31 de ago de 2012

Victória Mello participou de sabatina na rádio Solar AM

A candidata do PSTU à Prefeitura, Victória Mello, tratou como mentirosos quem propõe mudanças na educação, saúde e moradia sem se comprometer
Victória Mello na Rádio Solar
com a reestatização dos serviços prestados nessas áreas. "As candidaturas que colocam propostas para a saúde, educação e moradia e não colocam que é necessário municipalizar esses serviços públicos, não estão falando a verdade. Não é possível mudar sem desprivatizar a Prefeitura, sem que as políticas públicas saiam do setor privado." Apenas na saúde, segundo ela, 70% dos recursos estão no setor privado. "O empresário visa o lucro. Se assumirmos os serviços, o lucro pode ser investido em melhorias para a classe trabalhadora." Victória participou, na manhã de ontem, da série de entrevistas com os candidatos à Prefeitura promovida pela Rádio Solar AM. Ele conversou, entre 11h e 12h, com o apresentador do programa Rádio Vivo, Marcelo Juliane, e os repórteres Ricardo Miranda e Maurício Oliveira.
Além da questão da "privatização dos serviços públicos", a candidata considerou necessário acabar com a política de isenção fiscal para atração de empresas.
Em Juiz de Fora, conforme ela, cerca de 40% do orçamento é direcionado a isenções. "O prefeito aumentou o IPTU para a classe trabalhadora, mas as empresas não pagam nada." Questionada quanto ao fato de essa prática gerar empregos, Victória afirmou se necessário "o custo desse emprego". "As isenções fiscais dadas pelo Governo federal à General Motors (GM) geraram empregos sim, mas, se fizermos uma divisão, vamos ver que um posto de trabalho na GM custa aos cofres públicos cerca de R$ 400 mil." Tais recursos, segundo ele, poderiam ser investidos na educação, por exemplo. "Só por meio de mais investimentos podemos pagar o Piso Nacional aos professores e construir mais creches." A candidata considerou que há recursos, mas outras áreas acabam sendo priorizadas pelos governos. "Quase a metade do PIB brasileiro é usado para pagar juros da dívida, ou seja, para manter os banqueiros."

FONTE: TRIBUNA.COM  

30 de ago de 2012

Lei das cotas nas universidades é sancionada por Dilma

A presidenta Dilma Rousseff sancionou nesta quarta-feira (29) a lei que reserva 50% das vagas em universidades e institutos federais a estudantes frequentaram todo o ensino médio em escolas públicas . O texto prevê também critérios complementares de renda familiar e raciais para a distribuição das vagas. Ao sancionar o texto, a presidenta disse que o governo tem o desafio de democratizar a universidade e manter a qualidade do ensino.
“A importância desse projeto e o fato de nós sairmos da regra e fazermos uma sanção especial tem a ver com um duplo desafio. Primeiro é a democratização do acesso às universidades e, segundo, o desafio de fazer isso mantendo um alto nível de ensino e a meritocracia. O Brasil precisa fazer face a esses dois desafios, não apenas a um. Nada adianta eu manter uma universidade fechada e manter a população afastada em nome da meritocracia. Também de nada adianta eu abrir universidade e não preservar a meritocracia”, afirmou
Apenas o artigo 2 do texto aprovado pelo Senado, que trata da seleção dos estudantes, foi vetado por Dilma . Em vez de classificar estudantes cotistas com base no Coeficiente de Rendimento (CR), obtido a partir da média aritmética das notas do aluno no ensino médio, como previa o texto anterior, os alunos serão escolhidos pelas médias no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) .
As universidades e institutos federais terão quatro anos para implantar progressivamente o percentual de reserva de vagas estabelecido pela lei, mesmo as que já adotam algum tipo de sistema afirmativo na seleção de estudantes. As regras e o cronograma para a transição serão estabelecidos pela regulamentação da lei, que deve sair ainda este ano, a tempo de garantir a entrada da lei em vigor no ano que vem.
O Enem 2012 já servirá como um dos parâmetros para o novo sistema. Ao longo deste ano, faremos a regulamentação complementar necessária. Estamos construindo isso junto com os reitores”, disse Mercadante.
A regulamentação deverá criar, entre outros mecanismos, medidas para compensar eventuais diferenças entre alunos que ingressaram pelas cotas e os egressos do sistema universal. “Teremos que ter uma política das universidades para acolher esses estudantes. Muitas universidades federais já fazem isso, já temos experiências de tutoria – professores que acompanham esses alunos – e de nivelamento, para que aqueles que tenham alguma deficiência possam se preparar para os desafios do curso que em que vão ingressar”, adiantou o ministro.
56 mil estudantes negros por ano A ministra da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), Luiza Bairros, acredita que a lei vá ampliar de 8,7 mil para 56 mil o número de estudantes negros que ingressam anualmente nas universidades públicas federais.
Segundo a ministra, a associação de critérios sociais e raciais para as cotas foi a solução “politicamente possível” para tentar reverter a desigualdade no acesso ao ensino superior público.
“Todo o esforço ao longo do tempo foi no sentido de se constituir cotas para negros, independentemente da sua trajetória escolar. Mas as propostas são colocadas de acordo com o grau de maturidade política da sociedade. Dentro dessa medida, conseguimos um resultado que eu considero positivo”, avaliou.
Para Luiza Bairros, como a maioria das instituições federais já adota algum mecanismo de reserva de vagas para facilitar o acesso de certos grupos da população ao ensino superior, a adequação ao percentual estabelecido pela nova lei não será difícil. “O que o projeto faz é estabelecer um piso mais alto. Na maioria dos casos serão arranjos muito pequenos”.
Além de ampliar a diversidade no ensino superior público, Luiza Bairros acredita que a nova lei deverá estimular a melhora da qualidade do ensino médio nas escolas da rede pública. “A escola pública passará a ser procurada por outros alunos. A tendência é recuperamos no Brasil aquilo que já foi o ensino médio público brasileiro, que permitia a entrada das pessoas na universidade”, concluiu.

*Com informações da Agência Brasil e AE.

29 de ago de 2012

PANFLETAGEM


HOJE, NO CALÇADÃO DA HALFELD, A PARTIR DAS 14H, PANFLETAGEM DO PSOL COM A PRESENÇA DOS CANDIDATOS A VEREADOR NAURU MENDES E ALVARO LOBO.  TAMBÉM ESTARÁ PRESENTE O CANDIDATO A VICE-PREFEITO, O COMPANHEIRO WALDIR GIACOMO, ALÉM DE MILITANTES DO PARTIDO.

Técnicos voltam hoje ao trabalho

Os trabalhadores técnico-administrativos da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) irão retomar suas atividades a partir de hoje. Em assembleia realizada na manhã de ontem, em uma das unidades do Restaurante Universitário (RU), no Centro, a categoria decidiu por fim ao movimento grevista que já se arrastava há 78 dias. A decisão seguiu a recomendação do comando nacional de greve, que orientou pela volta aos trabalhos a partir da última segunda-feira. O desfecho foi motivado pela assinatura de acordo com o Governo federal, na última sexta-feira. O encerramento da mobilização dos servidores, que somam cerca de 1.200, entretanto, não representa a volta da normalidade no cotidiano da UFJF, que permanece sem aulas. Em encontro ontem à tarde, na sede da Associação dos Professores de Ensino Superior de Juiz de Fora (Apes), os docentes ligados à instituição e ao IF Sudeste deliberaram pela manutenção da greve que completa hoje 101 dias.
 Pelo acordo firmado entre técnico-administrativos e Governo, os servidores receberão reajuste de 15,8%, diluídos nos próximos três anos. A primeira parcela do aumento, acréscimo de aproximadamente 5%, será efetuada em março do ano que vem. A terceira e última acontece em março de 2015. O impacto orçamentário para o Executivo será de R$ 2,9 bilhões. "Não foi uma negociação fácil, e nem chegamos aos patamares que queríamos. Porém, se o reajuste de 15,8% não era suficiente para tirar a categoria da greve, o Governo melhorou alguns pontos de nossa carreira, o que possibilitou a assinatura do texto", explica Maria Ângela Ferreira da Costa, representante local no comando nacional de greve. Entre as conquistas citadas está o aumento dos percentuais e extensão do incentivo à qualificação dos servidores. Outra vitória seria a evolução do step, diferença entre o salário base e os demais degraus dentro da carreira, dos atuais 3,6% para 3,8% em 2015.
 Durante a assembleia de ontem, os técnicos-administrativos demonstraram receio de que a proposição engessasse a categoria nos próximos três anos. Os servidores, no entanto, não descartaram novas mobilizações já que o reajuste que será concedido pelo Executivo não cobre as perdas inflacionárias dos exercícios de 2011 e 2012. "Colocamos para o comando nacional que a assembleia e o comando local de Juiz de Fora tinham este entendimento. O que foi avaliado pelos representantes nacionais da categoria é de que não ficaríamos engessados. Se precisarmos fazer uma greve amanhã ou depois, vamos fazer. Isso foi colocado para o Governo. A categoria não está saindo do movimento satisfeita com estes 15,8%. Isso não é nada. É uma ofensa", resumiu Maria Ângela.
Reunidos em assembleia, trabalhadores votam por encerrar o movimento na UFJF
A greve dos servidores comprometeu o funcionamento de unidades como bibliotecas, restaurantes universitários, central de atendimento, secretarias, coordenações, laboratórios e setor de transporte. Serviços essenciais como os prestados nos hospitais universitários e de segurança foram mantidos. A expectativa é de que as unidades funcionem normalmente hoje, com o retorno dos técnico-administrativos aos trabalhos.

Duque diz que não mandou retirar lacres

O reitor da UFJF, Henrique Duque, esteve presente no início da assembleia dos técnico-administrativos realizada ontem. Duque fez um desabafo sobre a nota de repúdio contra a Reitoria divulgada pelo comando local de greve e pelo sindicato que representa a categoria em Juiz de Fora, o Sintufejuf, na última quinta-feira. O documento fazia menção à liminar obtida pela Procuradoria-Geral Federal, a favor da universidade, que obrigou os servidores a retirarem todos os lacres simbólicos, como cartazes, faixas e adesivos, colocados em portas e prédios da instituição, sob riscos de multa diária de R$ 10 mil.
"Desde que fui eleito reitor pela primeira vez é público e notório que tive apoio maciço de vocês e assumi compromissos com a categoria. Todos foram cumpridos. Sempre fui e sempre serei porta-voz da minha classe. Sou talvez um dos mais antigos filiados deste sindicato. Tenho orgulho disso. Nunca abri uma sindicância contra um colega. A greve é uma luta marcada por conflitos. Dessa vez, o Governo endureceu. Não mudei em nada. Esse foi um ato feito pela Procuradoria, que tem autonomia própria. Quem nomeia o procurador não sou eu, e, sim, o Governo federal. Não pedi para retirar lacre. Não fiz e nem o farei. Sempre estarei de portas abertas e falo com vocês de igual para igual. Como reitor sou também um servidor. Fiquei muito triste com essa nota", afirmou o reitor, visivelmente emocionado.
Apesar dos esclarecimentos de Duque, os técnico-administrativos votaram pela manutenção de um ato que já havia sido aprovado na assembleia anterior e que prevê a exposição de faixas na UFJF, condenando a Reitoria pelo que os servidores chamam de tentativa de criminalização do movimento grevista.

