29 de fev de 2012

SÓ FALTAVA ESTA...

Justiça proíbe PSOL de protestar contra o aumento das barcas

A 48ª Vara Cível do Rio de Janeiro concedeu liminar à Barcas S.A. proibindo o PSOL de protestar contra o aumento de tarifa programado para a próxima quinta-feira (01/03). De acordo com o juiz responsável pela decisão, Mauro Nicolau Júnior, a manifestação incitada pelo partido poderia colocar em risco a integridade física dos passageiros e funcionários das barcas.
Se a decisão não for cumprida, o PSOL pode receber multa de R$ 5 milhões. O professor, Henrique Campos Monnerat, detido por incitar um protesto contra a Barcas S.A., também é réu no processo (0063339-08.2012.8.19.0001).
A decisão aponta que é inaceitável "qualquer ato de agressão aos direitos alheios e, principalmente, colocar em risco a integridade física dos passageiros e funcionários e o patrimônio da ré".
Procurado pelo Jornal do Brasil, o deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL-RJ) disse que a decisão judicial é incompreensível, já que o protesto contra o aumento da tarifa nas barcas não foi organizado pelo partido.
"A decisão não foi organizada por nós. Pode ser que algum dos manifestantes seja integrante do PSOL, assim como pode ter membros de qualquer outro partido. Isso sequer foi mencionado nas nossas reuniões e não faz o menor sentido", criticou o parlamentar. "Quem coloca a vida das pessoas em risco é a Barcas S.A., quando deixa suas embarcações à deriva. Sou favorável a um protesto pacífico".

PARA SALVAR BANQUEIRO TEM DINHEIRO SOBRANDO...

O BCE (Banco Central Europeu) repassou ao setor bancário nesta quarta-feira um montante de € 529,5 bilhões (US$ 712,4 bilhões) por meio de empréstimos a taxas de juros reduzidas, em sua segunda injeção maciça de crédito, usada para conter a crise das dívidas soberanas. Essa operação já estava prevista desde o final do ano passado.
A oferta de crédito em linhas de três anos foi aceita por 800 bancos. A quantia repassada foi superior à primeira operação desse tipo, quando 523 bancos aceitaram uma quantia de € 489 bilhões (US$ 657,9 bilhões), no dia 21 de dezembro passado.
Na primeira operação, os bancos usaram o dinheiro principalmente para comprar títulos de dívida governamentais, o que ajudou a aliviar o custo de financiamento para várias nações em situação financeira delicada.
Um dos melhores exemplos é a Itália, uma das maiores economias da zona do euro, mas que deve o equivalente a 120% do seu PIB (soma das riquezas produzidas por um país).
No segundo semestre do ano passado, analistas começaram a ver com preocupação que o país necessitava pagar juros cada vez mais altos para convencer investidores a comprarem os títulos de dívida emitidos.
A partir da operação de dezembro, esses custos começaram diminuir perceptivelmente. Anteontem, Roma conseguiu captar mais de € 12 bilhões por meio da oferta de títulos de curto prazo, oferecendo para tanto retornos abaixo de 2% ao ano. No auge da crise, foi forçada a oferecer bônus a juros na casa dos 6%.
A injeção maciça de recursos pelo BCE também evita que o mercado interbancário (de troca de recursos entre os bancos) fique sem liquidez, o que seria prejudicial para a chamada "economia real": a oferta de crédito para empresas e consumidores fatalmente seria reduzida.

FONTE:FOLHA.COM

28 de fev de 2012

PT e PSDB revelam nossa mediocridade.

Leiam todas (rigorosamente todas) as notícias sobre a candidatura Serra e vejam se existe alguma (uma única) menção sobre como sua decisão de disputar a Prefeitura estaria relacionada à melhoria da caótica cidade de São Paulo. O que se fala é sobre o impacto nas eleições estaduais e presidencial.
É uma revelação de nossa mediocridade. É uma mediocridade na qual nós, da imprensa, somos coadjuvantes.
Nesse baile da mediocridade estão todos, PSDB, PT e PSD, além do PMDB, juntos, de mãos dadas. Kassab só não está com o PT porque Serra, na última hora, saiu candidato. Do contrário, Kassab e Haddad estariam juntos --apesar de o PT ter sido, nestes anos todos, oposição. É como se ninguém acreditasse em coisa alguma, apenas na tomada no poder. O pior é que nem disfarçam.
Até o momento, essa eleição paulistana nada tem a ver com o cidadão comum que, todos os dias, é obrigado a enfrentar o caos do trânsito, a sujeira nas ruas, a escola pública sofrível, a poluição, a saúde precária. Onde estão das ideias para fazer da cidade uma incubadora de talentos, gerando mais e melhores empregos?
Parte da mediocridade somos nós mesmos, que não fazemos esse tipo de pergunta tão óbvia.
Serra já comunicou a sua candidatura ao PSDB. Quando vai comunicar à cidade que vai colocar São Paulo como foco prioritário de seu projeto político?


Gilberto Dimenstein ganhou os principais prêmios destinados a jornalistas e escritores.

25 de fev de 2012

Paraguai reivindica reajuste da tarifa de Itaipu para 2012.

O chanceler paraguaio, Jorge Lara Castro, reivindicou ao governo brasileiro um "reajuste" da tarifa da usina hidrelétrica de Itaipu para 2012, cuja energia gerada é compartilhada por ambas as nações, informaram fontes oficiais.
Segundo um comunicado do Ministério das Relações Exteriores paraguaio, Castro fez essa reivindicação em uma reunião com o embaixador do Brasil no Paraguai, Eduardo dos Santos. O comunicado não especifica os valores deste possível reajuste, mas aponta que Castro fez uma alusão à proposta de reajuste do centro de custos de Itaipu que foi enviada ao Conselho de Administração da empresa em outubro de 2011.
A represa de Itaipu, segunda maior do mundo e primeira em geração de energia, foi construída no Rio Paraná a partir de 1975, sendo que sua primeira turbina começou a funcionar quase dez anos depois. O Tratado de Itaipu, assinado em 1973, estabelece que ambos os países possuem direito a 50% da eletricidade gerada pela represa cada um. No entanto, se não for utilizada por um dos países sócios, a energia tem que ser vendida obrigatoriamente para o outro. Desde 2011, quando se triplicou a quantidade, o Brasil paga ao Paraguai US$ 360 milhões anuais por seu excedente de energia.

