clicar na segunda, que está abaixo.

Clique aqui e veja o Quadro de Repasse de fevereiro 2012

ATENÇÃO! Na próxima página, aparecerá novamente duas vezes a mensagem “Quadro de Repasse de fevereiro 2012″. Você deve clicar na segunda, que está abaixo.

Clique aqui e veja o Quadro de Despesas PSOL

ATENÇÃO! Na próxima página, aparecerá novamente duas vezes a mensagem “Despesas PSOL”. Você deve clicar na segunda, que está abaixo.

25 de mar. de 2012

UM GRANDE DEMAGOGO.

Tarcísio Delgado volta a atuar e defende decisão local

O ex-prefeito Tarcísio Delgado anda incomodado com o PMDB. Suas considerações atuais sobre o partido em nada lembram a grandeza do jequitibá maduro, na metáfora usada por ele em seu primeiro discurso como líder da bancada peemedebista na Câmara Federal em 1992. "Estão fazendo uma covardia com a (presidente) Dilma (Rousseff), e o PMDB se coaduna com isso." Entusiasta da gestão da petista, mais até do que a do ex-presidente Lula, Tarcísio condena a reação em curso no Congresso frente à proposta da presidente de "colocar fim à bandalheira". "Se fosse líder do PMDB hoje, não duraria três dias", sentencia, durante conversa com a Tribuna em seu escritório no Centro. E o PMDB de Juiz de Fora? Antes da resposta, um acerto na postura. "Estou voltando a atuar no PMDB de Juiz de Fora. Afastei um pouco, mas estou voltando para esse momento de efervescência." Para ele, a "recomendação de candidatura própria" das direções estadual e nacional deverá ser analisada pelo partido no município. "A decisão será do diretório local."
Antes de avançar sobre a discussão a ser travada internamente no PMDB, Tarcísio abre uma parêntese para explicar a expressão "recomendação de candidatura própria." "Não há nenhuma imposição, mas uma recomendação a ser acatada ou não. O diretório vai analisar isso no momento certo." Seu entendimento é de que, até 30 de junho, data-limite para realização de convenções para escolha de candidatos, tudo se resolva. Feita a ressalva sobre a "recomendação", o ex-prefeito chega ao deputado estadual Bruno Siqueira (PMDB). "O Bruno reivindica a candidatura à Prefeitura, e isso é muito justo. Ele está correto. Mas o diretório precisa analisar. Ele é muito jovem. Talvez necessite de mais experiência." A alusão à experiência, leva ao questionamento ao quanto ao seu possível retorno ao páreo. "Não serei candidato", responde prontamente o ex-prefeito. A ressalva, porém, vem em seguida: "Mas sofro uma pressão muito grande para voltar. Se formos juntos até o banco, você vai ver."
Não só no banco, revela Tarcísio, mas também no supermercado e na farmácia. "Uma senhora perguntou se seria candidato dentro da farmácia. Respondi que havia sido prefeito por três vezes e não voltaria. Ela então perguntou pelo (deputado federal) Júlio (Delgado - PSB). O Júlio é jovem, tem três mandatos de deputado, e é natural que o Executivo de sua cidade esteja no seu caminho de homem público." O problema, que o ex-prefeito reconhece como tal, é definir a situação envolvendo Júlio, que é seu legítimo herdeiro, e Bruno, seu correligionário e assíduo respeitador da cartilha do PMDB. "Falei com cada um deles (Bruno e Júlio) em situações distintas que a receita para a derrota de ambos é manter cada qual sua candidatura. Por isso, pedi que conversassem e buscassem um entendimento, mas é muito difícil. Falar para retirar a candidatura quanto já se sente candidato é muito difícil." Embora a recomendação, Bruno e Júlio ainda não conversaram, conta Tarcísio. "O Júlio falou foi com a Margarida (Salomão, pré-candidata do PT à Prefeitura). Os dois circularam juntos nos corredores do Congresso."