Professor quer mais negociação

Os professores mostraram unidade ao aprovarem a manutenção do movimento. De acordo com a avaliação da assembleia de ontem, na Apes, a categoria deve insistir e valer-se de todas as via possíveis para convencer o Governo federal a reabrir as negociações com os docentes. "A decisão foi de continuidade das ações no sentido de pressionar o Governo a apreciar nossa contraproposta. Vamos trabalhar nisso até que todos os canais se esgotem. Depois disso, voltaremos a discutir sobre os rumos do movimento", afirma Rubens Luiz Rodrigues, presidente da Apes. A categoria realiza nova assembleia na próxima terça-feira.
 Na última sexta-feira, o Ministério da Educação (MEC) emitiu uma nota oficial reafirmando que as negociações com os professores da rede federal estão encerradas. O entendimento governista é de que o acordo - que prevê reajuste entre 20% e 45% - assinado com a Federação de Sindicatos de Professores de Instituições de Ensino Superior (Proifes), um dos sindicatos representantes dos docentes, colocaria um ponto final nas conversas. O Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes-SN) e o Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica (Sinasefe), entretanto, afirmam que o Proifes teria uma representatividade muito pequena para defender os interesses dos professores.
Na última semana, o Andes-SN protocolou no Ministério do Planejamento uma contraproposta formulada pelos professores em mais uma tentativa de reabrir as negociações. Para restabelecer o diálogo, o sindicato abre mão de reajustes salariais imediatos, em troca de uma reestruturação do plano de carreira dos docentes. A nova proposta é para que, a cada degrau de progressão, os vencimentos sejam corrigidos em 4%. Anteriormente, o percentual pleiteado era de 5%. O sindicato também optou por aceitar o piso inicial proposto pelo Executivo, de R$ 2 mil, ao contrário do anseio anterior, de R$ 2,5 mil, considerado o salário inicial ideal pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

Prejuízos
Durante a assembleia, um grupo de estudantes do terceiro ano do ensino médio do Colégio de Aplicação João XXIII, ligado à UFJF, levou para o comando de greve um apelo para que, ao menos as aulas deste grupo de estudantes, fossem retomadas. O receio dos alunos é de que eles possam ser prejudicados no acesso aos processos de seleção para as universidade federais, que terão o início entre o final deste ano e o início do ano que vem. A solução definida em assembleia é fazer um pedido ao comando nacional para que negocie com o MEC o adiamento das matrículas do Sisu (Sistema de Seleção Unificada). "Nosso medo é perder um ano de estudos por conta da greve", reclama a estudante Carolina Arantes, de 17 anos.

FONTE: TRIBUNA.COM

28 de ago de 2012

Servidores da UFJF colocam ponto final à greve

Os trabalhadores técnico-administrativos da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) irão retomar suas atividades a partir dessa quarta-feira (29). Em assembleia realizada na manhã desta terça-feira (28), em uma das unidades do Restaurante Universitário, no Centro, a categoria decidiu por fim ao movimento grevista que já se arrastava há 77 dias. A decisão seguiu a recomendação do comando nacional de greve, que orientou pela volta aos trabalhos a partir de ontem. O fim da mobilização foi motivado pela assinatura de um acordo com o Governo federal, que aconteceu na última sexta-feira. Segundo o entendimento firmado entre as partes, o servidores receberão um reajuste de 15,8%, diluídos nos próximos três anos. A primeira parcela do aumento, acréscimo de aproximadamente 5%, será efetuada em março do ano que vem. A terceira e última acontece em março de 2015. O impacto orçamentário para o Executivo será de R$ 2,9 bilhões.
"Não foi uma negociação fácil, e nem chegamos aos patamares que queríamos. Porém, se o reajuste de 15,8% não era suficiente para tirar a categoria da greve, o Governo melhorou alguns pontos de nossa carreira, o que possibilitou a assinatura do acordo", explica Maria Ângela Ferreira da Costa, representante local no comando nacional de greve. Entre as conquistas citadas, está o aumento dos percentuais e extensão do incentivo à qualificação dos servidores. Outra vitória seria a evolução do step, diferença entre o salário base e os demais degraus dentro da carreira, dos atuais 3,6% para 3,8% em 2015.
A assinatura do acordo aconteceu depois que mais de 70% das assembleias de base se posicionaram favoráveis ao entendimento. Das 59 universidades em greve, em 42 os servidores aceitaram a proposta governista. Em apenas 16, entre elas a UFJF, os técnico-administrativos foram contrários ao acordo. Em uma delas, os trabalhadores se abstiveram. Um dos receios dos juiz-foranos era de que a proposição engessasse a categoria nos próximos três anos, justamente pelo reajuste que será dado pelo Executivo não cubra as perdas inflacionários de 2011 e 2012.
"Colocamos para o comando nacional que a assembleia e o comando local de Juiz de Fora tinham este entendimento. O que foi avaliado pelos representantes nacionais da categoria é de que não ficaríamos engessados. Se precisarmos fazer uma greve amanhã ou depois, vamos fazer. Isso foi colocado para o Governo. A categoria não está saindo do movimento satisfeita com estes 15,8%. Isso não é nada. É uma ofensa", resumiu Maria Ângela.
A greve dos servidores comprometeu o funcionamento de unidades como bibliotecas, restaurantes universitários, central de atendimento, secretarias, coordenações, laboratórios e setor de transporte. Serviços essenciais como os prestados nos hospitais universitários e de segurança foram mantidos. Com suas atividades paralisadas há 98 dias, os professores da rede federal de ensino, ligados a UFJF e ao IF Sudeste, realizam uma assembleia hoje à tarde para deliberarem sobre os rumos do movimento.

FONTE: TRIBUNA.COM

26 de ago de 2012

FUTURA PREFEITA DE JUIZ DE FORA EM ENTREVISTA A TRIBUNA DE MINAS


Quem ouve um dos discursos inflamados e taxativos de Victória Mello (PSTU) numa assembleia de professores das redes estadual e municipal pode ter a impressão de que se trata de uma pessoa impetuosa. Nada parecido com a Vic, mulher serena - apesar da fala rápida -, mãe de três filhos adultos e educadora de crianças pequenas, que chegou para almoçar com a equipe da Tribuna na última quarta-feira, no Marquise Bistrô Urbano, encerrando as sabatinas gastronômicas com os candidatos à Prefeitura. Quem está acostumado a escutá-la nos manifestos sobre os problemas da cidade também nem imagina que por trás de palavras tão contundentes sobre o município está uma voz que não nasceu nem foi criada em Juiz de Fora.
"Nasci em Santo Antônio do Pinhal, uma cidadezinha perto de Campos do Jordão, mas fui criada em Pindamonhangaba", conta, enquanto experimenta o risoto à parmegiana com filé de frango grelhado, acompanhados de suco de laranja. "Vim parar em Juiz de Fora porque meu ex-marido é engenheiro e veio trabalhar na Mendes Júnior. Na década de 1980, teve uma crise violenta, ele foi demitido em Pindamonhangaba e enviou currículo para um monte de lugar, inclusive Juiz de Fora. A gente brincava que queria qualquer lugar, menos Minas, porque Minas não tinha praia", ri. "Morávamos a uma hora e meia de Ubatuba, era só descer aquela serra linda. Mas foi para Juiz de Fora que a gente veio."
O primeiro contato foi de estranhamento. "Quando vim para Juiz de Fora eu achava que era tudo 'uai', 'sô'... Cheguei e encontrei todo mundo puxando o erre, alguns até puxando o esse, todo mundo torcendo para time do Rio... Pensei: 'Uai, onde que eu tô, sô?'", brinca. No entanto, foi longe do oceano e imersa no mar de morros da Zona da Mata mineira que Vic se tornou a dicotomia que é. "Sou completamente apaixonada por Juiz de Fora. Já tive oportunidade de voltar para a minha cidade e não consegui. Construí minha vida aqui."
Vida profissional e vida política. Embora seja sua segunda eleição (ela lembra que concorreu a uma vaga na Câmara pelo PT em 2000) e a primeira disputa pela PJF, Vic sabe que sua trajetória de militância sindical, partidária e social a faz a candidata mais experiente já lançada por sua atual legenda, que, em pleitos anteriores, teve nomes muito jovens, do movimento estudantil. "Num partido que pretende organizar a classe trabalhadora, as candidaturas não são pessoais. Mas gosto de dizer o seguinte: não sou uma política; sou uma mulher que faz política. Sou uma militante. E, como militante, cumpro as tarefas que meu partido me determina."
A pergunta óbvia não precisa nem ser feita; Vic se adianta. "Por que meu partido escolheu a mim? Exatamente porque venho das lutas. Porque tenho essa vivência de 20 anos de lutas, na educação e nos movimentos sociais e populares, ligados aos estudantes, à moradia, à questão da mulher. Para isso o partido me escolheu: para levar à classe trabalhadora um projeto para melhorar a vida dos trabalhadores."
Mesmo para uma professora de educação física, que se divide entre escolas do estado e do município, estabelecer essa conversa não é fácil. "Os trabalhadores estão extremamente desanimados com o cenário político, muito indignados com a corrupção. Nesse cenário, é difícil chegar e dizer: 'Sou candidata'. Muitos não querem ouvir. Tenho que dizer: 'Sou Victória Mello, sou uma professora, candidata a prefeita, temos um projeto para os trabalhadores'", relata ela, que todas às sextas-feiras, às 16h, vai panfletar para esse público na Praça da Estação, numa ação de campanha apelidada de "Hora 16", em referência ao número de legenda do PSTU.
A tarefa se torna mais árdua, ela admite, frente aos empecilhos para se unificar a esquerda. "Um problema que a gente tem é a questão do financiamento de campanha. Isso é importante para nós. Em Juiz de Fora, o PSOL tem uma política de não aceitar financiamento de campanha. Em outros lugares onde não tem essa política, não fazemos aliança", explica. "Chamamos também nossos companheiros do PCB, e eles colocaram que, embora não tivessem divergência com nosso programa nem com o nome que o PSTU estava lançando, preferiam candidatura própria, para colocar as propostas do partido. Nós lamentamos. Achamos que era importante ter uma unidade da esquerda porque amplia o diálogo com a classe trabalhadora."

