2 de ago de 2014

PLATAFORMA 50

http://www.plataforma50.com.br/site/

Luciana Genro propõe a criação do Ministério da Ecologia e Justiça Socioambiental

A candidata do PSOL à Presidência da República, Luciana Genro, anunciou que irá criar o Ministério da Ecologia e Justiça Socioambiental. A proposta foi apresentada durante evento nesta quarta-feira (30), na sede do PSOL-CE, em Fortaleza, e contou com as intervenções da presidenta do PSOL Ceará, Cecília Feitosa, do candidato a governador do PSOL, Aílton Lopes, do vereador de Fortaleza, João Alfredo, do professor doutor em Física e membro do Painel Brasileiro de Mudanças Climáticas, Alexandre Costa, e do indígena e militante do PSOL, João Pitaguary.
Luciana Genro defendeu uma nova política de desenvolvimento, na qual o respeito ao meio ambiente seja uma prioridade. As exposições fizeram duras críticas aos impactos do modelo de desenvolvimento em curso no Brasil, que desequilibra o meio ambiente, contribuindo para as mudanças climáticas, estações de chuva e poluição, e desrespeita os povos originários.
A presidenciável do PSOL anunciou o Ministério da Ecologia e Justiça Socioambiental. A proposta prevê que a política de desenvolvimento esteja submetida às necessidades de preservação do meio ambiente, de garantia do território indígena e da Justiça Ambiental. O novo ministério irá incorporar os da Pesca; da Agricultura, Pecuária e Abastecimento; do Transporte; do Meio Ambiente; do Desenvolvimento, Indústria e Comércio. Tal política reduzirá os gastos públicos e terá o papel fundamental de conferir às ações políticas um sentido estratégico de projeto de país. “Vamos apresentar um novo modelo de desenvolvimento que integre respeito aos direitos humanos e à natureza”, afirmou Luciana Genro.

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Nota da Secretaria de Relações Internacionais do PSOL sobre a ofensiva de Israel contra a Palestina

 A agressão brutal do Estado de Israel sobre Gaza não tem limites. Já são 850 mortos e o bombardeio contra alvos civis aumenta. Também na Cisjordânia, o terror se aprofunda. Depois de uma manifestação de dezenas de milhares, o exército Israelense respondeu com bombas e repressão.O avanço dessa operação militar vem sendo amplamente condenado pela opinião pública mundial. As manifestações contrárias aos bombardeios levaram multidões às ruas do mundo.O grande problema, porém, é que tal condenação não se reflete da mesma forma nos organismos internacionais dominados pelas grandes potências que, ao deixarem Netanyahu de mãos livres, se tornam cúmplices do massacre. Os Estados Unidos acabam de votar contra — com a abstenção da Europa — uma resolução da Comissão de Direitos Humanos da ONU que pedia a investigação dos atos de Israel considerados genocidas.O governo brasileiro tomou a medida de retirar seu embaixador de Tel Aviv, orientado por uma declaração que condena como desproporcional a investida sobre Gaza. A resposta das autoridades israelenses foi uma afronta à nossa soberania, chamando o Brasil de “anão diplomático” e fazendo referências sobre a recente eliminação do país da Copa do Mundo.Nossa resposta diante dessa provocação deve demonstrar para Tel Aviv que o Brasil está muito longe de ser irrelevante. Como já vínhamos defendendo junto a grande comunidade árabe e palestina brasileira, a resposta deve ser a ruptura das relações diplomáticas e comerciais, o boicote econômico aos seus produtos e a ruptura de todos os acordos do Mercosul. O Brasil pode dar esses passos, marcando um caminho para os países vizinhos e a comunidade internacional.   O PSOL defende que tais medidas sejam imediatamente adotadas como forma de deter os bombardeios e o massacre em curso.  Secretaria de Relações Internacionais do PSOL