FONTE: IG.COM

24 de fev de 2012

PSOL E PSTU JUNTOS EM JUIZ DE FORA NAS ELEIÇÕES DE OUTUBRO

PSOL E PSTU

Em reunião realizada no último dia 23 de fevereiro, na sede do PSTU, os dois partidos decidem formar alianças para concorrerem as eleições de outubro. A proposta em torno do nome da companheira do PSTU, Victória de Fátima Mello (Vic), professora e coordenadora regional do Sindicato Único dos Trabalhadores de MG (Sind-UTE/MG), surge como uma real alternativa aos nomes que já se colocaram à disposição para a disputa do Executivo de Juiz de Fora.
O PSOL decide apoiar a candidatura da companheira Vic, entendendo que seu nome e sua vida como militante a favor dos trabalhadores reúnem condições necessárias para fazer as mudanças que Juiz de Fora necessita diante da estagnação em seu desenvolvimento que vem se arrastando ao longo dos anos.

Waldir Giacomo (presidente da comissão provisória do PSOL JF e secretário de comunicação do PSOL MG)

22 de fev de 2012

Dilma é alvo de militares por opinião de ministras.

Em nota conjunta, clubes das três Forças Armadas, que representam militares fora da ativa, criticaram a presidente Dilma Rousseff por ela não ter demonstrado "desacordo" em relação a declarações de ministras e do PT sobre a ditadura (1964-1985).
Segundo o texto, do dia 16, "ao completar o primeiro ano do mandato, paulatinamente vê-se a presidente afastando-se das premissas por ela mesma estipuladas" no início de seu governo, quando Dilma disse que não haveria "discriminação, privilégios e compadrio" em sua gestão.
A nota, como informou "O Estado de S. Paulo", cita três declarações. A da ministra Maria do Rosário (Direitos Humanos) ao "Correio Braziliense", segunda a qual a Comissão da Verdade pode levar a responsabilizações criminais de agentes públicos, a despeito da Lei da Anistia.
Outro alvo dos clubes foi a ministra das Mulheres, Eleonora Menicucci, que "teceu críticas exacerbadas aos governos militares e, se autoelogiando, ressaltou o fato de ter lutado pela democracia".
"Ora, todos sabemos que o grupo ao qual pertenceu a srª Eleonora conduziu suas ações no sentido de implantar, pela força, uma ditadura [comunista], nunca tendo pretendido a democracia", diz a nota sobre a antiga companheira de prisão de Dilma durante o regime.
Por último, o texto se volta contra resolução divulgada no aniversário do PT, que diz que o partido "estará empenhado junto com a sociedade no resgate de nossa memória da luta pela democracia (sic) durante o período da ditadura militar". Os clubes dizem que a "a assertiva é uma falácia", pois na época da criação da sigla a abertura política já havia ocorrido.

FONTE: FOLHA.COM

18 de fev de 2012

17 de fev de 2012

Carnaval é uma tradição (des)necessária ao país.

Estamos próximos da época mais esperada do ano pelo povo brasileiro, época de festa e diversão, onde todos são iguais e brincam juntos, onde não há preconceito e que, sem dúvida, é época da maior festa do mundo, o Carnaval.
Blocos de rua e desfiles por toda à parte, a televisão só mostra a grande festa da "carne" que promove o Brasil pelo mundo inteiro. O Carnaval faz parte da vida do brasileiro, os pais levam seus filhos desde novinhos para a festa, já para irem aprendendo sobre a folia e assim entrarem na tradição.
Dizem que o Brasil começa a funcionar somente depois da Quarta-Feira de Cinzas, quando termina, na maioria do país, o Carnaval.
Imaginem o país sem esta festa tão importante, tanto para o seu povo quanto para a sua economia e governo, seria desastroso e um tempo triste para a nação. O povo não teria alguns dias do ano para sair da rotina e se divertir um pouco.
A economia ficaria estagnada, pois nesta época todos os setores se movimentam. Sem o Carnaval, os hospitais ficariam mais vazios, a polícia teria menos serviço, as estradas teriam menos carros para os acidentes e, pensem no tráfico de drogas, deixariam de ganhar muito dinheiro.
Sem a maior festa do planeta, onde os foliões ficam por horas e horas pulando e festejando, eles que, inclusive, conseguem ficar dias atrás de um trio elétrico, não conseguirão, posteriormente, refrescar os ânimos para esperarem algumas horas numa fila a fim de matricularem o filho na escola.
E andar alguns quilômetros em pé quando pegam o ônibus lotado, também seria muito para aqueles que não conseguiram pular o Carnaval. É triste ver os foliões pagando pesados impostos, um dinheiro que poderia ser muito bem usado para comprar um abadá, em vez de melhorar a saúde do país.
É uma tradição boa para o Brasil, visto que, por causa dos dias de festejos e invasão das ruas por blocos e desfiles, as pessoas se cansam. Cansam-se tanto que não conseguem sair em qualquer outra época do ano para fazerem badernas desnecessárias, relacionadas a coisas menos importantes, como corrupção e direitos básicos de qualquer cidadão. É uma festa que evita problemas para os cidadãos, principalmente com o governo.
O Carnaval é um movimento que mantém o povo na linha, do jeito que uma democracia honesta precisa. Pense nos gastos que o governo teria a mais para satisfazer o povo se não houvesse o Carnaval. Ele teria que gastar com inúmeras outras coisas como saúde, educação, segurança e muitas coisas necessárias.
Não há coisa mais importante do que uma tradição, ainda mais como a do Carnaval. Tradição é uma coisa que atravessa gerações, consequentemente, seus filhos colherão os frutos dessa tradição que está cada vez mais crescendo.
Não se esqueça disso, ensine não só para seu filho, mas para todas as pessoas as quais conhece que a coisa mais importante de tudo é o Carnaval. Desta maneira ajudará a criar uma sociedade mais serena, a qual saberá o seu lugar e aproveitará todas as coisas que um bom governo tem para oferecer. Um Brasil que todos almejam.

