30 de out de 2011

737 donos do mundo controlam 80% do valor das empresas mundiais.

Um estudo de economistas e estatísticos, publicado na Suíça neste Verão, dá a conhecer as interligações entre as multinacionais mundiais. E revela que um pequeno grupo de actores económicos – sociedades financeiras ou grupos industriais – domina a grande maioria do capital de dezenas de milhares de empresas no mundo. Por Ivan du Roy

O seu estudo, na fronteira da economia, da finança, das matemáticas e da estatística, é arrepiante. Três jovens investigadores do Instituto federal de tecnologia de Zurique1 examinaram as interacções financeiras entre multinacionais do mundo inteiro. O seu trabalho – “The network of global corporate control” (“a rede de controlo global das transnacionais”) – examina um painel de 43.000 empresas transnacionais (“transnacional corporations”) seleccionadas na lista da OCDE. Eles dão a conhecer as interligações financeiras complexas entre estas “entidades” económicas: parte do capital detido, inclusive nas filiais ou nas holdings, participação cruzada, participação indirecta no capital…
Resultado: 80% do valor do conjunto das 43.000 multinacionais estudadas é controlado por 737 “entidades”: bancos, companhias de seguros ou grandes grupos industriais. O monopólio da posse capital não fica por aí. “Por uma rede complexa de participações”, 147 multinacionais, controlando-se entre si, possuem 40% do valor económico e financeiro de todas as multinacionais do mundo inteiro.

Uma super entidade de 50 grandes detentores de capitais

Por fim, neste grupo de 147 multinacionais, 50 grandes detentores de capital formam o que os autores chamam uma “super entidade”. Nela encontram-se principalmente bancos: o britânico Barclays à cabeça, assim como as “stars” de Wall Street (JP Morgan, Merrill Lynch, Goldman Sachs, Morgan Stanley…). Mas também seguradoras e grupos bancários franceses: Axa, Natixis, Société générale, o grupo Banque populaire-Caisse d’épargne ou BNP-Paribas. Os principais clientes dos hedge funds e outras carteiras de investimentos geridos por estas instituições são por conseguinte, mecanicamente, os donos do mundo.
Esta concentração levanta questões sérias. Para os autores, “uma rede financeira densamente ligada torna-se muito sensível ao risco sistémico”. Alguns recuam perante esta “super entidade”, e é o mundo que treme, como o provou a crise do subprime. Por outro lado, os autores levantam o problema das graves consequências que põe uma tal concentração. Que um punhado de fundos de investimento e de detentores de capital, situados no coração destas interligações, decidam, por via das assembleias gerais de accionistas ou pela sua presença nos conselhos de administração, impor reestruturações nas empresas que eles controlam… e os efeitos poderão ser devastadores. Por fim, que influência poderão exercer sobre os Estados e as políticas públicas se adoptarem uma estratégia comum? A resposta encontra-se provavelmente nos actuais planos de austeridade.

Fonte: Instituto Zequinha Barreto

29 de out de 2011

Zé Dirceu em defesa do PCdoB e seu ex-ministro. Farsa ou Tragédia?

