30 de jun de 2013

Partidos e organizações de esquerda se articulam. SERÁ???

Partidos, entidades e organizações de esquerda iniciaram, na última semana, uma estratégia de reação. Desde a eclosão dos protestos populares por tarifas de transporte público mais baratas, quando as ações do Movimento Passe Livre (MPL), em São Paulo, serviram de estopim para que uma indignação generalizada levasse mais de um milhão de pessoas às ruas em várias cidades do país, grupos da esquerda brasileira ficaram balançados em sua zona de conforto. A insatisfação transformou-se em repúdio ao sistema político como um todo, atingindo inclusive segmentos que, até então, se consideravam detentores das bandeiras das massas. Acomodados pela proximidade com o Governo, desde a administração do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva, vários grupos se viram, pela primeira vez, acuados em meio às manifestações.
"Muitos movimentos sociais no Brasil são ligados ao PT e deixaram as ruas após a chegada do partido ao Governo", avalia o cientista político da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) Paulo Roberto Figueira Leal. A mesma observação é feita pelo diretor da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Oleg Abramov. "Os movimentos sociais fecharam-se em gabinetes e deixaram o contato direto com a população." O repúdio às bandeiras partidárias não foi uma surpresa para Victória Mello, militante do PSTU, diretora do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação (Sind-UTE) e da Central Sindical e Popular (CSP-Conlutas). Para ela, a rejeição reflete a frustração da juventude com os partidos tradicionais. "Os manifestantes cobraram de quem sempre prometeu um futuro melhor para a juventude, mas não cumpriu quando chegou ao poder." Por outro lado, Victória reconhece que a rejeição inicial às bandeiras "levantou a poeira" das organizações, que agora buscam participar das manifestações.
Na última semana, lideranças do PCdoB, do Sindicato dos Bancários e da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) mobilizaram representantes de entidades, associações de classe e segmentos organizados para debater agendas locais e traçar políticas para Juiz de Fora. A principal deliberação do encontro, ocorrido na quarta-feira, foi por garantir presença atuante nas manifestações. O avanço organizado da esquerda e a opção por somar suas bandeiras aos protestos soam como uma tentativa de recuperar espaço junto aos manifestantes, que não queriam que a voz das ruas fosse aparelhada por instituições. "Entendemos que este é um movimento justo e de pautas legítimas. Muitas dessas bandeiras de luta são as mesmas que, historicamente, sempre defendemos nas ruas. Não há razão para ficarmos de fora. Após reuniões em todo o país, decidimos ir para dentro do movimento, disputar o terreno e afastar qualquer tipo de pensamento fascista, que repudia os grupos organizados", avalia Péricles de Lima, diretor jurídico do Sindicato dos Professores de Juiz de Fora (Sinpro).

Bandeiras de trabalhadores voltam à rua

A rearticulação da esquerda foi bem recebida pelos manifestantes ditos apartidários nas ruas de Juiz de Fora. A convivência harmônica entre grupos distintos ficou evidenciada no ato da última quinta-feira, que culminou na ocupação de mais de 22 horas do plenário da Câmara Municipal. O coro "a nossa luta unificou, é estudante e trabalhador" foi repetido como mantra durante o protesto. Ao menos naquele momento, o caráter apartidário das duas primeiras manifestações, quando até 15 mil pessoas ocuparam as ruas da cidade, saiu de cena para dar lugar a um viés mais político, com grande concentração de bandeiras, que, no entanto, se diluíram ao longo do protesto e já não eram mais vistas no momento da tomada da sede do Legislativo.
O presidente do PCdoB em Juiz de Fora, Geraldeli da Costa Rufino, quer a realização de um fórum municipal de lutas, com o objetivo de debater questões locais e permitir maior participação nas decisões políticas do município. "A participação popular já foi maior em Juiz de Fora, no tempo em que havia centrais regionais, que atuavam como subprefeituras e permitiam à comunidade tomar decisões quanto à sua realidade mais próxima. Aos poucos, queremos retomar essa realidade." O cientista político da UFJF Raul Magalhães pondera que a atual conjuntura não representa ameaça às legendas e organizações políticas. "Nada impede que partidos e movimentos sociais mudem, já que estão em crise de representação."

Lideranças rechaçam rejeição

De certa forma alvo das críticas direcionadas ao Governo Dilma Rousseff, o presidente do PT local, Rogério de Freitas, compreende a demanda das ruas como o desdobramento das conquistas da esquerda na última década. "É natural que, com uma economia mais saudável, mais emprego e uma distribuição de renda mais justa, as pessoas se unam novamente por saúde e educação. Quando a população atinge determinado patamar, entram em pauta outras reivindicações." Alheio a qualquer discurso restritivo, o secretário político do PCB, Luiz Carlos Torres (Kaizim), entende que o atual momento é da democracia. "Temos que lembrar que, assim como os movimentos sociais, os partidos não acordaram agora. Estamos na luta pelos direitos da população há muito tempo. Não podemos ser excluídos. Já vimos essa história antes, contra partido, na época da ditadura. Precisamos entender que todo movimento que vem para somar é válido."

