30 de mai de 2012

QUAL A NOVIDADE???

Os negócios ilegais de PMs no Rio: venda de armas e drogas ao tráfico.

O iG teve acesso com exclusividade ao relatório da investigação que resultou na Operação Herdeiros, que foi deflagrada pela Secretaria de Segurança Pública do Rio de Janeiro em dezembro do ano passado.
A ação culminou nas prisões de 11 PMs de oito batalhões e dois policiais civis suspeitos de vender armas e drogas para traficantes da favela do Jacarezinho, na zona norte da captal.
O relatório traz detalhes de como ocorriam as negociações entre os policiais suspeitos e os criminosos. Os PMs e os agentes acusados estão respondendo a um processo que corre na 35ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça.
Segundo as investigações, grande parte do material vendido pelos policiais era apreendido em outras comunidades, o chamado 'espólio de guerra'. Houve casos também em que PMs envolvidos no esquema realizavam operações clandestinas em favelas e recolhiam armas e drogas para serem repassadas a outros traficantes.

Leia mais em : http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/rj/2012-05-30/os-negocios-ilegais-de-pms-no-rio-venda-de-armas-e-drogas-ao-tra.html

29 de mai de 2012

EM JUIZ DE FORA: VEREADORES ADIAM O FIM DOS PENDURICALHOS

O projeto de decreto legislativo aprovado por unanimidade no Senado que acaba com o 14º e o 15º salário dos parlamentares começou a tramitar na semana passada na Câmara Federal, mas, na Municipal, os vereadores não pretendem discutir o assunto até pelo menos a segunda quinzena de junho. Na sessão de ontem, a penúltima desse período legislativo, chegou a entrar em pauta o projeto dos vereadores José Sóter Figueirôa (PMDB) e Noraldino Júnior (PSC) que extingue o pagamento do "auxílio paletó" - e também do pagamento por reunião extraordinária - a partir de janeiro, na próxima legislatura.
O vereador José Emanuel de Oliveira (PSC), no entanto, solicitou vistas da matéria, alegando que o Congresso já está discutindo o assunto. "É muito complicado para nós passar na frente, nos precipitando ao Congresso. Vamos ficar na expectativa do Congresso", defendeu, citando o efeito cascata que haverá nas assembleias legislativas e câmaras municipais de todo o país caso a Câmara de Deputados aprove a medida. Atualmente, os vereadores de Juiz de Fora recebem 15 salários anuais no valor de R$ 10.260,95, além de um décimo desse valor por cada sessão extraordinária até o limite de quatro por mês. A partir de janeiro, o vencimento mensal saltará para R$ 15.031,76, com aumento automático também sobre as sessões extras, se o penduricalho não for extinto até lá.

FONTE: TRIBUNA.COM

Privilégios no Judiciário são 'oba-oba geral', diz corregedora do CNJ.

A corregedora do CNJ (Conselho Nacional de Justiça), Eliana Calmon, afirmou nesta segunda-feira (28) que há uma situação de "oba-oba geral" no país quanto a privilégios recebidos pelo Legislativo e pelo Judiciário nos Estados.
"As Assembleias [Legislativas] são coniventes com esses privilégios porque, se abrem [os privilégios] para o Judiciário, abrem para si também. E dessa forma fica um oba-oba geral", disse a corregedora, que participou de evento em Salvador.
Calmon, que também é ministra do STJ (Superior Tribunal de Justiça), comentava proposta em andamento no STF (Supremo Tribunal Federal) para criar uma regra geral que impeça o pagamento de benefícios extraordinários a juízes.
A proposta que deverá ser votada no STF, conforme noticiou a Folha nesta segunda-feira, é criar uma súmula vinculante --regra elaborada com base em repetidas decisões da corte sobre mesmo tema.
O ministro do STF Gilmar Mendes, autor da proposta, argumenta que julgamentos do tribunal já definiram que os juízes só podem receber vantagens previstas na Loman (Lei Orgânica da Magistratura), de 1979.
Calmon disse que a súmula vinculante não é a solução "ideal" para a questão. Defendeu uma reforma da Loman para discriminar os pagamentos dos juízes e desembargadores.
"Não sei se a ideia de súmula vinculante é o ideal. O ideal seria ter uma nova Lei Orgânica da Magistratura e nessa nova lei listarmos todos os direitos dos magistrados", disse a ministra do STJ.
Segundo ela, a reforma da Loman poderia por fim a aumentos de salários disfarçados nos tribunais estaduais ao estabelecer "simetria" com procedimentos dos tribunais superiores.
"Há casos de magistrados recebendo gratificações por atividades administrativas dentro do tribunal, como integrar comissões. Isso não existe nos tribunais superiores e vai existir nos tribunais intermediários?", questionou Calmon, para quem tais benefícios são "disfarce para salário maior e não atendimento ao teto constitucional [do salário do funcionalismo público]", afirmou.
A corregedora do CNJ citou casos de tribunais que pagam 50% de adicional de férias, duas vezes por ano, quando a Constituição limita em 33% o benefício. Na prática, disse Calmon, trata-se de subterfúgio para pagamento de 14º salário.

FONTE: FOLHA.COM

25 de mai de 2012

PLENÁRIA NA GRANDE BH.