Críticas à ordem política e às terceirizações

Foi por princípios assim que Vic deixou o PT em 2005, depois de mais de 20 anos de filiação. O ano exato dá a deixa: "O motivo foi o mensalão?". "Foi na ocasião do mensalão, mas na verdade não foi por causa do mensalão. Quando o PT começou a privilegiar mais a via institucional, eleitoral, lutamos muito tempo para que essa via não fosse a que sobressaísse. Prevíamos que haveria um distanciamento do núcleo de base, e o partido poderia enveredar pelos caminhos tortuosos da corrupção. Já vínhamos num processo de crítica, e aquele foi o momento da culminância", justifica, sem poupar a antiga sigla. "Vejo o PT hoje como um partido completamente adaptado à ordem. Para nós, do PSTU, o PT não tem nenhuma diferença do PMDB e quase nenhuma diferença do PSDB, haja vista agora o pacote de privatizações da Dilma, que foi inclusive elogiada pelos tucanos. É um vexame para os petistas."
Todavia, diante dessa pasteurização que menciona, qual a alternativa proposta? "Nosso modelo de gestão tem dois pilares: o primeiro é que o orçamento da Prefeitura seja totalmente direcionado para construir e garantir as necessidades básicas dos trabalhadores. Como fazer isso? Municipalizando o serviço público, retirando da mão da iniciativa privada a gestão da Prefeitura." O segundo ponto, completa, é o controle dos cidadãos sobre a Administração através dos conselhos dos bairros. "Esses conselhos populares terão plena autonomia, inclusive de destituir membros do secretariado que não estejam governando no sentido de garantir melhorias para os trabalhadores."
Os dois pressupostos sanariam problemas, segundo ela, advindos de questões como a falta de licitação no transporte público e as terceirizações na saúde e na educação infantil. "O que temos hoje? Transporte? Privado. É concessão pública, mas está na mão de empresas privadas. Sequer tem licitação. O mínimo da moralidade que poderia haver seria ter licitação", alfineta. "Há dados de que mais de 60% de todo o dinheiro gasto com saúde na cidade vai para o setor privado. É necessário estatizar a saúde, melhorar a educação, construir mais creches, pagar o piso salarial para os professores, construir moradias, fazer centros de cultura e lazer nos bairros. Isso só pode acontecer se desprivatizar a Prefeitura", afirma. "Mães trabalhadoras são obrigadas a tirar uma parcela considerável de seus salários para pagar uma creche privada, porque não tem creche para as crianças em Juiz de Fora. O trabalhador é sempre penalizado: ou porque não tem o serviço, ou porque tem que tirar uma fatia considerável de seu salário para buscar o serviço no setor privado." O repórter questiona: "Há dinheiro?". "Claro que tem dinheiro, 50% do orçamento federal é gasto com o pagamento dos juros da dívida. O orçamento da Prefeitura é de mais de R$ 1 bilhão. Mas o dinheiro vai para uma minoria, vai para incentivos fiscais para grandes empresas. E outra parte também vai para o setor privado através das terceirizações."
Chega a hora da sobremesa e, com ela, assuntos menos ácidos: o entusiasmo de Vic pelo vôlei feminino (ainda que, no corre-corre da campanha, não tenha conseguido acompanhar a final da seleção nas Olimpíadas) e seu gosto pela música, que inclui MPB, rock, blues e reggae. Até nesse quesito ela mostra paixão por Juiz de Fora, citando bandas da terra como Eminência Parda e Mitra. Lamenta, entretanto, o baixo acesso da população mais carente ou de periferia aos espaços culturais da cidade. "Espaço de lazer é para os setores médios da população ou para quem tem dinheiro. Eu vou ao Cultural Bar porque agora professor paga metade lá, e eu compro antecipado. O show do Alceu Valença na hora era R$ 100. Não posso fazer isso com meu salário de professora." A firmeza da opinião mistura-se com a pastosidade doce da goiabada, dicotômico como Vic. Ela preferia doce de abóbora, mas, independente do sabor, o paladar, ao contrário de suas posições políticas, está totalmente adaptado. Só faltou o queijo minas.


FONTE: http://eleicoes2012.tribunademinas.com.br/noticia/vic

25 de ago de 2012

Após revisar PIB para baixo, Fazenda diz refazer contas

O Ministério da Fazenda reduziu sua estimativa para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2012 de 4,5% para 3%, mas logo depois pediu para que a informação fosse desconsiderada porque os números ainda passam por revisão .
A projeção constava da 16ª edição do boletim 'Economia Brasileira em Perspectiva' divulgado nesta sexta-feira pelo Ministério.
O número anunciado e logo depois desconsiderado pela Fazenda ainda estava mais otimista do que o prognóstico feito pelo Banco Central de que a economia brasileira crescerá 2,5% neste ano. A autoridade monetária revisou seu número - anteriormente de 3,5% - no Relatório Trimestral de Inflação de junho.
No Ministério do Planejamento, a estimativa é de expansão da atividade de 3%, conforme o Relatório de Avaliação de Receitas e Despesas do terceiro bimestre.
A Fazenda projetou ainda que o PIB de 2013 crescerá 5,5% e o de 2014, 6,0%, exatamente os porcentuais que constavam na edição anterior do boletim.

FONTE: IG.COM

Escolas católicas dos EUA apelam para famílias ricas para sobreviver

A maioria das escolas católicas vem perdendo alunos e dinheiro nos últimos anos nos Estados Unidos e muitas foram obrigadas a fechar suas portas . Mas outras, como a St. Stephen, no bairro de Upper East Side em Manhattan, Nova York, encontraram uma maneira de prosperar – atrair uma clientela mais rica, oferecendo serviços e classes mais comumente encontrados em escolas particulares de alto padrão.
Seus atrativos incluem turmas pequenas e matérias extra curriculares disponíveis nas séries do primário. Como muitas vezes cobram menos que outras escolas particulares, essas católicas têm sido capazes de se manter e até mesmo, crescer.
"Nossa concorrência ou o nosso padrão não é uma outra boa escola católica", disse o reverendo Angelo Gambatese, da igreja de St. Stephen, que compartilha um edifício com a escola. "São as melhores escolas independentes de Manhattan e temos a intenção de oferecer o mesmo nível de desempenho que elas, academicamente e em termos de desenvolvimento".
Mas se hoje em dia a escola tem uma boa recepção no bairro – a taxa de matrícula em St. Stephen começa em menos de US$ 8.000, menos de um quarto do que algumas das escolas particulares de Manhattan – seus administradores reconhecem que não foi fácil chegar a este ponto. Há três anos, 46% dos alunos recebiam almoço grátis ou a um valor reduzido, em respeito à missão da Igreja Católica de atender aos mais pobres, este ano o número caiu para 17%.
A matrícula de estudantes afro-americanos caiu em 15%, a dos estudantes hispânicos em 33% e a escola, que vai até a oitava série, tem uma média de notas baixas.
Patrick J. McCloskey, diretor de soluções de financiamento para escolas católicas, uma iniciativa da Universidade Loyola de Chicago, disse que não era incomum para as escolas tentar apelar para as famílias do bairro, pois a maioria delas são fortemente ligadas a suas paróquias. "Mas educar os pobres também faz parte da missão católica", explicou.
As escolas também tiveram que tomar cuidado para não comprometer a identidade católica, para evitar de alienar seu núcleo tradicional. Em St. Stephen, crucifixos são vistos em todas as salas de aula, orações são realizadas toda as manhãs e a religião parece ser o único ponto no currículo que permaneceu relativamente inalterado.
St. Stephen foi fundada em 1928, servindo as famílias da classe trabalhadora da comunidade húngara do bairro a um custo de 50 centavos por mês. As freiras dormiam onde hoje é o refeitório para crianças de 4 anos de idade.
Embora 70% dos alunos sejam católicos, um número que permaneceu inalterado, a escola tem um foco mais franciscano de bondade e respeito, em vez de decretos papais, o que a torna mais acessível para as famílias que normalmente não imaginariam matricular seus filhos em uma escola católica.
Katherine Peck, a empreendedora de 33 anos responsável pela revitalização da escola, também é uma diretora formada no ensino progressivo. As aulas não são mais tão focadas apenas no professor, com os estudantes sentados nas carteiras escolares passivamente, mas sim centradas no aluno com as crianças sentadas juntas em mesas. Os alunos participam de festas mensalmente para mostrarem sua escrita, menos ênfase é dada aos livros didáticos e há mais espaço para um aprendizado com base prática. Além disso, cada sala de aula tem um sistema de projeção interativo.
Peck, que é católica e frequentou a Escola de Professores da Universidade de Columbia, disse que as escolas católicas lhes deram mais flexibilidade do que as escolas públicas, onde já havia ensinado – ela também lecionou na Escola Epiphany antes de se transferir para a St. Stephen. "Tudo o que eu estava aprendendo eu podia por em prática na sala de aula", disse ela, em comparação com a escola pública onde ela disse que todos são obrigados a ensinar a partir do mesmo conceito e programa escolar.
Peck, que se sentava na frente de um retrato do papa João Paulo II, disse que tinha que salvar a escola através da renovação de sua imagem para famílias que podiam pagar as mensalidades e que conseguirão investir na escola.
"Nós estamos tentando fazer o melhor possível para manter a diversidade à medida que a escola está mudando", disse ela, acrescentando que a estabilização da escola era o seu foco principal em seus primeiros anos.
Esses esforços foram recompensados. Hoje existem 13 professores trabalhando em período integral, graças ao sucesso recente na arrecadação de recursos.
O fundo anual da escola levantou US $ 2.000 há três anos, este ano, cerca de US $120.000 foram prometidos. O leilão da primavera arrecadou US $ 60.000, acima de US $ 20.000 de dois anos atrás. Um evento de golfe para arrecadar fundos que ocorreu em Pelham, Nova York, na primavera deste ano, arrecadou US $ 10.000. E quando a escola fez um apelo para comprar seis novos iPads, há algumas semanas atrás, avós doaram o suficiente para comprar nove. Este verão um laboratório de ciências no valor de US $ 250.000 será concluído.

FONTE: IG.COM

23 de ago de 2012

Ato de Protesto contra um ano de enrrolação do Governo Federal

Caros Amigos do IF Sudeste MG,
           Há um ano o governo Dilma prometeu em um acordo com os docentes a reestrutução da carreira e o reajuste de 4%. Como todos sabem o não cumprimento desse compromisso deu início ao forte movimento grevista que vivemos há 90 dias. Movimento que não é somente por reajuste salarial, ao contrário, é por melhores condições de trabalho, valorização docente e reestruturação da carreira. Cabe ressaltar que os técnicos em educação também estão em greve e requerem melhores condições de trabalho bem como a valorização da carreira. O movimento é pela valorização dos servidores públicos federais da educação.
 Neste sentido, convidamos a participação de todos no ato de protesto de um ano desta política de enrolação do governo, que ocorrerá nesta sexta, dia 24 de agosto, às 17 horas, em frente ao Banco do Brasil da rua Halfeld.
 Informo ainda a unidade de Comandos Locais de Greve do IF Sudeste MG na realização deste ato. Entendemos que a luta é de todos e é pela educação pública e de qualidade, importa aqui nos mantermos unidos pela educação.

          Assim, este convite é de todos os Comandos Locais de Greve.
          Atenciosamente
CLG (Juiz de Fora e Muriaé) APES, CLG Sinasefe JF, CLG Sinasefe Rio Pomba e CLG Sinasefe Barbacena.

