31 de mar de 2011

COM A PRESIDÊNCIA DO PASTOR "CARA DE PAU", CÂMARA DE JUIZ DE FORA APROVA AUMENTO.

Câmara aprova reajuste de 10,47%

Depois de mais uma rodada de polêmicas, os parlamentares aprovaram ontem - com voto contrário da bancada petista e do vereador Isauro Calais (PMN) - o reajuste de 10,47% no próprio salário, que passa de R$ 9.288,05 para R$ 10.260,95, retroativo a fevereiro. O aumento corresponde à inflação acumulada em 2009 e 2010 e afeta diretamente a verba recebida pela participação em até quatro reuniões extraordinárias por mês, cujo valor sobe de R$ 3.715,22 para R$ 4.104,38. O impacto anual no orçamento da Casa é de R$ 366.004,98, sendo que a despesa total por ano chegará a R$ 3.860.169,39. Não foi o valor, contudo, o alvo dos questionamentos feitos pelos vereadores Roberto Cupolillo (Betão, PT) e Flávio Cheker (PT). A maior controvérsia diz respeito a outro projeto, também aprovado com quatro votos contrários, que cria um mecanismo para possibilitar à Casa reajustes anuais pelo IPCA. Isso porque o artigo da lei municipal que autorizava o "efeito cascata" imediato (isto é, o aumento dos salários dos vereadores na mesma data do reajuste votado pelo Congresso, equivalendo a 75% do recebido pelos deputados estaduais) foi considerado inconstitucional pela Justiça.
Betão apresentou uma emenda propondo que os aumentos na Câmara fossem atrelados aos dos servidores municipais, e não aos legislativos estadual e federal. No entanto, o presidente da Casa, Carlos Bonifácio (PRB), alertou que há entendimento jurídico de que o reajuste para agentes políticos não pode ser vinculado ao do funcionalismo. Além disso, segundo recomendação do Tribunal de Contas do Estado (TCE) anexada ao projeto, não pode haver ganho real para os parlamentares no decorrer da mesma legislatura, somente a recomposição inflacionária. Cheker fez um apelo em nome de Betão para que a votação fosse adiada para abril, a fim de prolongar o debate, mas o pedido de vistas foi derrubado.
Vereadores trocam farpas após votação:
Ao voto contrário do PT, seguiu-se uma provocação do primeiro-secretário da Casa, vereador Luiz Carlos dos Santos (PTC), que voltou a chamar a atenção para uma discussão ocorrida há mais de dois anos, quando Wanderson Castelar (PT) renunciou ao recebimento da verba por sessão extra e à "ajuda de custo" - ou "auxílio-paletó" -, que na prática corresponde a um 14º
e um 15º salário. "Quero parabenizar o vereador Castelar, sempre tão coerente. Tenho certeza de que ele abrirá mão da recomposição", alfinetou. A atitude irritou o petista. " Quer o dinheiro para Vossa Excelência? Diga o número da sua conta", rebateu. "O senhor desonra o cargo que ocupa. Devia renunciar à sua função, porque já provou várias vezes que não tem condições de ocupá-la." O secretário alegou que estava apenas "parabenizando" o colega, mas as desculpas foram rechaçadas por Castelar. "Dispenso seus elogios, porque conheço suas intenções."

FONTE; TRIBUNA DE MINAS

29 de mar de 2011

GUERREIRO !!!!!


NA CONTRAMÃO DO BOM SENSO!!!

Vereadores anunciam reajuste de mais de 10%.
O salário dos vereadores de Juiz de Fora vai subir de R$ 9.288,05 para R$ 10.260,95, retroativo a fevereiro. O anúncio foi feito ontem pelo presidente da Câmara, Carlos Bonifácio (PRB), e pelo primeiro vice-presidente, Júlio Gasparette (PMDB), sendo que o projeto, em tramitação desde o último dia 22, já deve ser votado hoje. Considerando que os 19 parlamentares recebem 15 subsídios por ano, só esse aumento representa uma despesa anual de R$ 2.924.370,75. No entanto, o reajuste - fixado de acordo com a inflação acumulada em 2009 e 2010, conforme o IPCA - causa impacto também na verba paga por sessão extraordinária. O benefício ainda é alvo de questionamento pelo Ministério Público Estadual (MPE), embora o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), no ano passado, tenha dado decisão favorável para que os vereadores continuem recebendo. Pela lei municipal 11.617/2008, o valor pago por cada sessão extra equivale a um décimo dos vencimentos dos legisladores. Com isso, além do aumento de R$ 972,90, a quantia paga a cada vereador pela participação em até quatro sessões extras mensais vai crescer de R$ 3.715,22 para R$ 4.104,38 ou R$ 389,16 a mais. Assim, a despesa total no orçamento da Câmara por ano será de R$ 3.860.169,39, uma diferença de R$ 366.004,98.
Durante a entrevista coletiva, o presidente da Câmara e o primeiro vice explicaram que o reajuste será de 10,22% e que corresponde à recomposição das perdas dos dois últimos anos: 4,31% em 2009 e 5,91% em 2010. "Já demos esses percentuais de reajuste para os servidores da Casa", justificou Carlos Bonifácio. "O último reajuste foi em 2006. Há cinco anos, os vereadores não tinham aumento." Se considerado o valor do aumento em reais, porém, o índice não corresponde aos 10,22% anunciados e sim a 10,47%. Na prática, sobre o subsídio atual, o Legislativo aplicou, primeiro, o IPCA de 2009, e só depois do resultado é que repassou o percentual da inflação de 2010. Dessa forma, o aumento final corresponde, na realidade, a 10,47%.
A Câmara também deve votar hoje uma mudança no artigo quinto da Lei 11.617, estabelecendo que o salário "poderá ser revisto anualmente, a partir de 1º de janeiro de 2010". Originalmente, a norma previa que os subsídios fossem reajustados na mesma data em que os vencimentos de deputados federais e estaduais. No entanto, o artigo foi considerado inconstitucional e impossibilitou a aplicação imediata do "efeito cascata", segundo o qual os vereadores podem receber até 75% do que é pago na Assembleia Legislativa, onde, por sua vez, os salários equivalem a 75% do recebido no Congresso. Na justificativa, a Mesa Diretora reproduziu trechos de consultas e recomendações do Tribunal de Contas do Estado (TCE) de acordo com os quais "no curso da legislatura, é permitida apenas a recomposição (inflacionária) do valor do subsídio fixado na legislatura anterior". "O índice é o IPCA. Tomamos o cuidado de seguir a orientação do TCE", afirmou o presidente. "Isso também vem tirar a expectativa de um 'efeito cascata'. Não haverá", completou Gasparette.

FONTE: TRIBUNA DE MINAS 29/03/2011

28 de mar de 2011

Escola integrada desafia limitações da rede pública.

Pablo Henrique de Sousa, de 7 anos, ganhou um acessório novo neste ano. Sobre o uniforme da escola municipal de Sorocaba, ele ostenta um colete verde limão. É o que mostra que ele é um aluno de tempo integral: fica das 8h30 às 17h30 no colégio.
Por enquanto, ele é exceção. Atualmente, só 6% dos alunos têm ao menos sete horas diárias de jornada escolar. Mas, uma das metas do Plano Nacional de Educação, em trâmite no Congresso, é que até 2020 metade das escolas públicas ofereça educação básica em tempo integral.
Para isso, o governo aumentou o repasse de verbas para as escolas públicas com jornada ampliada. O acréscimo do Fundo da Educação Básica (Fundeb) é de 25% para o fundamental e 30% para o médio. Porém, a implementação ainda esbarra em problemas de infraestrutura e de formatação de conteúdo.
'Precisamos agir porque o Brasil está a reboque. Os países desenvolvidos oferecem isso há séculos e nações vizinhas, como o Chile, universalizaram a educação básica integral', diz Silvia Colello, da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo. 'Mas precisa ser benfeito, com projeto pedagógico adequado.'
Como o Ministério da Educação não prevê um currículo único, as experiências são variadas. 'Cada cidade se planeja de acordo com suas peculiaridades', explica Isabel Santana, gerente da Fundação Itaú Social. Em seminário sobre o tema nesta terça e quarta-feira, o órgão vai lançar o documento 'Perspectivas de Educação Integral', em que mapeia tendências espalhadas pelo País.Foram consideradas 16 iniciativas que mostram que a educação integral deve considerar tempo, espaço e conteúdo.
Formatos. Não há um número de horas estipulado, mas é preciso que o tempo seja suficiente para execução das atividades. Em Apucarana (PR), por exemplo, os alunos chegam às 7h30 e ficam até as 16h. 'Como nossa cidade é pequena e eles moram perto, ainda sobra tempo para brincarem na rua', explica Cláudio Silva, diretor da autarquia municipal de Educação.
A cidade foi uma das pioneiras na prática. Implantou o formato em 2001 e hoje todos os alunos do ensino fundamental passam o dia na escola. Em 2009, a nota de Apucarana no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), foi de 6,0, meta do governo federal para 2020.
Crescer na avaliação não depende só do número de horas, mas também do que é feito nesse tempo extra. 'Fazer a articulação dos dois currículos é uma coisa bastante difícil. O aluno não pode ficar a manhã toda achando muito chato assistir às aulas de matemática e compensar a canseira se divertindo à tarde', diz Maria Estela Bergamin, do Centro de Estudos e Pesquisa de Educação, Cultura e Ação Comunitária (Cenpec). 'A ideia integral não pode ser formar artistas ou esportistas. Se vai ter oficina de dança moderna, ele estuda hip hop na aula de português.'
Outro desafio na questão do conteúdo curricular é evitar que a jornada ampliada se transforme em reforço escolar. Estudo do MEC que ouviu 500 escolas em 2009 mostrou que 61,7% delas usavam o tempo para isso.
Sem espaço. Com escolas públicas que atuam no limite de seu espaço físico, mesmo com turnos de quatro horas, conseguir espaço para abrigar alunos o dia todo é a questão mais complexa, segundo especialistas. 'Não dá para esperar que sejam construídas escolas adaptadas para a educação integral. O custo é alto e o processo iria demorar. É bom utilizar escolas com boa infraestrutura para testar modelos, mas tem de usar outras alternativas', diz Isabel, do Itaú Social.
É o que acontece em Sorocaba. A experiência começou em 2007 e, em três anos, o programa, conhecido como 'Escola do Saber' atende a 6 mil alunos do ensino fundamental em três formatos diferentes: quatro escolas foram construídas exatamente para esse fim - ginásio poliesportivo e anfiteatro -; outras utilizam espaços como salões paroquiais e clubes e algumas ganharam um anexo, espaço onde se realizam atividades extraclasse.
Pela complexidade do processo é que educadores ponderam sobre a meta do MEC de, em dez anos, ter 50% das escolas com jornada ampliada. 'Advogamos uma mudança gradativa. Não adianta ampliar sem dar condições e treinamento para os professores', diz Estela, do Cenpec.
Para Cleonara Schwartz, da Faculdade de Educação da Universidade Federal do Espírito Santo, não se pode usar o tempo integral para resolver uma questão social. 'A escola não existe para evitar que a criança fique na rua. Essa não é sua função. Se isso acontecer, vai ser mais uma medida paliativa dessas que a gente vê no cenário educacional.'