NOVO ENDEREÇO DA PLENÁRIA

AV. AFONSO PENA, 726, 18º ANDAR - AUDITÓRIO DO SINDIBEL

PLENÁRIA PSOL MG – 26 DE MAIO



            COMPANHEIROS(AS),

CONFORME COMUNICADO FETO ANTERIORMENTE,ESTAMOS REFORÇANDO CONVITE PARA PLENÁRIA ESTADUAL DE MILITANTES E DIRIGENTES DOPSOL MG PARA TRATARMOS EXCLUSIVAMENTE DAS ELEIÇÕES 2012.

DATA – 26 DE MAIO DE 2012
HORÁRIO – DAS 10 ÀS 17 HORAS
LOCAL – AV. AFONSO PENA, 726, 18º ANDAR, CENTRO, BH

PAUTA – ELEIÇÕES 2012
           
            - Esclarecimentos docalendário e legislação eleitoral
            - Informes eleitoraismunicipais
            - Eixos de programa de governo do PSOL MG
            - Política de alianças
            - Estratégia dacampanha


Atenciosamente,


João Batista da Fonseca
Presidente PSOL MG

23 de mai de 2012

22 de mai de 2012

Dilma vetará de 12 a 14 artigos do Código Florestal, diz Carlos Minc

O ex-ministro e atual secretário de Meio Ambiente do Rio, Carlos Minc, afirmou ontem que a presidente Dilma Rousseff irá vetar entre 12 e 14 artigos do Código Florestal aprovado pelo Congresso.
Segundo ele, que garantiu conversar frequentemente com Dilma sobre o tema, o veto não será total porque a decisão precisa ter "sustentabilidade política": "Não adianta a presidenta fazer bonito, vetar tudo e o veto ser derrubado", explicou.
De acordo com Minc, após o veto será editada uma medida provisória com novas regras para as áreas de proteção permanente e margens de rios, entre outros pontos. Pequenos produtores terão tratamento diferenciado. A estratégia, disse, é reestabelecer alguns itens acordados no Senado que depois foram derrubados pela Câmara.
As declarações foram dadas no lançamento do Rio/Clima, evento paralelo da Rio+20, conferência da ONU sobre desenvolvimento sustentável que ocorrerá em junho no Rio. Também presente, o deputado federal Sarney Filho (PV-MA) fez coro às críticas ao Código, que chamou de "legislação Frankenstein".
A presidente Dilma Rousseff tem até o dia 25 para sancionar ou vetar o Código.

FONTE: FOLHA.COM

21 de mai de 2012

Justiça do Rio garante pensão de R$ 43 mil para filha de desembargador

As 32 mil “filhas solteiras” de servidores são 34% das pensionistas e custam ao Estado R$ 447 milhões por ano. Para não perder benefício, muitas se casam de fato, mas não de direito.

Uma ação popular questiona o direito de uma mulher de 52 anos receber duas pensões, no total de R$ 43 mil mensais, pela morte do pai, desembargador do Rio de Janeiro, mesmo após ter sido casada, por ao menos três anos.
A dentista Marcia Maria Couto casou-se em cerimônia religiosa e festa para 200 pessoas, em 1990, e teve dois filhos com o marido, com quem ficou unida por sete anos, mas sempre se declarou solteira, para efeitos de pensão. O iG teve acesso ao processo público, que está no Tribunal de Justiça do Rio e será julgada em breve. Por ora, um desembargador manteve os pagamentos.
Filha do desembargador José Erasmo Brandão Couto, morto em 1982, Márcia recebe duas pensões do Estado do Rio – uma do Fundo Especial do Tribunal de Justiça (R$ 19.200) e outra do RioPrevidência (R$ 24.116) –, no total de cerca de R$ 43 mil mensais. Em um ano, os cofres públicos lhe pagam cerca de R$ 559 mil, ou R$ 2,8 milhões, em cinco anos.

A INTEGRA DA MATÉRIA ENCONTRA-SE NO LINK: http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/rj/2012-05-21/justica-do-rio-garante-pensao-de-r-43-mil-para-filha-de-desembar.html

19 de mai de 2012

Marcha da Maconha provoca lentidão no centro de SP

A Marcha da Maconha, realizada neste sábado na região central de São Paulo, provocava lentidão em diversas ruas da cidade por volta das 18h20.
De acordo com a CET (Companhia de Engenharia de Tráfego), a lentidão chegava a 18 km, o que representa 2,1% dos 868 km de vias monitoradas. O índice é o dobro da média para o dia e horário.
Na Paulista, onde a marcha começou por volta das 16h20, foram interditadas duas faixas no sentido Consolação. A via já havia sido liberada à noite, mas a lentidão chegava a 1,6 km.
Em seguida, a marcha seguiu pela rua Augusta, virou na Dona Antônia de Queirós, e chegou à Consolação, que permanecia interditada no horário no sentido centro. A rua tinha 1,1 km de lentidão no horário.
A manifestação ainda seguirá pela avenida Ipiranga e vai terminar na praça da República.
Segundo a Polícia Militar, cerca de 2.000 pessoas participam do evento. Os organizadores falam que o público chegou próximo dos 5.000.

MARCHA

Os manifestantes se concentraram no vão livre do Masp (Museu de Arte de SP), onde ocorreram palestras e intervenções artísticas, desde o começo da tarde.
A marcha começou por volta das 16h20, horário mundialmente associado ao consumo e a manifestações pró-legalização da maconha.
O lema deste ano é "Basta de guerra: por outra política de drogas". Os organizadores querem evitar problemas como os do ano passado, quando a marcha terminou em confronto com a polícia.
Policiais que estão no local desde o início da tarde avisaram aos organizadores que permitiriam cânticos e palavras de ordem, mas não o consumo de maconha. A reportagem, porém, constatou que o consumo foi generalizado entre os manifestantes.
A PM está filmando a manifestação com um equipamento conhecido como "olho de águia" --uma câmera de alta resolução instalada em helicópteros que grava e transmite imagens para postos de comando. O mesmo recurso é usado em eventos com a Parada Gay.