Máquina ajuda candidato

A disposição para voltar a atuar no PMDB levou Tarcísio Delgado, na última semana, a Belo Horizonte para participar da convenção extraordinária do partido no estado. Na prática, o evento serviu apenas para dar ares de porta da frente à filiação do senador Clésio Andrade ao PMDB, por quem o ex-prefeito não nutre simpatia. "Se não fosse (a Belo Horizonte), seria pior. Passaria a ideia de que me retirei." Mas não foi uma viagem perdida. "O (deputado estadual) Sávio Souza Cruz (PMDB) fez um discurso muito forte contra o Governo do PSDB em Minas." A referência aos tucanos abre espaço para uma pergunta sobre a gestão do prefeito Custódio Mattos (PSDB). "O Custódio como candidato é forte por conta da máquina. O marketing vai pesar muito. Sei disso por causa de outras eleições."
Sobre o atual Governo, o ex-prefeito considera de forma genérica a existência de um considerável desgaste. Mas não detalha a avaliação. Contido, volta no tempo para falar de sua gestão e depois traçar um comparativo. "Em 1998, no segundo ano da nossa gestão, fizemos uma pesquisa de avaliação. A moça que trouxe o resultado recomendou que eu não fosse candidato à reeleição. Não haveria menor possibilidade de sucesso. Iniciamos o ano de 1999 com o Plano Estratégico em pauta e conseguimos a reeleição em 2000." Na ocasião, Tarcísio enfrentou e venceu o ex-prefeito Alberto Bejani (PSL). Hoje, segundo ele, o prazo para Custódio reverter o quadro de desgaste é muito curto. "Temos três meses para o início da campanha."
Por outro lado, sua avaliação quanto a uma nova candidatura da petista Margarida Salomão é bem otimista. "Ela (Margarida) dificilmente não estará no segundo turno." Ainda assim, uma composição com PT e PMDB, conforme o ex-prefeito, demandaria muita conversa. "Agradaria a uma parte mais à esquerda no PMDB, mas não a todos." Embora tenha defendido a presidente Dilma Rousseff em várias ocasiões, ele não falou de conversas de sua parte com interlocutores do PT. Nem mesmo com o vice-presidente da República, Michel Temer (PMDB), de quem é amigo, Tarcísio disse que tratou da sucessão em Juiz de Fora. "Encontrei com o Michel em Belo Horizonte de forma muito rápida. Ele perguntou porque eu havia sumido de Brasília. Respondi que sua agenda agora havia mudado muito. Ele disse que era só ligar."


Articulações ganham celeridade

No seu retorno à ativa no PMDB, Tarcísio Delgado deve começar com uma conversa com o deputado estadual Bruno Siqueira. Ele não revelou a data do encontro. "Será muito brevemente." Quanto à pauta, disse querer ouvir. Seu interlocutor também manteve sigilo quanto ao dia e horário, mas mostrou otimismo com a conversa. "Vamos conversar mais a partir de agora", afirmou Bruno, que considerou o retorno de Tarcísio à vida partidária como contribuição excepcional para as discussões internas. Quanto à recomendada conversa com o deputado federal Júlio Delgado (PSB), ele disse que um encontro foi agendado para os próximos dias. O parlamentar do PSB, por sua vez, tem compromissos em sua agenda, não só com Bruno, mas com boa parte dos caciques do PMDB. Seu leque de diálogo exclui apenas o prefeito Custódio Mattos (PSDB). "Nossas conversas acontecem justamente no contexto de criarmos uma alternativa à atual administração."
A oposição ao tucano parece não ser o único ponto comum entre Bruno e Júlio, além do fato de ambos quererem chegar à Prefeitura. Os dois vêm queimando, por exemplo, todos seus cartuchos para manter um bom relacionamento com Tarcísio. Sabedores da ojeriza do cacique peemedebista em relação aos tucanos, tanto Júlio quanto Bruno evitam menções diretas ao senador Aécio Neves (PSDB), com quem ambos têm boas relações. Mesmo em relação à crítica quanto sua pouca idade, Bruno tem se valido da diplomacia. Aos correligionários, tem dito que Tarcísio candidatou ao Executivo pela primeira vez com 41 anos e Itamar Franco com 36. Estando ele com 38, permanece na média. A tarefa de Júlio também não tem sido das mais fáceis. Depois de acumular alguns esbarrões com peemedebistas graúdos e mesmo naqueles de casa, foi impelido a superar as arestas em busca de espaço.

Por RICARDO MIRANDA

Mais um projeto privatizante da educação em Minas.