A nota em defesa de Orlando Silva, no blog do ex-chefe da Casa Civil de Lula, José Dirceu, assim como a vinculação das denúncias contra ex-ministro do PCdoB a um golpe contra o governo Dilma, mostra o estado de total desagregação ideológica em que algumas de suas principais lideranças mergulharam o Partido dos Trabalhadores.
José Dirceu, mais do que ninguém, sabe perfeitamente as razões de os ex-comunistas ocuparem todas as instâncias oficiais do esporte - União, secretarias de Estado e secretarias municipais -, em coligações as mais esdrúxulas. Sabe que tal operação tem muito mais a ver com a compra de uma sede milionária em São Paulo, com previsíveis pagamentos de "comissões" intermediárias, do que com qualquer manobra tática em um processo de luta revolucionária, ou sequer de transformação social minimamente qualitativa da realidade sócio-ecomnômica brasileira.
Sabe muito bem que essa ocupação de espaço estatal tem a ver, isso sim, com a privatização da res publica. Tem a ver com uma forma de fazer política absolutamente desmobilizadora das energias outrora organizadas por um saudoso PT, no qual o debate Reforma x Revolução chegou a ser ponto principal de pauta dos Congressos e Encontros nacionais. De um falecido PT onde a retirada, ou não, da categoria Socialismo do programa partidário mobilizava a militância em disputas de alto nível.
Tem a ver, enfim, com a guinada ideológica que o lulo-pragmatismo impôs ao Partido, e a boa parte de legendas que antes compunham um campo de esquerda na sustentação das campanhas presidenciais de Lula e do PT. Tem a ver com um governo de acomodação entre os interesses e privilégios intocáveis do grande capital financeiro e industrial e a concessão de gorgeta providencial aos segmentos mais miseráveis da população - medida revelada, ao longo do tempo, muito mais como de entorpecimento de mobilizações sociais intensas, ocorridas durante o mandarinato tucano-pefelista de FHC, do que com a solução definitiva do problema da fome.
O governo Dilma não está em perigo, e Zé Dirceu sabe disso melhor do que qualquer outro brasileiro. Não está sob ameaça da mídia conservadora ou do grande capital, por conta de, sem causar nenhum dano aos interesses das classes dominantes do País, ser considerado por boa parte das cabeças pensantes, outrora resistentes ao sistema, como a "esquerda possível", tal o grau de truculência da minúscula oposição parlamentar da velha direita. Ou seja, diante de tal oposição parlamentar, qualquer governo vira progressista, com condições de neutralizar as outroras combativas organizações do movimento social - CUT, UNE e, mesmo parcialmente, até o MST.
É lógico que a mídia conservadora - no mais das vezes pintando uma imagem positiva da "presidenta" como faxineira dos malfeitos, e sem os preconceitos de classe que tinha contra Lula - aproveita. Aproveita dos bonecos-falantes, tipo ACM, neto, na Câmara dos Deputados, ou o ridículo Alvaro Dias, no Senado, para arrancar sempre um pouco mais do que o já obtido nos salvíficos empréstimos subsidiados do BNDE, ou na venda dos espaços de inútil propaganda milionária das empresas estatais (alguém terá que me convencer da necessidade da Petrobrás de fazer publicidade de seus produtos, a não ser como cala-boca seletivo).
Com essa velha direita, portanto, até José Dirceu encontra espaço para teorias conspiratórias como as que desenvolve na defesa de Orlando Silva, como forma de não reconhecer a existência de uma oposição de esquerda, uma esquerda que não se vendeu nem se rendeu. E que é ocultada pela grande mídia, a despeito do imenso e qualitativo trabalho que consegue fazer no Congresso Nacional, mesmo com mínima representação numérica.
Mas que se cubram, Zé Dirceu e as direitas. O que está ocorrendo a partir das manifestações indignadas nas mais diversas capitais das principais potências capitalistas do mundo pode exercer papel de contágio abaixo do Equador. Estão aí os estudantes chilenos liderados por uma jovem comunista ( de fato, não "doB") levando o governo pinochetista de Piñera ao desespero. E estão aí os governos bolivarianos - que não brigam com o governo Dilma, mas que certamente brigarão muito menos ainda com um governo realmente anticapitalista em nosso País.
Para quem quiser ler a cantilena de Zé Dirceu, na íntegra, o endereço é http://www.zedirceu.com.br/index.php?option=com_content&task=view&id=13614&Itemid=2


Milton Temer é jornalista

25 de out de 2011

JUIZ DE FORA: Câmara quer evitar corte de água.

A Câmara quer impedir a Cesama de cortar o fornecimento residencial de água às sextas-feiras, sábados, domingos, feriados e no último dia útil anterior ao feriado em função da falta de pagamento das contas. O projeto, de autoria do vereador Roberto Cupolillo (Betão, PT), foi aprovado ontem, em primeira discussão, com apoio de todos os parlamentares presentes. Em sua defesa da matéria, o petista destacou que o corte de água e de luz foi considerado constitucional pelo Supremo Tribunal Federal (STF), desde que respeitado o direito do usuário, previsto no Código de Defesa do Consumidor, de ser comunicado com antecedência.
Ele ressaltou, porém, que os cortes de abastecimento nos finais de semana e feriados impedem o consumidor de reverter a situação com rapidez, obrigando-o a permanecer mais tempo sem o serviço. Antes de votar a matéria em segundo turno, os vereadores pretendem discutir mais o artigo do projeto que assegura ao cidadão o direito de processar a Cesama por perdas e danos, além de desobrigá-lo do pagamento do débito que gerou o corte

FONTE: TRIBUNA DE MINAS

22 de out de 2011

KHADAFI MORREU COMBATENDO COM DIGNIDADE E COERÊNCIA.