ENVIADO POR:ELBER LEOMIR SCHREIBER DE SÃO LEOPOLDO (RS)

16 de fev de 2012

UM VERDADEIRO DESRESPEITO COM O POVO MINEIRO

Retirada do morro deve começar em abril

Obra no Aeroporto Itamar Franco vai custar R$ 10,8 milhões e deve estar concluída ainda no 1º semestre


Remover morro é condição para transporte de carga.

A conclusão da remoção do morro localizado na cabeceira Sul da pista do Aeroporto Presidente Itamar Franco, uma das condições para que possa receber aeronaves de maior porte, exigidas no transporte de cargas, vai custar R$ 10,8 milhões. Este é o valor da licitação realizada pelo Governo estadual, em cujo edital também estão previstas "melhorias das condições operacionais". A empresa contratada, Conserva de Estradas, programa para abril o início dos trabalhos e tem até 150 dias para concluir os serviços, a contar da ordem de início, assinada em janeiro.
Segundo o engenheiro da Conserva de Estradas, Danilo Rodrigues, as obras começam após o período de chuvas. Ele comenta que o canteiro está sendo mobilizado, com a chegada de máquinas e equipamentos. Além da remoção do morro, também estão previstas a disponibilização de área de giro das aeronaves e a complementação do balizamento noturno (sinalização luminosa). A Conserva, que também foi a vencedora da primeira licitação para retirada do obstáculo, na época com 25 metros, comenta que o serviço contratado por R$ 12,5 milhões e iniciado em setembro de 2010 foi concluído no ano seguinte. Conforme justificou o governador Antônio Anastasia (PSDB), em agosto do ano passado, a necessidade de continuidade dos trabalhos atende a "exigência posterior" da Aeronáutica.
Em visita a Juiz de Fora, no último sábado, Anastasia garantiu que o morro será eliminado ainda no primeiro semestre. "Até o meio do ano, os trabalhos já estarão finalizados", disse. Atualmente, não é possível utilizar toda a extensão da pista. O Itamar Franco iniciou as operações usando cerca de 72%, o equivalente a 1.800 dos 2.530 metros disponíveis, permitindo a realização de voos domésticos. Hoje, somente a Azul Linhas Aéreas opera no local e, desde agosto passado, transportou, até dezembro, cerca de 21 mil passageiros.
A expectativa da Multiterminais Alfandegados do Brasil, que administra o aeroporto, é que a logística de carga aérea esteja funcionando ainda este ano, com a internacionalização do terminal nos próximos meses, conforme anunciado no final do ano passado. Uma equipe estaria trabalhando exclusivamente na preparação da documentação a ser apresentada aos órgãos anuentes federais e estaduais. No final do ano passado, a Secretaria de Estado de Transportes e Obras Públicas (Setop) informou que existiam negociações com empresas cargueiras interessadas em operar no aeródromo. A Multiterminais preferiu não comentar sobre o assunto.

Aeroporto pode integrar complexo aeronáutico.

O Aeroporto Itamar Franco está cotado para ser um dos cinco polos do Complexo Aeronáutico de Minas Gerais, projeto da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Sectes). De acordo com a Sectes, a intenção é que, com o início do transporte de cargas, o sítio aeroportuário atue à serviço do Projeto Pré-Sal da Petrobras. A secretaria esclarece, no entanto, que o projeto é "embrionário", não havendo detalhes de como seria esta operação, seja para o transporte de petróleo ou de funcionários para as plataformas. Outro objetivo é transformá-lo em um polo econômico. Com o Complexo Aeronáutico, pretende-se criar uma indústria aeronáutica forte no estado.

Acesso

Sobre o acesso, a Setop, por meio de sua assessoria, afirma que um trecho da MG-353, que totaliza 25,2 quilômetros e vai do aeroporto ao entroncamento da Barreira do Triunfo, receberá aumento da capacidade de tráfego. A informação é que o projeto de engenharia está em andamento. A respeito da ligação da BR-040 à MG-353, que totaliza 13,8 quilômetros a serem implementados e pavimentados, o posicionamento é que o Departamento de Estradas de Rodagem de Minas Gerais (DER-MG) já licitou a obra. Aguarda-se, no entanto, a autorização para início. O projeto, que data de 2008 e ainda não saiu do papel, estaria dependendo de recursos financeiros. O investimento previsto é de R$ 51 milhões. No ano passado, em visita à cidade, Anastasia considerou a obra uma prioridade do Governo estadual.

FONTE: TRIBUNA DE MINAS.COM

15 de fev de 2012

JUIZ DE FORA NÃO É DIFERENTE DOS OUTROS CENTROS DO PAÍS. FALTA A PRESENÇA DO ESTADO PARA INTERFERIR.