Má compreensão
Diretora de políticas educacionais da União Nacional dos Estudantes (UNE), Mirelly Cardoso relaciona a aversão das ruas à má compreensão dos manifestantes. "Os movimentos sociais estavam presentes porque suas bandeiras históricas, pelos direitos do trabalhador e melhorias na educação, constavam nas reivindicações. Pensar que eles queriam direcionar o movimento é um equívoco." O raciocínio é reforçado pelo vice-presidente do PSOL em Juiz de Fora, Álvaro Lobo. Para ele, no início, os manifestantes não souberam separar "o joio do trigo", no que diz respeito aos partidos políticos. "Com o andar da carruagem, parte dos partidos apoiará e encontrará apoio nas ruas. Nesta semana, já vimos diversas bandeiras de diversos movimentos e partidos, todas representadas de forma democrática."

FONTE: TRIBUNA.COM

Esquerda é incapaz de propor saídas para a crise atual, diz marxista

"Por uma Esquerda sem Futuro" traz o ensaio de T. J. Clark publicado originalmente na revista "New Left Review", periódico sobre política fundado na década de 1960. No texto, Clark apresenta a esquerda mundial em uma encruzilhada ideológica e incapaz de propor saídas para a crise financeira e social que o Ocidente atravessa no início do século 21.
"É evidente que existe uma alternativa à ordem atual das coisas. Mas isso não leva a nada --nada que mereça ser considerado político", diz em um trecho do ensaio traduzido por José Viegas e publicado em "Ilustríssima" no domingo (16).
"Tem-se a impressão de que a esquerda está imobilizada, no nível da teoria e por conseguinte no da prática, pela ideia de que deve ficar o tempo todo revolvendo as entranhas do presente em busca de sinais de catástrofe e salvação".
Marxista, o autor assinala a necessidade de renovação e revisão de ideais totalitaristas do passado e encarar o consumo e o crescimento insustentável desta época.
Professor de história da arte e crítico, T. J. Clark estará na Flip (Festa Literária Internacional de Paraty) deste ano e também assina "A Pintura da Vida Moderna" e "Modernismos".
"Por uma Esquerda sem Futuro" chega ao Brasil em 28 deste mês, pela Editora 34, e está em pré-venda na Livraria da Folha.

FONTE: FOLHA.COM

26 de jun de 2013

Justiça manda RS pagar piso nacional do magistério aos professores

Em julgamento realizado nesta terça-feira (25/6), os desembargadores da 25ª Câmara Cível confirmaram a sentença proferida na ação civil pública que condenou o Estado do RS ao pagamento do piso nacional do magistério aos professores estaduais da educação básica.
A decisão determina ainda que a data inicial para o pagamento deve ser a partir de 27 de abril de 2011, quando o Supremo Tribunal Federal (STF) declarou a constitucionalidade da lei aprovada pelo Congresso Nacional.
Como o Instituto de Previdência do Estado não foi incluído no pólo passivo do processo, a decisão não abrange os inativos e pensionistas do magistério estadual.
O relator do processo, Desembargador Miguel Ângelo da Silva, afirmou que a lei não retirou dos entes federados a competência para definirem o salário do magistério público de cada um, desde que o façam levando em conta a restrição legal estabelecida na lei, devendo ser observado o mínimo previsto na lei do piso nacional do magistério.
“Por isso, cumpre rechaçar a alegação do Estado de que o valor de R$ 1.451 não foi implementado por lei, razão pela qual não estaria ele (ente federativo) obrigado a pagar este valor em folha de pagamento aos seus servidores (e aos aposentados) à vista da inexistência de parâmetro legal”, afirmou o relator.
O magistrado destacou ainda que a lei é clara e completa com relação ao detalhamento de como o piso deve ser pago pelos Estados.
“Caso a União, por intermédio do Congresso Nacional, não tivesse normatizado a matéria em minúcias, detalhando todos os seus aspectos relevantes através dessa lei federal, inclusive indicando o modo como se deve implementar o reajustamento anual do valor do piso, certamente os Estados – cuja renitência em cumprir o comando constitucional constitui fato público e notório – jamais cumpririam dita lei, resultando esvaziado, ao fim e ao cabo, o princípio constitucional de valorização dos profissionais do magistério público no país”, finalizou.
As informações são do TJ-RS

FONTE: IG.COM

24 de jun de 2013

ESPAÇO ABERTO PARA TODAS AS CORRENTES DO PARTIDO QUE QUISEREM SE MANIFESTAR.