Por Miguel Urbano Rodrigues

A foto divulgada pelos contra-revolucionários do CNT elimina dúvidas: Muamar Khadafi morreu.Notícias contraditórias sobre as circunstâncias da sua morte correm o mundo, semeando confusão. Mas das próprias declarações daqueles que exibem o cadáver do líder líbio transparece uma evidência: Khadafi foi assassinado.No momento em que escrevo, a Resistência líbia ainda não tornou pública uma nota sobre o combate final de Khadafi. Mas desde já se pode afirmar que caiu lutando.A midia a serviço do imperialismo principiou imediatamente a transformar o acontecimento numa vitória da democracia, e os governantes dos EUA e da União Europeia e a intelectualidade neoliberal festejam o crime, derramando insultos sobre o último chefe de Estado legitimo da Líbia.Essa atitude não surpreende, mas o seu efeito é oposto ao pretendido: o imperialismo exibe para a humanidade o seu rosto medonho.A agressão ao povo da Líbia, concebida e montada com muita antecedência, levada adiante com a cumplicidade do Conselho de Segurança da ONU e executada militarmente pelos EUA, a França e a Grã Bretanha deixará na História a memória de uma das mais abjectas guerras neocoloniais do início do século XXI.Quando a OTAN começou a bombardear as cidades e aldeias da Líbia, violando a Resolução aprovada sobre a chamada Zona de Exclusão aérea, Obama, Sarkozy e Cameron afirmaram que a guerra, mascarada de «intervenção humanitária», terminaria dentro de poucos dias. Mas a destruição do país e a matança de civis durou mais de sete meses.Os senhores do capital foram desmentidos pela Resistência do povo da Líbia. Os «rebeldes», de Benghazi, treinados e armados por oficiais europeus e pela CIA, pela Mossad e pelos serviços secretos britânicos e franceses fugiam em debandada, como coelhos, sempre que enfrentavam aqueles que defendiam a Líbia da agressão estrangeira.Foram os devastadores bombardeamentos da OTAN que lhes permitiram entrar nas cidades que haviam sido incapazes de tomar. Mas, ocupada Tripoli, foram durante semanas derrotados em Bani Walid e Sirte, baluartes da Resistência.Nesta hora em que o imperialismo discute já, com gula, a partilha do petróleo e do gás libios, é para Muamar Khadafi e não para os responsáveis pela sua morte que se dirige em todo o mundo o respeito de milhões de homens e mulheres que acreditam nos valores e princípios invocados, mas violados, pelos seus assassinos.Khadafi afirmou desde o primeiro dia da agressão que resistiria e lutaria com o seu povo ate à morte.Honrou a palavra empenhada. Caiu combatendo.Que imagem dele ficará na História? Uma resposta breve à pergunta é hoje desaconselhável, precisamente porque Muamar Khadafi foi como homem e estadista uma personalidade complexa, cuja vida reflectiu as suas contradições.Três Khadafis diferentes, quase incompatíveis, são identificáveis nos 42 anos em que dirigiu com mão de ferro a Líbia.O jovem oficial que em 1969 derrubou a corrupta monarquia Senussita, inventada pelos ingleses, agiu durante anos como um revolucionário. Transformou uma sociedade tribal paupérrima, onde o analfabetismo superava os 90% e os recursos naturais estavam nas mãos de transnacionais americanas e britânicas, num dos países mais ricos do mundo muçulmano. Mas das monarquias do Golfo se diferenciou por uma politica progressista. Nacionalizou os hidrocarbonetos, erradicou praticamente o analfabetismo, construiu universidades e hospitais; proporcionou habitação condigna aos trabalhadores e camponeses e recuperou para uma agricultura moderna milhões de hectares do deserto graças à captação de águas subterrâneas.Essas conquistas valeram-lhe uma grande popularidade e a adesão da maioria dos líbios. Mas não foram acompanhadas de medidas que abrissem a porta à participação popular. O regime tornou-se, pelo contrário, cada vez mais autocrático. Exercendo um poder absoluto, o líder distanciou-se progressivamente nos últimos anos da política de independência que levara os EUA a incluir a Líbia na lista negra dos estados a abater porque não se submetiam. Bombardeada Tripoli numa agressão imperial, o país foi atingido por duras sanções e qualificado de «estado terrorista».Numa estranha metamorfose surgiu então um segundo Khadafi. Negociou o levantamento das sanções, privatizou empresas, abriu sectores da economia ao imperialismo. Passou então a ser recebido como um amigo nas capitais europeias. Berlusconi, Blair, Sarkozy, Obama ,Sócrates receberam-no com abraços hipócritas e muitos assinaram acordos milionarios , enquanto ele multiplicava as excentricidades, acampando na sua tenda em capitais europeias.Na última metamorfose emergiu com a agressão imperial o Khadafi que recuperou a dignidade.Li algures que ele admirava Salvador Allende e desprezava os dirigentes que nas horas decisivas capitulam e fogem para o exílio.Qualquer paralelo entre ele e Allende seria descabido. Mas tal como o presidente da Unidade Popular chilena, Khadafi, coerente com o compromisso assumido, morreu combatendo. Com coragem e dignidade.Independentemente do julgamento futuro da História, Muamar Khadafi será pelo tempo afora recordado como um herói pelos líbios que amam a independência e liberdade. E também por muitos milhões de muçulmanos.A Resistência, aliás, prossegue, estimulada pelo seu exemplo.Vila Nova de GAIA, no dia da morte de Muamar Khadafi