ENVIADO POR;  NAURU MENDES(CANDIDATO A VEREADOR PELO PSOL)

22 de ago de 2012

Câmara recebe projeto para diferenciar traficante dos consumidores de drogas

Um grupo de juristas, parlamentares e representantes de entidades sociais entregaram nesta quarta-feira (22) ao presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), um anteprojeto de lei que garante diferenciação objetiva entre consumidor e traficante. Apesar de a distinção estar presente na atual legislação, é considerada pouco clara.
Para reduzir a margem de interpretação dos aparelhos policial e judicial, a proposta prevê o estabelecimento de parâmetros para cada droga – inclusive o crack e o oxi – de consumo que o dependente poderá utilizar. Marco Maia disse que o anteprojeto será colocado para debate público em site da Câmara chamado e-Democracia.
O presidente da Comissão Brasileira de Drogas e Democracia, Paulo Gadelha, também presidente da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), destacou que o anteprojeto – divulgado no site da entidade - não prevê sanções criminais. Nesse sentido, abre caminho para que o dependente de drogas possa buscar tratamento.
A proposta altera a Lei 11.343/2006, chamada Lei de Drogas. Os dependentes, pelo anteprojeto, terão que se submeter a processo de reeducação e fazer trabalhos comunitários, disse Gadelha. Além disso, os parâmetros de consumo para cada droga seriam regulamentados por outro projeto de lei.
“O projeto apenas utiliza o parâmetro de consumo definido pela legislação portuguesa, que deu certo, de intervalo de 10 dias para o uso. Mas a data está em aberto no debate que se estabelecerá”, acrescentou o presidente da Comissão Brasileira de Drogas e Democracia.

FONTE: IG.COM

21 de ago de 2012

Servidores têm desconto salarial e vão ao Supremo para evitar corte do ponto

A Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (Condsef) ingressará nesta terça-feira (21) com ação no Supremo Tribunal Federal (STF) contra o corte integral do ponto dos funcionários em greve. O corte de ponto foi anunciado pelo governo e autorizado por decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) .
O presidente da Condsef, Josemilton da Costa, informou que a medida já consta no contracheque preliminar dos servidores de sua base que aderiram à paralisação, mas o balanço é preliminar, pois o governo tem até o fim desta terça-feira para decidir sobre a questão.
"Nós não queremos corte nenhum, mas nas greves anteriores o corte era de sete dias por mês. Tem de ser pelo menos assim", disse Josemilton Costa, que participou de encontro na Secretaria de Relações de Trabalho (SRT) do Ministério do Planejamento em nome dos servidores grevistas do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA).
A categoria rejeitou a proposta de reajuste salarial de 15,8% em três anos e pede "equalização" dos rendimentos dos servidores do Incra e do MDA com os fiscais-agropecuários do Ministério da Agricultura. Costa não soube estimar de quanto seria esse reajuste.
O dirigente sindical disse que o secretário de Relações de Trabalho, Sergio Mendonça, teria afirmado que a "proposta não é inflexível, apesar de não garantir mudanças" para a próxima reunião, marcada para a noite desta quarta-feira.
Os parlamentares presentes à reunião também tentariam nova proposta em conversas com os ministros do Planejamento, Miriam Belchior, e da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho; e com o secretário Sergio Mendonça.
Participaram do encontro os deputados Gonzaga Patriota (PSB-PE), Padre João (PT-MG), Dionilso Marcon (PT-RS), Marina Santana (PT-GO), Valmir Assunção (PT-BA) e Erika Kokay (PT-DF), além da senadora Ana Rita (PT-ES).

FONTE: IG.COM

Siemens estuda demitir mais de 10 mil

O grupo alemão Siemens estuda cortar mais de 10 mil postos de trabalho dentro de sua política de economia anunciada para o próximo outono (no Hemisfério Norte), assinala nesta terça-feira o diário "Börsen Zeitung".
As informações não foram comentadas pela Siemens, mas um porta-voz da empresa assinalou que seu conselho de administração abordará o tema em sua próxima reunião.
O presidente do grupo, Peter Löscher, anunciou em julho um programa de economia e aumento da eficiência para reduzir custos perante as perspectivas de uma redução do lucro no presente ano.

FONTE: IG.COM

19 de ago de 2012

Candidata aproveita evento para arrecadar fundos de campanha

A professora Victória Mello, da coligação PSTU/PSOL, lançou ontem oficialmente sua candidatura à Prefeitura, durante confraternização que reuniu apoiadores no Bairro Aeroporto. Militantes, professores, universitários e trabalhadores de diversos setores estiveram presentes no evento, que também serviu para arrecadar fundos para a campanha.
"Todos os que estão aqui são trabalhadores e acreditam na nossa proposta e vieram para nos apoiar. Não contaremos com ajuda de empresas, mas sim dos próprios trabalhadores. E precisamos dela para que consigamos fazer nossa campanha, principalmente na TV, que será a oportunidade para mostrarmos nossas intenções para toda a sociedade", explica Victória, ressaltando, porém, que o contato direto com estudantes e trabalhadores será privilegiado durante a campanha. "Prefiro esse contato pessoal, que é feito durante as panfletagens nas portas das escolas, nas fábricas e nas praças. Hoje mesmo (ontem) estivemos na Parada Gay para trabalhar."
Durante o evento, Victória, que tem como vice Waldir Giacomo (PSOL), falou ainda do fato de não ter sido citada na pesquisa estimulada do Ibope divulgada na quinta-feira pela Tribuna e pela TV Integração. "Não estamos preocupados com pesquisa, que é um instrumento mercadológico para as grandes candidaturas. Ainda é muito cedo. As eleições estão só começando e, além disso, a pesquisa engloba um universo muito restrito de eleitores."
A candidata ainda reforçou suas propostas de campanha. "Queremos retomar essa política de esquerda, que se perdeu pelos rumos que o PT tomou nos últimos anos. Queremos fazer uma Juiz de Fora para os trabalhadores." Victória terá durante a propaganda eleitoral gratuita, que começa na terça-feira, no radio e na TV, cerca de 1m45s para apresentar suas propostas.

FONTE: TRIBUNA DE MINAS.COM

18 de ago de 2012

Nas ruas pelos jovens e contra a homofobia

Pelo décimo ano consecutivo, as ruas do centro de Juiz de Fora vão receber as cores do arco-íris para a 10ª Parada Gay, realizada pelo Movimento Gay Minas (MGM) como parte integrante do Rainbow Fest. A partir do meio-dia, quatro trios elétricos vão comandar a festa, que este ano vem com o tema "Brasil: país rico é país sem homofobia", que tem concentração marcada para ocorrer no Parque Halfeld. O desfile segue pela Avenida Rio Branco e desce a Avenida Presidente Itamar Franco (antiga Independência).
O primeiro trio trará a diretoria do MGM, autoridades e convidados. O som fica por conta dos DJs Coldhans, Theo Aquino e Júnior. O segundo trará o rei da parada Guilherme Alves, fundador do Grupo de Adolescentes Gays (GAG) do MGM. O trio terá apresentação dos DJs Stevix, Jeff Valle e E-Thunder. Comandado pelas integrantes do Grupo de Estudos das Lésbicas (GEL), o trio "Tem mulher na parada" terá os DJs Diego Fernandes, Ravesck e Pam Müller. Um quarto trio com convidados, comandado por Michel Bruce, traz o DJ Tiago Repley e o DJ Dica142. Ao final, Stevix sai do segundo trio e sobe neste último.
O foco do evento este ano serão os jovens. A intenção é chamar a atenção desta população para a vulnerabilidade a doenças sexualmente transmissíveis, além de violência e bullying. Cinquenta mil preservativos estão sendo disponibilizados durante o Rainbow Fest. Destes, 30 mil serão distribuídos no desfile.
A expectativa da organização é a de que 80 mil pessoas compareçam ao evento este ano, 20 mil a mais que em 2011. "No ano passado, tivemos violência zero devido ao esquema de segurança que implantamos em parceria com a Prefeitura e com a Polícia Militar, que vamos repetir desta vez. Acreditamos que isto irá contribuir para atrair mais público", destaca o presidente do MGM, Marco Trajano.
Alteração no tráfego
A Secretaria de Transporte e Trânsito (Settra) prepara um esquema especial de interrupção do tráfego na área central de Juiz de Fora para o evento. A partir das 6h, o sentido de circulação de veículos da Rua Rei Alberto, entre Rua Santo Antônio e Avenida Barão do Rio Branco, será alterado. Já a partir das 11h, a Settra realiza a interdição na pista central da Rio Branco, entre a Rua Afonso Pinto da Mota e Avenida Doutor Procópio Teixeira, além de trechos das pistas laterais de acordo com a evolução do desfile. A Settra prevê também interdição total da Avenida Presidente Itamar Franco, entre a Rio Branco e a Praça Antônio Carlos, a partir das 15h30, ou conforme a evolução do evento. Por fim, ainda serão interditados, a partir das 17h, a Avenida Getúlio Vargas, entre Rua Marechal Deodoro e Praça Antônio Carlos e trechos das ruas Batista de Oliveira e Fonseca Hermes e Avenida Francisco Bernardino. Os desvios serão efetuados pelos agentes de trânsito e pela Polícia Militar. O trajeto dos ônibus também será alterado a partir das 11h. O ponto localizado no Parque Halfeld será transferido para a Santo Antônio, na mesma altura.

15 de ago de 2012

TRE determina prosseguimento de ação contra Rodrigo Mattos

O Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG), em Belo Horizonte, negou, na última segunda-feira, o pedido de habeas corpus apresentado pelo vereador Rodrigo Mattos (PSDB) solicitando o trancamento da ação que o tucano responde na 315ª Zona Eleitoral, após ser denunciado pelo Ministério Público por suposta compra de votos nas eleições de 2008. O advogado Gustavo Vieira, que defende o parlamentar, informou ontem, no entanto, que irá recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Dessa forma, enquanto o recurso não for julgado, o processo contra Rodrigo, que é candidato à reeleição, permanece parado em Juiz de Fora.
De acordo com testemunhas ouvidas no inquérito que originou a denúncia, Rodrigo teria oferecido e efetivamente entregue a diversos eleitores a quantia de R$ 50 em troca de votos para seu pai, o prefeito Custódio Mattos (PSDB). Conforme os autos, todos os depoentes remetem o oferecimento de benesses apenas por Rodrigo e outros cabos eleitorais não identificados, sem menção ao chefe do Executivo. Essa foi a razão que levou a Justiça Eleitoral a arquivar o inquérito contra Custódio. A defesa de Rodrigo, por sua vez, argumenta que, também em seu caso, as acusações são inverídicas. "Não vemos elementos mínimos de continuidade do processo", afirmou Vieira. O advogado reforçou ainda que, embora já esperasse a decisão do TRE, tem expectativa de que o TSE vote pelo trancamento da ação, por ser uma corte "mais técnica".