4 de jul de 2014

EM APENAS 15 DIAS DE PRÉ-CAMPANHA, LUCIANA GENRRO JA APARECE NAS PESQUISAS

Antes das conclusões sobre os números apresentados na pesquisa Datafolha, publicada na edição de hoje do jornal Folha de São Paulo, é necessário registrar como entendemos as pesquisas de intenção de voto. Mais que um simples instrumento de medição da vontade popular, as pesquisas influenciam o eleitorado, tornando-se uma engrenagem de valorização ou depreciação de candidaturas. É a partir da pontuação das pesquisas que a imprensa fortalece o conceito de “favoritos” e tenta estigmatizar com a ideia de “nanicos” e define quem receberá mais cobertura na campanha. Dessa forma, as pesquisas tornaram-se indutoras de apoio às candidaturas do sistema. Em 2014, o sistema está representado, pelo menos, por Dilma, Aécio e Campos.
Com essa breve consideração, lemos a pesquisa como uma fotografia do momento político, mesmo que com as distorções apontadas. E a fotografia que abre o mês de julho, da abertura oficial da campanha, é um crescimento expressivo das candidaturas fora do esquema das elites econômicas e políticas.
Dentro desse contexto, a candidatura de Luciana Genro do PSOL demonstra vigor na largada. Logo na primeira pesquisa que tem seu nome postulado como candidata à Presidência, com apenas 15 dias de pré-campanha, pontua e afirma-se como alternativa de coerência política, através de um programa em consonância com as reivindicações populares expressas nas jornadas de junho.
A candidatura de Luciana Genro é a que reúne as melhores condições de ser a via do voto crítico a todo o jogo da velha política, uma alternativa real ao continuísmo de Dilma e o retrocesso de Aécio. Isso se expressa nos 26 candidatos do PSOL aos governos estaduais, a presença expressiva da militância voluntária e dedicada, da força dos melhores parlamentares do Brasil no Congresso Nacional e nos estados, dos significativos apoios vindos de movimentos, intelectuais e da sociedade civil organizada. Outro dado relevante: mesmo com as alianças oportunistas, que negociaram tempo de TV por ministérios, Eduardo Campos, por exemplo, terá somente cerca de um minuto a mais que Luciana Genro.
A postura decidida e firme de Luciana Genro, diante da mesmice das candidaturas do sistema e do pacto das elites, tem condições de romper o monopólio da disputa presidencial das três candidaturas do sistema, antes da entrada da propaganda eleitoral na televisão e no rádio. Segundo aponta a Datafolha, 13% responderam que votariam em branco, nulo ou em nenhum. Outros 11% ainda não sabem. Acreditamos que, na medida que Luciana Genro for se tornando mais conhecida, parte expressiva desse ¼ do eleitorado pode votar na candidatura do PSOL, nas eleições de outubro.
Com esta determinação vamos dar a largada oficial de nossa campanha no próximo domingo, dia 6, no Rio de Janeiro, ao lado dos deputados Marcelo Freixo, Chico Alencar, Jean Wyllys e da aguerrida militância do PSOL, que fez a Primavera Carioca em 2012. Para os que não lembram, os cariocas do PSOL mostraram que nada é impossível de mudar: com um minuto de TV, sem alianças espúrias, a campanha-movimento de Freixo conquistou quase 30% dos votos válidos para a Prefeitura do Rio, acima do que apontava qualquer pesquisa.
* Luiz Araújo, professor, é presidente do PSOL e coodenador geral da candidatura Luciana Genro Presidenta. Rodolfo Mohr, jornalista, é coordenador de Comunicação da campanha.

23 de jun de 2014

Em clima de unidade, PSOL referenda candidatura de Luciana Genro à Presidência da República

Do PSOL Nacional, Leonor Costa e Rodolfo Mohr

A Convenção Nacional do PSOL referendou, na tarde de domingo (22), por unanimidade, a candidatura da ex-deputada federal Luciana Genro como candidata à Presidência da República. O professor da rede estadual de São Paulo Jorge Paz será o vice. A decisão foi tomada pelos 88 delegados presentes: 61 membros do Diretório Nacional e 27 representantes dos estados.

O deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL-RJ) fez a defesa da candidatura. “A candidatura de Luciana Genro dará visibilidade aos problemas invisíveis, à luta pelos Direitos Humanos, a necessária desmilitarização da polícia e o fim da guerra aos pobres. É uma oportunidade de ecoar as lutas das ruas” apresentou o deputado carioca.
Luciana Genro apresentará uma plataforma sintonizada com as reivindicações populares, apresentadas nas jornadas de junho de 2013. “Nossa primeira medida no governo federal será enfrentar os interesses do 1% mais rico do Brasil, com uma Revolução Tributária que inverta a lógica que taxa os trabalhadores e beneficia as elites. Só será possível fazer essas mudanças com a mobilização do povo. Queremos um governo que dê voz as demandas das ruas” defendeu Luciana.
A candidata defendeu uma auditoria na dívida pública do país, a exemplo da realizada pelo Equador. Ela disse que um dos pontos de sua campanha será “a recusa a aceitar que o Brasil continue pagando mais de 40% do seu orçamento em juros e amortização da dívida”. “Vamos seguir o exemplo do Equador, que mostrou que é possível e, após a auditoria, reduziu em 75% sua dívida”, destacou. De acordo com Luciana, a chapa pautará ainda outras discussões, como descriminalização do aborto e da maconha e direitos dos casais homoafetivos.
Em clima de unidade, a militância do partido foi destacada pela candidata à Presidência. “O PSOL é um partido que não recebe recursos de empreiteiras e de bancos, não terá o tempo de TV de outras candidaturas. Esses obstáculos do sistema eleitoral, enfrentaremos com a força da nossa militância e da nossa juventude, que vai pra rua por ideal” ressaltou.
O presidente nacional do PSOL, Luiz Araújo, destacou o histórico de luta do candidato a vice-presidente, Jorge Paz, que atualmente é dirigente da Apeosp (Sindicato dos Professores do Estado de São Paulo). “Ele (Jorge Paz) representa muito as vozes das ruas e vai fazer uma excelente dobradinha com a Luciana Genro nas eleições”, defendeu.
O candidato a vice também saudou a militância e afirmou que a campanha do PSOL tem grande responsabilidade e que o momento é propício para dialogar com diversos setores. “É com o compromisso de responsabilidade que eu assumo essa tarefa, ao lado de Luciana Genro. A conjuntura mundial e a de nosso país apresentam um espaço muito grande para conquistar corações e mentes. Disputando um programa que significa mudança no nosso país para enfrentar aqueles que defendem o continuísmo e aqueles que querem o retrocesso”, afirmou.

Conheça os candidatos

Luciana Genro
Luciana Krebs Genro
Data de Nascimento: 17/01/1971
Cidade Natal: Santa Maria/RS

Luciana Genro é professora e advogada. Preside a Fundação Lauro Campos, a fundação de estudos políticos do PSOL, e compõe a Executiva Nacional do Partido. Coordena o cursinho popular pré-vestibular Emancipa, em Porto Alegre/RS. É estudante de Mestrado em Direito na Universidade de São Paulo.
Luciana Genro começou sua militância aos 14 anos, no movimento estudantil, em Porto Alegre. Em 1994, aos 23 anos foi eleita deputada estadual pelo PT pela primeira vez, sendo reeleita em 1998.
Em 2002, foi eleita deputada federal, ano que Lula foi eleito presidente da República. Crítica ao governo petista desde a composição da base aliada e dos ministérios, Luciana Genro foi expulsa do PT, em dezembro de 2003, por ter votado contra a Reforma da Previdência do governo Lula, em coerência com as bandeiras de defesa dos trabalhadores. Neste momento, tornou-se uma liderança da esquerda brasileira nacionalmente conhecida.
Participou ativamente do processo de construção e da coleta das 500 mil assinaturas que legalizaram o PSOL em setembro de 2005.
Reeleita deputada federal pelo PSOL-RS em 2006 com mais de 180 mil votos. Em 2008, disputou a prefeitura de Porto Alegre, obtendo 10% dos votos válidos.
Aos 43 anos, Luciana Genro é a candidata do PSOL à Presidência da República em 2014 com uma plataforma política conectada com as reivindicações populares das jornadas de junho de 2013, na perspectiva da ampliação dos direitos sociais e combatendo os mecanismos institucionais que impedem a realização das demandas das ruas.

Jorge Paz
Jorge Paz tem de 65 anos, pai de 4 filhos e natural do estado de São Paulo. É militante político há 40 anos. Foi perseguido pela ditadura, tendo atuado na clandestinidade de 1977 a 1982. É professor da rede estadual de São Paulo.
Foi fundador do PT e da CUT, é membro da Intersindical e da Executiva da Apeosp, o sindicato dos professores do estado de SP. É integrante do Diretório Estadual do PSOL-SP.
Assessor do primeiro mandato de Ivan Valente como deputado estadual em São Paulo, em 1986.
Em 2012, foi candidato a prefeito pelo PSOL em Mogi das Cruzes-SP.