DIREITO

A marcha ocorre após decisões do STF (Supremo Tribunal Federal) que permitiram manifestações pela legalização da droga.
A PM diz que atua para garantir os limites estabelecidos pelo STF: é proibido "incitação, incentivo ou estímulo ao consumo de drogas" e crianças e adolescentes não podem ser "engajados na marcha". A PM também afirma que acordo entre a Promotoria e a prefeitura proíbe eventos como a marcha na Paulista, mas que vai atuar para garantir o "o direito ordeiro de manifestação".
A CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) diz que não foi informada sobre o evento, por isso não elaborou esquema prévio para o trânsito. Mas a companhia está atuando na região da marcha com um plano de contingência, que tem acompanhamento de agentes, bloqueios e desvios, além de orientação aos motoristas e pedestres.
Manifestações semelhantes já foram realizadas neste ano em cidades como Rio de Janeiro e Belo Horizonte. Para hoje foram marcadas marchas em Curitiba, Manaus, Salvador e Petrópolis (RJ).
Neste ano, a marcha paulistana arrecadou R$ 15 mil pela internet, dinheiro que foi usado na compra de instrumentos de bateria, faixas, rádios de comunicação e material de divulgação.

FONTE: FOLHA.COM

Frente Parlamentar em Defesa do Voto Aberto define estratégias pela aprovação da PEC 349

A Frente Parlamentar em Defesa do Voto Aberto se reuniu, na manhã desta quinta-feira (17/05), na Câmara dos Deputados, em Brasília, para traçar estratégias para que a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 349/2001, que acaba com o voto secreto no Poder Legislativo, seja incluída na pauta de votação da Câmara. No dia 30 de maio, será realizado um ato na rampa do Congresso Nacional em defesa da PEC 349.
Os deputados disseram que não se pode mais esperar pela votação do segundo turno, somente com promessas da presidência da Câmara e de alguns líderes partidários, em um momento em que o Congresso Nacional enfrenta várias denúncias de corrupção. A PEC determina o fim do voto secreto em casos como pedidos de cassação, escolha de ministros do Tribunal de Contas da União e vetos presidenciais.
“Não podemos mais nos submeter as esses acordões, que ficam em promessas”, avalia o coordenador da Frente Parlamentar, deputado federal Ivan Valente. Para ele, é preciso pressionar e exigir a votação da PEC, aprovada em primeiro turno em 2006, por unanimidade, e parada desde então.
Além do ato no dia 30, na próxima semana, os parlamentares membros pretendem retomar as conversas com os líderes dos partidos e com o presidente da Câmara, Marco Maia. Os deputados vão ainda cobrar durante as sessões no plenário a votação do texto e iniciar junto à sociedade uma campanha para que a população também cobre o fim do voto secreto no Legislativo.
Está prevista a realização de um Dia Nacional de Luta pelo Voto Aberto no Congresso, com atividades descentralizadas simultâneas em várias capitais do país.

FONTE:http://www.ivanvalente.com.br/blog/2012/05/frente-parlamentar-em-defesa-do-voto-aberto-define-estrategias-pela-aprovacao-da-pec-349/

18 de mai de 2012

Comissão da Verdade já tem lista com mil crimes

A Comissão da Verdade já tem uma lista com aproximadamente mil crimes a serem investigados nos dois anos de vigência do órgão. Nem todos esses casos serão alvo de apuração. A tendência é que a partir das próximas reuniões sejam estabelecidas as prioridades e os rumos de cada denúncia recebida até o momento.
Nesse primeiro momento, a Comissão da Verdade trabalha com três listas oficiais. Uma com base em critérios da Comissão da Anistia e da Comissão Especial de Mortos e Desaparecidos Políticos que aponta 457 mortos ou desaparecidos políticos durante a ditadura militar. A segunda, baseada em um estudo da Secretaria de Direitos Humanos (SDH) da Presidência da República. Nessa lista existem 370 nomes. E a terceira, com 119 vítimas de agentes da esquerda.
Na próxima segunda-feira (21), será realizada a primeira reunião ordinária da Comissão da Verdade. Mas não há certeza se nela já serão discutidas essas listas. Isso porque a prioridade do órgão é terminar de equacionar questões burocráticas. Apesar dos integrantes terem a promessa da Casa Civil de que receberão toda a estrutura necessária para o desenvolvimento deste trabalho, a estrutura não foi completamente montada.
Conforme o iG informou nesta quinta-feira, pelo volume de informações que a Comissão vem recebendo, a prioridade deve ser a apuração dos crimes cometidos pelo Estado. Cinco dos sete membros querem focar as investigações nos casos de desaparecidos políticos. Apenas dois defendem que o órgão deva incluir também os chamados crimes da esquerda.
Após os primeiros dias de trabalho, a Comissão da Verdade ainda não definiu como serão iniciados os trabalhos de apuração. Se por meio de análise documental, por convite de testemunhas ou alguma forma alternativa de levantamento de dados.
A ideia é tentar, nessa fase de instalação, conseguir informações sobre o funcionamento de pelo menos outras 40 comissões da verdade de outros países para avaliar os pontos positivos e negativos de cada uma. Os integrantes da comissão também buscarão dados de outros órgãos semelhantes já em funcionamento em todo o Brasil, como em São Paulo e em Pernambuco.