FONTE: TRIBUNA.COM

14 de ago de 2012

Desempenho melhora na educação básica, mas ensino médio ainda patina

A educação melhorou no Brasil entre 2009 e 2011, segundo o desempenho das redes de ensino no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). As médias divulgadas nesta terça-feira pelo Ministério da Educação mostram que o País conseguiu atingir as metas de qualidade definidas para o ano passado pelo próprio governo e, pelo menos no aspecto global, tem razões para comemorar.
"Esses resultados são motivo de comemoração. Eu gostaria de parabenizar os professores que permitiram, com seu trabalho cotidiano, que alcançássemos esse resultado", afirmou o ministro da Educação, Aloizio Mercadante.
Além dos números nacionais, a maioria dos Estados e municípios conseguiu atingir os objetivos propostos. Os números, no entanto, revelam que o crescimento do índice é mais lento mas etapas mais avançadas e há pontos frágeis que merecem atenção dos gestores educacionais.
Criado em 2005 para mensurar o desempenho do sistema educacional do País, o Ideb varia de 1 a 10. Cada escola, município, Estado e o Brasil tem metas próprias para serem atingidas de dois em dois anos. A expectativa é de que, em 2021, as escolas das séries iniciais (até a 4ª série) alcancem nota 6, desempenho considerado semelhante ao de sistemas educacionais de países desenvolvidos.
Nos anos iniciais do ensino fundamental, a média nacional ficou em 5. A nota é 0,4 ponto maior do que a atingida pelo Brasil em 2009. Naquele ano, o País já havia garantido o cumprimento da meta prevista para 2011, nota 4,6. Também nesta etapa, todos os Estados chegaram às suas próprias metas. E, embora o Norte e Nordeste ainda não estejam dentro da média nacional, conseguiram evoluir. Piauí e Ceará se destacaram, superando as próprias metas em 0,8 e 0,9 ponto, respectivamente.
A façanha, no entanto, não se repete nas séries seguintes avaliadas pelo Ideb. Nas séries finais do ensino fundamental (de 5ª a 8ª série), cujas metas já são menores, nem todos os Estados brasileiros conseguiram alcançar seus objetivos. Sete ficaram com notas inferiores às previstas: Rondônia, Roraima, Amapá, Pará, Sergipe, Espírito Santo e Rio Grande do Sul.
A média superou em 0,1 ponto a última nota (de 2009) e em 0,2 ponto a meta prevista pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). A previsão era chegar a 3,9 e a média nacional ficou em 4,1. O Estado que mais se destacou positivamente nesse quesito foi o Mato Grosso, que superou a meta em 1 ponto e ficou com 4,5.
De acordo com relatório do Inep, a maioria dos municípios (77,7%) obteve o desempenho esperado para 2011 nos anos iniciais do ensino fundamental. Número que cai para 62,5% nas redes que atendem os finais dessa etapa. Em Roraima, nenhum dos 14 municípios que tiveram nota calculada nesta edição do Ideb tiveram a nota esperada.
O nó
A etapa em que as médias das redes ficaram mais baixas e alcançaram o menor crescimento é o ensino médio. Com metas mais modestas – sair de 3,4 em 2005 para 3,7 em 2011 –, o Brasil conseguiu cumprir exatamente o combinado na época da criação do Ideb, que faz parte do Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE), para o ano passado.
As desigualdades entre os Estados, no entanto, são mais evidentes nessa fase. Dos 27 Estados, 11 não alcançaram as notas propostas para o ano passado. São eles: Acre, Roraima, Pará, Amapá, Rio Grande do Norte, Alagoas, Sergipe, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio Grande do Sul e Distrito Federal. Alguns, ainda perderam notas em relação à última avaliação, como Alagoas (que caiu de 3,1 para 2,9), o Espírito Santo (caiu de 3,8 para 3,6) e o Rio Grande do Sul, que caiu de 3,9 para 3,7.
Somente três Estados têm médias superiores a 4: São Paulo, Santa Catarina e Paraná. A rede privada, responsável por 12% das matrículas dessa fase, chegou ao Ideb 5,7. A nota é inferior à meta – 5,8 –, mas esse foi o primeiro aumento da rede privada desde a criação do índice.
Na opinião de Reynaldo Fernandes, ex-presidente do Inep e conselheiro nacional de Educação, um dos criadores do indicador, os números revelam um fenômeno percebido já em outras edições: é mais fácil crescer quando se tem uma nota muito baixa. “O crescimento das cidades que estavam piores mostra que é mais difícil melhorar quando já se tem boa qualidade”, diz.
Fernandes acredita que os dados do ensino médio precisam ser melhor avaliados para compreender o que acontece com essa etapa do ensino. “Talvez, quando as crianças que estão melhores nas séries iniciais chegarem lá no ensino médio, a melhora será mais rápida”, diz.
O ex-ministro da Educação Fernando Haddad, responsável pela criação do indicador, acredita que é “importante valorizar o trabalho das redes de ensino que geraram esse resultado acima do previsto para o Brasil”. Ele ressalta o cumprimento das metas nacionais para explicar que o lento crescimento do ensino médio já era esperado. “A metade do caminho foi cumprida”, diz.
Os dados divulgados pelo Inep também revelam que a quantidade de estudantes brasileiros matriculada nas escolas municipais com notas mais baixas diminuiu. Em 2005, 7,1 milhões de alunos estudavam em colégios da 4ª série com notas até 3,7 no Ideb. Agora, são 1,9 milhão nessa faixa. A maioria está nas escolas com Idebs que variam de 3,8 a 4,9 (4,8 milhões de estudantes). Nas melhores (com média 6 ou mais), há 847,4 mil alunos.
Nos anos finais, a queda de matrículas nas redes com pior desempenho também caiu. Em 2005, 7,6 milhões de estudantes estavam em sistemas educacionais com índice de até 3,4. A maior parte está concentrada na faixa de desempenho que varia de 3,4 a 4,4 (6,6 milhões). Nas melhores (com Ideb superior a 5,5), o número é mínimo, 33,6 mil estudantes.
Redes estaduais
Para os especialistas, as greves nas redes estaduais podem explicar grande parte das quedas nos desempenhos dos Estados no ensino médio. Em Minas Gerais, que enfrentou uma greve de professores com mais de 100 dias de duração em 2011, a nota baixou. Nos anos iniciais, porém, a rede estadual alcançou o Ideb mais alto entre as escolas estaduais. A rede mineira ficou com 6,0, índice que o Brasil tem como meta para 2021, seguida de Santa Catarina, com 5,7, e Distrito Federal e São Paulo empatados em terceiro com índice 5,4.
Nos anos finais, a rede de Santa Catarina figura com o Ideb mais alto entre as estaduais, 4,7, seguida por Minas Gerais, 4,4, e São Paulo e Mato Grosso empatados em terceiro, com 4,3. Em 2009, as mesmas redes haviam alcançado os maiores Idebs. O maior crescimento foi registrado por Santa Catarina, nos anos iniciais, de 5,0 para 5,7.
Na outra ponta da tabela, com Idebs 40% menores, estão redes estaduais do Nordeste e Norte. Alagoas teve o menor desempenho entre os Estados nos anos iniciais (3,4) e finais (2,5) e foi a única rede a cair 0,2 pontos nos anos finais, pois teve Ideb 2,7 em 2009 – o Paraná foi o outro Estado a regredir nesta etapa, de 4,1 para 4,0.
Nos anos iniciais, Rio Grande do Norte (3,7), Bahia (3,8) e Amapá (3,9) também tiveram resultados baixos. Nos anos finais, os Estados de Bahia, Sergipe, Paraíba e Rio Grande do Norte estão empatados em penúltimo lugar, com índice 2,9. Em 2009, estes mesmos Estados ocupavam as últimas posições, no entanto, todos registraram crescimento em 2011. O maior crescimento foi o da Bahia, nos anos iniciais, que deixou a última posição em 2009 (3,2) e atingiu 3,8, o terceiro menor resultado.

FONTE; IG.COM

13 de ago de 2012

Lula não só sabia como ordenou o mensalão, diz advogado de Jefferson

O advogado do ex-deputado federal Roberto Jefferson, Luiz Francisco Corrêa Barbosa , afirmou nesta segunda-feira no julgamento do mensalão no STF que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva “não só sabia como ordenou o mensalão” e atacou a denúncia do procurador-geral da República, Roberto Gurgel. "O senhor (procurador-geral) afirma que o presidente era safo. Mas é um pateta? Tudo isso aconteceu sob suas barbas e nada? Claro que não. Não só sabia como ordenou o desencadeamento de tudo isso (mensalão). Sim, ele ordenou. Aqueles ministros eram apenas executivos dele”, disse Corrêa Barbosa, que repetiu no plenário do Supremo a tese de defesa que antecipou ao iG em entrevista em vídeo.
O advogado de Jefferson ressaltou que os ex-ministros Luiz Gushiken (Comunicações), José Dirceu (Casa Civil) e Anderson Adauto (Transportes) eram auxiliares do ex-presidente e que não tinham autonomia para propor projetos de lei porque isso cabia ao ex-presidente Lula. "Não é de interesse do governo. O governo é um Leviatã. Projeto de lei é outra coisa. Projeto de lei é de interesse e legitimidade do presidente da República. Vamos parar com esse negócio de governo", afirmou.
Lula informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que não iria se manifestar. Como vem fazendo desde o início do julgamento do processo em Brasília, ele passou o dia em seu escritório no instituto que leva seu nome, no bairro Ipiranga, em São Paulo, e não falou com a imprensa.
Corrêa Barbosa relata como seu cliente, supostamente, chegou ao ex-presidente Lula para contar-lhe sobre as "manobras no sentido de cooptação dos parlamentares e pagamento". "O presidente, segundo Roberto Jefferson, se disse surpreso e, sentindo-se traído, chegou a lacrimejar. E naturalmente prometeu providências. O tempo passou e ainda nada acontecia”, contou o advogado.
Segundo ele, Jefferson cobrou providências mais uma vez diante de testemunhas e acabou sendo alvo de espionagem da Abin (Agência Brasileira de Inteligência) . “Enquanto isso (Jefferson tentava alertar o presidente), uma manobra na Casa Civil do governo, usando gente ligada à Abin, disfarçou pessoas e filmou uma proposta de propina a um servidor dos Correios. Era para silenciar Roberto Jefferson", disse em relação ao vídeo em que Maurício Marinho, supostamente ligado ao presidente do PTB, recebe R$ 3 mil de propina.
Segundo o advogado, a acusação dos delitos de lavagem de dinheiro e corrupção passiva decorre de um só fato, "do recebimento de R$ 4 milhões por parte do PT entregue em espécie na sede do partido por Marcos Valério". "Só se sabe disso (do recebimento dos R$ 4 milhões) pela palavra dele (publicitário Marcos Valério). Ele confirmou e eu reafirmo", disse. O defensor de Roberto Jefferson afirma que o dinheiro, entregue por Valério, ocorreu em razão das eleições de 2004 e afirmou que a partilha do caixa de campanha é prevista por lei.
Segundo Corrêa, não pode haver crime de lavagem de dinheiro sem a ciência prévia do recebedor do dinheiro que se trata de dinheiro sujo. "O PT, por cuja direção nacional, celebrou este ajuste com o PTB para a eleição municipal de 2004, que nada tem a ver com o governo federal, transferiu, dos R$ 20 milhões ajustados, R$ 4 milhões", diz. "Era de supor que isso tivesse algum tipo de ilícito? Não, é claro que não."
Outras defesas do dia
O terceiro a falar nesta segunda-feira foi o advogado Itapuã Prestes de Messias, defensor de Emerson Palmieri, ex-tesoureiro do PTB. Ele afirmou que o repasse de recursos do PT ao PTB era legal e destinado ao pagamento de dívidas de campanhas eleitorais. “Para a captação de recursos, é possível transferência de um partido ao outro”, disse. “[A denúncia] É uma peça tendenciosa, porque pretende ser uma sentença", completou o advogado.
Na sequência, falou o advogado do ex-deputado federal pelo PTB Romeu Queiroz, Ronaldo Garcia Dias. Em sua sustentação oral, o defensor rechaçou que seu cliente tenha embolsado o dinheiro repassado pelo PT e, assim como defesas de outros réus, afirmou que os recursos se destinavam ao pagamento de campanhas eleitorais das eleições municipais de 2004. Ele negou a acusação de compra de apoio parlamentar no Congresso Nacional por parte do governo Lula. "A origem desses valores estava, para ele, demarcadas pela legalidade. O PTB fazia parte dessa base de sustentação. Se fazia parte, participava do governo. É óbvio que, participando do poder, não há que se falar em pagamento para parlamentares votarem com o governo", disse.
O último advogado a subir à tribuna foi o defensor do ex-deputado federal pelo PMDB José Borba, Inocêncio Mártires Coelho. Ele criticou duramente a acusação feita pela Procuradoria Geral da República e questionou as provas apresentadas pelo Ministério Público, que classificou como "anêmicas". "Como apontaram todos os colegas que nos antecederam, os textos produzidos pelo Ministério Público estão cheio de furos e esparadrapos, o que nos permite dizer que aquilo que a acusação chama de provas robustas não passa de uma frase de efeito. As provas não são robustas, as provas são anêmicas."
Com Agência Estado