21 de out de 2011

Mentira repetida muitas vezes... CPMF

Os Aprendizes de Goebbels - publicitário de estimação de Hitler que tornou famosa a frase "uma mentira cem vezes repetida, torna-se verdade" - repetem em cantilena que o caos na Saúde Pública é motivado pela ausência de recursos financeiros no país e que precisam criar um novo imposto para resolver tão grave problema! Essa conversa fiada se arrasta desde a Lei Federal 9.311 de 1996 quando a IPMF – criada em 1993 - foi reeditada com o pomposo nome Contribuição Provisória sobre Movimentação ou Transmissão de Valores e de Créditos e Direitos de Natureza Financeira (pelo tamanho do nome já dá pra ver a enrolação!) que em seu artigo 18 previa a destinação da arrecadação "ao Fundo Nacional de Saúde para financiamento das ações e serviços de saúde". A CPMF tinha o mérito de ser uma importante ferramenta contra a sonegação de impostos, pois o Governo Federal podia - através do cruzamento de informações dos recolhimentos com os valores declarados pelos contribuintes - identificar receitas evadidas e poderia ter sido preservada em alíquotas insignificantes do ponto de vista financeira! Em 2007 foi derrotada no Senado pela legítima pressão da população que percebeu que o dinheiro foi desviado para fins inimagináveis e os Serviços de Saúde continuavam em estado de barbárie! De lá para cá o típico vagabundismo político patrocinou uma troca de posições entre os favoráveis e os contrários sem a necessária e ética explicação pública... Mas deixemos as mutações do oportunismo político de lado e vamos aos fatos que provam a trapaceira repetição da mentira sobre o assunto!
É importante registrar que o financiamento do SUS já está previsto em lei – tanto na Constituição Federal como nas Leis 8.080 e 8.142 de 1990 – e já estabelece as fontes de financiamento, os percentuais a serem gastos em saúde, a forma de divisão e repasse dos recursos entre as esferas de governo, os critérios e mecanismos essenciais para a base de cálculo como perfil epidemiológico, rede instalada, população, desempenho técnico/econômico-financeiro, etc... E para dúvidas não deixar sobre o financiamento da saúde ainda tramitou desde 2000 a Emenda Constitucional 29 que após aprovação em 2009 passa agora a ser Regulamentada e se dúvidas antes já não existiam imagine agora! Mas o problema mesmo não tem nada a ver com isso... O problema está na covardia do Governo Federal em alterar o Planejamento e a Gestão Pública garantindo Eficácia e Resolutividade Administrativa e especialmente alterando a Política Econômica. Um país que tem um Orçamento Federal com Receita Total de R$ 2.118.273.683.441,00 (dois trilhões, cento e dezoito bilhões, duzentos e setenta e três milhões...) e se dá ao "luxo" de patrocinar uma política de juros tão absurda para favorecer os parasitas do capital financeiro e financiadores de campanhas eleitorais que compromete R$ 653.282.592.607,00 (seiscentos e cinqüenta e três bilhões, duzentos e oitenta e dois milhões...)... Esses Governos não têm autoridade moral para falar em ausência de recursos e solicitar a aprovação de mais tributos especialmente diante da gigantesca carga tributária aos mais pobres – via tributação indireta – e assalariados, pois o grande setor empresarial tem como preservar as faixas de lucros repassando o novo imposto aos preços ou reduzindo custos com as demissões de trabalhadores!
A Presidência, o Congresso Nacional, os Governadores e Prefeitos deviam ter vergonha de se dirigir à opinião pública com mais essa farsa... Quando as Excelências Governamentais promoverem alteração na Política de Juros – uma redução de menos de 2% já compensaria financeiramente o que eles querem saquear do povo com a nova CPMF; Reforma Tributária isentando de tributos aos menos a cesta básica de consumo dos mais pobres e atualizando a tabela de imposto de renda dos assalariados; Taxação das Grandes Fortunas, da Remessa de Lucros ao Exterior e do Capital Parasita Financeiro, etc... e claro que não podem roubar os cofres públicos! Portanto, propostas com toda a viabilidade e razoabilidade necessárias na administração pública não faltam!
Quem me conhece sabe que se houvesse realmente carência de recursos financeiros para o setor Saúde ou para quaisquer áreas das Políticas Sociais – independentemente de qualquer pressão política – eu defenderia com todas as minhas forças todos os mecanismos que pudessem garantir na vida cotidiana da população as conquistas já asseguradas na legislação em vigor, especialmente no SUS. Mas ninguém poderá jamais contar comigo para compartilhar farsas técnicas como a "Nova CPMF" inclusive manipulando desavergonhadamente em palavreado ardiloso o que de mais belo existe nos preciosos sentimentos humanos de solidariedade e fraternidade no coração do nosso povo!