13 de jun de 2014

NOTA DA DIREÇÃO NACIONAL À IMPRENSA

A Direção Nacional do PSOL foi informada pelo senador Randolfe Rodrigues, pré-candidato à Presidência da República escolhido no seu IV Congresso Nacional, de que ele não está mais disponível para o cumprimento desta tarefa partidária.
Sua desistência estaria vinculada à necessidade de construir uma alternativa política contra o retorno das forças conservadoras no estado do Amapá, unidade da federação pela qual elegeu-se senador.
Sua opção representa um prejuízo na construção de uma alternativa de esquerda nestas eleições. Nossa tarefa é apresentar um programa de mudanças sociais reivindicada pelo povo brasileiro que ocupou as ruas em junho passado, cujas demandas não encontram guarida nas candidaturas dos partidos da ordem.
Portanto, ciosos da responsabilidade do PSOL, e consultando as principais lideranças partidárias, registramos nossa certeza de que a Convenção Nacional do PSOL, que se realizará nos próximos dias 21 e 22 de junho, em Brasília, aprovará o nome da companheira Luciana Genro, ex-deputada federal, como nossa candidata à Presidência da República. Agindo assim, o PSOL manterá a campanha no mesmo rumo que vínhamos trilhando e permitirá ao povo brasileiro o direito de escolher uma real alternativa de esquerda e socialista nestas eleições.

Luiz Araujo
Presidente Nacional do PSOL

9 de jun de 2014

Para receber contribuições ao programa de governo, PSOL lança, na próxima semana, o site Plataforma 50

A partir da próxima terça-feira (10), militantes e apoiadores do PSOL poderão apresentar, virtualmente, contribuições sobre diversos temas que poderão ser incorporadas ao programa de governo que o partido apresentará ao país na eleição presidencial de outubro próximo. Isso porque será lançado o site Plataforma 50, uma iniciativa que a Secretaria Nacional de Comunicação do PSOL decidiu implementar para receber contribuições ao programa de governo.
Queremos fazer deste um espaço interativo para colher as contribuições de todos aqueles e aquelas que querem mudanças profundas no Brasil. As mobilizações populares que sacudiram o país em junho de 2013 - e que prosseguem desde então em menor grau - mudaram a agenda da política: já não é possível aos velhos partidos continuarem alheios à voz das ruas”, ressalta texto de apresentação do Plataforma 50.
No site, serão apresentados 30 temas, que são: Acesso à Justiça; Ciência, tecnologia e inovação; Cultura; Defesa Nacional; Democracia, participação popular e reforma política; Democratização dos meios de comunicação; Desenvolvimento regional; Desigualdade social; Direitos humanos; Educação; Esporte e lazer; Juventude; Meio ambiente e desenvolvimento; Mulheres; Negros e negras; Orçamento e finanças; Política econômica; Política energética; Política exterior; Política tributária; Reforma urbana e habitação; Saneamento; Saúde; Segurança pública; Seguridade social; Valorização dos servidores públicos; Trabalho, emprego e renda; Transparência e combate à corrupção; e Transporte e mobilidade urbana. Para cada um deles, o internauta poderá escrever sua proposta e, com apenas um clic, enviar virtualmente a sugestão para a equipe de sistematização.
Além de um espaço de interação, o Plataforma 50 também trará vídeos, notícias e agenda dos pré-candidatos do PSOL à Presidência da República, senador Randolfe Rodrigues; e à vice-presidência, a ex-deputada federal Luciana Genro.
Segundo Luiz Araújo, presidente nacional do partido, o portal Plataforma 50 terá o objetivo de receber contribuições de todas as pessoas interessadas em contribuir com o programa e de apresentar propostas efetivas de transformação. “Vamos construir um programa que mobilize a militância. Da mesma forma que a campanha, certamente esse será um instrumento amplo de mobilização e participação”.