12 de ago de 2012

CERTEZA DA IMPUNIDADE...

Mensalão será festival de absolvições”, diz defesa de Roberto Jefferson

Apesar de ter deletado o mensalão e de ter recebido R$ 4 milhões do PT em 2004, o ex-deputado federal Roberto Jefferson, presidente do PTB, alega que não foi beneficiado pelo suposto esquema de compra de apoio político que hoje é alvo de julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) .
Nesta segunda-feira, Roberto Jefferson apresentará suas alegações por meio de seu advogado, Luiz Francisco Corrêa Barbosa. De forma curiosa, nem mesmo a defesa de Jefferson vai admitir que o pagamento feito a deputados era fruto de um esquema para compra de apoio político .
Nesta entrevista em vídeo concedida ao iG na última quinta-feira, Barbosa confirma que também vai defender, em favor de Jefferson, a mesma tese apresentada pela defesa do ex-tesoureiro do PT, Delúbio Soares entre outros segundo a qual o pagamento de congressistas denunciado pela Procuradoria Geral da República (PGR) não passou de um mero esquema de Caixa 2 (pagamento de despesas de campanha não declaradas à Justiça Eleitoral).
Barbosa critica as falhas na denúncia da PGR. Segundo ele, a defesa do operador do mensalão, Marcos Valério, feita pelo advogado Marcelo Leonardo conseguiu desconstruir toda a tese apresentada pelo procurador geral Roberto Gurgel. “A casa caiu!”, disse. “Ele (Leonardo) indicou provas em juízo, ao crivo do contraditório, que não são aquelas que indicou o procurador-Geral (da fase pré-processual e em tese sem validade, conforme a defesa dos réus do mensalão). Essa ação penal vai terminar com um festival de absolvições porque não tem provas contra quase ninguém”, complementa.
Barbosa também ratificou que Roberto Jefferson de fato recebeu R$ 4 milhões do PT. Na época, o PTB negociou com o PT a concessão de R$ 20 milhões. Segundo a defesa do petebista, esse dinheiro serviu para o custeio das campanhas municipais de 2004. A defesa de Jefferson nega que o depósito de R$ 4 milhões foi utilizado para a compra de apoio político do partido visando a aprovação da reforma da previdência. “Não há um elemento de prova no processo a não ser a palavra dele (Roberto Jefferson) de que ele recebeu esses R$ 4 milhões”, destaca.
Barbosa também argumenta que existem “dois conceitos” de mensalão. Um, denunciado por Roberto Jefferson, que fala apenas do pagamento mensal a congressistas e que isso, em um momento, serviu como “objetivo de coação” do PT. O outro conceito é o da PGR, segundo o qual as aprovações das reformas tributária e previdenciária ocorreram apenas mediante esses pagamentos feitos pelo PT. “Essa é uma questão conceitual (o mensalão)”, afirma.
O advogado de Jefferson também diz que o flagrante contra o funcionário dos Correios, Maurício Marinho, foi fruto de uma suposta armação do governo após o petebista avisar membros do PT de que ocorreria o pagamento mensal a deputados federais . “As pessoas que se diziam empresários eram gente da Abin (Agência Brasileira de Inteligência) mandadas pelo governo”, suspeita.
Na suas alegações, uma das teses que serão defendidas é a que o ex-presidente Lula não somente sabia, como era o principal mentor do mensalão. Barbosa insinua que ao assinar a medida provisória permitindo ao BMG explorar o mercado de crédito consignado para pensionistas do INSS, isso beneficiou uma das instituições bancárias que concederam empréstimos a Marcos Valério, apontado pela PGR como o operador do mensalão.
Ainda nesse aspecto, Luiz Francisco Barbosa critica a atuação do procurador Roberto Gurgel e do ministro relator do mensalão, Joaquim Barbosa, de não terem dado seguimento a solicitações de investigações contra o ex-presidente, requeridas pelo Ministério Público Federal (MPF) no Distrito Federal.

FONTE: IG.COM.

11 de ago de 2012

Protesto de servidores surpreende discurso de Dilma em Minas Gerais

Servidores públicos em greve furaram o esquema de segurança da Presidência da República e promoveram um protesto pela reabertura das negociações com o governo federal. A manifestação ocorreu a cerca de 40 metros do palco onde a presidenta Dilma Rousseff discursou no início da tarde desta sexta-feira , no lançamento da ampliação do Programa Brasil Sorridente de saúde bucal.
 Impedidos de entrar portando faixas ou com camisetas alusivas ao movimento na área reservada para o público no centro de Rio Pardo de Minas, cidade com cerca de 30 mil habitantes no norte mineiro, os ativistas apelaram para a discrição. Entraram sem alarde, se agruparam à esquerda do palco e, quando Dilma iniciou o discurso, começaram a gritar palavras de ordem. Seguravam cartazes de papel, improvisados com tinta hidrocor e papel, que tinham trazido escondidos.
"A greve continua. Dilma a culpa é sua" - foi um dos gritos que repetiram os ativistas, de instituições de ensino da região que aderiram à paralisação e também da Universidade Federal Minas Gerais (UFMG). A presidente procurou manter a calma e evitou olhar na direção dos manifestantes, que foram cercados por policiais militares e seguranças da Presidência.
Dilma defendeu, porém, indiretamente, sua política para enfrentar a greve do funcionalismo. "Este é um país que tem de ser feito para a maioria de seus habitantes. Não pode ser feito só para uma parte deles", disse, entre as vaias dos cerca de 40 ativistas e aplausos de centenas de pessoas.
"Hoje, estamos enfrentando uma crise no mundo. O Brasil sabe que pode e vai enfrentar a crise e vai passar por cima dela, assegurando empregos para todos os brasileiros. O que o meu governo vai fazer é assegurar empregos para aquela parte da população que é a mais frágil, que não tem direito à estabilidade", continuou a presidente, referindo-se aos servidores, sem mencioná-los explicitamente."
Dilma ainda completou: "Queremos todos os brasileiros empregados, recebendo seus salários e recebendo serviços públicos de qualidade". Depois de pouco mais de 10 minutos, a presidente encerrou o discurso dizendo-se "sempre muito feliz com essa forma tão amigável como Minas recebe a gente".

FONTE: IG.COM

10 de ago de 2012

Brasil trata com desdém ameaça feita por Paraguai

O Brasil desdenhou da ameaça do Paraguai de parar de "ceder" a energia de Itaipu para empresas brasileiras e considera que o presidente Federico Franco repete o discurso nacionalista dos antecessores para se fortalecer politicamente.
"Eles [o governo de Federico Franco] já estão amenizando o falatório", disse o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão.
"Nós apenas tomamos nota [da ameaça de Franco], nem consideramos", acrescentou o porta-voz do Itamaraty, embaixador Tovar Nunes, informando que o chanceler Antonio Patriota e a embaixada em Assunção não se deram ao trabalho de reclamar com o governo do país vizinho.
Tanto Lobão quanto Tovar disseram que Franco errou ao usar o verbo "ceder", já que o Paraguai na verdade vende energia ao Brasil --e por um preço que o ministro considera que não é baixo.
"A energia de Jirau e de Santo Antônio [duas hidrelétricas, em fase final de construção] é mais barata que a de Itaipu que compramos do Paraguai", disse Lobão.
Ele acrescentou que o Brasil bancou sozinho a construção de Itaipu, uma empresa binacional que estará totalmente paga em 2023: "Valerá então US$ 60 bilhões, 50% para cada sócio. O Paraguai terá um patrimônio líquido de US$ 30 bilhões. E quanto eles investiram? Zero".
Isso, segundo o ministro, sem considerar os "mais de US$ 5 bilhões em dividendos" que os paraguaios lucraram desde o início do empreendimento comum e o financiamento brasileiro para a linha de transmissão até Assunção.
Historicamente, os políticos paraguaios sobem o tom em relação ao Brasil, especialmente em épocas eleitorais, e o próprio presidente anterior, Fernando Lugo, que acabou deposto, fizera toda sua campanha à Presidência forjando um confronto com o Brasil por conta do preço da energia excedente.
Franco assumiu com a queda de Lugo, e as eleições serão em abril. Assim, o governo brasileiro classifica de "vazia" e de "lance de política interna" a ameaça de enviar ao Congresso projeto impedindo o país de "ceder" energia excedente ao Brasil.