POR: HELOISA HELENA

18 de out de 2011

Fracasso das marchas globais pela alienação política.

Dois episódios extremamente significativos resultaram como marca das "marchas contra a corrupção" que a Rede Globo, por seu jornal, rádios e TVs, tentou mobilizar em várias capitais do País, no feriado do dia 12: a participação social bem menor do que a esperada, e a expulsão de pelo menos dois militantes políticos orgânicos – o deputado Paulo Rubem, do PDT, em Pernambuco; e um portador da bandeira do PSOL, que acompanhava o senador Randolfe, segundo seu relato publicado.
Difícil imaginar que manifestação realmente identificada com as bandeiras propostas possam ter nesses dois exemplos os seus inimigos a combater.
O Globo, em busca de explicações para o reconhecido fracasso, chegou a recorrer a cientistas políticos que declararam, delicadamente, não haver condições para impor "primaveras", pois estas só têm sentido quando organizadas de forma espontânea. Faltou, e certamente os entrevistados a ela não se referiram por limites de delicadeza, citar a principal razão do fracasso a despeito de todo o empenho anterior na promoção do fato que queriam transformar em notícia: a Rede Globo não tem credibilidade social para mobilizar uma luta política de viés progressista. Principalmente, quando essa luta política usa valores que nunca foram do espectro de característica de suas emissoras de rádio e tv, ou de seu jornalão.
Os que aceitaram a convocação - com as exceções normais de qualquer estatística - estavam na verdade atendendo à convocação para os passos iniciais de uma fortemente ideologizada campanha de despolitização da Política. Estavam sendo integrados a um Partido com objetivos claros: através de bandeiras corretas, desqualificar a vida política organizada, e principalmente os Partidos da esquerda combativa, que não se rendeu nem se vendeu, para os quais tais bandeira são parte de um espectro amplo de lutas transformadoras. Um Partido que, longe de participar do processo eleitoral, visa exatamente o oposto - estimular o ceticismo e o desencanto que se espalha por boa parte da campo eleitoral opositor aos desmandos da direita tradicional, e da nova direita, onde a corrupção é prática permanente pela forma como privatiza a res publica.
Ou seja, a organização dos Marinho apostou forte na concepção lampeduseana do tudo mudar para que nada, qualitativamente, se transforme. Perdeu.
Mas não vai interromper sua batalha, porque o alvo é o processo eleitoral. No qual, em 2012, vai continuar apoiando Eduardo Paes, a despeito de tudo o que já se aponta de malfeito na produção dos megaeventos da Copa e das Olimpíadas. E no qual, em 2014, vai continuar dispondo de meios e formas para garantir a reeleição dos porta-vozes do sistema financeiro privado e dos ruralistas do agronegócio predador. E, para isso, precisa continuar desmobilizando quem neles não crê, para que não vote nos que realmente os representem, visto "serem todos farinhas do mesmo saco".
Vai continuar apostando em outra via. Em algo que recentemente iniciou, discretamente, mas também com objetivos claros: organização de debates temáticos de interesse público, sempre conduzidos pelos seus mais íntimos "colunistas" de política e economia, em auditório próprio ou em espaços públicos parceiros. Debates onde os participantes, atuando de forma monocórdica, variando apenas no brilho, defendem a mesma corrente neoliberal e privatista de organização da sociedade - na linha dos painéis william waack, da globonews. Debates que são anunciados com amplo rufar de tambores, para, na sequência, serem transformados em "opinião da sociedade civil", em coberturas de página inteira nas quais, nem de perto, se pretende dar espaço ao contraditório.
Não é certo que a operação "resulte", como dizem os chilenos. Nas ruas, certamente, estarão limitadas aos mesmos segmentos que, em épocas passadas, se mobilizavam nas "marchas com Deus e pela família", ou nas manifestações do CCC - comando de caça aos comunistas - e da famigerada TFP - tradição, família e propriedade. Jovens e senhoras da classe média reacionária e orgulhosas de sua alienada adesão ao senso comum.
Mas não devemos subestimá-la. Os instrumentos dessa mobilização são bem mais potentes dos que os dos partidos e movimentos sociais progressistas e democráticos, que vêem a necessidade da desconstrução do regime capitalista como um eixo fundamental na construção de um Novo Mundo.
Por isso, devemos estar atentos à necessidade de não embarcar na onda de desqualificação das disputas eleitorais em nome de uma crença divina nos "movimentos". Pois estes, sem a representação institucional, através de parlamentares e executivos engajados com a luta progressista, não produzem as alternativas que transformem em realidade as demandas sociais de mudança.