O governador Anastasia e a secretária da educação lançaram nessa semana mais um projeto que trilha o caminho da privatização da educação pública, através das PPPs (parceria público privada): o projeto "Minas presente nas Escolas" (ver no site da SEE)
Essa política das PPPs foi iniciada nos governos neoliberais do FHC (PSDB) e tem sido aprofundada nos governos do PT (Lula/ Dilma). É portanto, um programa de estado para todas as áreas e na educação os governos vêm, a cada dia, intensificando essa lógica privatista.
A proposta do ministro Mercadante, já analisada nesse blog, de premiar professores bem avaliados com bolsas em instituições privadas de educação e essa proposta de Anastasia de empresas privadas adotarem projetos nas escolas de tempo integral são duas moedas da mesma face.
É necessário elaborar uma analise mais aprofundada desse projeto para que possamos encontrar formas de derrotá-lo, no entanto, uma coisa já temos condições de afirmar: é o caminho da privatização da escola pública em Minas.

23 de mar. de 2012

TRE recebe denúncias de propaganda irregular.

As denúncias de propaganda eleitoral irregular praticada nas ruas ou na internet já podem ser feitas ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE). Esta semana, o site www.tre-mg.jus.br passou a disponibilizar espaço para receber informações de atos ilegais e de propaganda extemporânea (que ocorra antes de 6 de julho). Já as informações ao uso incorreto de espaço no rádio, na TV e nos jornais não podem ser feitas pela internet, por possuírem trâmite especial.
Para formalizar a denúncia pelo site, o interessado deve preencher um formulário, que será direcionado à zona eleitoral onde ocorreu a irregularidade, com a intenção de permitir a fiscalização e apuração dos fatos. O usuário receberá um número de registro para acompanhar o andamento do processo. Se for constatado o problema, o juiz da zona eleitoral pode exigir que a propaganda seja retirada.
Segundo o TSE, não serão aceitas denúncias anônimas. No entanto, "os dados pessoais ficarão restritos à Justiça Eleitoral e não constarão do expediente instaurado para constatação da irregularidade". Além de denunciar pela internet, a população continua tendo a possibilidade de ir pessoalmente ao cartório eleitoral ou acionar o Ministério Público de Minas Gerais.
 

21 de mar. de 2012

Manifestações contra fechamento de turmas obtem vitórias

A SRE, pressionada pelas manifestações e denúncias veiculadas na imprensa, voltou atrás na decisão de fechar turmas na escola Juscelino Kubitschek e Henrique Burnier.
Educadores dessas escolas, inconformados e indignados escolheram o caminho da luta e da pressão, procuraram o sindicato e juntos organizaram manifestações na porta da escola e na SRE. Essas ações abriram espaço na imprensa para denúncia à toda a população, envolvendo a comunidade escolar que também se mobilizou como no caso de um pai de aluno da escola Henrique Burnier.
O recuo da SRE demonstra-nos que a unidade da categoria com a direção do sindicato é fundamental para os enfrentamentos necessários aos ataques que estamos sofrendo por parte do governo. Mas, mais importante, demonstra-nos que QUEM LUTA ALCANÇA CONQUISTAS.
O embate contra o fechamento de turmas ainda não acabou. Se a sua escola está ameaçada entre em contato com o sindicato: 3216-4963.

Sind-UTE Subsede Juiz de Fora

Estudantes da UFJF protestam contra o transporte coletivo.



Com faixas, som e apitaço, estudantes da UFJF fizeram um protesto no campus na manhã desta quarta-feira (21). O objetivo era chamar a atenção para os problemas enfrentados com os ônibus que servem à universidade, principalmente em relação aos que seguem para as novas instalações do Instituto de Ciências Humanas (ICH). "O prédio é distante, e somente duas, das quatro linhas disponíveis para o campus, vão até lá. Geralmente precisamos descer no ponto de ônibus perto da Faculdade Direito e seguir a pé", informou o coordenador do Diretório Central dos Estudantes (DCE), Felipe Fonseca. Segundo ele, cerca de dois mil alunos frequentam o ICH, nos turnos diurno e noturno, e muitos precisam do transporte coletivo. "Teve um dia que esperei uma hora no ponto do ICH. Acabei descendo a pé, à noite, para pegar o ônibus no ponto do Direito, que é o mais próximo", contou a estudante de psicologia, Cristiane Pereira.
Durante o protesto, os estudantes desviaram a passagem de carros e ônibus, obrigando-os a seguirem até o prédio do ICH. "Queremos que a população saiba a distância que, muitas vezes, precisamos percorrer a pé, debaixo de Sol ou chuva", falou Felipe. De acordo com o coordenador do DCE, já foram enviados ofícios à Settra, inclusive com pedidos da direção da UFJF, solicitando a ampliação das linhas de ônibus.
A assessoria de comunicação da universidade declarou que a primeira solicitação foi encaminhada à Settra em setembro do ano passado, com a informação sobre a ampliação do número de estudantes ingressando no ICH. Em novembro, a Settra declarou, através de ofício, que uma pesquisa feita pela secretaria havia concluído que a quantidade de ônibus colocados à disposição da comunidade estaria atendendo a demanda. E ainda acrescentou que uma nova pesquisa seria realizada no início do período letivo para reavaliar a situação.De acordo com a assessoria de comunicação da Settra, o novo estudo está agendado para esta quinta-feira (22) e será realizado em três turnos, das 7h às 19h30. Funcionários e estudantes da UFJF estão sendo convidados a participar da pesquisa. A previsão é de que na segunda-feira (26) saia o resultado da análise, com as possíveis mudanças a serem implantadas.