Planejamento

1.400 municípios de todos os Estados do País devem receber recursos do Fundeb para a educação em tempo integral neste ano.

7h diárias de estudo é o tempo mínimo que uma escola de jornada ampliada deve oferecer ao aluno, dentro ou fora de seus muros.

26 de mar de 2011

GOLPE NUNCA MAIS !!!!


Clube Militar celebra golpe com críticas à Comissão da Verdade:

O Clube Militar realizou na tarde desta sexta-feira o painel "A Revolução de 31 de Março de 1964 - Com os Olhos no Futuro", com a participação do general da reserva Sergio de Avellar Coutinho, do advogado Ives Gandra Martins e da ex-deputada Sandra Cavalcanti, com a mediação do economista Rodrigo Constantino.
No debate, acompanhado por cerca de 200 pessoas, na sede do Clube Militar, do Centro do Rio, os participantes defenderam a necessidade do golpe em 1964 para frear o comunismo e criticaram a intenção de setores ligados ao governo federal de criar uma comissão da verdade sobre a ditadura militar.
Vannuchi defende 'aprovação rápida' da Comissão da Verdade
Ministro diz que governo está unido sobre Comissão da Verdade
Ministro rebate Exército e diz que Comissão da Verdade é um 'dever'
Em documento, Exército critica criação da Comissão da Verdade
Constantino começou o debate dizendo que ele é oportuno por acontecer num momento em que "coisas como a comissão da verdade e outras iniciativas, que querem tudo menos a verdade, pretendem reescrever a história sob um prisma falso e eivado de uma ideologia perversa".
"Eles não querem resgatar a verdade, porque a verdade deles não existe, é uma mentira. Memória histórica tem que ser resgatada por historiadores, com imparcialidade. Essa comissão da verdade é uma comissão da vingança", disse Martins.
Ele afirmou que a verdadeira intenção por trás da comissão é revogar a Lei de Anistia, mas duvidou que a tentativa tenha chances de prosperar.
Já Cavalcanti e Coutinho disseram considerar que a democracia está atualmente ameaçada no país. "O Brasil vem mantendo a sua versão de democracia, não uma democracia de fato. Sub-repticiamente, nós vivemos hoje sob uma tirania. Está em pleno andamento hoje uma república sindicalista", disse a ex-deputada.
Já para o general, "a revolução se encerrou em 1985, mas a perseverança dos comunistas, é preciso reconhecer, não acabou e continua até hoje".
Ele denunciou uma tentativa deliberada de solapar as Forças Armadas --com restrições orçamentárias, transferência de unidades e iniciativas revanchistas-- para eliminar barreiras a uma futura tentativa de instalar um regime totalitário de viés comunista. "A democracia é usada para a destruição da própria democracia", lamentou.
Nenhum dos debatedores chegou a propor uma nova revolução, mas Coutinho lamentou que não exista hoje uma figura e um partido para mobilizar os conservadores como o jornalista e governador da Guanabara Carlos Lacerda (1914-1977) e a UDN.
Menos radical que os demais debatedores, Martins disse que a presidente Dilma Rousseff --qualificada por Cavalcanti como "farinha do mesmo saco" de João Goulart, o presidente derrubado pelo golpe-- dá mostras de que não pretende ceder ao "núcleo pequeno, mas ainda forte, de radicais do governo" no revisionismo do passado. "Apesar de ter sido guerrilheira, ela está muito mais preocupada em governar eliminando arestas do que criando novas arestas", afirmou.

25 de mar de 2011

Jean Wyllys: "Sempre senti que há um propósito em minha presença neste mundo. E o propósito é fazer, dele, um lugar melhor".


Jean Wyllys, deputado federal eleito pelo PSOL do Rio de Janeiro e hoje uma das vozes mais ativas no Congresso em favor dos direitos humanos, em especial dos direitos de LGBT, negros e mulheres, recebeu ameaças de morte na última sexta-feira, 18 de março. Longe de serem um fato isolado, essas ameaças são recorrentes e têm caráter altamente homofóbico e fundamentalista, numa clara represália ao notável trabalho que o parlamentar desenvolve há tão pouco tempo naquela casa. Entre alguns impropérios descabidos, seus ofensores dizem: "é por ofender a bondade de Deus que você deve morrer", "cuidado ao sair de casa, você pode não voltar" e "a morte chega, você não tarda por esperar". Sobre o assunto, Jean Wyllys concedeu entrevista ao Instituto Adé Diversidade. Confira abaixo.
Adé – Houve ameaças anteriores? Caso sim, elas continham o mesmo grau de violência?
Jean Wyllys – Ameaças de morte já haviam acontecido na época em que escrevi um artigo no meu blog sobre a homofobia mobilizada pelo participante da décima edição do BBB, Dourado. Não as levei a sério naquela época. Desde que me elegi, crescem as ofensas de homofóbicos e conservadores à minha pessoa. Ofensas impublicáveis de tão violentas e cheias de ódio. Na segunda semana depois que tomei posse, quando se noticiou que estava reestruturando a Frente Parlamentar pela Cidadania LGBT, conseguiram, numa ação orquestrada, tirar meu perfil no Facebook do ar. As novas ameaças de morte começaram de sexta para cá.
Adé – Houve novas ameaças depois daquelas noticiadas pela imprensa no dia 18?
Jean Wyllys – Sim. E novas ofensas, cada vez mais cheias de ódio e rancor.
Adé – O que pode estar por trás disso?
Jean Wyllys – O que está por trás disso é a minha atuação na Câmara dos deputados em prol dos direitos humanos e da dignidade da pessoa humana de LGBTs, negros e mulheres; a minha visibilidade positiva e a minha coragem de questionar os privilégios e as ações daqueles que enriqueceram e enriquecem à custa da ignorância alheia e da violação de direitos dos LGBTs e do povo de santo.
Adé – São cães que apenas ladram ou é preciso estar atento e forte?
Jean Wyllys – Dessa são cães ferozes, capazes de morder e matar. Eu preciso estar atento e forte, sim, mesmo sendo um deputado federal. Esses cães estão vendo que, comigo na Câmara, há uma possibilidade concreta de se avançar na garantia de direitos humanos de minorias que eles perseguem para melhor enriquecerem.
Adé – Quais as providências que você tomou até agora? Algo de concreto já foi feito em seu favor? Pretende reforçar sua segurança pessoal?
Jean Wyllys – Por enquanto, não vou pedir segurança pessoal. As ameaças já foram divulgadas. O que quer que aconteça comigo será da responsabilidade dessas pessoas, direta ou indiretamente. Estou rastreando os IP dos computadores de onde partiram as ameaças e ofensas. Quando identificados, eles serão denunciados e pagarão pelos seus crimes.
Adé – Qual foi a repercussão do fato no meio político e qual repercussão social você espera?
Jean Wyllys – Ainda não apurei. Mas recebi a solidariedade de apenas quatro deputados, e, mesmo assim, não publicamente. Estão todos preocupados em não contrariar os eleitores conservadores para garantir suas reeleições (e, logo, seus privilégios). Estão todos reféns da ignorância e do atraso porque são estas que impedem as pessoas de ascenderem à condição de cidadãos críticos, preocupados, por exemplo, com o mau da corrupção.
Adé – Como tem reagido a comunidade LGBT à notícia?
Jean Wyllys – Esta, em sua expressão nas redes sociais, tem me dado apoio. Mas a grande comunidade LGBT está afastada da política. Às vezes vitimada pela homofobia internalizada, que lhe impede de eleger representantes e/ou se identificar com quem luta por seus direitos; às vezes escravizada ao consumo e ao hedonismo por ter sido constituída em nicho de mercado apenas, a grande comunidade LGBT é, em sua maioria (há exceções, claro), alienada e ignorante (e arrogante). Ela só vai se dar conta de que sua liberdade está ameaçada quando a perder de fato e por lei. Quando os fundamentalistas cristãos, através de seus representantes eleitos, conseguirem fechar, por lei, as boates e saunas e começar a patrulhar ainda mais os espaços se sociabilidade, aí, sim, a grande comunidade LGBT vai se dar conta, mas será tarde demais. Há pessoas na comunidade que perdem tempo precioso com rancores e invejas que não levam a outro lugar senão a desorganização política. Não fui eleito pelo voto LGBT, mas nem por isso vou deixar de lutar por esta comunidade da qual faço parte. O princípio da dignidade humana é soberano e eu luto por ele mesmo que os diretamente interessados não estejam nem aí para isso.
Adé – É possível ao movimento LGBT apropriar-se positivamente deste episódio? De que forma? Você acha que o efeito pode ser inverso ao desejado pelos seus algozes e o fato acabar projetando mais sua imagem e suas ações políticas?
Jean Wyllys – O ideal seria que isto acontecesse. Estou me esforçando para articular o movimento com o meu mandato. Para somarmos forças em nome de nossa causa, que é suprapartidária. O momento é este. Se há reação, é porque estou no caminho certo. Logo, o movimento não pode me abandonar agora. Com minha legislatura, o movimento está diante da chance de deixar de ser aquele que se contenta com migalhas para paradas gays e viagens de seus líderes para eventos internacionais, para ser um instrumento político de garantia de direitos, que é o que se espera de um movimento social. Vamos ver qual vai ser a opção.
Adé – As agressões contra LGBT noticiadas na mídia de forma cada vez mais freqüente podem ter algum impacto na condução no PLC 122/2006, que criminaliza a homofobia? Qual?
Jean Wyllys – Talvez. Se soubermos conduzir as coisas de maneira certa, o impacto pode ser positivo. Mas o PLC 122 não criminaliza a homofobia. Ele amplia a lei do racismo para incluir, como alvo das sanções previstas naquela lei, discriminações por orientação sexual e identidade de gênero. O projeto que criminaliza a homofobia será proposto por mim em breve.
Adé – Você acredita que o aumento da violência contra LGBT no Brasil é uma reação à crescente visibilidade da comunidade gay ou fruto da impunidade?
Jean Wyllys – As duas coisas.
Adé – O gay é tolerante com a intolerância no Brasil?
Jean Wyllys – Sim. Como já disse, a grande comunidade LGBT (há exceções, claro) tem sua mentalidade colonizada pelos valores que sustentam o status quo. Fico horrorizado quando me deparo com gays racistas e classistas! E há muitos! Há muita misoginia e machismo entre os gays e mesmo entre lésbicas. É lamentável. Eu comecei a formar minha identidade numa época em que ser gay ainda era sinônimo de ser culto e inteligente. Hoje em dia, a grande comunidade se dedica às festas temáticas, às drogas sintéticas, ao culto ao corpo e ao consumismo desenfreado e pedante, inclusive de sexo rápido e anônimo. É uma pena. Queria desenvolver um programa de educação política para LGBTs. Talvez me dedique a isso um dia.
Adé – A história da humanidade está cheia de personalidades perseguidas por lutarem por uma causa nobre, como Jesus Cristo, Gandhi, Martin Luther King, Harvey Milk, Chico Mendes, irmã Dorothy Stang, entre muitos outros. Por que tanto ódio aos justos?
Jean Wyllys – Tenho medo de integrar essa lista (risos). Quero viver porque só vivo posso dar minha contribuição para um mundo melhor. Mas os justos são abatidos porque as pessoas de bem se calam e cruzam os braços. Há mais gente boa que má. Mas as más têm mais iniciativa e fazem mais barulho. Já notou isso?
Adé – E no seu caso específico, por que você desperta reações tão estúpidas? Serão elas manifestações de ódio, medo ou inveja?
Jean Wyllys – Uma combinação das três coisas. Mas, como disse Dom Quixote, no clássico de Cervantes, "os cães ladram, Sancho, é sinal de que estamos avançando".
Adé – Toda essa história lhe esmorece ou dá mais fôlego à sua luta pelos direitos humanos, em especial os direitos de LGBT?
Jean Wyllys – Estaria mentindo se eu dissesse que, em alguns momentos, não me dá cansaço e medo. Mas sou alimentado por uma chama que não se apaga e que me chama. Sempre senti que há um propósito em minha presença neste mundo. Sou dos mistérios. Desde menino sentia isso. E o propósito é fazer, dele, um lugar melhor.