Milton Temer é jornalista

17 de out de 2011

Senado tem 488 servidores para cuidar de 88 carros.

Presidente da Comissão de Constituição e Justiça do Senado e senador de primeiro mandato, Eunício Oliveira (PMDB-CE) está espantado com as ineficiências e morosidades da Câmara Alta.

Por exemplo: descobriu que existem quase 400 servidores só para tomar conta de 88 carros de senadores, sem contar com os motoristas. É o sonho de todo flanelinha da Esplanada dos Ministérios.

Por essas e outras Eunício criou e pediu pressa nos trabalhos da Sub-comissão da Reforma Administrativa do Senado, integrada por cinco senadores e para a qual já designou o presidente, o senador Vital do Rego (PMDB-PB).

FONTE:PORTAL IG

14 de out de 2011

INTERVENÇÃO EM MINAS??

O PSOL Juiz de Fora abre espaço ao presidente do diretório estadual de Minas em carta enviada à Executiva nacional do PSOL:

" Companheiros, o presidente Nacional do PSOL, Sr. Afrânio Bopré, tem tomado decisões arbitrárias em relação ao PSOL-MG, sem qualquer discussão nas instâncias partidárias, o que vem prejudicando por demais os trabalhos do Partido em Minas Gerais.
Ele tem tomado como verdades absolutas as calúnias perpetradas contra mim pelo Sr. Carlos Campos, secretário do PSOL-MG e outros dirigentes nacionais do ENLACE, sem qualquer direito de defesa de minha parte e sem qualquer posicionamento do Diretório Estadual e dos demais membros da Executiva Nacional.
Fiz uma carta ao Sr. Presidente do PSOL, que não foi respondida, assim como não recebi do mesmo um único telefonema para tratar da questão ou pedir esclarecimentos, principalmente em relação à filiação de Jorge Periquito, questionado por puro oportunismo pré-congressual. Sobre este assunto, estou tranquilo, pois estou fundamentado em discussões programáticas e de concepção partidária. Fiz e assumo a filiação do mesmo. Não sou covarde.
Afrânio tomou como verdadeira a calúnia de que eu vendi o PSOL, pelo valor de R$ 20.000,00 (vinte mil reais) o que foi espalhado, criminosamente, pelo Sr. Carlos Campos em plenárias do Partido e até mesmo para o Jornal de Caratinga, conforme já receberam. Tomarei medidas judiciais penais contra ele e seus cúmplices. Ressalte-se que o Sr. “Van Ghog”, que concedeu entrevista ao mesmo jornal, jamais foi desfiliado por mim, bastando consultar o sistema filiaweb para se comprovar que o próprio PEDIU DESFILIAÇÃO, sendo que temos notícias de que ele foi para o PSB.
Em Caratinga sequer foi marcada plenária congressual, o que demonstra o abandono do Partido. Ressalte-se também, que em relação às novas filiações, principalmente do Presidente da Comissão Provisória por mim legitimada, Marcinho da Igreja, são historicamente militantes de Comunidades Eclesiais de Base e com forte inserção popular.
Sobre esta questão e outras mais, que serão oportunamente esclarecidas, o Presidente Afrânio não se dignou a se dirigir a mim, agindo de uma forma desrespeitosa, parcial e autoritária.