 
  Fonte: Do site do PSOL Nacional, Leonor Costa

29 de mai de 2014

RESPOSTA DO PSOL ÀS ACUSAÇÕES DE SILAS MALAFAIA CONTRA JEAN WYLLYS

O pastor Silas Malafaia, principal liderança do fundamentalismo homofóbico brasileiro, acusou... o deputado Jean Wyllys (PSOL-RJ), através das redes sociais, de "pressionar seu partido para não deixar um pastor ser candidato". Não nos surpreende a desonestidade intelectual de Malafaia, mas é preciso esclarecer a situação:
1- As decisões sobre candidaturas, no PSOL, são tomadas coletivamente, através das instâncias democráticas de representação eleitas pelos filiados. Nem o deputado Jean Wyllys nem qualquer outro parlamentar decidem quem pode ou não ser candidato: a decisão cabe ao diretório e à convenção partidária.
2- Não existe qualquer questionamento do deputado Jean Wyllys com relação à possibilidade de que "um pastor" seja candidato. De fato, na última eleição municipal, em 2012, os pastores Mozart Noronha, no Rio de Janeiro, e Henrique Vieira, em Niterói, foram candidatos a vereadores. Henrique foi eleito e seu mandato de luta muito nos orgulha, e ele é parceiro do mandato do Jean em diversos projetos e intervenções.
3- No PSOL não há lugar para a intolerância religiosa e o partido tem filiados, militantes, dirigentes, parlamentares e pré-candidatos de diferentes religiões, assim como ateus. Mas também não há lugar para a homofobia, o racismo, o machismo, a misoginia, a xenofobia e outras formas de ódio e preconceito às quais alguns que usam o nome de Deus estão tão acostumados.
4- No caso de Jefferson Barros, mencionado numa reportagem da revista Veja (que faz acusações sem ter ouvido as partes envolvidas), o questionamento à postulação dele, que será debatido e decidido nas instâncias partidárias, não é apenas do deputado Jean Wyllys. A militância dos núcleos e setoriais, os demais parlamentares e todas as correntes que integram a chapa majoritária da direção estadual eleita no último congresso com 78% dos votos têm uma opinião comum sobre o caso, de modo que sequer caberá "pressão" alguma.
5- Os motivos do questionamento à pré-candidatura do cidadão Jefferson Barros são vários e não têm nada a ver com a sua religião ou com sua condição de pastor. Tem a ver, sim, com sua participação em marchas homofóbicas organizadas pelo pastor Malafaia com o expresso objetivo de negar os direitos civis da população LGBT. Tem a ver com o histórico de envolvimento de Barros, em eleições anteriores, com campanhas e candidaturas que expressavam exatamente o oposto aos princípios e ao programa do PSOL. Tem a ver com que o PSOL não é um partido de aluguel que possa ser usado por aqueles que a cada eleição mudam de partido, passando da esquerda para a direita e da direita para a esquerda como quem troca de roupa. O PSOL tem programa, tem princípios e tem lado, que é o lado dos oprimidos, e não o dos opressores.
6- Se o cidadão Jefferson Barros não fosse pastor, ou não fosse evangélico, mas continuasse defendendo os valores que ele defende, contrários aos do PSOL, nossa posição seria a mesma. E se, pelo contrário, ele fosse um pastor como Henrique ou como Mozart — pastores comprometidos com os direitos humanos, a igualdade, a fraternidade e as lutas do povo —, ele seria muito bem-vindo.
Rogério Alimandro
Presidente do diretório estadual do PSOL-RJ
Chico Alencar
Deputado federal pelo PSOL-RJ
Marcelo Freixo
Deputado estadual pelo PSOL-RJ
Eliomar Coelho
Vereador pelo PSOL-RJ

23 de mai de 2014

À Direção Nacional do PSOL
À Direção Estadual do PSOL–SP
A todos os militantes que lutam por um Brasil Socialista