Fonte: Instituto Adé Diversidade:

24 de mar de 2011

OS INIMIGOS SÃO ELES !!!


Invasões e golpes dos EUA pelo mundo.
Entre as várias invasões que as forças armadas dos Estados Unidos fizeram nos séculos XIX, XX e XXI, podemos citar:
1846/1848 - México - Por causa da anexação, pelos EUA, da República do Texas;
1890 - Argentina - Tropas desembarcam em Buenos Aires para defender interesses econômicos americanos;
1891 - Chile - Fuzileiros Navais esmagam forças rebeldes nacionalistas;
1891 - Haiti - Tropas debelam a revolta de operários negros na ilha de Navassa, reclamada pelos EUA;
1893 - Hawai - Marinha enviada para suprimir o reinado independente e anexar o Hawaí aos EUA;
1894 - Nicarágua - Tropas ocupam Bluefields, cidade do mar do Caribe, durante um mês;
1894/1895 - China - Marinha, Exército e Fuzileiros desembarcam no país durante a guerra sino-japonesa;
1894/1896 - Coréia - Tropas permanecem em Seul durante a guerra;
1895 - Panamá - Tropas desembarcam no porto de Corinto, província Colombiana;
1898/1900 - China - Tropas ocupam a China durante a Rebelião Boxer;
1898/1910 - Filipinas - Luta pela independência do país, dominado pelos EUA (Massacres realizados por tropas americanas em Balangica, Samar, 27/09/1901, e Bud Bagsak, Sulu, 11/15/1913; 600.000 filipinos mortos;
1898/1902 - Cuba - Tropas sitiaram Cuba durante a guerra hispano-americana;
1898 - Porto Rico - Tropas sitiaram Porto Rico na guerra hispano-americana, hoje 'Estado Livre Associado' dos Estados Unidos;
1898 - Ilha de Guam - Marinha desembarca na ilha e a mantêm como base naval até hoje;
1898 - Espanha - Guerra Hispano-Americana - Desencadeada pela misteriosa explosão do encouraçado Maine, em 15 de fevereiro, na Baía de Havana. Esta guerra marca o surgimento dos EUA como potência capitalista e militar mundial;
1898 - Nicarágua - Fuzileiros Navais invadem o porto de San Juan del Sur;
1899 - Ilha de Samoa - Tropas desembarcam e invadem a Ilha em conseqüência de conflito pela sucessão do trono de Samoa;
1899 - Nicarágua - Tropas desembarcam no porto de Bluefields e invadem a Nicarágua (2ª vez);
1901/1914 - Panamá - Marinha apóia a revolução quando o Panamá reclamou independência da Colômbia; tropas americanas ocupam o canal em 1901, quando teve início sua construção;
1903 - Honduras - Fuzileiros Navais desembarcam em Honduras e intervêm na revolução do povo hondurenho;
1903/1904 - República Dominicana - Tropas atacaram e invadiram o território dominicano para proteger interesses do capital americano durante a revolução;
1904/1905 - Coréia - Fuzileiros Navais dos Estados Unidos desembarcaram no território coreano durante a guerra russo-japonesa;
1906/1909 - Cuba -Tropas dos Estados Unidos invadem Cuba e lutam contra o povo cubano durante período de eleições;
1907 - Nicarágua - Tropas invadem e impõem a criação de um protetorado, sobre o território livre da Nicarágua;
1907 - Honduras - Fuzileiros Navais desembarcam e ocupam Honduras durante a guerra de Honduras com a Nicarágua;
1908 - Panamá - Fuzileiros invadem o Panamá durante período de eleições;
1910 - Nicarágua - Fuzileiros navais desembarcam e invadem pela 3ª vez Bluefields e Corinto, na Nicarágua;
1911 - Honduras - Tropas enviadas para proteger interesses americanos durante a guerra civil invadem Honduras;
1911/1941 - China - Forças do exército e marinha dos Estados Unidos invadem mais uma vez a China durante período de lutas internas repetidas;
1912 - Cuba - Tropas invadem Cuba com a desculpa de proteger interesses americanos em Havana;
1912 - Panamá - Fuzileiros navais invadem novamente o Panamá e ocupam o país durante eleições presidenciais;
1912 - Honduras - Tropas norte americanas mais uma vez invadem Honduras para proteger interesses do capital americano;
1912/1933 - Nicarágua - Tropas dos Estados Unidos com a desculpa de combaterem guerrilheiros invadem e ocupam o país durante 20 anos;
1913 - México - Fuzileiros da Marinha invadem o México com a desculpa de evacuar cidadãos americanos durante a revolução;
1913 - México - Durante a revolução mexicana, os Estados Unidos bloqueiam as fronteiras mexicanas;
1914/1918 - Primeira Guerra Mundial - EUA entram no conflito em 6 de abril de 1917 declarando guerra à Alemanha. As perdas americanas chegaram a 114 mil homens;
1914 - República Dominicana - Fuzileiros navais da Marinha dos Estados invadem o solo dominicano e interferem na revolução em Santo Domingo;
1914/1918 - México - Marinha e exército invadem o território mexicano e interferem na luta contra nacionalistas;
1915/1934 - Haiti - Tropas americanas desembarcam no Haiti, em 28 de julho, e transformam o país numa colônia americana, permanecendo lá durante 19 anos;
1916/1924 - República Dominicana - Os EUA invadem e estabelecem governo militar na República Dominicana, em 29 de novembro, ocupando o país durante oito anos;
1917/1933 - Cuba - Tropas desembarcam em Cuba e transformam o país num protetorado econômico americano, permanecendo essa ocupação por 16 anos;
1918/1922 - Rússia - Marinha e tropas enviadas para combater a revolução bolchevista. O Exército realizou cinco desembarques, sendo derrotado pelos russos em todos eles;
1919 - Honduras - Fuzileiros desembarcam e invadem mais uma vez o país durante eleições, colocando no poder um governo a seu serviço;
1918 - Iugoslávia - Tropas dos Estados Unidos invadem a Iugoslávia e intervêm ao lado da Itália contra os sérvios na Dalmácia;
1920 - Guatemala - Tropas invadem e ocupam o país durante greve operária do povo da Guatemala;
1922 - Turquia - Tropas invadem e combatem nacionalistas turcos em Smirna;
1922/1927 - China - Marinha e Exército mais uma vez invadem a China durante revolta nacionalista;
1924/1925 - Honduras - Tropas dos Estados Unidos desembarcam e invadem Honduras duas vezes durante eleição nacional;
1925 - Panamá - Tropas invadem o Panamá para debelar greve geral dos trabalhadores panamenhos;
1927/1934 - China - Mil fuzileiros americanos desembarcam na China durante a guerra civil local e permanecem durante sete anos ocupando o território;
1932 - El Salvador - Navios de Guerra dos Estados Unidos são deslocados durante a revolução das Forças do Movimento de Libertação Nacional - FMLN -
comandadas por Marti;
1939/1945 - II Guerra Mundial - Os EUA declaram guerra ao Japão em 8 de dezembro de 1941 e depois a Alemanha e Itália, invadindo o Norte da África, a Ásia e a Europa, culminando com o lançamento das bombas atômicas sobre as cidades desmilitarizadas de Iroshima e Nagasaki;
1946 - Irã - Marinha americana ameaça usar artefatos nucleares contra tropas soviéticas caso as mesmas não abandonem a fronteira norte do Irã;
1946 - Iugoslávia - Presença da marinha ameaçando invadir a zona costeira da Iugoslávia em resposta a um avião espião dos Estados Unidos abatido pelos soviéticos;
1947/1949 - Grécia - Operação de invasão de Comandos dos EUA garantem vitória da extrema direita nas "eleições" do povo grego;
1947 - Venezuela - Em um acordo feito com militares locais, os EUA invadem e derrubam o presidente eleito Rómulo Gallegos, como castigo por ter aumentado o preço do petróleo exportado, colocando um ditador no poder;
1948/1949 - China - Fuzileiros invadem pela ultima vez o território chinês para evacuar cidadãos americanos antes da vitória comunista;
1950 - Porto Rico - Comandos militares dos Estados Unidos ajudam a esmagar a revolução pela independência de Porto Rico, em Ponce;
1951/1953 - Coréia - Início do conflito entre a República Democrática da Coréia (Norte) e República da Coréia (Sul), na qual cerca de 3 milhões de pessoas morreram. Estados Unidos são um dos principais protagonistas da invasão usando como pano de fundo a recém criada Nações Unidas, ao lado dos sul-coreanos. A guerra termina em julho de 1953 sem vencedores e com dois estados polarizados: comunistas ao norte e um governo pró-americano no sul. Os EUA perderam 33 mil homens e mantém até hoje base militar e aero-naval na Coréia do Sul;
1954 - Guatemala - Comandos americanos, sob controle da CIA, derrubam o presidente Arbenz, democraticamente eleito, e impõem uma ditadura militar no país. Jacobo Arbenz havia nacionalizado a empresa United Fruit e impulsionado a reforma agrária;
1956 - Egito - O presidente Nasser nacionaliza o canal de Suez. Tropas americanas se envolvem durante os combates no Canal de Suez sustentados pela Sexta Frota dos EUA. As forças egípcias obrigam a coalizão franco-israelense-britânica, a retirar-se do canal;