FONTE: IG.COM

Ato contra terceirização de Restaurante Popular

Uma semana antes da licitação, marcada para o próximo dia 25, para selecionar a empresa que será responsável pelo serviço de nutrição, preparo e fornecimento de alimentos para o Restaurante Popular de Juiz de Fora, 17 entidades que fazem parte da frente de defesa do equipamento se mobilizaram para a realização de atos públicos para protestar contra "a terceirização completa do equipamento" proposta pela Prefeitura e a forma de planejando sua gestão. As entidades já haviam questionado o processo licitatório no fim de abril, quando o edital foi divulgado. Isso porque, pelo documento, vencerá a concorrência a empresa que oferecer o menor preço a ser cobrado pela refeição, que pode atingir até R$ 4,70. Nesta semana, porém, a reação ficou mais forte.
Na última quarta-feira, as entidades - que incluem o Centro de Defesa dos Direitos Humanos (CDDH), o Comitê Central Popular, os sindicatos do Comércio e dos Metalúrgicos e o Fórum Municipal de População de Rua - se reuniram e elaboraram uma nota de repúdio à decisão do Executivo, a qual começará a ser distribuída aos juiz-foranos amanhã, no Calçadão da Rua Halfeld. A esse manifesto seguirão outros, na próxima semana, para as comunidades dos bairros. Além disso, com apoio de representante da Defensoria Pública, os organismos também estudam a possibilidade de questionar judicialmente o edital da concorrência.
Na carta aberta à população, a Frente de Defesa do Restaurante Popular critica, entre outros pontos, o preço máximo que poderá ser cobrado pelas refeições. "Com apenas R$ 2, cidadãos de Alfenas e Belo Horizonte têm acesso à alimentação adequada; em Betim basta R$ 1,70; em Petrópolis e Volta Redonda (no Estado do Rio de Janeiro) e em Montes Claros, R$ 1", compara o documento.
"A terceirização completa do equipamento e a forma como a Prefeitura está planejando a gestão do Restaurante Popular impedem seu diálogo com os produtores da agricultura familiar e com os programas complementares do Governo federal, encarecendo o preço final da refeição, dando lucro a uma empresa que não tem interesse em promover direitos e fornecer alimentos adequados. Além disso, abre portas para a discriminação e para a promoção de hábitos alimentares que não respeitem a cultura local."
Segundo a secretária do Conselho Municipal de Segurança Alimentar (Comsea), Bettina Koyro, essa relação com os pequenos agricultores é uma das principais causas do impasse. O Comsea, inclusive, retirou-se das discussões. alegando nunca ter sido chamado "para ser parceiro nesta construção da gestão". "Nossa grande reivindicação mesmo é de que os produtores de agricultura familiar sejam os responsáveis por ao menos uma parte do abastecimento do restaurante. Mas, com a terceirização, isso não é garantido", destaca.
Segundo a assessoria da Prefeitura, as secretarias de Agropecuária e Abastecimento e de Planejamento e Desenvolvimento Econômico fizeram um estudo em 42 restaurantes populares em diferentes cidades do país, e identificou que a maioria terceiriza a manutenção destes estabelecimentos e o valor da refeição varia entre R$ 4 e R$ 6. Com base no levantamento, foi adotado o valor de referência máximo de R$ 4,70 para efeitos de licitação. A Administração reforça que este preço pode ser menor e dependerá das ofertas propostas pelas empresas que participarão da concorrência pública. Após concluído o processo licitatório, a PJF irá estudar uma política de subsídios, bem como seus impactos econômicos, que poderá reduzir os custos da refeição. O Executivo também afirma que 200 pessoas em condições de risco social já foram cadastradas e terão refeições gratuitas no estabelecimento.
Bettina admite a existência de terceirização nos restaurantes, mas contesta a medida. "Procede, sim, que muitos restaurantes são terceirizados, mas aí é falta de conhecimento das prefeituras e de engajamento da sociedade civil." Sobre os pequenos produtores, porém, o secretário já havia afirmado, também na ocasião da publicação do edital, que a agricultura familiar não está suficientemente organizada para abastecer uma unidade que terá potencial para oferecer três mil refeições diárias e que, quando for inaugurado o banco de alimentos e a agricultura familiar estiver mais estruturada, nada impede que o modelo de gestão seja alterado.

FONTE: TRIBUNADEMINAS.COM

15 de mai de 2012

Morre o escritor mexicano Carlos Fuentes

Autor tinha 83 anos e havia ganhado prêmios como o Cervantes e o Príncipe das Astúrias

O escritor mexicano Carlos Fuentes, 83, morreu nesta terça-feira (dia 15) na Cidade do México. A informação foi confirmada à agência Efe por fontes do hospital Angeles Pedregal, onde estava internado.
Nascido na Cidade do Panamá em 11 de novmebro de 1928, Fuentes vivia no México desde a sua adolescência.
Escreveu romances como "A Região mais Transparente" (1958) e " A Morte de Artemio Cruz" (1962). Ganhour os prêmios Cervantes (em 1987) e Príncipe de Astúrias (em 1994) e era um dos mais famosos autores mexicanos.
"Lamento profundamente o falecimento do nosso querido e admirado Carlos Fuentes, escritor e mexicano universal. Descanse em paz", disse o presidente do México, Felipe Calderón, pelo Twitter.
Sua última entrevista foi concedida de Buenos Aires, onde estava, ao jornal espanhol "El PaÍs" e publicada nesta segunda-feira (dia 14). Fuentes diz: "Meu sistema de juventude é trabalhar muito, ter sempre um projeto em andamento. Agora terminei um livro, 'Federico En Su Balcón', mas já tenho um novo, 'El Baile Del Centenario', que começo a escrever na segunda-feira, no México".