Exemplo de arbitrariedade do Presidente Afrânio, é o sequestro de minha senha de Administrador do Sistema de filiações, em relação aos municípios de Belo Horizonte, Sabará, Ipatinga, Governador Valadares, Guanhães e Lagoa Santa, impedindo-me de prosseguir com as filiações. Esta situação precisa ser imediatamente revertida, para que não sejamos responsabilizados por quaisquer danos aos filiados. Questionamentos sobre filiações se houver, devem ser feitos nominalmente não só nos municípios de Minas Gerais, como em qualquer município do país, em respeito ao mínimo direito de defesa e à democracia partidária.
Por todo o exposto, exijo a suspensão imediata do sequestro de minha senha, com a consequente LIBERAÇÃO para a continuidade dos lançamentos das filiações solicitadas, AINDA HOJE, antes mesmo da reunião da Executiva Nacional, pois, do contrário, feita amanhã, seria medida sem qualquer efeito positivo.
Estou, como sempre estive, à disposição de todos para as discussões e esclarecimentos necessários. Não sou bandido, e o único crime pelo qual respondo, com sentença condenatória a 05 anos e 04 meses de reclusão, vem da luta contra o latifúndio e os poderosos de Minas Gerais. Ressalto quanto a este fato, que para a minha defesa atualmente junto aos Tribunais Superiores, tenho contado com o apoio de poucas pessoas, entre elas o Senador Randolfe e o Companheiro Toninho do PSOL-DF, que conhecem a minha história de luta. Não tive qualquer empenho dos que me caluniam (e dos que acreditam neles) com tanta ferocidade, visando a minha destruição mais do que o próprio latifúndio.
Aguardando solução,

Atenciosamente,

João Batista da Fonseca – Presidente do PSOL-MG"

11 de out de 2011

Com a presença de Jean Wyllys, PSOL organiza núcleo LGBT no Pará.

A senadora Marinor Brito, líder do PSOL no senado federal, reuniu no dia 7 de outubro cerca de 100 lideranças LGBT’s (lésbicas, gays, transsexuais e bissexuais) do Pará em um almoço, em sua residência, para organizar o núcleo deste importante segmento, em Belém.
Como anfitriões, os deputados Jean Wyllys (PSOL-RJ) e Edmilson Rodrigues (PSOL-PA) e a própria senadora Marinor Brito que agradeceu a presença de todas e todos e mais uma vez assumiu o compromisso com a luta pela cidadania LGBT.
-Esse mandato que exerço é coletivo e é fruto da luta do povo e só tem sentido se for exercido para garantir conquistas para todas e todos, como por exemplo, a luta pela cidadania LGBT que conta na bancada do PSOL com a presença dignificante do deputado Jean Wyllys que hoje, aqui, em Belém nos honra com a sua presença e com o seu significado para amplas parcelas do povo brasileiro que agora tem uma representação de luta e a altura dos milhões de LGBT’s de todo Brasil, disse.

FONTE: PSOL 50

9 de out de 2011

TV Câmara de Pouso Alegre-MG inaugura canal aberto digital.