1958 - Líbano - Forças da Marinha invadem apóiam o exército de ocupação do Líbano durante sua guerra civil;
1958 - Panamá - Tropas dos Estados Unidos invadem e combatem manifestantes nacionalistas panamenhos;
1961/1975 - Vietnã. Aliados ao sul-vietnamitas, o governo americano invade o Vietnã e tenta impedir, sem sucesso, a formação de um estado comunista, unindo o sul e o norte do país. Inicialmente a participação americana se restringe a ajuda econômica e militar (conselheiros e material bélico). Em agosto de 1964, o congresso americano autoriza o presidente a lançar os EUA em guerra. Os Estados Unidos deixam de ser simples consultores do exército do Vietnã do Sul e entram num conflito traumático, que afetaria toda a política militar dali para frente. A morte de quase 60 mil jovens americanos e a humilhação imposta pela derrota do Sul em 1975, dois anos depois da retirada dos Estados Unidos, moldou a estratégia futura de evitar guerras que impusessem um custo muito alto de vidas americanas e nas quais houvesse inimigos difíceis de derrotar de forma convencional, como os vietcongues e suas táticas de guerrilhas;
1962 - Laos - Militares americanos invadem e ocupam o Laos durante guerra civil contra guerrilhas do Pathet Lao;
1964 - Panamá - Militares americanos invadiram mais uma vez o Panamá e mataram 20 estudantes, ao reprimirem a manifestação em que os jovens queriam trocar, na zona do canal, a bandeira americana pela bandeira de seu país;
1965/1966 - República Dominicana - Trinta mil fuzileiros e pára-quedistas desembarcaram na capital do país, São Domingo, para impedir a nacionalistas panamenhos de chegarem ao poder. A CIA conduz Joaquín Balaguer à presidência, consumando um golpe de estado que depôs o presidente eleito Juan Bosch. O país já fora ocupado pelos americanos de 1916 a 1924;
1966/1967 - Guatemala - Boinas Verdes e marines invadem o país para combater movimento revolucionário contrário aos interesses econômicos do capital americano;
1969/1975 - Camboja - Militares americanos enviados depois que a Guerra do Vietnã invadem e ocupam o Camboja;
1971/1975 - Laos - EUA dirigem a invasão sul-vietnamita bombardeando o território do vizinho Laos, justificando que o país apoiava o povo vietnamita em sua luta contra a invasão americana;
1975 - Camboja - 28 marines americanos são mortos na tentativa de resgatar a tripulação do petroleiro estadunidense Mayaquez;
1980 - Irã - Na inauguração do estado islâmico formado pelo Aiatolá Khomeini, estudantes que haviam participado da Revolução Islâmica do Irã ocuparam a embaixada americana em Teerã e fizeram 60 reféns. O governo americano preparou uma operação militar surpresa para executar o resgate, frustrada por tempestades de areia e falhas em equipamentos. Em meio à frustrada operação, oito militares americanos morreram no choque entre um helicóptero e um avião. Os reféns só seriam libertados um ano depois do seqüestro, o que enfraqueceu o então presidente Jimmy Carter e elegeu Ronald Reagan, que conseguiu aprovar o maior orçamento militar em época de paz até então;
1982/1984 - Líbano - Estados Unidos invadiram o Líbano e se envolveram nos conflitos no país logo após a invasão por Israel - e acabaram envolvidos na guerra civil que dividiu o país. Em 1980, os americanos supervisionaram a retirada da Organização pela Libertação da Palestina de Beirute. Na segunda intervenção, 1.800 soldados integraram uma força conjunta de vários países, que deveriam restaurar a ordem após o massacre de refugiados palestinos por libaneses aliados a Israel. O custo para os americanos foi a morte 241 fuzileiros navais, quando os libaneses explodiram um carro bomba perto de um quartel das forças americanas;
1983/1984 - Ilha de Granada - Após um bloqueio econômico de quatro anos a CIA coordena esforços que resultam no assassinato do 1º Ministro Maurice Bishop. Seguindo a política de intervenção externa de Ronald Reagan, os Estados Unidos invadiram a ilha caribenha de Granada alegando prestar proteção a 600 estudantes americanos que estavam no país, as tropas eliminaram a influência de Cuba e da União Soviética sobre a política da ilha;
1983/1989 - Honduras - Tropas enviadas para construir bases em regiões próximas à fronteira invadem o Honduras;
1986 - Bolívia - Exército invade o território boliviano na justificativa de auxiliar tropas bolivianas em incursões nas áreas de cocaína;
1989 - Ilhas Virgens - Tropas americanas desembarcam e invadem as ilhas durante revolta do povo do país contra o governo pró-americano;
1989 - Panamá - Batizada de Operação Causa Justa, a intervenção americana no Panamá foi provavelmente a maior batida policial de todos os tempos: 27 mil soldados ocuparam a ilha para prender o presidente panamenho, Manuel Noriega, antigo ditador aliado do governo americano. Os Estados Unidos justificaram a operação como sendo fundamental para proteger o Canal do Panamá, defender 35 mil americanos que viviam no país, promover a democracia e interromper o tráfico de drogas, que teria em Noriega seu líder na América Central. O ex-presidente cumpre prisão perpétua nos Estados Unidos.
1990 - Libéria - Tropas invadem a Libéria justificando a evacuação de estrangeiros durante guerra civil;
1990/1991 - Iraque - Após a invasão do Iraque ao Kuwait, em 2 de agosto de 1990, os Estados Unidos, com o apoio de seus aliados da Otan, decidem impor um embargo econômico ao país, seguido de uma coalizão anti-Iraque (reunindo além dos países europeus membros da Otan, o Egito e outros países árabes) que ganhou o título de "Operação Tempestade no Deserto". As hostilidades começaram em 16 de janeiro de 1991, um dia depois do fim do prazo dado ao Iraque para retirar tropas do Kuwait. Para expulsar as forças iraquianas do Kuwait, o então presidente George Bush destacou mais de 500 mil soldados americanos para a Guerra do Golfo;
1990/1991 - Arábia Saudita - Tropas americanas destacadas para ocupar a Arábia Saudita que era base militar na guerra contra Iraque;
1992/1994 - Somália - Tropas americanas, num total de 25 mil soldados, invadem a Somália como parte de uma missão da ONU para distribuir mantimentos para a população esfomeada. Em dezembro, forças militares norte-americanas (comando Delta e Rangers) chegam a Somália para intervir numa guerra entre as facções do então presidente Ali Mahdi Muhammad e tropas do general rebelde Farah Aidib. Sofrem uma fragorosa derrota militar nas ruas da capital do país;
1993 - Iraque - No início do governo Clinton é lançado um ataque contra instalações militares iraquianas em retaliação a um suposto atentado, não concretizado, contra o ex-presidente Bush, em visita ao Kuwait;
1994/1999 - Haiti - Enviadas pelo presidente Bill Clinton, tropas americanas ocuparam o Haiti na justificativa de devolver o poder ao presidente eleito Jean-Betrand Aristide, derrubado por um golpe, mas o que a operação visava era evitar que o conflito interno provocasse uma onda de refugiados haitianos nos Estados Unidos;
1996/1997 - Zaire (ex-República do Congo) - Fuzileiros Navais americanos são enviados para invadir a área dos campos de refugiados Hutus;
1997 - Libéria - Tropas dos Estados Unidos invadem a Libéria justificando a necessidade de evacuar estrangeiros durante guerra civil sob fogo dos rebeldes;
1997 - Albânia - Tropas invadem a Albânia para evacuar estrangeiros;
2000 - Colômbia - Marines e "assessores especiais" dos EUA iniciam o Plano Colômbia, que inclui o bombardeamento da floresta com um fungo transgênico fusarium axyporum (o "gás verde");
2001 - Afeganistão - Os EUA bombardeiam várias cidades afegãs, em resposta ao ataque terrorista ao World Trade Center em 11 de setembro de 2001. Invadem depois o Afeganistão onde estão até hoje;
2003 - Iraque - Sob a alegação de Saddam Hussein esconder armas de destruição e financiar terroristas, os EUA iniciam intensos ataques ao Iraque. É batizada pelos EUA de "Operação Liberdade do Iraque" e por Saddam de "A Última Batalha", a guerra começa com o apoio apenas da Grã-Bretanha, sem o endosso da ONU e sob protestos de manifestantes e de governos no mundo inteiro. As forças invasoras americanas até hoje estão no território iraquiano, onde a violência aumentou mais do que nunca.