Atuação política

Além de renomado como artista, Fuentes era conhecido por sua atuação política. À revista "Tiempo Mexicano", em 1972, ele disse: "O que um escritor pode fazer politicamente deve fazer também como cidadão. Em um país como o nosso o escritor, o intelectual, não pode ser alheio à luta pela transformação política que, em última intância, supõe também uma transformação cultural".
Um exemplo de como Fuentes fazia questão de se posicionar politicamente aconteceu em Paris, em 1992, durante evento de comemoração dos 500 anos da descoberta da América. A Europa assistia, como agora, a uma onda de xenofobia - o Tratado de Maastricht (que derteminava a União Europeia) havia sido assinado em fevereiro daquele ano. Fuentes então começou seu discurso dizendo: "Nós só estamos aqui hoje porque vocês estiveram lá".
Em um de seus romances mais recentes, "A Cadeira da Águia" (2002), Fuentes recorre à literatura epistolar para descrever de perto as manobras políticas ao redor de uma sucessão presidencial no México e as perversões do poder.
Mas também estendeu suas críticas fora do país, como "A Fronteira de Cristal", que fala dos mexicanos que migram ilegalmente aos Estados Unidos em busca de emprego.
As opiniões de Fuentes eram comumente destacadas na imprensa nacional e internacional, em entrevistas concedidas aos meios de comunicação ou em seus artigos jornalísticos.
Suas inquietudes políticas afloraram na juventude. Quando esteve radicado no Chile, durante a Segunda Guerra Mundial, participou em protestos de rua e, depois, ao voltar aos estudos em Washington, conviveu com alunos judeus alemães exilados.
Com o triunfo da revolução cubana de Fidel Castro enquanto Fuentes morava no México, o escritor viajou de imediato à ilha caribenha em apoio a esse governo.

Diplomata e professor

Além de escritor, Fuentes foi diplomata - carreira iniciada em 1965. Serviu em cidades como Londres e Paris. Além disso, foi professor visitante em instituições como a Universidade de Cambridge, no Reino Unido.
Publicou sem primeiro romance quando tinha 30 anos: "A Região Mais Transparante", que recebeu inúmeros elogios pela forma como descrevia a multifacetada cultura mexicana. Tornou-se amigo pessoal de outro gigante da literatura latina: o colombiano Gabriel García Márquez,
Teve várias de suas obras traduzidas no Brasil, como "O Espelho Enterrado", "Adão no Eden", "Carolina Grau", "A Cadeira da Águia", "Inquieta Companhia", "Em 68", "Contra Bush", "Os Anos com Laura Diaz", "Gringo Velho", "Eu e os Outros Ensaios Recolhidos", "Instinto de Inez", além de "A Vontade e a Fortuna", seu último romance, de 2008.
Fuentes teve três filhos - um deles, Cecilia Fuentes Macedo, permanece viva.

FONTE: IG.COM

Comando do PT quer dar palavra final em candidaturas de grandes cidades

O comando do PT quer que a escolha de candidatos nas grandes cidades passe pelo seu crivo antes de ser oficializada em convenção.
Pelo texto apresentado pela cúpula do PT, as alianças e pré-candidaturas a prefeitos definidas em processo interno, nos municípios com mais de 200 mil eleitores, terão de ser "homologadas" pela Executiva Nacional "antes da realização das convenções oficiais".
A proposta será submetida ao Diretório Nacional do PT na sexta-feira, em Porto Alegre. Se aprovada, a regra valerá para as cidades com mais de 200 mil elitores, que se enquadrem "nos critérios já definidos como cidades prioritárias" e/ou sejam "consideradas pólos econômicos regionais e/ou com troncos transmissores de rádio e TV".
"Concordo que a Executiva possa decidir, a partir de parâmetros fixados pelo diretório, que é exatamente o que está sendo trabalhado", defende o deputado Ricardo Berzoini (SP).

FONTE: FOLHA.COM

OPERAÇÃO TARTARUGA ATINGE CESAMA

Em campanha salarial, os trabalhadores da Cesama iniciaram ontem Operação Tartaruga, para pressionar o atendimento das reivindicações da categoria pela direção da empresa. Amanhã, os servidores podem votar indicativo de greve. Na última sexta-feira, a companhia apresentou sua contraproposta ao sindicato da categoria, o Sinágua. A proposição, contudo, foi rejeitada pelos funcionários em assembleia realizada ontem na sede do Sindicato dos Bancários, seguida de passeata pelas ruas do Centro. Os servidores reivindicam reajuste linear de 28%. Na semana passada, o Sinágua informou que essa e outras reivindicações vêm sendo descartadas pela direção sob o argumento de inviabilizar a empresa econômica e financeiramente. Segundo a assessoria da Cesama, as negociações ainda estão em aberto e uma nova reunião foi marcada para esta quarta, às 14h30. O sindicato já convocou a categoria para uma concentração a partir de 13h na escadaria da Câmara, de onde seguirão juntos até a sede da companhia. Se o resultado da conversa não for favorável ao que pleiteiam os trabalhadores, o indicativo de greve será votado.