20 de mar. de 2012

Nota Oficial da Corrente Socialista dos Trabalhadores – CST

A CST vem através desta solidarizar-se e mostrar seu total apoio a companheira e deputada estadual, Janira Rocha (PSOL/RJ) com respeito às recentes ameaças e cassação que a mesma vem sofrendo covardemente ao se posicionar na luta parlamentar ao lado das lutas dos trabalhadores e trabalhadoras do Estado. Repudiamos o processo de cassação do mandato parlamentar que está em tramitação na Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (ALERJ), na qual está mais do que demonstrado que se trata de perseguição política, capitaneada pelo atual governador do Estado do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral Filho, combinando-se com a política direcionada de criminalização dos movimentos sociais em vigor em todo país e ordenada por todas as esferas do poder: municipal, estadual e federal.
Lembramos que atuação destacada da deputada Janira Rocha em apoio à luta dos Bombeiros e Policiais Civis e Militares do Estado, e contra o absurdo aumento da tarifa das Barcas, demonstra claramente que a parlamentar do PSOL está ao lado do povo e dos trabalhadores contra a máfia governista atual que domina o Estado do Rio de Janeiro. O pedido de cassação perpetrado pela deputada estadual Cidinha Campos (PDT-RJ), é imoral, e cínico diante do enorme número de bandidos que se hospedam na ALERJ hoje que respondem por processos de fraude, sonegação, caixa dois, associação ao tráfico, associação a grupos milicianos e até cúmplices de homicídios.
Por isso, afirmamos que não há nada além da perseguição política que justifique tal hipocrisia dos “paladinos e paladinas da moralidade” da ALERJ.
Certamente, esta covardia não passará impune diante dos trabalhadores, estudantes e militantes, e do povo desse Estado e do país na qual estão acompanhando mais esta covardia perpetrada pelo governo do Estado através de seus capangas parlamentares da ALERJ. Mais uma vez, não nos calaremos diante dos fatos e estamos prestando nossa irrestrita solidariedade e nos colocando em total combate e luta juntamente com nossa companheira Janira Rocha e a militância do nosso partido contra mais esta covardia.
Corrente Socialista dos Trabalhadores – CST
www.cstpsol.com

Rubens Teixeira
Diretor do Sindados-MG
Direção Estadual do PSOL-MG
Unidos Pra lutar-Tendência Sindical
CST - PSOL

18 de mar. de 2012

Brasil teve o menor crescimento entre países da América do Sul.

O Brasil foi o país que menos cresceu na América do Sul em 2011, informa reportagem de Érica Fraga e Mariana Carneiro, publicada na Folha deste domingo (a íntegra está disponível para assinantes do jornal e do UOL, empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha).
As taxas de expansão da economia brasileira perdem para as de outras nações emergentes, como China e Índia, de forma recorrente. Mas, desde 2006, o desempenho do país não ficava aquém do resultado de todos os vizinhos sul-americanos, segundo estimativas recentes.
O fraco desempenho do Brasil, que cresceu apenas 2,7% no ano passado, deve fazer ainda com que o país fique abaixo da média de expansão da América Latina como um todo (próxima a 4%). Isso também não ocorria há cinco anos.
A desaceleração brasileira em 2011 é, em parte, explicada pela forte expansão de 7,5% do PIB (Produto Interno Bruto) em 2010, que levou à alta da inflação. Isso forçou o governo a tomar medidas para esfriar a economia.
Abaixo, os numeros do crescimento dos países:
Equador:        9%
Argentina:     8.8%
Peru:             6.9%
Chile:             6%
Colômbia:      5.8%
Uruguai:         5.5%
Guiana:          4.8%
Bolívia:          4,5%
Venezuela:     4,2%
Paraguai         4%
Suriname:       3%
BRASIL:        2,7%

15 de mar. de 2012

ISTO É A POLÍTICA NO BRASIL. DA NOJO!!!