FONTE: Rede Popular Catarinense de Comunicação – RPCC

23 de mar de 2011

Evolução da renda no governo Lula: cinco conclusões definitivas.


A divulgação dos dados de evolução da renda do Brasil pelo IBGE e a base de dados do FMI permitem algumas conclusões definitivas a respeito do desempenho da economia brasileira (renda) durante o governo Lula (2003-10).1
Primeira conclusão: fraco desempenho pelos padrões históricos do país.
O crescimento médio anual do PIB real é de 4,0% (quatro por cento) no governo Lula. Mais especificamente, 3,5% em 2003-06 e 4,5% em 2007-10. Mesmo no segundo mandato, a taxa alcançada não supera a média secular do país (1890-2010, período republicano, 4,5%). Portanto, o desempenho do governo Lula é fraco pelos padrões históricos brasileiros (ver Tabela 1).2
Segunda conclusão: muito fraco desempenho quando comparado com outros presidentes.
Desde a proclamação da república o país teve 29 presidentes (Vargas teve dois mandatos separados temporalmente). Neste conjunto, Lula ocupa a 19ª posição quanto ao crescimento da renda, ou seja, 18 outros presidentes tiveram melhor desempenho. Quando este conjunto é dividido em quatro grupos, Lula está no terceiro grupo. De outra forma, pode-se afirmar que Lula teve o 11º pior desempenho no conjunto dos mandatos presidenciais (ver Tabela 2).
Terceira conclusão: retrocesso relativo no conjunto da economia mundial.
No período 2003-10 três indicadores merecem destaque. O primeiro é a participação do Brasil no PIB mundial. Dados de paridade de poder de compra mostram que não houve alteração, A participação média do Brasil em 2001-02 é a mesma em 2009-10 (2,90%) (ver Tabela 3).
O segundo indicador é a posição relativa do Brasil no ranking da economia mundial quando se considera a taxa de variação real do PIB no período 2003-10. O Brasil ocupa a 96ª posição no painel de 181 países. Ou seja, dividindo este conjunto em quatro grupos, o Brasil está no terceiro grupo. O crescimento médio anual do PIB do país (4,0%) está abaixo da média (4,4%) e da mediana (4,2%) do painel mundial (ver Tabela 4).
O terceiro indicador é o PIB (PPP) per capita. Este indicador de renda para o Brasil aumentou de US$ 7.457 em 2001-02 para US$ 10.894 em 2009-10. Entretanto, a posição do país no ranking mundial piorou. O país passou da 66ª posição para a 71ª posição. Ou seja, houve retrocesso relativo (ver Tabela 5).
Quarta conclusão: país fortemente atingido pela crise global em 2009.
A crise econômica de 2009 teve alcance global. O Brasil é um país marcado por forte vulnerabilidade externa estrutural. O passivo externo bruto ultrapassou US$ 1.292 bilhões em no final de 2010.4 No período 2003-10 houve reprimarização da economia brasileira, inclusive com significativo aumento do peso relativo das commodities nas exportações brasileiras. Há evidência de que desindustrialização e maior participação do capital estrangeiro no aparelho produtivo também ocorreram no período em questão. A crescente liberalização financeira e o regime de câmbio flexível implicam maior instabilidade. O resultado é que a crise internacional atingiu fortemente o país em 2009. A queda do PIB real foi de 0,6%. No painel mundial o Brasil ocupa a 85ª posição segundo a ordem crescente da variação do PIB neste ano. Dividindo este painel em quatro grupos, verifica-se que o país está no segundo grupo dos mais atingidos. Ademais, a frágil posição brasileira é evidente quando se leva em conta que a taxa média (simples) e a mediana de variação do PIB do painel são 0,1% e 0,2% respectivamente. (ver Tabela 6).
Quinta conclusão: o processo de ajuste frente à crise global foi influenciado significativamente pelo ciclo eleitoral e oportunismo político em 2010 e não se sustenta em 2011-12.
Na fase ascendente do ciclo econômico mundial (2003-meados de 2008) o Brasil tem retrocesso relativo visto que sua taxa de crescimento da renda é menor do que a média e a mediana mundiais. No período 2003-08 a taxa média de crescimento real do PIB do Brasil é de 4,2% enquanto a média simples e a mediana são de 5,0% e 5,3% respectivamente (ver Tabela 7). Neste período o Brasil ocupa a 113ª posição (ordem decrescente) no painel de 183 países-membros do FMI. Em 2009 o Brasil é fortemente atingido pela crise global e sofre queda do PIB de 0,6%.
A contração da atividade econômica em 2009 facilita a recuperação da taxa de crescimento em 2010.3 Entretanto, em 2010 o vale do ciclo econômico internacional coincide com o auge do ciclo eleitoral brasileiro (eleições para presidente, governadores, senadores e deputados).
Oportunismo político e ajuste macroeconômico convergem perfeitamente na ótica do grupo dirigente.
O oportunismo político acarretou a extraordinária expansão do crédito, que estimulou o consumo e o investimento. Estas duas fontes de expansão da demanda agregada respondem, então, pelo crescimento do PIB e mais do que compensam o elevado vazamento de renda para o exterior via importações de bens e serviços. O aumento das importações também é políticamente funcional pois permite reduzir a pressão inflacionária. O vazamento foi superior à própria contribuição do investimento para o crescimento do PIB (ver Tabela 8).
A força expansionista da política creditícia foi aumentada pela política fiscal (gastos de consumo e investimento do governo), pela política de rendas (salário mínimo), pelas políticas sociais e pela política de forte apreciação cambial (importação de bens de capital). A apreciação cambial é responsável pela elevada contribuição negativa da demanda externa líquida (exportações menos importações) para o crescimento do PIB. Na realidade, em 2010 verifica-se significativo déficit nas transações correntes do balanço de pagamentos do país.
O resultado é o extraordinário crescimento de 7,5% em 2010. Ele é extraordinário não somente porque é significativamente mais elevado do que a média de todo o período 2003-10 (4,0%) como também representa uma subida igualmente extraordinária do país no ranking mundial. Em 2010 o Brasil tem a 24ª mais elevada taxa de crescimento do PIB no painel mundial.
O forte crescimento econômico em 2010 permitiu a reversão da recessão provocada pela crise global ao mesmo tempo em que foi funcional para os grupos políticos dirigentes tendo em vista o ciclo eleitoral. Por outro lado, há o agravamento dos desequilíbrios macroeconômicos. Além da pressão inflacionária, verifica-se a forte deterioração das contas externas.
Passado o período de eleições. os desequilíbrios macroeconômicos são, então, enfrentados com as medidas ortodoxas de políticas monetária, creditícia e fiscal restritivas. Em conseqüência, a expectativa é de não sustentabilidade de elevadas taxas de crescimento do PIB no médio prazo. O FMI, por exemplo, tem como previsão para o Brasil crescimento real do PIB pouco superior a 4,0% em 2011-12.4 Ainda segundo as previsões do FMI o Brasil deve ocupar posições próximas da média e medianas mundiais.
As taxas previstas para 2011-12 estão próximas da média do governo Lula (4,0%) e, conforme visto, estão abaixo da média secular do país (4,5%). Ou seja, no futuro próximo, como parte da herança negativa do governo Lula a expectativa é de fraco desempenho pelos padrões históricos do Brasil e nenhum avanço na posição internacional do país. Estes fatos tornam-se ainda mais graves com a trajetória de piora evidente das contas externas do país, com fortes desequilíbrios de fluxo e de estoque.

Em síntese, durante o governo Lula a evolução da renda do Brasil caracterizou-se por:
1) fraco desempenho pelos padrões históricos do país
2) muito fraco desempenho quando comparado com outros presidentes
3) retrocesso relativo no conjunto da economia mundial
4) país fortemente atingido pela crise global em 2009
5) o processo de ajuste frente à crise global foi influenciado significativamente pelo ciclo eleitoral e oportunismo político em 2010 e não se sustenta em 2011-12

4 março 2011

Notas:

1 Para análises abrangentes do governo Lula, ver L. F. Filgueiras e R. Gonçalves, A Economia Política do Governo Lula, Rio de Janeiro, Ed. Contraponto, 2007 e Os Anos Lula. Contribuições para um Balanço Crítico 2003-2010, Rio de Janeiro, Ed. Garamond, 2010.
2 Para detalhes sobre fontes de dados, ver R. Gonçalves, Análise comparativa do governo Lula: Resultados e metodologia, em http://www.ie.ufrj.br/hpp/intranet/pdfs/analise_comparativa_do_governo_lula_resultados_e_metodologia_28_abril.pdf.
3 Ver Bacen, Nota para a Imprensa, Setor externo, Tabela 60A, http://www.bcb.gov.br/htms/infecon/notas.asp?idioma=p.
4 http://www.imf.org/external/pubs/ft/weo/2011/update/01/index.htm.

Reinaldo Gonçalves é professor titular de Economia Internacional da UFRJ. Portal: http://www.ie.ufrj.br/hpp/mostra.php?idprof=77.

FONTE: FUNDAÇÃO LAURO CAMPOS

21 de mar de 2011

28 de março de 1968: assassinato do estudante Edson Luís.



O estudante Edson Luís de Lima Souto nasceu em Belém do Pará, em 24 de fevereiro de 1950, e morreu no Rio de Janeiro, em 28 de março de 1968, assassinado pela Polícia Militar durante uma manifestação estudantil no Restaurante Calabouço, no centro dq cidade. Edson Luís foi a primeira vítima da Ditadura Militar nas mobilizações estudantis contra o regime em 1968. De origem pobre, iniciou seus estudos na Escola Estadual Augusto Meira, em Belém, e mudou-se para o Rio para fazer o segundo grau no Instituto Cooperativo de Ensino, que funcionava no restaurante Calabouço.
Na sexta-feira, 28 de março de 1968, os estudantes estavam organizando uma passeata relâmpago para protestar contra a alta do preço da comida no restaurante, o que deveria acontecer no final da tarde do mesmo dia. Por volta das seis da tarde, a Polícia Militar chegou ao local e dispersou os estudantes que estavam na frente do restaurante estudantil. Os estudantes se refugiaram no interior do restaurante e responderam à violência policial com paus e pedras. A reação dos estudantes obrigou os policiais a recuar, deixando a rua deserta. Mas os políciais retornaram em seguida e tiros foram disparados do Edifício da Legião Brasileira de Assistência, provocando pânico entre os manifestantes, que fugiram.
Os policiais invadiram o restaurante e, nesta ocasião, comandante da tropa da PM, aspirante Aloísio Raposo, atirou e matou o secundarista Edson Luís, alvejando-o com um disparo de arma de fogo a queima roupa na região toráxica. Outro estudante, Benedito Frazão Dutra, também ferido a bala, foi levado para o hospital, mas não resistiu ao ferimento e morreu.
Os estudantes conseguiram resgatar o corpo de Edson Luís, o estudante assassinado, e o carregaram em passeata pelo centro do Rio até as escadarias da então Assembléia Legislativa, na Cinelândia (atual prédio da Cãmara Municipal), onde foi velado. A necrópsia foi feita no próprio local pelos médicos Nilo Ramos de Assis e Ivan Nogueira Bastos, sob o cerco da Polícia Militar e de agentes do DOPS.
Do velório até a missa na Igreja da Candelária, em 2 de abril, foram mobilizados protestos em todo o país.
Em São Paulo, quatro mil estudantes fizeram uma manifestação na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP). Também foram realizadas manifestações no Centro Acadêmico XI de Agosto, da Faculdade do Largo de São Francisco, na Escola Politécnica da USP e na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo.
O Rio de Janeiro parou para enterrar o corpo de Edson LuísO Rio de Janeiro parou para enterrar o corpo de Edson LuísNo Rio de Janeiro, a cidade parou no dia do enterro. Para expressar seu protesto, os cinemas da Cinelândia amanheceram anunciando três filmes: A noite dos Generais, À queima roupa e Coração de Luto. Com faixas, cartazes e palavras-de-ordem, a população protestava: "Bala mata fome?", "Os velhos no poder, os jovens no caixão" e "Mataram um estudante. E se fosse seu filho?". Edson Luis foi enterrado ao som do Hino Nacional Brasileiro, cantado pela multidão.
Na manhã de 4 de abril, foi realizada a missa de sétimo dia de Edson Luís na Igreja da Candelária. Ao término da missa, as pessoas que deixavam a igreja foram cercadas e atacadas pela cavalaria da Polícia Militar com golpes de sabre. Dezenas de pessoas ficaram feridas.
Outra missa seria realizada na noite do mesmo dia. O governo militar proibira a realização da missa, mas o vigário-geral do Rio de Janeiro, D. Castro Pinto, a realizou assim mesmo. Cerca de seiscentas pessoas compareceram.
Temendo a repetição do massacre ocorrido pela manhã, os padres pediram que ninguém saísse da igreja. Do lado de fora havia três fileiras da cavalaria da PM, com os sabres desembanhados, e mais atrás estava o Corpo de Fuzileiros Navais e vários agentes do DOPS.
Num ato de coragem, os clérigos saíram à frente, de mãos dadas, fazendo um "corredor" da porta da igreja até a avenida Rio Branco, para que todos os que estavam na igreja pudessam sair emsegurança. A cavalaria da PM aguardou que todos saíssem para os encurralar nas ruas mais adiante. Novamente o saldo foi de dezenas de pessoas feridas.
Em 28 de março de 2008, quarenta depois, uma estátua foi inaugurada na Praça Ana Amélia, esquina da Avenida Churchill com a Rua Santa Luzia, em homenagem ao mártir Edson Luís.