Pontos de uso do crack se proliferam
Retirada de usuários de áreas degradadas não tem surtido efeito, empurrando problema para outros espaços públicos e privados


Juiz de Fora enfrenta a proliferação de pontos de uso e venda de crack. Recentemente, São Paulo teve uma forte ação policial na área conhecida como cracolândia, o que colaborou para aumentar a polêmica sobre o comércio da droga e a crítica ao tratamento dado aos dependentes. No município, ações repressivas de retirada de usuários de praças, vias e espaços públicos também têm sido realizadas pontualmente, mas não impedem o retorno ou a migração dos dependentes para outros locais, e o que é pior, não acabam com o vício que atinge pessoas de todas as idades e classes sociais. A estimativa, conforme especialistas, é de que 95% dos usuários de drogas do município sejam dependentes do crack. Nas duas últimas semanas, a Tribuna circulou por diversas regiões e mapeou pontos de aglomerações de usuários, considerados "zonas quentes" da droga. No caminho, a equipe encontrou moradores de rua, pais de família, jovens de classe média, empresários, trabalhadores que abandonaram suas carreiras e se entregaram ao vício. Além de frequentarem bocas de fumo, estes dependentes usam a pedra sob pontes, em meio a matagais, lixo, às margens da linha férrea ou em construções abandonadas.
Até mesmo áreas nobres têm se transformado em espaço para uso do entorpecente. No Bairro Santa Helena, próximo à Praça Menelick de Carvalho, moradores e trabalhadores do entorno relatam o drama de ter que conviver com o tráfico e com os usuários. "Antes a presença era de garotos mais jovens usando maconha, mas agora, não. Eles têm usado de tudo, principalmente à noite", revela um porteiro da área. No quadrilátero formado pelas ruas Padre Júlio Maria, Farmacêutico Vespasiano Vieira, Howian e Leopoldo Schimitz, próximo ao Terreirão do Samba, região central, ponto de consumo já denunciado pela Tribuna, usuários de várias classes sociais frequentam o local. Eles chegam e procuram um morador da área, que entrega a droga. Um jovem ainda tentou se esconder debaixo de um barraco de lona improvisado, onde permaneceu alguns minutos. Um casal também foi flagrado entrando em um dos barracos. Mas, mesmo com o artifício das lonas, muitos fumam a pedra do lado de fora, ignorando os passantes.
Ainda na região central, o uso de crack tem acontecido nas imediações da Rua Francisco Maia, entre Francisco Bernardino e Benjamin Constant, no entorno do Mergulhão, e na Avenida dos Andradas, situação flagrada pela Tribuna no último dia 21, quando uma mulher e dois jovens se esconderam atrás de um veículo para fumar a pedra. Outros pontos próximos são usados para o consumo, como a Praça Senador Teotônio Vilela, no Vitorino Braga, e a extensão da Rua José Calil Ahouagi, nas imediações do albergue. "É frequente ver pessoas cheirando ou usando crack na latinha. A polícia passa, mas eles voltam depois a usar", contou um vigia, 40.
Também foram diagnosticados pontos entre os bairros Vitorino Braga, Ladeira e Manoel Honório. Na região conhecida pela própria polícia como área de venda de drogas, é possível perceber a movimentação intensa de jovens comprando o tóxico e procurando as pontes da região para o uso. Quem mora ou trabalha próximo relata o temor: "Muitos ficam no cruzamento pedindo dinheiro. Outros roubam pedestres só pra usar droga. Temos medo dessa situação", contou um trabalhador. Durante três dias, 2, 3 e 6 de fevereiro, a Tribuna esteve no local e presenciou o vaivém de usuários na ponte do Ladeira. Entre eles, dois jovens bem vestidos chamaram atenção, no dia 6, porque, além de adquirirem a droga, imediatamente acessaram a área sob a ponte do Manoel Honório para usá-la. Ainda na área, a vegetação na Rua Marechal Setembrino de Carvalho, entre o Ladeira e o Nossa Senhora Aparecida, serve de esconderijo aos dependentes.
Já na região Sudeste, a ponte do Bairro de Lourdes e praças da Vila Ideal e Santa Tereza são locais tomados pelo uso e tráfico do crack. Entre o Santa Tereza e o Poço Rico, uma travessa nomeada como Rua Margem da Central, rente à linha férrea, é ponto de consumo. "Usamos em qualquer lugar. Agora temos ido para o meio do mato mesmo para respeitar os vizinhos", contou G., 39 anos, que abandonou a família e sobrevive nas ruas como catador de papel. Em outro dia, no mesmo local, um homem, 34, foi flagrado no momento que iria fumar o entorpecente. Mesmo sendo de família de classe média e tendo estudado em bons colégios, ele encontrou o crack aos 14 anos e, desde então, frequenta pontos em busca da droga. "Vamos atrás em qualquer lugar e usamos onde for. Juiz de Fora está tomada. Não há restrição de bairros. Mas, por conta do crack, somos abandonados por todos, amigos, familiares. Não convivo com mais ninguém da minha família. Agora moro em um quarto sozinho na Zona Norte."

Construção abandonada

Uma edificação abandonada na Rua Euclides de Souza Lima, no São Dimas, Zona Norte, continua a ser usada como local de venda e uso de drogas, assim como o Terminal Rodoviário Miguel Mansur. Moradores da região temem os pequenos roubos. Ainda na Zona Norte, outro ponto é a margem da linha férrea, próximo à Rua Evaristo da Veiga. "É vergonhoso os trabalhadores terem que sair 6h para buscar o sustento honesto e ficar com medo devido ao risco de ser assaltado e agredido pelos viciados de crack", contou, por e-mail, um morador do bairro.