Para que ao invés de luta interna e de polêmicas tenhamos a unidade do PSOL e da esquerda!
Para que o PSOL se fortaleça!
Para que tenhamos os melhores representantes e candidatos!
Para construir uma alternativa anticapitalista!
Vivemos um momento decisivo. A classe dominante tenta fazer da eleição um jogo de cartas marcadas entre os 3 candidatos que defendem os seus interesses. Necessitamos tomar medidas drásticas para que a esquerda socialista tenha condições de disputar os corações e mentes que saíram às ruas em junho. Para isso é necessário uma política correta nos grandes centros. Escrevo esta carta e apresento uma proposta para ajudar a construir esta possibilidade e evitar uma catástrofe política em nossa campanha em São Paulo e, consequentemente, em nossa campanha nacional.
Em junho de 2013 o Brasil viveu um levante juvenil e popular. As multidões nas ruas cantavam “o povo acordou”. Quem presenciou, quem viveu, quem participou não esquecerá. É preciso ser fiel ao povo que tomou as ruas para dizer basta. A crise de representação do sistema político atual ficou evidente. A demanda por melhorias na saúde, na educação, no serviço público em geral e no transporte público em particular ficou patente. Uma ampla plataforma de reivindicações foi erguida por um movimento de massas com uma enorme criatividade e muita espontaneidade, embora resgatando inúmeras lutas que vinham sendo travadas antes e com muitos dos ativistas que antes de junho militavam pelas causas abraçadas massivamente em junho. Sabemos muito bem que entre estes ativistas estavam os militantes do PSOL, do PSTU, do PCB, militantes e amigos da esquerda que não se rendeu e não aceitou sustentar o regime burguês, curso seguido pelo PT e pelo PC do B, a velha esquerda que capitulou e se integrou na defesa da ordem burguesa e sua lógica de exploração e opressão dos trabalhadores e dos jovens.
Os militantes de esquerda que atuaram em junho tem a responsabilidade de fazer com que nas eleições que se aproximam a pauta de junho não seja manobrada, desviada ou simplesmente desconsiderada. O espírito combativo de junho precisa se apresentar nas eleições de outubro. Se é verdade que as eleições são um terreno para a burguesa exercer uma das formas de seu domínio, é verdade também que as eleições foram uma conquista na luta contra a ditadura e será um momento em que milhões serão chamados a participar e a esquerda não pode deixar de apresentar a sua proposta, o seu caminho, a sua alternativa para que a crise não continue sendo paga pelo povo.
Para que a luta de junho possa ser pelo menos parcialmente traduzida na disputa eleitoral, tenho me jogado, junto com muitos outros camaradas, para que o PSOL assuma a responsabilidade de agarrar com força as bandeiras de junho. Este foi um dos sentidos dos debates que a Fundação Lauro Campos, a qual tenho tido a honra de presidir desde o último Congresso do PSOL, tem promovido em vários Estados do país. Tenho percorrido o país com esta discussão. E tenho ficado muito satisfeita de ver que o nosso pré-candidato do PSOL a presidente da República, companheiro Randolfe, tem pautado sua intervenção fazendo eco à primavera carioca, encabeçada em 2012 pelo companheiro Marcelo Freixo, de que nada é impossível de mudar. Randolfe tem se manifestado em defesa das greves, dos melhores salários, contra as privatizações, denunciando as falcatruas da copa, o domínio do capital financeiro, a luta pela reforma agrária, contra a corrupção, pelo passe livre e também pelos direitos civis, como o casamento igualitário e a descriminalização da maconha, proposta importante de nosso deputado federal Jean Wyllys.
As posições que Randolfe tem defendido reafirmam minha convicção de ter tomado a decisão correta em aceitar a tarefa de ser candidata a vice-presidente na chapa nacional. Assumi tal tarefa na expectativa de ajudar na definição de um programa fiel a junho e às causas anticapitalistas e para construir a unidade partidária necessária para enfrentarmos o processo eleitoral. Busquei contribuir nesta construção programática, apresentando em diversos momentos um conjunto de propostas e eixos programáticos. A unidade do PSOL era e é fundamental para garantia do fortalecimento do partido, sobretudo depois de um congresso em que Randolfe teve o apoio de menos de 50% dos militantes do partido e eu mesmo obtive o apoio de cerca de 30%. O partido assim, depois de um congresso dividido, tinha como primeira tarefa recompor sua unidade. Sem ela nossa impotência seria total e nosso fracasso definitivo. Quem fundou o PSOL e tem orgulho desta história não deixa de defender o partido.