Após 20 de junho: SEGUIR NAS RUAS! ORGANIZAR O MOVIMENTO POR MEIO DE COMITÊS DE BASE NOS LOCAIS DE ESTUDO, TRABALHO E MORADIA!

Milhões tomaram as ruas no dia 20 de junho realizando a maior mobilização da nossa história. O governo Dilma, governadores, prefeitos, o parlamento e os partidos tradicionais (PT,PMDB,PSDB) sofreram um golpe gigantesco. Nada será como antes. Mudanças estão acontecendo pela ação direta da mobilização. Nas ruas a rebelião popular questiona a ordem estabelecida de forma espontânea, sem uma direção e sem um programa acabado. Por isso a esquerda revolucionária deve se manter no movimento e propor pautas anti-capitalistas aos que estão nas ruas.


Dilma mente e reprime nossa luta! Abaixo o pacto proposto pelo PT!

Depois de um longo silêncio, Dilma fez um pronunciamento recheado de mentiras como se estivéssemos em época de eleição. Ela não escutou a voz das ruas, pois não anunciou nada que resolva nossos problemas. Manterá os gastos com a Copa da FIFA enquanto estamos nas ruas rechaçando isso. Diz que está investindo em saúde enquanto mantem a privatização dos Hospitais. Faz promessas vazias sobre a educação enquanto as escolas e universidades publicas estão sucateadas. Requentou propostas sobre os transportes enquanto seus prefeitos e governadores destinam mais subsídios aos empresários, retirando recursos das áreas sociais.
A única medida concreta e imediata de Dilma foi enviar a força de segurança nacional para reprimir nossos protestos como se fossemos vândalos. Sendo que as tropas de Dilma já interviram na repressão que ocorreu em Minas Gerais no dia 22/06.
Por fim Dilma propôs um pacto com governadores e prefeitos e uma reunião com movimentos sociais e sindicais para tentar legitimar suas “propostas”. Somos contra esse pacto. Nenhuma direção governista nos representa. Nenhum movimento combativo deve legitimar essa tentativa de desmontar o movimento.


Não há golpe militar em curso! Os atos não são conservadores!

Não se trata de conspiração internacional contra o Brasil. É uma rebelião contra os efeitos da crise econômica, a alta inflação, os gastos bilionários com a Copa da FIFA. Não há um golpe militar em curso. Dilma e o PT, assim como o PCdoB, não são de esquerda, governam para a burguesia e são subservientes ao imperialismo. Políticos e figuras da ditadura, bem como parlamentares reacionários estão com o governo.
A oposição de direita elogiou o pronunciamento de Dilma. Alckmin e Haddad atuam juntos, Dilma apoia o governador de Minas do PSDB. Afif Domingos é vice dos tucanos em SP e Ministro dos Petistas em Brasília.
Logico que há uma disputa no movimento. Os governistas, a oposição de direita, nacionalistas, a mídia, estão disputando o movimento. E todos tem o mesmo objetivo: desmobilizar as massas.
Há também confusões. Milhões despertaram trazendo concepções do senso comum. Essa despolitização foi causada pelo PT ao ter se convertido em instrumento da ordem. Após 10 anos de traições do PT e PCdoB, após um pacto conservador e corrupto com o PMDB é natural a repulsa contra os partidos, sobretudo aqueles que simbolizam o poder. Sentimento insuflado pelos governos e a direita também contra as organizações políticas anti-capitalistas.
Existem ainda pequenos grupos de ultra-direita (ou demais infiltrados), que protagonizam agressões como as que atingiram o PSTU no Rio, cujo objetivo também é o mesmo do governo: barrar a mobilização. Uma ação fascista que repudiamos, expressando nossa solidariedade a esta organização de esquerda.
Por tudo isso, justamente porque há uma batalha em curso, é que a esquerda revolucionária deve seguir nas ruas junto aos manifestantes. O que não podemos fazer e conformar um bloco orgânico com os partidos governistas justamente porque eles estão no bloco dos que querem acabar com o movimento e nos trair.


Propostas pra continuidade do movimento

É possível resolver os problemas que questionamos nas ruas. Há recursos nos orçamentos públicos. Porem hoje os governantes destinam tudo para a FIFA, os empresários e banqueiros. Nos estamos propondo inverter essa lógica e lutar por:

1- Dinheiro pra saúde e educação, não pra Copa! Ruptura com a FIFA! Auditoria de todos os contratos com a FIFA e empreiteiras! Fim da privatização da saúde e educação! Que a mesma quantia gasta na Copa e Olimpíadas seja investida imediatamente nos hospitais e escolas!