Partidos se unem contra nova regra do Tribunal Superior Eleitoral

Para garantir candidatura de 21 mil políticos que tiveram contras rejeitadas, partidos se unem ao PT e pedem revisão da medida

Para garantir que 21 mil políticos que tiveram suas contas rejeitadas possam ser candidatos, 18 partidos da base aliada do governo e da oposição se uniram para pedir ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que revogue a decisão de barrar nas eleições deste ano os políticos que tiveram prestações de contas rejeitadas em eleição anterior. A proibição consta da resolução do TSE aprovada dia 1º de março último, por 4 votos a 3.
Eles decidiram por unanimidade, reunidos na liderança do PMDB, apoiar o pedido de reconsideração da medida feito pelo PT no último dia 8. Alegam que a decisão ignora o prazo da anualidade, pela qual a legislação eleitoral deve ser adotada pelo menos um ano antes do pleito. Se for mantida a proibição, o próprio tribunal avalia que 21 mil candidatos que tiveram contas reprovadas não poderão disputar, em outubro, as eleições para prefeitos e vereadores.
O presidente do PMDB, Valdir Raupp (RO) nega na iniciativa a tentativa de proteger políticos com ficha suja. "A Lei da Ficha Limpa é uma coisa e essa resolução é outra, o que queremos é o respeito ao prazo da anualidade", alega. O presidente do DEM, senador José Agripino (RN), reitera não existir "nenhuma segunda intenção" contrária à Lei da Ficha Limpa. "Não se trata de defender a ficha suja, não é isso", acrescenta.
Na representação ao relator da matéria, ministro Arnaldo Versiani, o PT afirma que a lei em vigor, de 2009, entende como quitação eleitoral a apresentação das contas, "afastando, pois, de modo definitivo, a exigência de julgamento do mérito". "Estar quite é apresentar a prestação de contas", insiste, contrariando a decisão da resolução.
Desde o início, era certo que a proibição provocaria questionamento na Justiça. O presidente do PMDB informa que o assunto não foi tratado antes "porque ninguém tinha conversado sobre isso". Patrocinador do encontro, Valdir Raupp diz que a oposição se deve apenas ao desconhecimento da anualidade e não com relação a outros itens da resolução que trata de doações de campanha. A resolução não fixa prazo para a Justiça Eleitoral examinar as contas de candidatos. Daí porque é certo que, se houver atraso, o candidato poderá disputar a eleição.
No início de março, o TSE mudou uma interpretação que estabelecia como condição para o registro de candidaturas apenas a apresentação das contas e não a sua necessária aprovação. Cerca de 21 mil políticos integram o cadastro da Justiça Eleitoral de contas rejeitadas . Após as eleições, todos os candidatos têm de prestar contas sobre gastos e arrecadações.
"Quem não tiver quitação eleitoral (conta aprovada), não terá o registro (da candidatura)", resumiu na ocasião o presidente do TSE, Ricardo Lewandowski. A nova restrição se somou à da Lei da Ficha Limpa, que impede a candidatura de políticos condenados por órgãos colegiados e daqueles que renunciam para escapar de processos de cassação. Depois de muita polêmica, a regra da ficha limpa foi chancelada em fevereiro pelo STF.
Eleições 2010: 15,3% dos candidatos sequer prestaram contas
A nova norma agora contestada pelos partidos da base e da oposição estabelece regras para a eleição municipal deste ano. O prazo de impedimento das candidaturas deverá ser estabelecido pela Justiça Eleitoral durante o julgamento de casos concretos. Esse detalhe deverá provocar diversos questionamentos judiciais de políticos eventualmente barrados na eleição deste ano. Mas o TSE definiu que se as contas foram prestadas e a Justiça Eleitoral ainda não as analisou, o candidato poderá participar da eleição.

FONTE: AGENCIA ESTADO