A TV Câmara Professor Breno Coutinho inaugurou o canal aberto digital em Pouso Alegre e, com isso, se torna a segunda TV legislativa municipal do Brasil a usar desta tecnologia. Agora, os telespectadores do município terão mais acesso aos atos do Legislativo através das transmissões da TV Câmara, pelo canal 59.
Durante o evento de lançamento, foi feita a assinatura dos convênios com instituições de relevância para o município, como a Faculdade de Direito do Sul de Minas (FDSM), a Universidade do Vale do Sapucaí (Univás) e a Associação dos Municípios do Médio Sapucaí (Amesp).
Este convênio vai permitir que essas instituições tenham um espaço na programação da TV. Após a assinatura, os vereadores; O Sr. Milton Reis, representando o Governador Minas Gerais; O Deputado Dalmo Ribeiro, representando o Presidente da Assembleia Legislativa de Minas; O Presidente da Empresa Screen Service do Brasil , Daniel do Prado Rocha e o Diretor da TV Assembleia, Rodrigo Lucena, descerraram a Placa de Lançamento do canal aberto digital da TV Câmara Professor Breno Coutinho.
O Presidente da Câmara, vereador Moacir Franco (PTB), encerrou a sessão pontuando que a TV Câmara operando em canal aberto digital é um marco histórico para a comunicação de Pouso Alegre. Moacir Franco aproveitou a oportunidade para agradecer a Empresa Screen Service pela confiança no trabalho ético e responsável que a Câmara tem realizado. O canal digital surgiu de uma parceria realizada entre o Poder Legislativo local e a empresa privada Screen Service, que possui um canal científico para teste no município.
Cedido à empresa pelo Ministério das Comunicações para fins científicos, o canal irá testar o sinal digital em Pouso Alegre. Para isso, a empresa utilizará a programação da TV câmara, que ficará 24 horas por dia no ar, sem custo de transmissão e de equipamentos.
Criada em dezembro de 2010, para facilitar o acompanhamento dos trabalhos da Câmara Municipal pelos cidadãos, a TV Câmara tem sido referência para as Casas Legislativas da região que pretendem implantar uma TV em seu município.

Enviado por: Aloisio Borboni (secretário geral do PSOL JF)

6 de out de 2011

A Renovação do Brasil Deve Ser Profunda.

Por Carlos Cardoso Aveline



A ausência de vitórias fáceis e de curto prazo na luta pela ética na política brasileira não deve ser fonte de frustração para os cidadãos conscientes. Ao contrário: o fato é uma boa demonstração de que não há fita adesiva ou band-aid sendo usados para disfarçar a profunda ferida ética do país.
Sabe-se que o parlamento está parcialmente corrompido devido ao tráfico de influências de setores influentes do poder executivo, em conluio com conglomerados financeiros.
O problema da falta de ética na administração pública não é recente, e é cultural.
Já na corte de Dom João VI no Brasil, entre 1808 e 1821, havia dois personagens que tinham um comportamento ético bastante comparável ao que temos visto no Brasil neste início de século 21. Eram Joaquim de Azevedo, responsável pelas compras de estoques da Casa Real, e Bento Targini, que comandava as finanças do Reino. Ambos alcançaram a nobreza e até foram nomeados viscondes enquanto roubavam o dinheiro público, e a população expressava seus sentimentos através destes versos:

Quem furta pouco é ladrão
Quem furta muito é barão
Quem mais furta e esconde
Passa de barão a visconde.

E ainda:

Furta Azevedo no Paço
Targini rouba no Erário
E o povo aflito carrega
Pesada cruz ao calvário. [1]


..... CONTINUA .... www.naurumendes.blogspot.com

1 de out de 2011

bejani e o seu PSL.

E não é que o tal do bejani conseguiu se filiar em um partido de aluguel? Devemos ficar atentos a este problema que iremos enfrentar nas eleições de 2012, este câncer que insiste em querer permanecer entre nós, este verme mau caráter que se diz inocente, a esta escória podre da política brasileira que vende filiações a qualquer preço e que permitem, bandidos vestidos de políticos bonzinhos, continuarem a saquear os cofres públicos.
As pessoas de bem desta cidade não podem ficar estáticos diante de tal acontecimento. É dever de todos nós mantermos viva na lembrança da população o que foi a Operação Pasárgada, deflagrada em abril de 2008 pela Polícia Federal e que desmantelou a quadrilha que comandava o Executivo e o Legislativo de Juiz de Fora.
É hora de união, de gritar, de protestar e de não permitir que este tsunami se repita em nossa cidade.

Waldir Giacomo (Professor e vice-presidente do PSOL JF)