FONTE: FOLHA.COM

8 de ago de 2012

Cota obrigatória nas federais é vista com reserva por educadores

O projeto de lei aprovado terça-feira à noite no Senado, que prevê metade das vagas de universidades federais para alunos oriundos da rede pública (cotas raciais e sociais) , é visto com reservas por educadores. Para o diretor da Fapesp e ex-reitor da Unicamp Carlos Henrique de Brito Cruz, o projeto de lei é ruim porque fere a autonomia. "É uma usurpação da autonomia universitária, porque viola o direito de que cada instituição decida o modelo mais adequado, que tenha mais relação com a sua tradição de avaliar o mérito acadêmico", argumenta.
Para o professor Ocimar Alavarse, da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (USP), o estabelecimento de cotas sociais é importante à medida em que pode facilitar o acesso de estudantes de escolas públicas a cursos mais concorridos. "Basta ver os cursos mais disputados de qualquer universidade pública, para ver como é raríssimo encontrar algum estudante oriundo do sistema público", diz - o que, segundo ele, perpetua a disparidade social, já que os estudantes do sistema público tendem a ter um nível socioeconômico mais baixo.
Uma boa implementação da política, no entanto, depende de estudos prévios. "É preciso pegar os dados do Sistema de Avaliação Básica (Saeb), para entender as particularidades desses estudantes de escolas públicas. Eles não são todos iguais", avalia. "Não dá para fazer políticas genéricas." Quanto às cotas raciais, ele é contrário. "Acho que isso não funciona, porque vai muito da autodefinição e os detalhes e diferenças são todos muito sutis", explica Alavarse.
Segundo o projeto de lei, nas vagas reservadas a cotas sociais ocorrerá um ajuste racial, feito com base nos porcentuais dos perfis étnicos em cada Estado. Por exemplo, a reserva de vagas para negros em Santa Catarina será menor que na Bahia.
Nas universidades estaduais paulistas, a discussão sobre cotas raciais está fora da pauta. Assim que o Supremo Tribunal Federal (STF) votou pela constitucionalidade das cotas raciais, em abril deste ano, USP, Unesp e Unicamp se disseram contrárias à medida. Elas defendem a prevalência do mérito na seleção, embora tenham ações de inclusão - sem, no entanto, reservar vagas.
Atualmente, a USP mantém o Programa de Inclusão Social (Inclusp) , que dá bônus no vestibular a estudantes da rede pública. Neste ano, 28% dos novos alunos vieram de escolas públicas. Mesmo sem reservar vagas, a Unicamp é a única que tem benefício específico para pretos, pardos e indígenas. Eles chegam a receber 7% de bônus na nota, cerca de 2 pontos porcentuais a mais que alunos de escola pública - também beneficiados. No último vestibular, 8,9% dos matriculados na Unicamp vieram do grupo de pretos, pardos e indígenas. Das três, a Unesp foi a que mais incluiu alunos vindos de escolas públicas: 41%.

FONTE: IG.COM

 

EM JUIZ DE FORA: Justiça Eleitoral divulga dados sobre os recursos usados pelos candidatos

O prefeito e candidato à reeleição Custódio Mattos (PSDB) arrecadou no primeiro mês de campanha R$ 148.313,85. A maior fatia desses recursos veio de doações de pessoas físicas. O tucano também foi o concorrente com maior montante de gastos registrados. A soma das despesas efetivadas e as contratadas chega a R$ 133.619,32. No mesmo período, a arrecadação da candidata do PT, Margarida Salomão, foi de R$ 17 mil e teve como fonte única doações de pessoas físicas. A campanha da petista foi modesta até agora com custo de R$ 2.800. Em terceiro lugar no ranking das receitas, o concorrente do PMDB, deputado estadual Bruno Siqueira, somou R$ 15.150, oriundos de dotação própria e doação de pessoas físicas. Todo valor recolhido foi gasto, e outros R$ 35.837 foram declarados como despesa contratada. Os candidatos Laerte Braga (PCB) e Victória Mello (PSTU) não tiveram receitas e nem contraíram despesas. Também no páreo, Marcos Aurélio Paschoalin (PRP) não prestou contas parcial de campanha. Entre os candidatos a vereador, 43 também não apresentaram relatórios.
Entre os três candidatos com registro de arrecadação e despesas, o item "publicidade por materiais impressos" foi aquele que consumiu a maior parte dos recursos. Custódio destinou nada menos que R$ 81.150 para essa finalidade. Bruno, por sua vez, aplicou R$ 35.837. Margarida registrou gasto referente apenas a locação de bens imóveis no valor de R$ 2.800. O mesmo item aparece nas prestações de contas do tucano e do peemedebista. Quanto à contratação de pessoal, apenas Custódio registrou despesa no valor de R$ 12.779,44. As declarações de Laerte e Victória foram entregues com todos os itens de despesa e receita em branco. No caso de Paschoalin, que não apresentou relatório parcial de contas, a legislação eleitoral determina a divulgação dos saldos financeiros, a débito e a crédito, e dos extratos bancários encaminhados pelas instituições financeiras. Como ele ainda não abriu conta para sua campanha, nem esse expediente foi possível.
O prazo de entrega da segunda prestação de contas parcial termina no dia 2 de setembro, podendo ser enviada a partir de 28 de agosto. Os relatórios parciais devem discriminar as doações em dinheiro ou estimáveis em dinheiro recebidas para o financiamento da campanha eleitoral e os gastos realizados. As informações são recebidas pelo Sistema de Prestação de Contas Eleitorais (SPCE), desenvolvido pela Justiça Eleitoral para essa finalidade.
As contas finais de campanha de candidatos, comitês financeiros e partidos precisam ser prestadas até 6 de novembro. O candidato a prefeito que disputar o segundo turno tem até 27 de novembro deste ano para entregar as contas referentes aos dois pleitos.

FONTE: TRIBUNA.COM

7 de ago de 2012

Salário de vereador eleito em Juiz de Fora será superior ao de BH

Os candidatos escolhidos para ocupar as 19 cadeiras da Câmara Municipal de Juiz de Fora, em 2013, terão salário superior à remuneração dos parlamentares que tomarem posse em Belo Horizonte.
Apesar de JF ter um legislativo municipal com três vagas a menos que a capital mineira - além de uma população cerca de quatro vezes menor - os eleitos na cidade receberão nada menos que R$ 15.031,76 mensais. Em BH, é cerca de R$ 9 mil.
A diferença se dá porque a Câmara de Juiz de fora aprovou, com 10 votos favoráveis e sete contra, o aumento de 46,5% no salário dos próprios vereadores, que até então é de R$ 10.260,95. A assembleia, realizada em dezembro de 2011, definiu também o aumento do pagamento dos ocupantes do executivo. O prefeito passará a receber R$ 20.042,35, 16,8% a mais, e o vice, R$ 16.031,76, reajuste de 27,4%.
Já em Belo Horizonte o mesmo não ocorreu. Os ocupantes da Câmara Municipal mantiveram o veto do prefeito Márcio Lacerda ao reajuste dos salários do Legislativo, em fevereiro deste ano. O índice de mais de 60% de aumento gerou protestos da população local, o que fez alguns parlamentares mudarem de opinião. Mesmo com voto secreto, 12 vereadores foram favoráveis à posição do Executivo, que alegou inconstitucionalidade do projeto.

FONTE: FOLHA DE MINAS.COM

6 de ago de 2012

5 de ago de 2012

Laerte Braga: 'PCB luta por fora por uma mudança estrutural'

A cena é insólita. Quarta-feira, pouco antes do meio-dia, quatro comunistas dirigem-se para a entrada principal da Catedral de Juiz de Fora. A proposta era gravar um vídeo com o candidato do PCB à Prefeitura de Juiz de Fora, Laerte Braga, no adro da igreja, mas a chuva acabou levando o comunista e mais três camaradas a se esconderem sob o pórtico. Ali mesmo, em um só fôlego, foi feita a gravação. Dali, os quatro seguiram para outra aparente incongruência para quem é filiado ao partidão: almoço em um restaurante na área nobre da cidade. Mas, em ambos os casos, os convites foram feitos pela Tribuna, dentro da proposta de sabatina com todos concorrentes a prefeito.

As duas situações incomuns ao habitat comunista não incomodam Laerte. "O Stedile (João Pedro Stedile, da direção nacional do MST) disse que sou colonizado." Colonizado por gostar dos cineastas Woody Allen, Jean-Luc Godard e Federico Fellini e, pior ainda, por ouvir jazz e blues. E para por aí. Suas propostas para o município, bem como sua candidatura, são, segundo ele, do PCB. "O PCB decidiu assumir nessa campanha sua característica de partido leninista-marxista, de partido que propõe uma mudança estrutural." A estratégia, revela, é a mesma do pugilista norte-americano Mohammad Ali, que, entre lutar por fora e por dentro, preferia a primeira opção, por se tornar alvo mais difícil e poder surpreender. "O PCB luta por fora."

Nessa sua luta comunista, o candidato propõe uma primeira mudança na forma de pensar. "É preciso partir do princípio que acordamos em Juiz de Fora. Minas e o Brasil vêm depois. Juiz de Fora é nossa realidade imediata, é a célula do desenvolvimento político, econômico, social e de construção de uma nação forte." A grande mudança, prossegue Laerte, será conquistada a partir das cidades. Para tanto, prossegue ele, será necessária ampla participação popular, que é o segundo eixo da proposta de campanha do partidão. Entre as questões a serem colocadas para discussão com a sociedade estão saúde pública sem terceirizações, educação integral e estatização gradual do transporte público coletivo. "Embora sejam coisas difíceis de fazer na atual realidade capitalista, são factíveis se feitas de forma gradativa."

O garçom chega, e Laerte retoma sua veia colonizada. Pede refrigerante de guaraná light para beber e um filé de bacalhau grelhado como prato único e principal. Depois, quando os pratos são servidos, gosta do que vê no prato da jornalista e pede a mesma salada. "Sou complicado com alimentação. Na minha casa, almoço apenas frango assado com frutas." Mas não se trata de uma aproximação com algum tipo de culinária cubana. "É dieta mesmo. Cheguei a pesar 113 quilos. Hoje oscilo na casa dos 80 quilos." A referência à "Ilha" não passa impune. Para ele, Cuba é um paraíso, em comparação com o modelo atual do capitalismo de fome, de desemprego, de poluição, de pessoas perdidas. "Cuba preserva aquilo que (Karl) Marx dizia que é transformar a natureza em proveito do cidadão em função de suas necessidades básicas."

Além de Cuba, também as experiências socialistas recentes na América Latina são lembradas por Laerte ainda que com alguma ressalva. A ideologia radical de esquerda do bolivarianismo, encampado pelo presidente da Venezuela, Hugo Chávez, tem divergências com o PCB no que tange a preservação dos direitos básicos do cidadão. "Mas significa uma avanço extraordinário para a América Latina quando se começa voltar aquela coisa da América 'Latrina', com golpes de estado no Paraguai e em Honduras."