2- Que a redução da tarifa seja paga pelos empresários, não pelo povo! Auditoria de todas as empresas concessionárias do poder publico! Apoio a iniciativas como a CPI do transporte do Rio! Revogação dos contratos, municipalização do transporte com passe-livre para estudantes e desempregados! Imposto aos grandes empresários e políticos destinando esse recurso ao transporte público e estatal!

3- Suspender o pagamento dos juros aos banqueiros e destinar os recursos para as áreas sociais!

4- Fora Feliciano! Fora Renan! Cadeia para os mensaleiros!

5- Contra a repressão de Dilma, Governadores e Prefeitos! Liberdade aos presos políticos e arquivamento dos processos!

6- Unificar os que lutam! Por aumento de salários e melhores condições de trabalho! Que os sindicatos, federações e centrais sindicais convoquem uma greve geral!

Para conquistar essas demandas e realizar essas propostas devemos seguir mobilizados e organizar mais o movimento. Para isso é necessário construir comitês de luta nas escolas, universidades, locais de trabalho e moradia para discutir as ações de luta e organizar atividades para elevar a politização.
Necessitamos ainda nacionalizar nossa luta. Para isso seria importante realizar uma reunião conjunta entre o MPL de São Paulo, o Fórum de Lutas do Rio, o Bloco que organizou a luta em Porto Alegre e demais movimentos pelos Estados.

CST-PSOL, 23/06/2012

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NOTA DO MES: ACESSAR http://xa.yimg.com/kq/groups/13083664/200240548/name/documento%20nacional%20MES.pdf

23 de jun de 2013

Lista de reivindicações será entregue a Bruno

Manifestantes voltaram a ocupar as ruas de Juiz de Fora ontem, em mais um ato pacífico e sem registros de violência. Por cerca de duas horas, o grupo percorreu as vias centrais, passando pela Rua Halfeld e avenidas Getúlio Vargas, Itamar Franco e Rio Branco até retornar ao Parque Halfeld, onde a ação teve início. Ao final da marcha, uma assembleia, que também durou cerca de duas horas, foi realizada para a definição de uma lista de reivindicações que as lideranças pretendem encaminhar ao prefeito Bruno Siqueira (PMDB) amanhã, quando novo protesto está agendado para 14h, em frente à Câmara Municipal. Para eleger as principais demandas populares, os integrantes do movimento abriram espaço para elaboração de propostas no Facebook, sendo que os quatro temas mais indicados foram apresentados na assembleia ao ar livre. Seguindo a linha dos protestos originados em São Paulo, a partir do Movimento Passe Livre (MPL), o pedido de tarifas mais baratas, ampliação da frota de ônibus urbano e estatização dos serviços foi o que encabeçou a lista de reivindicações.
Os outros três tópicos apresentados e aprovados na reunião pública foram redução do salário do prefeito e dos vereadores, veto do Executivo às alterações na lei do uso e da ocupação do solo e retomada da construção do Hospital Regional de Urgência e Emergência, cujas obras estão paradas desde outubro do ano passado. Os manifestantes reforçaram posicionamento contrário à construção de nova sede para a Câmara Municipal, bandeira defendida pela atual Mesa Diretora, solicitaram o tombamento do edifício do Cine Excelsior, pagamento do piso nacional aos professores, passe livre estudantil e implementação do bilhete único, entre outras demandas. "Os quatro tópicos iniciais representam a pauta prioritária, mas colocaremos no documento essas outras propostas", disse uma estudantes de 22 anos que participa da comissão informal que atuou na organização do movimento.
Diferente dos atos anteriores, a marcha de ontem tinha objetivo específico e integrava a série de protestos de várias cidades, chamada de "Dia do Basta à Corrupção". O alvo das indignações era a proposta de emenda à Constituição (PEC) que limita a atuação do Ministério Público e confere às polícias a exclusividade nas investigações criminais, a PEC 37. A voz das ruas pedia a retirada do dispositivo que tramita no Congresso.