19 de mar de 2011

DECLARAÇÃO DO PSOL SOBRE A VISITA DE BARACK OBAMA AO BRASIL.

O Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), através de sua Coordenação Executiva Nacional, vem a público manifestar seu repúdio à presença do presidente dos EUA Barack Obama no Brasil pelo significado imperialista daquele país e de seu governo em relação ao nosso país e às demais nações subdesenvolvidas. O mundo acompanha a manutenção da mesma política neoliberal, intervencionista e agressiva às soberanias dos povos.
No momento em que o governo de Obama vive uma profunda crise de popularidade e de derrotas eleitorais proporcionadas pelo abandono dos poucos aspectos progressistas de seu programa eleitoral o governo petista de Dilma Roussef e seus aliados resolveram investir significativos recursos públicos para criar palcos para que o presidente desse país imperialista afirme-se como liderança mundial, ao tempo em que tenta reverter os elevados índices de impopularidade.
O mais grave é que o governo, de forma subalterna, preste-se a oferecer os recursos do território nacional como fonte de riqueza a ser, ainda mais intensamente, transferida aquele país cêntrico. A alienação de imensas áreas de terras às empresas oligopolistas do agronegócio e da indústria do etanol; a participação das gigantes petrolíferas estadunidenses na exploração do Pré-sal são alguns dos acordos que vilipendiam a soberania da nossa nação.
Nosso país não pode continuar a sangrar as riquezas nacionais ara resolver a crise dos oligopólios financeiros do império. Em recente artigo o cineasta e ativista político Michael Moore desnuda a perversidade do padrão de acumulação que ocorre em seu país. Denuncia a investida do governo Obama no sentido de aprovar reformas que retiram direitos dos trabalhadores, inclusive os direitos previdenciários e dos aposentados, com base no argumento de que o país vive dificuldades financeiras. Mostra que, na verdade, os trilhões de dólares dados às corporações financeiras com a pretensa desculpa de que a medida era imprescindível para salvar as empresas e a economia dos EUA da falência, serviram para concentrar nas mãos de apenas 400 norteamericanos um volume de riquezas equivalente à da metade da população desse país, empobrecendo ainda mais a parcela mais pobre de seus trabalhadores. A CPI realizada pela Câmara de Deputados do Brasil proposta pelo PSOL mostrou que grande parte dessa política de monopolização e concentração de riquezas nos países cêntricos deve-se ao pagamento da dívida pública que no Brasil já alcança o patamar de 2 trilhões de reais, sendo que em 2009, para se ter um exemplo do tamanho da sangria, foram pagos quase 400 bilhões somente com os juros e serviços da dívida.
A intensificação da guerra no Afeganistão, a manutenção das tropas da OTAN nesse país e no Iraque, a negativa em cumprir a promessa de acabar com o verdadeiro campo de concentração para torturar inocentes em Guantânamo, o apoio a governos ditatoriais conforme a conveniência, como a sustentação de diversas monarquias absolutistas são motivos suficientes para que o povo brasileiro e, por isso, o PSOL, demonstre seu incômodo com a presença de Obama e com a recepção festiva que o governo brasileiro preparou-lhe.
A Executiva Nacional do PSOL conclama seus militantes e o povo a participar dos atos públicos de protesto organizado pelos movimentos sociais e partidos de esquerda e reafirma nossa posição diante de Obama:

- PELO FECHAMENTO DA PRISÃO DE GUANTÂNAMO;

- REPÚDIO A QUALQUER INTERVENÇÃO MILITAR E AO APOIO DOS ESTADOS UNIDOS A DITADURAS E REGIMES ABSOLUTISTAS;

- QUE OS EUA RETIREM AS MÃOS DO PETRÓLEO BRASILEIRO

18 de mar de 2011

O IMPÉRIO ATACA !!!!!!!!



FORA OBAMA!
FORA OBAMA!
FORA OBAMA!
FORA OBAMA!
FORA OBAMA!
FORA OBAMA!
FORA OBAMA!
FORA OBAMA!

17 de mar de 2011

Tolerância zero à mutilação genital feminina


A globalização como etapa nova da humanidade e da própria Terra, colocou não apenas as pessoas e os povos em contacto uns com os outros. Propagou também mundo afora seus vírus e bactérias, suas plantas e frutas, suas culinárias e modas, suas visões de mundo e religiões inclusive seus valores e anti-valores. É da natureza humana e da história, não como defeito mas como marca evolucionária, o fato de sermos sapientes e dementes e que, por isso, surgirmos como seres contraditórios. Por isso, junto com as dimensões luminosas que mostram o lado melhor do ser humano, por onde nos enriquecemos mutuamente, comparecem também as dimensões sombrias, tradições seculares que penalizam porções enormes da população. Por isso, devemos ser críticos uns aos outros, para identificar práticas desumanas que não são mais toleráveis.
Nós ocidentais, por exemplo, somos individualistas e dualistas, tão centrados em nossa identidade a ponto de termos grande dificuldade em aceitar os diferentes de nós. Tendemos a tratar os diferentes como inferiores. Isso fornece a base ideológica ao nosso espírito colonialista e imperialista, impondo a todo mundo os nossos valores e visão de mundo.
Semelhantes limitações encontramos em todas as culturas. Mas há limitações e limitações. Algumas delas violam todos os parâmetros da decência e basta o simples senso comum, para torná-las inaceitáveis. Elas parecem-se antes a violações e a crimes que tradições culturais, por mais ancestrais que se apresentem. E não adianta virem antropólogos e sociólogos da cultura saírem a campo defendendo-as em nome do respeito às diferenças. O que é cruel é cruel em qualquer cultura e em qualquer parte do mundo. A crueldade, por desumana, não tem direito de existir.
Refiro-me especificamente à mutilação genital feminina. Ela é praticada secularmente em 28 países da África, no Oriente Médio e no Sudeste da Ásia e em vários países europeus onde há a imigração destes países. Calcula-se que atualmente existam no mundo entre 115-130 milhões de mulheres genitalmente mutiladas. Outras três milhões são anualmente ainda submetidas a tais horrores, incluindo 500 mil na Europa.
De que se trata? Trata-se da remoção do clitóris e dos lábios vaginais e até, em alguns locais, da suturação dos dois lados da vulva em meninas com a idade entre 4-14 anos. Isso é feito sem qualquer preocupação higiênica com tesouras, facas, navalhas, agulhas e até pedaços afiados de vidro. São inimagináveis os gritos de dor e de horror, as hemorragias e as infecções que podem levar à morte, os choques emocionais e padecimentos sem conta, como podem ser comprovados em alguns youtubes da internet que não aconselho a ninguém ver.
Na Europa tais práticas são criminalizadas. As mães levam então as filhas aos países de origem, a pretexto de conhecerem os parentes. E ai são surpreendidas com tal horror que mais que uma prática cultural é uma agressão e grave violação dos direitos humanos. Por detrás funciona o mais primitivo machismo que visa impedir que a mulher tenha acesso ao prazer sexual transformando-a em objeto para o prazer exclusivo do homem. Não sem razão a Organização Mundial da Saúde denunciou tal prática como tortura inaceitável.
Vejo duas razões que desqualificam certas tradições culturais e que nos levam a combatê-las. A primeira é o sofrimento do outro. Lá onde a diferença cultural implica desumanização e mutilação do outro, ai ela encontra seu limite e deve ser coibida. Ninguém tem direito de impor sofrimento injustificado ao outro. A segunda razão é a Carta dos Direitos Humanos da ONU de 1948 subscrita por todos os Estados. Todas as tradições culturais devem se confrontar com aqueles preceitos. Práticas que comportam violação da dignidade humana devem ser proibidas e até criminalizadas. A lei suprema é tratar humanamente os seres humanos. Na mutilação genital temos a ver com uma convenção social desumana e nefasta. Dai se entende a instauração do dia 6 de fevereiro como o Dia Internacional de Tolerância Zero à Mutilação Genital Feminina.
Em cada 8 de março, Dia Internacional da Mulher, é o momento de nos solidarizarmos com estas meninas, vitimas de uma tradição cultural feroz e inimiga da vida e do prazer.

Leonardo Boff é teólogo

16 de mar de 2011

Fim do racismo?


A capa da revista Época do dia 21 de fevereiro de 2011 “O primeiro galã negro”, que fala do sucesso do personagem André interpretado por Lázaro Ramos na novela Insensato Coração me provocou reflexões e me motivou a escrever sobre o assunto.
Ter um personagem negro com papel de destaque na telenovela global das 21h é algo extremante novo e sedutor para a população negra e, de certa maneira, contempla uma histórica reivindicação do movimento negro de obter mais espaço de destaque nos meios de comunicação.
Porém, é fundamental refletirmos sobre os limites desta “concessão global”, pois apesar de vermos um negro na tela, o seu modo de vida é referenciado num padrão branco e a ausência do conflito racial nos remete a idéia que o racismo é algo superado. Isso fica evidente no editorial escrito pelo Diretor de Redação da Revista Época, Helio Gurovitz, quando ele afirma:
“Lázaro [Ramos] vive um playboy rico e sedutor, nos moldes de personagens outrora atribuídos a atores como Francisco Cuoco ou Tarcisio Meira. E o fato de ele ser negro nem é notado pela maior parte da audiência (assim como o fato de Obama ser negro ter ocupado um lugar diminuto nos debates da campanha eleitoral americana). Trata-se de um sinal de como a maioria dos brasileiros parece encarar de modo positivo a ascensão social dos negros.”
Esse discurso foi o que permeou toda a matéria feita pela Revista que aponta o protagonismo do negro na telenovela como reflexo da acessão do negro na sociedade brasileira e conseqüentemente a diminuição do racismo. Além de trabalhar o racismo apenas no campo interpessoal e a idéia que através de esforços individuais é possível sua superação, esta retórica revela uma sofisticação no debate da democracia racial no Brasil.
O conceito de democracia racial elaborado por Gilberto Freyre em seus clássicos “Casa Grande e Senzala” e “Sobrados e Mucambos”, estabelece que na construção da sociedade brasileira colonial havia uma relação harmoniosa de raça e classe. Este pensamento foi incorporado pelas elites como forma de mascarar a perversidade da escravidão, e justificar a ausência de uma política de inclusão da população negra na sociedade pós abolição, defendendo uma construção ufanista de identidade nacional que empastela a diversidade cultura do país.
Estabelecer o debate racial no Brasil desta maneira nada mais é do que esconder as profundas desigualdades, econômicas, sociais e culturais entre negros e não negros. O racismo e o machismo são a base estrutural do sistema capitalista brasileiro, a ascensão de uma pequena parcela da população negra não alterou a condição concreta da maioria dessa população.
Pesquisas recentes mostram que a cada 1 jovem branco 2 jovens negros são mortos pelos aparelhos repressivos do estado, que as mulheres negras são as que mais morrem por abortos mal feitos, que o homem e a mulher negra possuem os salários mais baixos, que 73% das pessoas nas piores condições de miserabilidade são negras.
A luta por avanços concretos na condição de vida da população negra como as cotas, são fundamentais para a diminuição do abismo social entre negros e não negros, além de ser um espaço pedagógico de debate com a sociedade brasileira sobre a existência do racismo. Mas não podemos achar que ela é um fim em si mesma.
A construção de uma elite negra não pode ser o nosso projeto político e o EUA é a maior prova disso, a chegada de Barack Obama a presidência não reduziu o papel imperialista do seu país, isso fica latente nos conflitos recentes no norte da áfrica e no oriente médio, nem houve uma mudança significativa na condição da população negra norte americana.
O que é fundamental refletirmos é que saídas individuais não resolvem o problema. Só é possível a superação do racismo se construirmos um projeto coletivo e popular que aponte outro modelo de sociedade, onde a exploração do homem pelo homem para acumular riqueza não seja a sua base de sustentação, onde haja igualdade de oportunidades e a diversidade seja de fato respeitada.