Especialistas consideram inócua repressão a usuários

Para especialistas e profissionais ligados à recuperação dos dependentes, a repressão sobre os usuários é inócua. O professor Telmo Ronzani, coordenador do Polo de Pesquisa em Psicologia Social e Saúde Coletiva da UFJF, diz que "é lamentável observar ações de 'limpeza' das ruas, como se essas pessoas não merecessem cuidados necessários. Isso só aumenta o estigma e afasta as pessoas de uma intervenção mais efetiva. Onde se tem a ação truculenta e repressora da polícia, a esfera possível de cuidado se inviabiliza. Os usuários apenas vão mudar de local de uso, vão se tornar mais resistentes a outras abordagens, e as pessoas não vão deixar de usar a droga."
Educador em São Paulo, autor de artigo recente sobre a ocupação da cracolândia, Gilberto Alvarez Giusepone, é enfático: "A droga é um problema que deve ser tratado com repressão policial apenas quando se trata de enfrentar e coibir o tráfico, e, mesmo assim, com estratégias inteligentes que impeçam os traficantes de dominar áreas da cidade e ameaçar as pessoas. Neste caso, a repressão policial é admissível, jamais para enfrentar usuários miseráveis e desarmados. Em São Paulo, o abandono da região permitiu que um lugar onde ninguém queria ir fosse ocupado por pessoas que a sociedade não desejava enxergar. Mas, como agora há interesse em se recuperar a região para expansão imobiliária, as autoridades municipais e estaduais querem simplesmente expulsar os dependentes, como se fossem dejeto humano", e completa: "A extinção de qualquer cracolândia só é possível se os usuários de droga puderem ser recuperados. Fora isso, o problema só estará sendo deslocado."
Trabalhando há 12 anos na recuperação de dependentes químicos de Juiz de Fora e região, Luiz Fernando Feitosa, coordenador da comunidade terapêutica Nova Esperança, no Linhares, aposta na mudança de foco do Poder Público. "A atitude é errada. Hoje as polícias ficam em cima dos usuários, mas eles são doentes. As forças de segurança não estão preparadas para lidar com a situação. O ideal era que mudassem o foco para os traficantes. Junto a isso, o ideal seria investir na prevenção de forma severa, formando grupos de dependência química nas escolas para lidar diretamente com as crianças, e a outra atitude é aumentar a rede de assistência em comunidades terapêuticas."

Tratamentos ainda são mínimos diante da realidade

A disponibilidade de tratamento para os dependentes químicos de Juiz de Fora ainda é considerada mínima diante da realidade. Hoje há oito comunidades terapêuticas na cidade, entretanto, em apenas três há vagas destinadas aos dependentes encaminhados pelo SUS. Funcionando há menos de quatro meses, o convênio de 32 vagas - sendo dez femininas e 22 masculinas - entre as comunidades e o Ministério da Saúde garante um tratamento mínimo. "São apenas 30 dias, prorrogáveis por mais 30, dependendo do caso. Praticamente não conseguimos nem desintoxicar o dependente neste prazo. O que tem hoje ainda é pouco, mas já houve um avanço", comentou o coordenador de uma das unidades conveniadas, a Comunidade Terapêutica Nova Esperança, Luiz Fernando Feitosa.
A ausência de leitos para atender a dependentes na cidade é questão antiga e levou até mesmo o Ministério Público a intervir. O problema se torna mais grave já que a cidade fica responsável por atender boa parte da demanda das cidades da região, como Chácara, Matias Barbosa, Coronel Pacheco, Bicas, entre outras. Pesquisa recente da Confederação Nacional dos Municípios (CNM) confirma que a droga avança em cidades de pequeno porte e áreas rurais, mas, em contrapartida, na maioria, não existe órgão de apoio aos usuários e familiares. Desta forma, a responsabilidade sobrecai nas cidades-polo.
Segundo a Secretaria de Saúde, em Juiz de Fora, além das vagas nas comunidades terapêuticas, cerca de 400 dependentes são atendidos, a maioria por conta do crack, na unidade do Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas (Caps AD). Também há 32 leitos no Hospital Ana Nery.
Já o projeto em parceria com o Governo estadual "Aliança pela Vida", que prevê o acompanhamento de 500 usuários e dos familiares, está paralisado. Na primeira fase, somente 30 usuários começaram a ser assistidos. Também importante para a recuperação dos dependentes, o "Consultório de Rua" está em fase de implantação. Ainda conforme a Secretaria de Saúde, deve ter início em março a capacitação e o treinamento das equipes das unidades de atenção primária à saúde (Uaps) para atendimento aos dependentes químicos.

FONTE: TRIBUNA DE MINAS.COM

13 de fev de 2012

UM PASTOR SEM VISÃO POLÍTICA

Não é de hoje que a discussão sobre o novo prédio do Legislativo juiz-forano vem à tona nos meios políticos. Verdade é que a atual estrutura do prédio da câmara de vereadores há muito precisa de mudanças.
Mas atualmente, com a crise mundial batendo à nossa porta, temos que ter coerência e ponderação, o que falta no atual presidente do legislativo e em outro que por lá passou e pediu para sair para não ser cassado. Estas semelhanças mostram claramente o mesmo perfil de ambos. Nenhum dos dois tem a visão politicamente correta da realidade do povo brasileiro, e insistem em querer que o povo patrocine suas ideias megalomaníacas em detrimento do sofrimento dos demais.
Alguns vereadores de bom senso enxergam que quando a prefeitura doar o terreno, no Terreirão do Samba, para o Judiciário, o problema estará resolvido, restando um prédio em condições de abrigar os ilustres vereadores. Trata-se do prédio do Fórum Benjamin Colucci, que com uma reforma transformaria o sonho legislativo em uma realidade. Sem falar na economia em torno de R$12 milhões aos cofres públicos.
Entre a vontade popular e a do presidente pastor fanfarrão existe uma distância muito grande, pois o povo é rico em ideias e boa vontade, ao contrário do presidente que é pobre de espírito e usa a fé para se eleger.


