12 de mar de 2011

PSOL protocola pedido para investigar Deputada Jaqueline Roriz

O presidente do PSOL do Distrito Federal, Toninho do Psol, protocolou nesta quinta-feira (10) na Câmara requerimento que pede a abertura de sindicância para apurar denúncias envolvendo a deputada Jaqueline Roriz (PMN-DF). O pedido de investigação do PSOL foi elaborado a partir da revelação, feita pelo jornal “Estado de S. Paulo” na última sexta-feira (4), do vídeo em que Jaqueline aparece com o marido recebendo dinheiro de Durval Barbosa, delator do conhecido esquema “mensalão do DEM” que levou à prisão o ex-governador do DF José Arruda.
O ofício foi encaminhado ao Corregedor da Câmara, Eduardo da Fonte (PP-PE), pede que sejam apuradas “imediatamente” as denúncias. Segundo Toninho do Psol, na próxima quarta-feira (17), o partido irá protocolar um pedido de cassação da parlamentar, após ser instaurada a Comissão de Ética da Câmara. O partido avalia que houve quebra de decoro parlamentar por parte da deputada. “Uma parlamentar pega num ato daquela natureza não pode estar no convívio da Casa”, disse Toninho.
Toninho afirmou ainda que o partido espera que o mesmo procedimento ocorrido com o pai de Jaqueline, Joaquim Roriz, em 2006 – quando o PSOL protocolou pedido de investigação e cassação, que resultou no pedido de renúncia do ex-governador do DF - aconteça com a deputada.

Cassação


O senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) e o presidente do partido no Distrito Federal, Toninho do PSOL, foram responsáveis por protocolar o pedido. “Queremos que a Corregedoria apure imediatamente as denúncias contra a deputada Jaqueline Roriz. Na quarta-feira da próxima semana, quando o presidente da Câmara instalar o Conselho de Ética, nós também estaremos formulando a essa instância o mesmo pedido de cassação da senhora Jaqueline Roriz por quebra do decoro parlamentar e da ética”, afirmou Toninho do PSOL.
O presidente do PSOL no Distrito Federal também afirmou que as imagens de Jaqueline na sala de Durval Barbosa impedem a parlamentar de participar do “convívio” na Câmara. “A fundamentação se baseia nas fitas divulgadas. Principalmente nas imagens em que uma parlamentar que foi pega em um ato daquela natureza não pode estar aqui no convívio da Casa de representantes do povo brasileiro”, disse Toninho.
Já o senador Randolfe Rodrigues foi direto ao defender a cassação de Jaqueline Roriz: “Acredito que não tem alternativa que não seja essa; “cassação”“.
“Como temos o precedente no Senado, vamos apostar nisso. Mesmo porque existe o princípio do comportamento ético. O parâmetro desse comportamento não é só no exercício do mandato. Como já tivemos esse precedente no Senado, creio que a Câmara poderá analisar da mesma forma”, disse o senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP), que acompanhou Toninho na entrega do ofício. Randolfe considerou o flagrante de Jaqueline como uma “triste cena”.

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