*Joselicio Junior, mais conhecido como Juninho, morador do Jardim Santo Eduardo, Embu -SP, jornalista, pós graduando em Mídia Informação e Cultura CELACC/ ECA-SP, membro da coordenação nacional do Círculo Palmarino. Membro do Diretório Estadual do PSOL-SP.

FONTE; PSOL NACIONAL

14 de mar de 2011

Círculo Palmarino: 5 anos de luta, 500 anos de resistência!.



*Fábio Nogueira – Coordenação Nacional do Círculo Palmarino

Como fazemos questão de reafirmar, este cinco anos de experiência seriam impossíveis sem a resistência secular de nosso povo que perdura por mais de 500 anos. Nada mais somos que uma trincheira a mais na larga tradição de luta do povo “amefricano” (reportando-nos à Lélia Gonzalez). Evidentemente, nossas diferenças com as demais entidades do movimento negro são significativas. Defendemos a luta contra o racismo em sua interface com a luta contra o modo de produção capitalista e sua essência produtora e reprodutora de riqueza e desigualdade. Em um momento de forte acomodação do movimento negro, em que a sedução pela luta de “bastidores” e no recôndito dos palácios encarpetados – sejam os de Brasília ou dos States – o Círculo Palmarino insiste em andar na contramão, de dizer o que ninguém tem coragem de dizer, em ser do contra.
Fazemos isso convictos da necessidade da crítica e da prática militantes, com o objetivo de fazer crer às lideranças negras e ao movimento que o nosso lugar é na rua, junto com a classe trabalhadora e todos os que dependem do próprio trabalho para sobreviver. No entanto, temos orgulho de fazê-lo de forma fraterna, solidária e combativa com os demais segmentos da comunidade negra que – no passado e ainda no presente – são indispensáveis à construção de uma sociedade verdadeiramente democrática (o que, em nosso ponto de vista, só será possível com a superação da ordem e das instituições que representam a burguesia). A unidade de ação do movimento negro contra a burguesia e a direita conservadora sempre foi uma bandeira do Círculo Palmarino, ainda que reconhecendo que existam diferenças substantivas quanto a forma como conduzi-la.
Ainda, deste contato com outras entidades e lideranças do movimento negro, aprendemos a ser críticos a maneira como um setor da esquerda brasileira – de matriz eurocêntrica – vê com desprezo e ceticismo à forma como africanos escravizados e povos originários resistiram à opressão. Em suma, o movimento negro ensina que os nossos ancestrais foram escravizados sem deixarem de ser, em seu modo de ver, sentir e interpretar o mundo, africanos.
A forma africana ou afroamericana de fazer política é muito distinta da Européia. Não há lei histórica, determinismo ou fatalismo pseudo-intelectual capaz de borrar o sentido negro-africano (afroamericano) das lutas negras, durante a colônia e sob o escravismo, e que se reinventaram na sociedade de classes burguesa (os candomblés e as escolas de samba são os maiores exemplos disso). Neste processo dialógico aprendemos com as demais entidades do movimento negro e somos solidários a elas sem jamais abandonar o território da crítica e da contradição.
Hoje, o Círculo Palmarino aposta no trabalho cultural na periferia (seja através dos saraus, cines, blocos de carnaval e escolas de samba), na formação permanente de seus quadros e militantes, na aliança com movimento sindical e popular combativo, partidos políticos e intelectuais do campo de esquerda. A nossa prioridade é, hoje, investir na unificação de forças do movimento negro – em torno de pautas comuns de luta – e na denuncia ao processo de faxina étnica.
Por coerência, somos oposição ao governo Dilma, aos demo-tucanos e a direita conservadora. Reafirmamos a nossa independência em relação a governos e partidos políticos sem deixar de ter lado, de assumir que somos de esquerda e socialistas. Em suma, não somos “apolíticos” porque não acreditamos que seja possível lutar contra o racismo e a opressão sem construir um projeto novo de sociedade. Não nos acomodamos a esta ordem, lutamos contra ela por todos os meios que forem necessários (Malcom X). Desta maneira, nos orgulhamos da politicamente vitoriosa candidatura do palmarino Hamilton Assis, à vice-presidente da República, na chapa encabeçada por Plínio de Arruda Sampaio, do PSOL, nas eleições passadas. A candidatura de Plínio e Hamilton “desracializou” a política brasileira e teve coragem para tocar no tema do racismo (assunto que não mereceu a atenção dos demais candidatos na eleição presidencial).
Por fim, o Círculo Palmarino completa 5 anos no mesmo dia em que se realizam duas atividades importantes. No Espírito Santo, o movimento negro capixaba se reúne em assembléia junto a representantes das principais entidades do movimento negro (Conen, Unegro, Fejunes, Círculo Palmarino) para debater o seu futuro e propor ações em relação ao novo governo eleito daquele estado. A frente deste processo temos o companheiro Gilbertinho, sempre dedicando suas melhores energias à luta contra o racismo. Em São Paulo, capitaneado pela palmarina Luciete, teremos mais uma sessão do Cine Palmarino, que projetará o filme “Cidade das Mulheres” com o objetivo de refletir sobre a importância da mulher negra e de nossa ancestralidade.
Para nós estas duas atividades se complementam e sintetizam bem a luta do Círculo Palmarino. Construir a unidade do movimento negro é um passo determinante para superarmos o atual nível de consciência da luta antiracista em nosso país e catapultá-la para um patamar superior que dialogue com as ricas experiências construídas por afros e povos originários na Bolívia, Venezuela e Equador. É necessário construir um “dique utópico” no interior do movimento negro brasileiro que seja um contraponto as investidas conservadoras da afro-direita monitorada pelo Departamento do Estado Norte-Americano, o Banco Mundial e o FMI. Por isso, é necessário realizarmos, em 2011, ano consagrado pela Unesco aos Afrodescendentes, no Brasil, o Fórum Social Afrodescendente.
Por outro lado, o Cine Palmarino, o Sarau, o Ponto de Cultura, os blocos e escolas de samba são espaços onde construímos, no plano simbólico, nossa visão alternativa de mundo que nos mobiliza, como guerreiros e guerreiras culturais, contra os valores individualistas da ordem competitiva e egoísta burguesa. Solidariedade, companheirismo, sentido de pertencimento, respeito, reciprocidade e vida comunitária são valores contra hegemônicos que devemos viver e exercitar, de forma permanente, em nossos espaços de ação.
Com base nestes princípios, a nossa combativa militância palmarina veio – com o espírito altivo – para ocupar um espaço definitivo no seio da comunidade negra e conquistar – senão as mentes – pelo menos os corações destes quilombolas, guerreiros e guerreiras do movimento negro, com os quais compartilhamos as trincheiras nos últimos cinco anos.

Ashé e luta!
Viva o povo negro!
Vivo o Círculo Palmarino!
5 anos de luta, 500 anos de resistência!

12 de mar de 2011

PSOL protocola pedido para investigar Deputada Jaqueline Roriz

O presidente do PSOL do Distrito Federal, Toninho do Psol, protocolou nesta quinta-feira (10) na Câmara requerimento que pede a abertura de sindicância para apurar denúncias envolvendo a deputada Jaqueline Roriz (PMN-DF). O pedido de investigação do PSOL foi elaborado a partir da revelação, feita pelo jornal “Estado de S. Paulo” na última sexta-feira (4), do vídeo em que Jaqueline aparece com o marido recebendo dinheiro de Durval Barbosa, delator do conhecido esquema “mensalão do DEM” que levou à prisão o ex-governador do DF José Arruda.
O ofício foi encaminhado ao Corregedor da Câmara, Eduardo da Fonte (PP-PE), pede que sejam apuradas “imediatamente” as denúncias. Segundo Toninho do Psol, na próxima quarta-feira (17), o partido irá protocolar um pedido de cassação da parlamentar, após ser instaurada a Comissão de Ética da Câmara. O partido avalia que houve quebra de decoro parlamentar por parte da deputada. “Uma parlamentar pega num ato daquela natureza não pode estar no convívio da Casa”, disse Toninho.
Toninho afirmou ainda que o partido espera que o mesmo procedimento ocorrido com o pai de Jaqueline, Joaquim Roriz, em 2006 – quando o PSOL protocolou pedido de investigação e cassação, que resultou no pedido de renúncia do ex-governador do DF - aconteça com a deputada.

Cassação


O senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) e o presidente do partido no Distrito Federal, Toninho do PSOL, foram responsáveis por protocolar o pedido. “Queremos que a Corregedoria apure imediatamente as denúncias contra a deputada Jaqueline Roriz. Na quarta-feira da próxima semana, quando o presidente da Câmara instalar o Conselho de Ética, nós também estaremos formulando a essa instância o mesmo pedido de cassação da senhora Jaqueline Roriz por quebra do decoro parlamentar e da ética”, afirmou Toninho do PSOL.
O presidente do PSOL no Distrito Federal também afirmou que as imagens de Jaqueline na sala de Durval Barbosa impedem a parlamentar de participar do “convívio” na Câmara. “A fundamentação se baseia nas fitas divulgadas. Principalmente nas imagens em que uma parlamentar que foi pega em um ato daquela natureza não pode estar aqui no convívio da Casa de representantes do povo brasileiro”, disse Toninho.
Já o senador Randolfe Rodrigues foi direto ao defender a cassação de Jaqueline Roriz: “Acredito que não tem alternativa que não seja essa; “cassação”“.
“Como temos o precedente no Senado, vamos apostar nisso. Mesmo porque existe o princípio do comportamento ético. O parâmetro desse comportamento não é só no exercício do mandato. Como já tivemos esse precedente no Senado, creio que a Câmara poderá analisar da mesma forma”, disse o senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP), que acompanhou Toninho na entrega do ofício. Randolfe considerou o flagrante de Jaqueline como uma “triste cena”.