WALDIR GIACOMO(HISTORIADOR, VICE-PRESIDENTE DO PSOL JF E SECRETÁRIO DE COMUNICAÇÃO DO PSOL MG)

11 de fev de 2012

NOVA DIREÇÃO DO PSOL JUIZ DE FORA

Foi eleita a nova direção do PSOL JF, neste sábado, na câmara de vereadores. Assume pela terceira vez o historiador Waldir Giacomo que é também secretário de comunicação do PSOL MG. Na vice-presidência assume o companheiro Álvaro Lobo, artista plástico e ativista militante; na tesouraria assume o companheiro Hugo, que é turismólogo, e na secretaria geral continua o companheiro Aloisio, que é aposentado.
A nova direção será responsável por conduzir o partido nas próximas eleições que deverá contar com candidatos ao Legislativo e, possivelmente, ao Executivo.

Irã anunciará "avanços muito importantes" na área nuclear, diz presidente

O presidente do Irã, Mahmoud Ahmandinejad, anunciou neste sábado que o Irã deverá anunciar nos próximos dias "avanços muito importantes" no campo nuclear, em discurso transmitido pela TV estatal.
"Nós próximos dias o mundo vai testemunhar um anúncio do mais importante e o maior dos avanços nucleares do Irã", afirmou Ahmadinejad, em discurso pelo 33o aniversário da Revolução Islâmica.
O mandatário não detalhou qual seria o anúncio. Grande parte da comunidade internacional acusa o regime iraniano de desenvolver um programa nuclear para produzir armas atômicas, mas Teerã nega e alega enriquecer urânio apenas para fins pacíficos.

HOLOCAUSTO

No discurso, Ahmadinejad afirmou que o Irã "destroçou" ídolo do Holocausto, em referência a Israel.
"Ocidente e os colonialistas, para dominar o mundo, criaram um ídolo que chamaram regime sionista (Israel). O espírito desse ídolo é o Holocausto e a nação iraniana, com valentia e clarividência, destroçou o ídolo, preparando a libertação dos povos ocidentais".
O presidente iraniano negou diversas vezes o genocídio de judeus na Segunda Guerra Mundial e é contrário ao Estado de Israel, criado em 1948 em acordo na ONU (Organização das Nações Unidas).
A tensão entre Irã e Israel aumentou recentemente e, segundo um colunista do jornal "The Washington Post", o secretário de Defesa americano, Leon Panetta, está convencido que um ataque israelense sobre as instalações nucleares do Irã é iminente e poderia ocorrer "em abril, maio ou junho".

FONTE; FOLHA.COM

9 de fev de 2012

“O BNDES tem que ser um banco com viés social”, afirma Chico Alencar.

O líder do PSOL, deputado federal Chico Alencar (PSOL-RJ), discursou no plenário da Câmara, na terça-feira 7, e falou sobre o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
“O BNDES, esse grande guarda-chuva, que tem que cumprir a sua função — está no seu próprio nome: apoio ao desenvolvimento econômico e social — , um banco de fomento, um banco com esse viés social, o S dele tem que ser cada vez maior”.
De acordo com o deputado algo que merece questionamento e debate é saber se o BNDES tem que estar bancando fortemente os investimentos desses consórcios privados, referindo-se à privatização de três aeroportos na última segunda-feira.
“Brasília, construída com o dinheiro público, terá seu aeroporto Juscelino Kubitschek agora coordenado, majoritariamente, por um consórcio, cujo operador principal é argentino, com mais experiência no ramo lá na Argentina. Viracopos terá como operador principal desse consórcio, que o BNDES nosso banca, um operador francês, que também não tem boa vida pregressa nessa função. E, por fim, Guarulhos, absolutamente lucrativo, poderoso, forte — aliás, esses três aeroportos são responsáveis por 30% da circulação de passageiros, no País, 57% das cargas — , terá como operador principal uma empresa da África do Sul, que também não tem boa recomendação nessa área. É um voo cego, uma manobra de risco bancada, esta privatização, com recursos do BNDES. O PT de antigamente questionaria muito, mas muito mesmo, esse tipo de procedimento que agora adota. Dizia-se no Império: nada mais parecido com um conservador do que um liberal no poder. Parece que a história se repete”.



8 de fev de 2012

Governo vê riscos de crise da PM se alastrar para seis Estados.

Após a greve de policiais militares que já dura uma semana na Bahia, o governo federal vê risco elevado de que o problema se alastre para mais seis Estados. São eles: Rio de Janeiro, Pará, Paraná, Alagoas, Espirito Santo e Rio Grande do Sul.
O Rio é considerado o local mais crítico, inclusive pelo temor de haver cenas violentas às vésperas do Carnaval, daqui a dez dias. A PM do Estado deve decidir amanhã se para ou não.
A presidente Dilma Rousseff foi comunicada de que o levante baiano fazia parte de uma articulação nacional para pressionar o governo a apoiar, no Congresso, a aprovação da PEC 300. A proposta de emenda constitucional estabelece um piso salarial para bombeiros e PMs.

FONTE: FOLHA.COM

7 de fev de 2012

A FARRA NO LEGISLATIVO CONTINUA...