Ação durante a partida do Brasil

Nem mesmo o jogo da Seleção Brasileira afastou os juiz-foranos das ruas. Apesar de a ação ter reunido menos manifestantes do que as anteriores, a estimativa de algumas lideranças é de que até duas mil pessoas tenham participado. Para a PM, o cálculo aponta que, no auge do movimento, até 800 manifestantes estiveram nas ruas. Conforme a corporação, 250 policiais atuaram nas vias. Ao todo, a mobilização durou quatro horas, entre 13h30 e 17h30.
"O objetivo de permanecer no local na hora do jogo é demonstrar que temos preocupações que vão além do futebol e que dizem respeito à política", justificou o administrador Juliano Silva, 28 anos. Um cartaz afixado nas grades da Câmara também demonstrava essa ideia, parafraseando poema de Carlos Drummond de Andrade. "No meio do caminho tinha uma Copa. No meio da Copa, achamos um caminho", dizia o texto.
Com a pauta de reivindicações aprovada, os manifestantes marcaram reunião de uma comissão que vai definir algumas lideranças do movimento e deliberar sobre a maneira como a lista de requerimentos será entregue ao chefe do Executivo. Até o momento, os organizadores do manifesto preferem não ser identificados sob a alegação de que se organizaram informalmente. Segundo eles, é provável que um porta-voz seja escolhido. Um abaixo-assinado de apoio às solicitações circulou durante a assembleia que ocorreu no Parque Halfeld e deve integrar o documento que será entregue.
Ainda que o principal pedido seja a estatização do transporte público, amanhã a Prefeitura irá publicar uma portaria oficializando a criação de uma comissão especial para agilizar a realização da licitação das empresas de ônibus urbano.

FONTE: TRIBUNA.COM

JF começa o ano fora do mapa de investimentos

Depois de iniciar o ano com um tom otimista no que diz respeito à atração de negócios, Juiz de Fora encerra o semestre em um cenário menos favorável. Apostando na concretização de negócios anunciados em 2010 e 2011, a cidade - assim como toda a Zona da Mata - está fora do mapa dos novos investimentos previstos para Minas Gerais desde janeiro, ao menos no que diz respeito aos protocolos de intenção assinados pelo Governo do estado com a iniciativa privada (ver arte). Ao todo, mais de 20 municípios mineiros devem receber cerca de R$ 10 bilhões em investimentos. O levantamento foi feito pela Tribuna com base em documentos assinados no período de 1º de janeiro a 17 de junho, via Instituto de Desenvolvimento Integrado (Indi) e divulgados pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sede). O universo de investimentos em potencial é ainda maior, considerando os casos resguardados pelo princípio da confidencialidade, segundo a Sede.
Dentre os protocolos levantados, apenas dois deixam em aberto as cidades de interesse. Juiz de Fora foi citada em um caso específico: a Cantu Comércio de Pneumáticos assinou protocolo em março com a intenção de implementar um centro de importação e comercialização de pneus. Para isso, pretende utilizar o porto seco da cidade ou o de Betim. O investimento estimado é de R$ 2,6 milhões, e a perspectiva é de criação de 25 empregos diretos e 200 indiretos. A empresa foi procurada, mas não se posicionou sobre o assunto.
Sobre a existência de algum protocolo relacionado a Juiz de Fora, a informação da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sede) é que "não há nenhum que possa ser divulgado". Este ano, até maio, foram assinados 43 documentos, que podem resultar em 13.400 empregos diretos e 31.100 indiretos no estado. Por meio de sua assessoria, a Sede pondera que "as empresas buscam condições que sejam fundamentais para o sucesso de seu empreendimento, que podem incluir logística adequada, formação e qualificação de mão de obra, oferta de energia e proximidade a grandes mercados consumidores. A partir desta análise, a equipe do Indi apresenta os municípios que oferecem as melhores condições. Temos que lembrar que cada projeto é único, e a decisão final cabe à própria empresa".

Nova economia
Segundo o Governo estadual, uma prioridade hoje é a inserção do Estado na chamada nova economia - segmentos que agregam tecnologia e conhecimento -, sem desprezar a vocação para setores produtivos, como o extrativo mineral e o agronegócio. "Esta linha de ação visa a diversificação da economia e geração de empregos mais qualificados." O protocolo de intenções é entendido como um compromisso entre as partes. "Caso ocorra qualquer situação que impeça o cumprimento destes compromissos, o protocolo poderá ser renegociado, com novas condições, ou até mesmo cancelado", esclarece a Sede.
"Apesar de a assinatura do protocolo ser um propósito entre as partes, não quer dizer que será concretizado. Demonstra apenas uma intenção de investimento", reforça o presidente da Fiemg Regional Zona da Mata, Francisco Campolina. Ele cita protocolos firmados envolvendo o município, como os da Ferrous Resources do Brasil (usina siderúrgica) e do Grupo ICEC (fábrica de estrutura metálica), que não se efetivaram. Campolina pondera, ainda, que os investimentos anunciados não têm, necessariamente, aplicabilidade imediata, sendo projetos, por vezes, de médio e longo prazos.
Mesmo sem documentos assinados este ano, Campolina afirma que há negociações em curso para a atração de novos negócios para a cidade. Sem citar nomes, o presidente destaca o diálogo com executivos de duas empresas, uma automobilística e outra do setor metalmecânico, cujo investimento total chegaria a R$ 600 milhões. A perspectiva de criação é de 1.200 empregos diretos. Segundo Campolina, a cidade estaria na disputa por estes investimentos, de interesse também de outros estados. Apesar da reconhecida movimentação na busca por novos empreendimentos, o representante da Fiemg cobra uma política de industrialização para a Zona da Mata. "O que vai atrair empresas são áreas industriais disponíveis, infraestrutura e incentivos fiscais. Se não houver isso, é bobagem falar em política de desenvolvimento."