8 de mar de 2011

COMPANHEIRAS: A LUTA CONTINUA!!!



NOSSA HOMENAGEM AO DIA INTERNACIONAL DAS MULHERES.

PSOL JUIZ DE FORA.

5 de mar de 2011

Morre Alberto Granado, companheiro de Che em sua viagem de motocicleta.


Havana, 5 mar (EFE).- Alberto Granado, amigo e companheiro de Ernesto Che Guevara em sua viagem de motocicleta pela América do Sul, morreu neste sábado em Havana aos 88 anos, confirmaram à Agência Efe fontes familiares.
Granado, nascido em 8 de agosto de 1922 em Córdoba (Argentina) e estabelecido em Cuba desde 1961, morreu de causas naturais, explicou seu filho Alberto Granado.
A televisão estatal cubana definiu neste sábado Granado como um "fiel amigo de Cuba" e detalhou que, segundo sua vontade, será cremado neste sábado em Havana e suas cinzas serão espalhadas por Cuba, Argentina e Venezuela.
Amigo de infância de Che Guevara, foi seu acompanhante na viagem que realizaram de motocicleta em 1952 pela América do Sul, um percurso que despertou a consciência política do guerrilheiro argentino.
Sobre "La Poderosa", o moto de Granado, os dois percorreram juntos boa parte do Cone Sul até que, nove meses depois, se separaram na Venezuela.
A viagem foi levada ao cinema em 2004 pelo filme "Diários de Motocicleta", dirigido por Walter Salles e protagonizado pelo mexicano Gael García Bernal, no papel de Che, e pelo argentino Rodrigo de la Serna, como Alberto Granado.
Após essa viagem, Granado retornou à Argentina para trabalhar como bioquímico, mas, após o triunfo da revolução cubana, Che o convidou para ir a Havana e, um ano depois, decidiu ficar na ilha com sua esposa e seus filhos.
Em 2008, Alberto Granado viajou à Argentina para participar das comemorações do 80º aniversário de nascimento de Che Guevara na cidade de Rosário.
Sua última viagem ao exterior foi ao Equador há alguns meses, disse à Agência Efe seu filho, que destacou que Granado foi um "grande revolucionário" e um homem que amava muito a vida.

3 de mar de 2011

GASTOS DOS SENADORES ELEITOS: UMA VERGONHA!!

Senadores eleitos

Lindberg Farias (PT-RJ) R$ 14.014.781,53
Aécio Neves (PSDB-MG) R$ 11.970.313,79
Marta Suplicy (PT-SP) R$ 11.839.006,24
Itamar Franco (PPS-MG) R$ 11.589.868,48
Demóstenes Torres (DEM-GO) R$ 9.212.013,12
Aloysio Nunes (PSDB-SP) R$ 9.193.018,50
Gleisi Hoffman (PT-PR) R$ 7.979.322,30
Ivo Cassol (PP-RO) R$ 7.924.244,43
Eunício Oliveira (PMDB-CE) R$ 7.753.530,00
Armando Monteiro Neto (PTB-PE) R$ 7.346.540,00
Lúcia Vânia (PSDB-GO) R$ 6.299.811,92
Delcídio (PT-MS) R$ 5.986.567,67
Eduardo Braga (PMDB-AM) R$ 5.693.139,92
Blairo Maggi (PR-MT) R$ 5.648.397,85
Renan Calheiros (PMDB-AL) R$ 5.401.108,37
Lobão (PMDB-MA) R$ 5.382.338,75
Humberto Costa (PT-PE) R$ 5.260.948,50
Pimentel (PT-CE) R$ 4.968.776,07
Vanessa Graziotin (PC do B-AM) R$ 4.895.732,00
José Agripino (DEM-RN) R$ 4.825.483,59
Ricardo Ferraço (PMDB-ES) R$ 4.112.330,00
Ciro Nogueira (PP-PI) R$ 4.091.333,30
Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN) R$ 3.662.893,94
Valdir Raupp (PMDB-RO) R$ 3.641.813,70
Flexa Ribeiro (PSDB-PA) R$ 3.502.938,05
Luiz Henrique da Silveira (PMDB-SC) R$ 3.161.500,00
Roberto Requião (PMDB-PR) R$ 3.098.943,36
Vitalzinho (PMDB-PB) R$ 3.010.469,38
Ana Amélia Lemos (PP-RS) R$ 2.938.952,02
Magno Malta (PR-ES) R$ 2.811.759,23
Moka (PMDB-MS) R$ 2.776.820,66
Walter Pinheiro (PT-BA) R$ 2.769.111,23
Marcelo Crivella (PRB-RJ) R$ 2.656.916,35
Wellington Dias (PT-PI) R$ 2.526.330,31
Lídice (PSB-BA) R$ 2.167.717,62
João Ribeiro (PR-TO) R$ 2.158.477,04
Paulo Bauer (PSDB-SC) R$ 2.150.186,97
João Alberto (PMDB-MA) R$ 2.096.118,00
Cristovam Buarque (PDT-DF) R$ 2.073.312,00
Benedito de Lira (PP-AL) R$ 2.018.561,66
Paulo Paim (PT-RS) R$ 1.985.855,78
Eduardo Amorim (PSC-SE) R$ 1.538.593,79
Marcelo Miranda (PMDB-TO) R$ 1.512.456,77
Angela Portela (PT-RR) R$ 1.505.080,00
Rollemberg (PSB-DF) R$ 1.312.712,78
Pedro Taques (PDT-MT) R$ 1.120.233,98
Romero Jucá (PMDB-RR) R$ 991.300,00
Wilson Santiago (PMDB-PB) R$ 904.980,00
Antonio Carlos Valadares (PSB-SE) R$ 628.608,62
Sérgio Petecão (PMN-AC) R$ 463.000,00
Randolfe (PSOL-AP) R$ 190.200,00
Jorge Viana (PT-AC) R$ 54.050,00
Marinor Brito (PSOL-PA) R$ 53.079,10
Gilvam Borges (PMDB-AP) não entregou prestação de contas

2 de mar de 2011

Índios da Amazônia buscam apoio em Londres contra Belo Monte.

Três líderes indígenas denunciaram nesta terça-feira (1), em Londres, o grave impacto para suas comunidades e o meio ambiente das gigantescas hidrelétricas projetadas na bacia do Amazonas, que segundo eles provocarão destruição, inundações e o deslocamento de milhares de pessoas.
"Estamos aqui para mostra à comunidade internacional que não nos escutam e que o governo brasileiro está violando seriamente nossos direitos", declarou Sheyla Yakarepi Juruna, representante da tribo Juruna no rio Xingu, no estado do Pará, onde está prevista a construção da hidrelétrica de Belo Monte, que seria a terceira maior do mundo.
Sheyla Yakarepi Juruna, o Almir Narayamoga Surui, líder da tribo Surui na região do rio Madeira, no estado de Rondônia, e Ruth Buendía Mestoquiari, presidente da organização Central Ashaninka do rio Ene, no Peru, concluem na capital britânica uma viagem de 10 dias pela Europa que passou por Oslo, Genebra e Paris.
No rio Madeira, afluente do Amazonas, há outras duas grandes hidrelétricas em construção. O governo brasileiro, que busca garantir a futura segurança energética do país, assinou um acordo com Lima para construir e operar seis hidrelétricas em território peruano, entre elas a de Paquitzapango nas terras dos Ashaninka.
Na quarta-feira, último dia da visita, os ativistas protestarão ao lado de membros de uma coalizão de organizações não governamentais britânicas diante do escritório londrino do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), principal fonte de financiamento dos projetos.

1 de mar de 2011

Na fala de estreia em plenário, Jean Wyllys reforça defesa LGBT.


O deputado Jean Wyllys (PSOL-RJ) fez na tarde desta quinta-feira (24) seu primeiro discurso na tribuna da Câmara. Ex-participante e vencedor do reality show Big Brother Brasil, Jean dispunha de 25 minutos em sua estreia – o Plenário da Casa, no entanto, não reunia 10 parlamentares. Nenhum aparte de boas vindas foi solicitado, a aridez do recinto não estimulava a troca de ideias, e Jean encerrou sua exposição quando o cronômetro se aproximava dos 15 minutos.
A ocasião estava cheia de ineditismos. Tratava-se de uma sessão não deliberativa em que, pela primeira vez na história da Câmara, um parlamentar homossexual assumido discursava sob a presidência de um padre, o deputado Luiz Couto (PT-PB). Antes do paraibano, a sessão era conduzida pela primeira mulher a compor a Mesa Diretora, a deputada Rose de Freitas (PMDB-ES), 1ª vice-presidente da Casa.
Foi o primeiro discurso de Jean em plenário, mas o deputado já havia feito as vezes de líder do PSOL na ausência do titular, Chico Alencar (RJ), para orientação de bancada em uma das primeiras votações desta legislatura. Na fala de hoje, Jean lembrou a infância humilde em que sua mãe, se não estimulava a trilha da educação, não impediu que o menino se enfurnasse, aos sábados e domingos, na “biblioteca paroquial” de uma escola de Alagoinhas, no interior baiano.
“Para minha mãe, não era tão importante que a gente estudasse, pois, em sua cabeça, dedicação a estudos era coisa de gente rica. Acontece que eu sempre gostei de aprender e de ler. Sempre gostei da escola. E para escola eu ia mesmo nos dias em que não havia absolutamente nada para comer lá em casa”, discursou Jean.
Jean disse se considerar o “primeiro representante legítimo no Congresso Nacional” da comunidade gay. “Eu sou o primeiro homossexual assumido, sem homofobia internalizada e ligado ao movimento LGBT a se eleger deputado federal”, disse o deputado. Segundo ele, suas principais bandeiras no Parlamento serão as liberdades sociais e os direitos humanos.
“Eu quero fazer, de minha legislatura, uma fonte de justiça social e de defesa das liberdades civis e dos direitos humanos. Eu devo isso ao povo brasileiro. Eu devo isso a minha mãe, mãe coragem”, finalizou o deputado, formado em Jornalismo pela Universidade Federal da Bahia, onde concluiu mestrado e passou a se dedicar mais ao ensino superior.

FONTE: PSOL NACIONAL