Cada vereador leva um tablet, Além de um iPad, cada legislador levou para seus gabinetes um notebook

Um iPad para cada um. Foi os que os vereadores de Juiz de Fora receberam ontem da Mesa Diretora da Câmara, no primeiro dia do período legislativo. A licitação para a compra de 14 tablets - que, pelo observado no plenário, são mesmo da marca Apple, foi realizada em dezembro do ano passado, com uma avaliação de custo de R$ 2.760,67 por cada equipamento, perfazendo um total de R$ 38.649,38. Quem venceu o pregão presencial foi a empresa GS Comércio e Serviço em Informática Ltda., que orçou cada modelo em R$ 2.289, reduzindo o custo total para R$ 32.046. No entanto, como outros seis tablets já haviam sido adquiridos anteriormente, em outro processo licitatório, por um valor total de R$ 15.890, a aquisição de um equipamento do gênero para cada um dos 19 vereadores, além de mais um de "sobra", somou R$ 47.936 em despesas nos cofres do Legislativo.
O que chama a atenção é o fato de - no mesmo pregão em que foram comprados os últimos 14 tablets - também terem sido adquiridos 19 notebooks, o número exato para contemplar os parlamentares da Casa. Apesar da coincidência, porém, o presidente da Casa, Carlos Bonifácio (PRB), ao ser questionado se os laptops já não cumprem as funções dos tablets, negou que os computadores sejam para uso pessoal dos vereadores. Diferentemente dos iPads, que, embora pertencentes à Câmara, serão utilizados pelos próprios legisladores - e que, conforme o presidente, terão os custos de manutenção em caso de mau-uso pagos por eles -, os notebooks devem ser destinados aos gabinetes, principalmente na substituição de máquinas defasadas. Pelo resultado da licitação, o custo dos 19 computadores foi de R$ 29.450 - R$ 1.550 por cada um. Com isso, o montante gasto na compra dos 39 aparelhos de informática foi de R$ 77.386.
Carlos Bonifácio justificou que a compra dos equipamentos irá otimizar os trabalhos dos parlamentares. Além disso, segundo ele, a modernização do setor de informática da Câmara - com a aquisição de outros hardwares e softwares, desde placa de vídeo até um servidor de rede no valor de R$ 11.945 - visam a, segundo ele, acompanhar a transição para o novo site da Câmara, que deve ser colocado no ar ainda no início do ano.

FONTE: TRIBUNA.COM

5 de fev de 2012

ATO - Solidariedade a pinheirinho. Vereadora Heloísa Helena - PSOL Macei...

Corrupção continua com ou sem Negromonte.

O ministro das Cidades, Mário Negromonte, não resistiu e pediu exoneração do cargo. Como seus colegas de malfeito, não saiu por uma penada da presidente. Afinal, que diferença faz o corrupto sair por ação da presidente ou por conta própria.
O crime de "mão grande" continuará, com a agravante de que o delituoso voltará tranquilo para a Câmara onde ocupará seu cargo de deputado federal. E o dinheiro desviado quem prestará conta?
Esse clube da Luluzinha que se instalou em Brasília tem espécies de uma subserviência inescrupulosa. É o caso da ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti, que afirmou que a presidente tem tomado ações no combate a corrupção.
Dando uma de Pinóquio, Ideli disse que, em 2011, a presidente puniu servidores que cometeram irregularidades. Acontece que todos eles pediram exoneração do cargo, porque, se dependesse da presidente, estariam até hoje pilhando o ervanário.

ENVIADO POR: JAIR GOMES COELHO DE VASSOURAS (MG) EM FOLHA.COM

4 de fev de 2012

SOMOS TODOS PINHEIRINHO!!!

Moradora relata abuso sexual de PM na desocupação do Pinheirinho

Um grupo de policiais militares é investigado sob suspeita de ter cometido uma série de abusos contra moradores da área do Pinheirinho, em São José dos Campos (97 km de SP).
Uma moradora afirmou ao Ministério Público Estadual que, durante a desocupação da área, em 22 de janeiro, um PM a obrigou a fazer sexo oral nele e também teve seu corpo tocado pelo militar.
O depoimento foi prestado ao promotor João Marcos Costa de Paiva e acompanhado pelo senador Eduardo Suplicy (PT), no dia 1º.
Há também relatos de que PMs comeram mantimentos de moradores do Pinheirinho durante a desocupação, que um dos militares chegou a ameaçar abusar sexualmente de um jovem que vivia no lugar, e que dinheiro dos moradores foi roubado.
Os moradores afirmam ainda que policiais consumiram cocaína em um veículo oficial e que levaram a droga para dentro da casa de uma família.

OUTRO LADO

Para o comandante-geral da PM, Álvaro Batista Camilo, as acusações feitas contra os policiais fazem parte de uma campanha para "difamar" a operação da polícia durante a reintegração de posse do Pinheirinho.
"Nós somos uma instituição séria e um dos nossos três pilares é o respeito aos direitos humanos. Não compactuamos com abusos e não há espaço para maus policiais", disse o comandante-geral.
Segundo Camilo, na quinta-feira, ele conversou com o senador Eduardo Suplicy sobre as acusações e esclareceu que a Corregedoria da corporação irá investigar de maneira rigorosa o caso.


FONTE: FOLHA.COM

2 de fev de 2012

Guantánamo: dez anos de vergonha.

O campo de prisioneiros de Guantánamo era para ser uma solução provisória, diz James Carafano. O especialista em política de defesa e segurança da conservadora Fundação Heritage diz que, a seu ver, não teria havido outro procedimento adequado para o contexto da época.
A questão decisiva naquele momento era: como proceder em relação a prisioneiros resultantes de uma guerra na qual o inimigo não é um outro Estado, ou seja, numa situação na qual as normas para prisioneiros de guerra não valem?
Um processo civil, como exigido por vários críticos à existência da prisão de Guantánamo, não foi cogitado, de acordo com Carafano, pois “nenhum país do mundo defendeu algum dia que crimes de guerra, ocorridos num contexto de guerra, possam ser examinados e legalmente julgados num contexto do Direito Civil”, completa o especialista.
Por isso, continua Carafano, foi tomada a decisão, no governo do então presidente George W. Bush, de levar os prisioneiros para Guantánamo. Os primeiros 20 detentos do “combate norte-americano ao terrorismo” chegaram no dia 11 de janeiro de 2002 à penitenciária militar na Baía de Guantánamo.
Ali, afirmava-se, eles não estariam submetidos à Justiça dos EUA, podendo ser mantidos presos e interrogados. A Corte Suprema norte-americana, contudo, decidiu nesse meio tempo que os prisioneiros podem, sim, se apoiar no direito constitucional norte-americano.