Municípios contemplados priorizam otimização de área industrial

Poços de Caldas, localizada no Sul do estado, destaca-se pela formalização de dois protocolos nos seis primeiros meses do ano. O mais significativo foi firmado com a ThyssenKrupp do Brasil, que pretende investir R$ 100 milhões na disponibilização de uma planta industrial naquele município. A Thyssen já atuou em Juiz de Fora, como fornecedora da Mercedes-Benz, quando a montadora produzia automóveis na cidade. A perspectiva é de criação de 170 empregos diretos. O segundo protocolo, no valor de R$ 17 milhões, foi assinado com a Nutrire Indústria de Alimentos, que pretende dobrar a atual produção na primeira filial fora do Rio Grande do Sul. Neste caso, o número de empregos chega a cem, incluindo os indiretos.
Conforme o secretário de Desenvolvimento Econômico e Trabalho, Rodrigo Francisco dos Reis, a política industrial de Poços de Caldas baseia-se na captação de novos investimentos e na geração de emprego e renda. Uma preocupação, segundo ele, é promover o desenvolvimento sustentável, não ficando refém de um único empregador. Ao incentivo para doação de área em zonas industriais (há 15 processos em andamento) soma-se a prática de incentivo fiscal. "Percebemos que precisávamos adotar essa postura. O país inteiro está fazendo isso." Após o protocolo com a Thyssen, afirma, "Poços passou a ser olhada por empresas similares, do mesmo segmento". O município soma 155 mil habitantes.
Com porte mais parecido com o de Juiz de Fora (cerca de 600 mil habitantes) e uma histórica "rivalidade" na disputa por investimentos, Uberlândia, localizada no Triângulo Mineiro, firmou protocolo com a Companhia Mineira de Açúcar e Álcool. O projeto de ampliação da capacidade da usina localizada no município demandará investimento de R$ 1,3 bilhão. A perspectiva é de criação de três mil empregos diretos e quatro mil indiretos. O secretário de Desenvolvimento Econômico e Turismo da cidade, Paulo Romes Junqueira, comenta que, hoje, menos importante do que a atração de empresas é o estímulo ao desenvolvimento de negócios já sediados. "O Governo estadual ajuda muito na captação das empresas e temos uma região atrativa." Junqueira comenta que, aos interessados, é oferecido um "terno sob medida" - busca-se atender as necessidades específicas, mas sem grandes isenções, afirma. Em Uberlândia, não há vasta oferta de área industrial. Por isso, o projeto da Prefeitura é ampliar o distrito industrial e garantir melhor aproveitamento dos terrenos subutilizados, a partir da municipalização do espaço de propriedade da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (Codemig). "Uma cidade que quer atrair investimento precisa ter espaço físico para ser uma moedas de troca." Embora seja uma cidade de serviços, Uberlândia possui uma base industrial diversificada, que vai da Fábrica da Souza Cruz à Itambé. É considerada o maior centro atacadista de distribuição da América Latina.


Desaceleração econômica ameaça JF

O secretário de Desenvolvimento Econômico de Juiz de Fora, André Zuchi, aposta na assinatura de protocolos ainda este ano. "Temos pedidos que estão em análise." Segundo o secretário, prossegue o trabalho de prospecção de investimentos, com o esforço para atração de empresas. As apostas estão concentradas nos setores logístico e tecnológico, diz. Zuchi pondera, no entanto, que a desaceleração econômica verificada no cenário nacional posterga a decisão por investimentos e pode afetar o cenário juiz-forano este ano. "As empresas que estão conversando com a gente têm mostrado a vontade de continuar os investimentos." Para Zuchi, a "luz amarela" está acesa.
O diretor da Faculdade de Economia da UFJF, Lourival Batista de Oliveira Júnior, também faz ponderações diante da lista de contemplados com protocolos. Ele destaca a concentração de mais da metade do valor previsto em apenas um negócio (R$ 6,25 bilhões em Morro do Pilar e Santa Maria do Itabira), a participação das expansões, que demonstram a existência de investimento prévio naquele município, a transferência de negócios de São Paulo para o Sul de Minas, resultado da tendência de desaglomeração paulista e possibilidade de redução de custos em solo mineiro, além da força da vocação regional na atração de negócios, em especial na área de mineração.
"O protocolo é importante, necessário e favorável a um município, mas a situação de Juiz de Fora não é preocupante", avalia. Lourival destaca a necessidade de tempo de maturação dos novos negócios que chegaram à cidade e alerta para a importância da preocupação na manutenção de condições competitivas. Apesar da proximidade com os principais centros produtores e consumidores, Juiz de Fora não oferece, hoje, ligação aérea direta com Rio de Janeiro, Belo Horizonte e São Paulo (capital). O economista também destaca a necessidade de oferecer infraestrutura, capital humano, acesso à logística e modais de transporte interligados e eficientes. Para ele, depois de anos de decadência e estagnação percebidos, teve início um processo de reversão que precisa ser mantido.