FONTE: TRIBUNA DE MINAS.COM

4 de ago de 2012

EM JUIZ DE FORA: Candidatos dão largada à corrida eleitoral

Quase um mês após o início da campanha e a aproximadamente três semanas de dar a largada no horário eleitoral de rádio e TV, os candidatos ainda estão esquentando os motores para começar a propaganda nas ruas. Os seis concorrentes à Prefeitura ainda não apareceram com a frequência esperada em locais públicos, os comícios e passeatas não ocorreram e o tradicional corpo a corpo encontra-se no "aquecimento". Mas a informação dos coordenadores de campanha é de que a partir deste fim de semana o cenário vai mudar. A largada está marcada para hoje, quando Victória Mello (PSTU) fará o primeiro corpo a corpo a partir das 9h, na feira de Benfica. Bruno Siqueira (PMDB) não ficará para trás e tem compromissos públicos hoje e amanhã (ver agenda dos candidatos). Margarida Salomão (PT) terá agenda cheia, com inauguração do comitê e encontros nos bairros e com lideranças comunitárias.
Já Custódio Mattos (PSDB), Laerte Braga (PCB) e Marcos Aurélio Paschoalin (PRP) pretendem intensificar a campanha de rua a partir da próxima semana. No entanto, o candidato do PRP já faz panfletagem hoje no Calçadão. Enquanto Laerte programa ações nas portas de fábricas, escolas e encontros com comunidades, Paschoalin pretende iniciar uma ação de iniciativa popular paralela à campanha. "Gostaríamos ter feito desde 15 de julho, mas, com tanta burocracia para resolver em decorrência do processo de impugnação, não conseguimos iniciar antes. Mais do que divulgar nossa candidatura, queremos chamar a atenção do povo para a necessidade de reforma política."
De acordo com o coordenador da campanha de Bruno, Michael Guedes, a tendência em investir nas ações de maior exposição e contato com o público a partir de agosto é natural e ocorre em todo o país. "Para começar a campanha nas ruas é preciso ter a liberação do CNPJ, abrir a conta e seguir uma série de outras normas. Para cumprir essa burocracia, que considero benéfica para a disputa, porque torna o processo mais transparente, é preciso dez ou 15 dias. Depois ainda temos os prazos de confecção de material, inauguração de comitê, diagnóstico com lideranças e construção coletiva do programa de Governo. Daí a tendência de que a campanha de rua comece para valer em agosto. Esses preparativos também deixam a população mais motivada a participar."
Já a equipe petista explica que Margarida iniciou o corpo a corpo há algum tempo, mas buscando levantar junto às comunidades quais são as principais necessidades e carências. De acordo com a assessoria da candidata, o comitê funcionará como um ponto de encontro da campanha, voltado para troca de ideias e reuniões entre apoiadores e equipe da campanha. Com a disponibilização do CNPJ, alguns materiais publicitários (como adesivos de carro, cartazes e santinhos) já podem ser vistos nas vias públicas, mas a previsão é de que a agenda tenha mais ações de rua a partir do final do mês.
Custódio tem participado de atividades com a equipe do plano de Governo e, até a próxima segunda-feira, não deve ter a campanha acirrada nas ruas. Ele também já tem material gráfico sendo distribuído e conclui na semana que vem a série de reuniões temáticas com participação da sociedade. Sobre o morno mês de julho, a coordenação de campanha acredita que quem determina o clima é o eleitor. Pelo fato de as eleições municipais coincidirem com as Olimpíadas, e o programa na TV e no rádio só começar na segundo quinzena de agosto -"fator determinante da 'temperatura' das campanhas eleitorais" -, é a partir daí que será dada a bandeirada.

FONTE: TRIBUNA.COM

STF pode alterar calendário para garantir Peluso na votação

O STF (Supremo Tribunal Federal) pode alterar seu cronograma original e aumentar o número de sessões de votação do julgamento do mensalão para evitar o risco de o ministro Cezar Peluso não votar na ação penal.
Segundo a Folha apurou, os ministros estão dispostos a fazer o que for necessário para garantir a participação de Peluso antes de sua aposentadoria compulsória, prevista para setembro, quando completa 70 anos.
Eles consideram a presença do colega fundamental, pois o classificam como o mais preparado na área penal entre todos os 11 integrantes, podendo resolver dúvidas que surgirem durante a análise de provas caso haja contestações do voto.
Um ministro disse à Folha que o cronograma não é "imutável" e que a corte pode aumentar o número de sessões de três para quatro por semana a partir de 15 de agosto, quando começa o voto do relator Joaquim Barbosa. Existe a possibilidade de convocar sessões pela manhã.
Pelo calendário original, serão realizadas oito sessões de votação em agosto. Como o relator e o revisor Ricardo Lewandowski podem usar quatro sessões cada um para votar, qualquer atraso põe em risco o voto de Peluso antes de sua aposentadoria.
A estratégia dos advogados dos réus é exatamente atrasar o julgamento, tendo como um dos objetivos evitar a presença de Peluso, tido como voto contra os envolvidos.
A tática da defesa, que foi colocada em prática já no primeiro dia, levou colegas do presidente, Carlos Ayres Britto, a sugerir, durante o intervalo da sessão de anteontem, que ele fosse mais "enérgico".
Os ministros do STF também avaliaram que o presidente do tribunal precisa se impor para tentar evitar as discussões que marcaram o primeiro dia de julgamento entre o relator e o revisor.
Na visão de colegas, Joaquim Barbosa foi muito "agressivo" e passou a impressão de querer "ganhar no grito" os debates com Lewandowski, que deu sinais de que pretende funcionar como um contraponto ao relator.
Ministros ouvidos pela Folha temem que Barbosa parta para o bate-boca cada vez que algum ministro discordar dele. O tom do relator levou o ministro Marco Aurélio Mello a se considerar assustado com o que pode ocorrer na gestão de Barbosa como o próximo presidente da corte, a partir de novembro.
"Será que ele [Joaquim Barbosa] se arvora em censor dos colegas?", disse.
E completou: "Não gostei. Pela falta de urbanidade do relator. [..] O que eu vi ontem eu fiquei pasmo, inclusive com adjetivações impróprias em se tratando de um colegiado deste nível".
A resposta veio por escrito: "É com extrema urbanidade que muitas vezes se praticam as mais sórdidas ações contra o interesse público", informou o gabinete de Barbosa, por meio da assessoria de imprensa do STF.

FONTE: FOLHA.COM
 

3 de ago de 2012

Governo autoriza Petrobras a importar gás natural da Bolívia até 2019

O governo federal autorizou a Petrobras a importar 30 milhões de m³ de gás natural por dia da Bolívia para suprir a demanda do país, exceto nos Estados da região Norte e do Mato Grosso. A liberação vale até julho de 2019.
O limite diário de importação poderá ser extrapolado pela Petrobras em 5,41 milhões de m³/dia. Deste total, 1,5 milhão de m³/dia devem ser referentes ao gás natural de uso do sistema de transporte (GUS) e outros 3,91 milhões de m³/dia de eventual recuperação de volumes pagos e não retirados, até o limite de 13% sobre o volume diário contratado.
O combustível será transportado pelo gasoduto Bolívia-Brasil (Gasbol), que liga as cidades de Corumbá (MS) e Porto Alegre (RS) e a entrega será feita em Mato Grosso do Sul, na fronteira entre os dois países próxima à cidade de Corumbá.
PRESTAÇÃO DE CONTAS
A Petrobras ficará responsável por apresentar à ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) os relatórios detalhados, a cada mês, sobre as operações de importação.
A Portaria 447/2012, que autoriza a importação de gás da Bolívia, foi assinada pelo ministro de Minas e Energia, Edison Lobão.
O documento foi publicado na edição de ontem do Diário Oficial da União (DOU), mas somente nesta sexta-feira foi divulgado por causa da greve-relâmpago dos funcionários do DIN (Departamento de Imprensa Nacional) em protesto contra a sobrecarga de trabalho.

FONTE: FOLHA.COM

2 de ago de 2012

PSOL barra coligações com partidos de direita

O PSOL pediu a impugnação em Minas Gerais de 14 coligações de seus próprios candidatos por causa de alianças com legendas consideradas pelo partido como de direita. Resolução aprovada em junho pelo PSOL veta totalmente alianças com PSDB, DEM, PMDB, PR, PTB, PSD, PRB e PP . De acordo com o secretário do PSOL em Minas, Carlos Campos, a legenda autoriza sem restrição apenas alianças com PSTU e PCB. Com partidos de “centro como PT, PCdoB e PSB”, segundo ele, a coligação até pode ser feita, mas o PSOL tem de ser o cabeça de chapa. “E as alianças com esses partidos de centro devem levar em conta critérios políticos locais e uma atuação mais à esquerda dessas legendas”, disse Campos.
Por deliberação da direção nacional, nenhuma das alianças com os partidos vetados foi aceita. “O entendimento do PSOL é que esses partidos configuram um campo à direita da sociedade brasileira”, diz uma nota do partido sobre o caso. O PSOL foi fundado em 2004 por dissidentes petistas inconformados com os rumos da legenda depois da chegada de Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência da República, em 2003. Em todo o Brasil, o partido pediu a dissolução de alianças em 150 municípios por causa de chapas com legendas de direita.
Em Minas Gerais, no entanto, a decisão não tem a concordância de seus filiados. A Comissão Provisória do PSOL em Sete Lagoas, Região Central, entrou com uma ação na Justiça para tentar impugnar o veto à coligação do partido com o PMDB. No município, Paulo Henrique França Canabrava, do PSOL, era o candidato a vice do peemedebista Múcio Reis. A pedido do PSOL nacional, o registro da chapa foi impugnado. Para não correr risco. Múcio Reis já articula um nome de um integrante de seu partido para compor a chapa. O PSOL de Sete Lagoas tentou uma liminar no Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MG) para suspender a decisão da Justiça local, que não acatou o registro da chapa, mas não obteve sucesso.
De acordo com o PSOL, a direção nacional teria de ter publicado as regras sobre coligação até 10 de abril. A resolução nacional vetando as coligações é datada de 17 de junho. A liminar foi negada pelo juiz Maurício Pinto Ferreira sob o argumento de que o indeferimento não impede os candidatos de fazer campanha e disputar até que seja dada uma decisão final.
PÁGINA VIRADA Em carta, a coligação de Múcio e Paulo Henrique, batizada de Sete Lagoas merece mais, contesta a posição da direção nacional do partido. “Convenhamos que depois do fim da Guerra Fria, da queda do Muro de Berlim e de a China haver se tornado um grande país capitalista, esse rótulo já não se aplica a nenhuma situação. Isso é coisa do passado, página virada da história”, diz a carta.
Em nota, a direção nacional do PSOL, comandado pelo deputado federal Ivan Valente (PSOL-SP), diz que nenhuma aliança com PSDB, DEM, PMDB, PR, PTB, PSD, PRB e PP foi acatada, independentemente das razões que motivaram tais composições. “O entendimento do PSOL é que esses partidos configuram um campo à direita da sociedade brasileira, são instituições orgânicas do grande capital e se configuram como um bloco conservador de sustentação ao regime político atual, que privilegia uma minoria em detrimento das maiorias excluídas do Brasil”, diz a nota.

FONTE: ESTADO DE MINAS.COM