Garantida a unidade partidária, o desafio seguinte seria unir outros setores da esquerda. Este foi o plano que se concretizava na constituição da Frente de Esquerda, tanto a nível nacional como nos Estados. Apesar das dificuldades do avanço das negociações para a conformação da chapa nacional, foi possível avançar em Estados importantes. No Rio Grande do Sul, em Alagoas, por exemplo, a frente foi fechada. Mas o mais importante é que a frente estava se encaminhando para se concretizar em SP. Em São Paulo temos o centro, o coração do país. Trata-se, sem dúvida, da capital política do país, por concentrar grande parte do eleitorado, por seu peso econômico, social, suas lutas e tradição. Uma aliança nacional que não se concretize em SP é como se não existisse. E a concretização de uma aliança em SP compensa muito a ausência de uma aliança nacional. Isso é ainda mais válido devido a particular situação de SP – parte e ponto avançado da situação nacional – comovida por greves, protestos, surgimento de movimentos sociais novos, combativos e independentes, como o MTST. E a tudo isso se somou um triunfo do partido: a filiação de Vladimir Safatle, intelectual de esquerda, com muito prestígio, que se dispôs a ser candidato pela frente de esquerda. O PSOL estava até ontem unido na defesa de seu nome. O PSTU também declarou seu apoio.
A concretização da Frente de Esquerda (faltando apenas o PCB) era o desdobramento lógico de tal unidade. Tal unidade com Safatle era a garantia de que nas eleições teríamos força no principal Estado do país. A garantia de que o PSOL encabeçaria uma frente política e social muito além das nossas próprias forças e conectada com os acontecimentos de junho de 2013. O PSOL se fortaleceria. A campanha iria crescer. Mas eis que a direção do PSOL vota, numa votação bem dividida, a substituição do nome de Safatle pelo jornalista Maringoni. Como todo o respeito que devemos ter por Maringoni, seu nome divide o PSOL, inviabiliza a frente com o PSTU e a frente de esquerda e não tem condições de se apresentar como um pólo alternativo ao PT e ao PSDB, que são os dois partidos que sustentam o regime burguês brasileiro e disputa entre si qual será o carro chefe dos planos de ajuste contra o povo. Com Safatle o PSOL e a frente de esquerda podem começar a disputar influencia de massas. Sem ele nossa derrota na eleição se impõe, o que é inaceitável, sobretudo quando as chances de lutar e de vencer são evidentes e estão postas como uma possibilidade concreta.
Não se trata aqui de fazer balanço de porque se chegou a esta situação. Não é meu propósito discutir quem errou. Trata-se de lutar para termos o melhor candidato. Trata-se de resolver os problemas para que este nome seja de todo o partido e que se construa a frente de esquerda na capital política do país. Trata-se simplesmente de fazer o que deve ser feito, acima de desavenças menores por mais sérias que sejam. Ou seja, temos que todos colocar os interesses da classe trabalhadora acima de qualquer outra questão. E podemos fazer isso. Para tanto a direção do nosso partido em SP, regional na qual temos o maior numero de militantes, reconsidere sua decisão e escute o apelo de todos os militantes. Tenho confiança na capacidade de nossa direção da mesma forma que tive confiança na chapa nacional ao aceitar a posição de vice. Ao mesmo tempo, peço que Vladimir Safatle declare sua disposição de assumir a tarefa de ser candidato a governador e trabalhar com a direção de SP e a direção nacional do partido. Peço que ele confie que faremos todos um enorme esforço para garantir uma forte e unitária campanha em SP.
Para que minha disposição e vontade de construir o PSOL e a unidade da frente de esquerda não se resuma a palavras e a apelos, quero apresentar minha disposição em renunciar ao lugar de pré-candidata a vice presidente. Aliás, em todas as negociações para constituir a frente, a Unidade Socialista, em nenhum momento colocou em questão minha participação na fórmula majoritária, consciente da importância da unidade do PSOL. Mas se eu mesmo abro mão desta localização é para dar um passo além: conquistada a unidade do PSOL posso deixar claro para os companheiros da Unidade Socialista que aceito que a representação do PSOL seja feita apenas pelo nome de Randolfe, sem meu nome na fórmula majoritária. E ao mesmo tempo, com este gesto, garanto o lugar para que o PSTU aceite participar da chapa nacional. Trata-se de um esforço para superar todos os obstáculos. Sei que os companheiros do PSTU colocaram, além de ocuparem a vaga de vice-presidente, outras condições para compor uma chapa nacional comum, como é a concretização da aliança no Rio de Janeiro. Mas neste caso, com meu recuo, imagino que os camaradas do PSTU colocarão os interesses gerais da unidade em mais alta conta. Concretizando este gesto, renunciando o lugar de vice, quero mostrar que todos devemos saber refletir, recuar, ceder, compor, rejeitar o espírito de carreira e se comprometer com o espírito de junho. Para isso é preciso que a direção de SP mostre sua sabedoria e recue na decisão de não ter Safatle como candidato. Afinal, sem a unidade em SP a frente é impotente. E a candidatura de Safatle garantirá a unidade do PSOL. Garantirá a unidade da frente de esquerda. A vitória da campanha do PSOL em SP será fundamental para a vitória política da campanha Randolfe Presidente. Estou inscrita como soldada desta luta.
Temos um mês para resolver esta questão. Ainda, portanto, temos tempo para acertar. Mas não podemos perder este tempo em lutas internas e em polêmicas não construtivas.
Luciana Genro