FONTE: TRIBUNA.COM

13 de mai de 2012

Polícia Civil à beira do 'colapso'

Situação da instituição faz OAB-JF pedir "medidas urgentes" ao governador Antonio Anastasia; quadro reflete no trabalho da PM e do Poder Judiciário

Diante da falta de pessoal e da estrutura precária da Polícia Civil em Juiz de Fora, crimes ficam sem apuração ou as diligências são tão deficitárias que não chegam a conclusões sobre a autoria. Na rotina das delegacias, policiais conseguem dar andamento apenas a crimes de maior gravidade ou grande repercussão. Outras ocorrências, por falta de tempo dos policiais ou estrutura da delegacia, acabam interrompidas enquanto são aguardadas novas informações. Esse procedimento pode fazer com que uma investigação fique anos parada. Nos casos em que inquéritos com falhas são remetidos ao Judiciário, o Ministério Público costuma devolver a sindicância para novas diligências por parte dos investigadores. Neste ínterim, muitas vezes, suspeitos ficam impunes, e o reflexo direto é a falta de segurança. Os recentes casos de assassinatos motivados por discussões tolas podem ser uma das reações a essa situação. "As pessoas não estão confiando na polícia e preferem resolver as diferenças com as próprias mãos", opina o presidente da subseção local da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-JF), Wagner Parrot. Há alguns meses, numa reunião entre o Ministério Público e a chefia da Polícia Civil, promotores da área criminal criticaram a qualidade dos inquéritos remetidos pelos delegados. A alegação foi de que as falhas durante as investigações acabam prejudicando o trabalho dos órgãos públicos durante a fase processual.
Essa situação fez com que, no dia 11 de abril, a OAB-JF encaminhasse ofício ao governador Antonio Anastasia, pedindo "medidas urgentes" em relação à Polícia Civil, "diante do grave quadro" em que se encontra a instituição. O alerta também foi enviado ao secretário de Defesa Social, Rômulo de Carvalho Ferraz, e a deputados estaduais da região. A declaração de um policial civil à OAB-JF resume a situação: "Estamos trabalhando na emergência da emergência." O presidente da seção local do Sindicato dos Servidores da Polícia Civil de Minas Gerais (Sindpol), delegado Marcelo Armstrong, vai além: "O delegado começa a selecionar o que é mais grave para poder investigar, porque faltam condições humanas. Se as coisas não mudarem, em 2013, a Polícia Civil vai entrar em colapso."
"Existem milhares de boletins de furtos e roubos que a polícia não tem condições de dar andamento", alerta o presidente da OAB-JF, Wagner Parrot. Há cinco anos, ele já havia denunciado a situação. Na época, o juiz da 4ª Vara Criminal, Cristiano Álvares Valadares do Lago, encaminhou ofício à Corregedoria de Polícia Civil, questionando os motivos dos atrasos no andamento dos inquéritos. Em resposta ao delegado regional, 24 delegados, incluindo o atual chefe da 1ª Delegacia Regional de Juiz de Fora, Marcus Vinícius de Paiva Silva, fizeram um abaixo-assinado, listando uma série de problemas estruturais na entidade. O documento apontava que, nos 13 anos anteriores, houve redução de 50% nos quadros de delegados, queda de 66% no número de escrivães e sucateamento de metade das viaturas, sendo que a quantidade de ocorrências havia aumentado 140%. O cenário não mudou muito. Pode até ter piorado, uma vez que muitos policiais se aposentaram, e ainda não houve reposição. Conforme o Sindpol, dos 220 policiais civis lotados em Juiz de Fora, cerca de 20 irão se aposentar até o final do ano, aumentando o déficit na categoria.

Concurso
O problema deve ser amenizado após a realização do concurso público em andamento, mas não será a solução para a falta de pessoal. Isso porque são apenas seis vagas para novos delegados e 13 para escrivães em toda a área do 4ª Departamento de Polícia Civil, que engloba as delegacias regionais de Juiz de Fora, Ubá, Leopoldina e Muriaé, responsáveis por 86 municípios da Zona da Mata.

'População recebe um péssimo serviço'

Solicitando anonimato para evitar retaliações, policiais civis confirmaram à Tribuna a situação precária da instituição. "É um desrespeito com a população, que recebe um péssimo serviço, e comigo, que trabalho aqui todo dia", revolta-se uma autoridade policial. Uma das evidências de esgotamento da entidade é que hoje é cada vez mais raro ver delegados indo ao local do crime, como determina o Código de Processo Penal. A presença do policial seria importante para coletar provas nas primeiras horas após a ocorrência, momento apontado como mais adequado para apuração e punição do criminoso. A justificativa é a falta de tempo e de pessoal.
"Se acontece algum crime mais grave, e o delegado de plantão está com cinco ou seis flagrantes para receber, por exemplo, ele não vai deixar a delegacia para ir ao local do crime. Com isso, a qualidade dos procedimentos fica prejudicada. As provas do homicídio, por exemplo, precisam ser colhidas de imediato. Sem isso, todo o andamento do processo penal é prejudicado", critica o presidente regional do Sindpol, Marcelo Armstrong.
O cenário na sede da 1ª Delegacia Regional de Polícia Civil, em Santa Terezinha, onde funciona a maioria das sete delegacias distritais da cidade, revela a realidade. Mesmo diante do aumento de ocorrências graves nos últimos meses, os corredores estão quase sempre vazios. Agentes precisam se revezar entre as diligências nas ruas e o trabalho burocrático dentro da repartição pública.