Rigor com terroristas

Críticos afirmam que havia a possibilidade de criar um campo de prisioneiros de guerra no Afeganistão ou mantê-los detidos nos EUA. A ativista Andrea Prasow, da organização de defesa dos direitos humanos Human Rights Watch, diz que, tanto naquela época quanto hoje, a situação do ponto de vista jurídico é clara: “Prisioneiros que cometeram algum crime podem ser julgados com base no Código Penal”, salienta. Se infringiram leis norte-americanas, teriam que ser levados a tribunal nos EUA; se infringiram leis afegãs, a um tribunal no Afeganistão. “E se não houver provas suficientes deveriam ser libertados”, completa.
Tribunais civis, argumenta a especialista, estão aptos a julgar terroristas, o que já teria sido provado em diversas condenações. “E a realidade é que os tribunais civis norte-americanos não costumam ser favoráveis aos réus, sobretudo aos acusados de terrorismo”, analisa Prasow. Segundo ela, terroristas condenados recebem penas longas e são mantidos em penitenciárias de segurança máxima, onde têm pouco contato com o mundo exterior.

Aperfeiçoar o sistema em vez de buscar alternativas

Mesmo Carafano admite que as condições de Guantánamo nos primeiros anos não eram aceitáveis. Em vez de buscar alternativas, o governo norte-americano tentou aperfeiçoar o sistema ali existente, ou seja, melhorar as condições de detenção. “O problema, para os EUA, é que a política se desenvolveu numa direção totalmente diferente”, diz Carafano.
Segundo ele, Guantánamo se tornou um exemplo de tudo o que era negativo em relação ao combate ao terrorismo, até mesmo de métodos de tortura, como o afogamento simulado, embora, segundo ele, a prática nunca tenha sido aplicada no campo.
Obama: promessa não cumprida – Quando o presidente Barack Obama assumiu o poder, em 2009, ele declarou que fecharia Guantánamo dentro de um ano. No entanto, a tarefa se mostrou mais difícil do que o pensado. No campo, havia aproximadamente 800 prisioneiros. Hoje, dos 171 que ainda estão lá, 89 dispõem de permissão para serem libertados, diz Prasow.
A maioria destes vêm do Iêmen. Diante da instabilidade política e do alto número de supostos terroristas que vivem no país, os EUA decretaram uma suspensão das deportações para o Iêmen desde que o nigeriano Umar Farouk Abdulmutallab tentou, em dezembro de 2009, explodir um avião. Os mentores do atentado estava no Iêmen.
Outros 36 prisioneiros deverão ser levados a julgamento, entre eles Khalid Sheich Muhammed, um dos mentores dos atentados terroristas do 11 de Setembro; e 46 prisioneiros deverão ser mantidos no campo por tempo indeterminado, sem que pese sobre eles uma acusação definida.
No último dia do ano de 2011, Obama ratificou uma lei, aprovada pelo Congresso, que permite este tipo de detenção ilimitada. Pouco antes, o Congresso havia aprovado uma lei que impede o transporte dos prisioneiros para os EUA. Isso cria dificuldades na hora de argumentar com outros países que eventualmente poderiam receber os prisioneiros. Ou seja, o fechamento da prisão está, no momento, praticamente impossibilitado em função dessas leis. Em 2011, alerta Prasow, nenhum detento deixou Guantánamo.

Especialistas veem com ceticismo futuro de prisioneiros

O especialista em segurança nacional Ken Gude, do Center for American Progress, afirma que as leis aprovadas pelo Congresso – e com elas a dificuldade de se fechar Guantánamo – têm razões única e exclusivamente políticas. Segundo ele, o Congresso “criou uma barreira legal, que se apoia, contudo, na visão política de que é perigoso levar prisioneiros de Guantánamo para os EUA e que isso poderia colocar em risco a vida de cidadãos norte-americanos”. Uma postura “ridícula’”, segundo Gude.
Mesmo assim, a Secretaria de Estado anunciou no início desta semana que o governo norte-americano continua disposto a fechar o campo de prisioneiros. Segundo o comunicado, durante o período de Obama na presidência foram transferidos 67 prisioneiros, quatro dos quais teriam sido condenados por tribunais militares ou civis.
De acordo com as informações oficiais, Obama ordenou que a detenção de determinados prisioneiros seja avaliada com regularidade, a fim de assegurar que a prisão de longo prazo seja “justificável”, sem comprometer “nossa intenção de fechar Guantánamo”.
Prasow vislumbra uma pequena luz no fim do túnel no que diz respeito à nova lei, que só permite a libertação dos prisioneiros sob condições absolutamente rígidas, de tal forma que o procedimento se tornou praticamente impossível nos últimos tempos. “A lei ratificada agora traz uma pequena mudança”, explica a defensora dos direitos humanos.
O secretário da Defesa pode argumentar que os países de destino dos prisioneiros tomaram medidas substanciais a fim de minimizar o risco de que um prisioneiro se torne novamente uma ameaça à segurança dos EUA. Neste caso, a deportação seria possível, segundo Prasow. “Há mais ou menos uma semana, portanto, vigora uma lei que, acredito, permite a libertação de prisioneiros de Guantánamo”, conclui.Um fechamento completo do campo em curto prazo, todavia, é considerado improvável por todos os especialistas. “Daqui a quatro anos, não importa quem seja o próximo presidente norte-americano, ainda existirá o campo de prisioneiros de Guantánamo, e nele ainda haverá prisioneiros da guerra contra o terrorismo”, prevê James Carafano.

FONTE:http://psol50.org.br/blog/2012/02/01/guantanamo-dez-anos-de-vergonha/