FONTE: TRIBUNA.COM

19 de jun de 2013

Marco Feliciano ameaça 'rebelião' se governo interferir no projeto 'cura gay'

Com um discurso inflamado, o presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara, Marco Feliciano (PSC-SP), ameaçou nesta quarta-feira (19) uma rebelião da bancada evangélica --composta por 80 deputados-- caso o governo interfira na votação do projeto conhecido como "cura gay". A mensagem foi dita quando o deputado chegava para uma audiência pública da comissão.
Ao negar que a votação da proposta tenha sido uma provocação às manifestações que tomam as ruas de vários Estados, o deputado disparou ataques a ministra Maria do Rosário (Direitos Humanos) que prometeu mobilizar o governo para evitar que a proposta avance na Casa.
Feliciano recomendou "juízo para a dona ministra", disse que ela "mexe onde não devia" e recomendou que ela procure a presidente Dilma Rousseff porque "o próximo ano" tem eleições.
O projeto permite a psicólogos oferecer tratamento para a homossexualidade --a chamada "cura gay", segundo os críticos da ideia, e terá que passar por outras duas comissões da Casa. Feliciano nega que a proposta tenha essa linha.
"O governo sempre tenta barrar [projetos]. Isso acontece com todos os projetos, não é somente com esse. É o jogo político", disse. "Queria aproveitar e mandar um recado: dona ministra Maria do Rosário dizer que o governo vai interferir no Legislativo é muito perigoso. É perigoso dona ministra principalmente porque ela mexe com a bancada inteira", afirmou.
Segundo o deputado, a ministra deveria procurar a presidente Dilma Rousseff antes de falar. "A ministra falar que vai colocar toda máquina do governo para impedir um projeto. Acho que ela está mexendo onde não devia, senhora ministra juízo, fale com a sua presidente porque o ano que vem é político", completou.
Em 2010, a campanha presidencial foi para segundo turno, sendo que um dos motivos apontados foi a onda de boatos entre eleitores religiosos contra Dilma.
Ontem, a ministra condenou a votação da matéria na comissão. "O projeto significa um retrocesso na medida em que não reconhece a diversidade sexual como um direito humano. Quando se fala em cura, se fala na verdade que as pessoas estão doentes", disse Rosário. "Somos cientes da responsabilidade de dialogarmos mais para que o projeto não venha a ser aprovado."
Questionado sobre às críticas dos líderes da Casa de que não havia clima para votação da proposta diante dele ser alvo das manifestações, Feliciano desconversou. "Não tem nada a ver com as manifestações. O projeto estava para ser votado há dois anos, e o projeto estava vindo sendo votado há dois meses. Isso é regimental. Críticas fazem parte, um país democrático e funciona assim", disse.
PROJETO

O projeto de decreto legislativo, de autoria do deputado João Campos (PSDB-GO), suspende dois trechos de resolução instituída em 1999 pelo CFP (Conselho Federal de Psicologia). O primeiro trecho sustado afirma que "os psicólogos não colaborarão com eventos e serviços que proponham tratamento e cura das homossexualidades".
A proposta aprovada ontem anula ainda artigo da resolução que determina que "os psicólogos não se pronunciarão, nem participarão de pronunciamentos públicos, nos meios de comunicação de massa, de modo a reforçar os preconceitos sociais existentes em relação aos homossexuais como portadores de qualquer desordem psíquica".
Na justificativa do documento, Campos afirma que o conselho "extrapolou seu poder regulamentar" ao "restringir o trabalho dos profissionais e o direito da pessoa de receber orientação profissional".
A votação é uma vitória da bancada evangélica, que tenta avançar com o projeto há dois anos. Durante o debate, manifestantes exibiram cartazes com frases contrárias ao texto. "Não há cura para quem não está doente", dizia um deles.