Quantidade x qualidade
As críticas dos policiais civis recaem ainda sobre a política de metas estabelecida pelo Governo estadual. "Elas são batidas puramente para que o policial não sofra represálias", denuncia um delegado. O presidente regional do Sindpol, Marcelo Armstrong, confirma a informação: "O delegado praticamente vive por conta de bater a meta de 20 inquéritos e 17 TCOs (termos circunstanciados de ocorrência) por mês. Ele acaba concluindo o inquérito sem apresentar autor só para bater a meta. Hoje a Polícia Civil não está preocupada com qualidade e sim com estatísticas."

Falhas promovem 'efeito cascata'
O déficit nos quadros e a precariedade da Polícia Civil não atrapalham apenas o desempenho dos policiais. O problema reflete no Poder Judiciário. "Investigações mal feitas levam a processos mal feitos, que levam a condenações ou absolvições indevidas", resume o responsável pela 6ª Promotoria de Justiça, Carlos Augusto Esteves de Carvalho. Outros promotores procurados pela Tribuna confirmaram a má qualidade dos inquéritos ou até falta de procedimentos obrigatórios determinados pelo Código de Processo Penal.
"Parece que eles elegem o que é para ser apurado", avalia a titular da 3ª Promotoria da Justiça, Maria Auxiliadora de Souza Assis. Na visão dela, a principal falha é a paralisação das investigações. "Tem processo que foi instaurado em 2005, e que a polícia ainda não achou os suspeitos. Enquanto isso, ficam parados." Em todas as promotorias criminais, é comum os promotores devolverem sindicâncias para que os delegados façam novas diligências. "A ausência de efetivo, de fato, causa para eles uma dificuldade de tornar os inquéritos um pouco mais palatáveis ou, mais do que isso, cumprir o que a lei determina", conclui Carlos Augusto.
O chefe da 1ª Delegacia Regional de Juiz de Fora, Marcus Vinícius de Paiva Silva, foi procurado para comentar a situação, mas preferiu não dar entrevista. Em Belo Horizonte, a informação é de que não havia autoridade competente da Polícia Civil para falar sobre o assunto.

Outras consequências
A falta de estrutura na Polícia Civil levanta a discussão sobre os investimentos nos dois braços das polícias de Minas. Enquanto, no ano passado, a Secretaria de Estado de Defesa Social (Seds) investiu R$ 4,9 bilhões na Polícia Militar; na Polícia Civil, o investimento foi de R$ 940 milhões.
O investimento restrito em uma polícia afeta diretamente a outra. Sem escrivães, delegados e plantonistas suficientes, os militares permaneçam por horas seguidas na delegacia até que suas ocorrências de flagrantes sejam recebidas, comprometendo parte do efetivo que já poderia estar nas ruas novamente, atuando no policiamento ostensivo. "Tem dia que perdemos mais de 12 horas aqui. É um absurdo. O pior é que, mesmo trabalhando mais do que deveríamos, não temos folga depois. O que o comando da unidade faz é nos colocar na física (educação física) no dia seguinte", conta um soldado, que completa: "Tem gente que reclama que demoramos para chegar no local do fato, mas há ocorrências em que não dá vontade de ir realmente, porque sabemos do cansaço que teremos que enfrentar na delegacia depois." A situação também contribui para a inversão dos papéis e tem levado a PM a realizar investigações, o que cabe à polícia judiciária.

Necessidade de pessoal e mais recursos na PM
Apesar de o quadro na Polícia Militar não ser tão grave quanto o da Polícia Civil, também há problemas a serem enfrentados em um momento em que a cidade assiste ao crescimento de crimes violentos. Só em abril, o município registrou 12 mortes violentas, uma média de três assassinatos por semana, o mais alto índice já notificado em Juiz de Fora. Paralelamente ao aumento da violência, a comunidade relata sensação de insegurança em algumas regiões, sobretudo pela desativação dos postos de policiamento comunitários, e questiona serviços prestados pela corporação, como a demora no atendimento às ocorrências e a inoperância do 190. Entre os militares, a argumentação é geralmente de déficit de pessoal. Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), o índice ideal de policiais por habitantes recomendado é de um homem para cada 250 habitantes, entretanto, em Juiz de Fora, cada militar ficaria responsável por 290 habitantes, se considerado todo o efetivo (ver quadro). Porém, se excluído os 217 militares lotados exclusivamente no setor administrativo, a média seria de 330 habitantes para cada policial.
Outro problema é a necessidade de mais recursos. Muitas vezes, a corporação depende da ajuda financeira de empresas e da Prefeitura para manter atividades. A Administração Municipal tem convênio com a PM para repasse mensal de R$ 10 mil para restauração da frota. Além disso, empresários colaboram com a manutenção dos veículos. No dia 18 de abril, a Tribuna encontrou três viaturas em uma oficina na área central. O proprietário não quis se identificar, mas disse que a manutenção é feita com frequência, mas a conta é paga pela iniciativa privada. "Eles estão aqui para arrumar pequenas avarias. Não sei como funciona, mas recebo de outras empresas, só não posso lhe dizer os nomes."
O problema não é novo e, desde 2005, o Governo tem investido no projeto de terceirização na tentativa de "minimizar o índice de indisponibilidade da frota", como afirma o próprio Estado. Só no ano passado, conforme o Portal Transparência, o Governo gastou R$ 8,2 milhões com a empresa CS Brasil Transporte de Passageiros, responsável por fornecer e manter as viaturas. "A que ponto chegamos. É uma surpresa saber que o Estado precisa terceirizar até mesmo a frota para garantir a segurança", comenta o presidente da 4ª Subseção da OAB, Wagner Parrot.
A PM também recebe ajuda da PJF para manter as contas de telefone de alguns ramais, como informou a Secretaria de Administração e Recursos Humanos. A reforma do Posto de Policiamento Comunitário do Ipiranga foi feita com auxílio do Executivo municipal, que forneceu material e mão de obra. O "Ambiente de paz", projeto recém-inaugurado em Benfica, também funcionará com ajuda financeira do Poder Público municipal.
Militares confirmam que há falhas estruturais na corporação. "Ficamos com dificuldade para registrar as ocorrências, pois o computador quase sempre emperra. Tem gente que traz o notebook ou vai para a sua companhia para registrar lá, enquanto um outro militar fica aqui na delegacia com as vítimas e autor", relata um policial.