HISTÓRICO

Desde o mês passado, a votação foi adiada ao menos cinco vezes, por diferentes motivos - desde falta de quórum a pedido de vistas de congressista.
O relator do texto na Comissão de Direitos Humanos, deputado Anderson Ferreira (PR-PE), foi favorável ao projeto. "A Psicologia é uma disciplina em constante evolução e tem diversas
correntes teóricas, sendo difícil determinar procedimentos corretos ou não, metodologias
de trabalho apropriadas ou não", afirma o deputado em seu relatório.
"É direito do profissional conduzir sua abordagem conforme a linha de atuação que estudou e prefere adotar. Também constitui direito do paciente buscar aquele tipo de atendimento que satisfaz seus anseios", completa ele.
Para Ferreira, a mudança na resolução do Conselho Federal de Psicologia reforça a "liberdade de exercício da profissão" de psicólogo.
A proposta é rejeitada pelo CFP. No ano passado, a entidade recusou-se a participar de uma audiência pública realizada na Câmara para debater o projeto. O conselho inclusive lançou uma campanha contra a ideia. A OMS (Organização Mundial de Saúde) deixou de considerar a homossexualidade doença em 1993.

POLÊMICA

Desde que assumiu o comando da comissão em fevereiro, o deputado Marco Feliciano enfrenta protestos de ativistas de direitos humanos que o acusam de racismo e homofobia. Ele nega. Uma das críticas dos ativistas é que o deputado beneficiaria os evangélicos na discussão da proposta na comissão.
No mês passado, em seu Twitter, Feliciano defendeu a inclusão do projeto na pauta da comissão, afirmando que "não podemos fugir de assuntos como este". O deputado ainda criticou a cobertura da imprensa sobre o assunto.
"A mídia divulga um PL [projeto de lei] como "cura gay" quando na verdade ele não trata sobre isso, até porque homossexualidade não é doença", escreveu na ocasião. "Esse projeto protege o profissional de psicologia quando procurado por alguém com angústia sobre sua sexualidade", disse.

FONTE: FOLHA.COM

9 de jun de 2013

REUNIÃO.

Turma, está marcada uma reunião para o próximo sábado, 15/06, na câmara de vereadores, a partir das 16 horas, para começarmos a tratar sobre o nosso congresso municipal e, também, debatermos a situação do PSOL MG. Lembro que, na nossa última reunião marcada, não apareceu ninguém, o que considero muito grave, demonstrando falta de união e interesse dos membros do PSOL JF. Fiz constar em ata que somente o presidente do partido apareceu.
Espero todos no sábado!
Venham e participe, tragam as suas ideias.
 

Waldir Giacomo - Presidente do PSOL Juiz de Fora.

6 de jun de 2013

Brasil financiará melhoria de ensino superior na África

O Ministério da Educação aprovou projeto inédito que prevê financiamentos a universidades brasileiras que queiram ajudar a melhorar o ensino superior na África.
Vinte universidades nacionais, entre elas USP e federal de Minas Gerais, enviarão professores e pesquisadores para instituições de cinco países africanos e um asiático, todos de língua portuguesa.
A USP, por exemplo, ajudará a criar um mestrado em educação em Angola. Já a federal do Rio Grande do Sul participará da implantação do primeiro curso de agronomia da Universidade de Cabo Verde.
Por meio da Capes (órgão do ministério), serão financiados 45 projetos, que custarão R$ 6 milhões -pouco menos de 10% do que a pasta deve gastar neste ano com bolsas para alunos nas universidades brasileiras.
É a primeira vez que o ministério financia de forma articulada projetos com esse formato, diz o reitor da UFMG, Clélio Campolina, presidente da Associação das Universidades de Língua Portuguesa.
Segundo ele, os dois lados ganham. As escolas africanas melhoram suas atividades -nenhuma das de língua portuguesa figura entre as melhores nos principais rankings.
Já o Brasil amplia sua possibilidade de pesquisas e ainda estreita laços com países onde há interesse comercial.
A UFMG, por exemplo, ajudará a criar um curso de graduação de engenharia civil em Moçambique, onde a Vale explora carvão.
"Acho bom que universidades brasileiras façam isso. As instituições de outros países de língua portuguesa precisam, e a língua comum ajuda", diz Simon Schwartzman, pesquisador do Instituto de Estudos do Trabalho e Sociedade.
Ele pondera que pode haver "desperdício de dinheiro" se os projetos não forem bem desenhados e avaliados. Para isso, afirma, o ideal seria começar com menos projetos.
Paralelamente aos projetos da Capes, a UFMG ajudará a criar uma universidade pública em São Tomé e Príncipe, que hoje tem só um instituto politécnico e uma faculdade privada. O pedido foi feito ao ministro Aloizio Mercadante, que designou a UFMG.

FONTE: FOLHA.COM