FONTE: TRIBUNA.COM

12 de mai de 2012

11 de mai de 2012

Veja a lista de citados em grampos de Cachoeira com 82 nomes.

Em depoimento sigiloso à CPI do Cachoeira, o delegado Matheus Mela Rodrigues, que coordenou a Operação Monte Carlo, citou uma lista com 82 nomes que tiveram relações ou foram apenas citados em conversas de Carlos Augusto Ramos, O Carlinhos Cachoeira.
A lista inclui os nomes de ministros do STF (Supremo Tribunal Federal), de governadores, senadores, deputados federais, prefeitos e até mesmo da presidente Dilma Rousseff.
O presidente da CPI, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), fez um apelo aos parlamentares para que não comentassem com a imprensa os nomes da lista, uma vez que o fato de estarem citados em conversas do grupo não significa que tenham envolvimento com o esquema de Cachoeira. Os nomes podem ter sido usados pelo grupo do contraventor sem conhecimento dos citados.
A Folha teve acesso a lista dos nomes citados pelo delegado e alguns dos nomes foram citados em gravações telefônicas que já são conhecidas. O nome da presidente Dilma Rousseff, por exemplo, é citado em conversas do grupo de Cachoeira ao comentar a crise no Ministério dos Transportes.
Outro a aparecer na lista, o senador José Sarney (PMDB-AP) teve por acaso conversas gravadas pela operação da PF, conforme revelou a coluna de "Mônica Bergamo" no mês passado. Nelas, Raimundo Costa Ferreira, o Ferreirinha, funcionário da Infraero, faz relatos sobre nomeações na estatal, que administra aeroportos do país. O servidor da estatal foi monitorado por supostamente atuar pelo grupo de Cachoeira no aeroporto de Brasília.
O caso do senador Aécio Neves (PSDB-MG) também é conhecido. Interceptações telefônicas revelaram que o senador Demóstenes Torres (sem partido-GO) intercedeu diretamente junto ao tucano para empregar uma prima de Cachoeira no governo de Minas. Aécio afirmou que, na época em que Demóstenes fez o pedido, não sabia do envolvimento do senador com Cachoeira e diz ter se sentido "traído".
Na lista, porém, faltam nomes de pessoas que já foram citadas em gravações que vazaram, como do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, por exemplo, citado em áudios da operação Monte Carlo.
O delegado cuidou da Operação Monte Carlo, deflagrada em novembro de 2010 e que resultou na prisão de Carlinhos Cachoeira e membros de seu grupo em fevereiro deste ano. Os 82 nomes citados se referem a esta operação, e não à Vegas, ação policial semelhante encerrada em 2009.
Constam três ministros do STF, Gilmar Mendes, Luiz Fux e Dias Toffoli; dos governadores Antonio Anastasia (PSDB-MG), Marconi Perillo (PSDB-GO), Beto Richa (PSDB-PR) e Agnelo Queiroz (PT-DF).
A CPI mista no Congresso investiga as relações do grupo de Cachoeira com agentes públicos e privados.
Veja lista que a Folha conseguiu identificar de deputados federais, senadores, ministros e governadores citados na lista por odem alfabética:
Senador Aécio Neves (PSDB-MG)
Deputado distrital do DF Agaciel Maia (PTC-DF)
Governador Agnelo Queiroz (PT-DF)
Presidente DEM-DF Alberto Fraga
Secretário de Indústria e Comércio de Goiás Alexandre Baldy
Governador de Minas Gerais Antonio Anastasia
Suplente de senador Ataides de Oliveira
Procurador-geral da Justica de Goiás Benedito Torres
Governador do Paraná Beto Richa (PSDB)
Senador Blairo Maggi (PR-MT)
Senador Demostenes Torres (sem partito-DF)
Diretor da Delta Carlos Pacheco
Diretor Regional da Delta no Centro-Oeste Claudio Abreu
Jornalista Claudio Humberto
Ex-chefe de gabinete de Agnelo Queiroz Claudio Monteiro
Ministro do Supremo Tribunal Federal José Antonio Dias Toffoli
Presidente Dilma Rousseff
Ex-presidente do Detran de Goiás Edivaldo Cardoso
Ex-senador Eduardo Siqueira Campos (PSDB)
Ex-chefe de gabinete do governo de Goiás Eliane Pinheiro
Vereador de Goiânia Elias Vaz (PSOL)
Secretário Estadual de Comunicação de Santa Catarina Ênio Branco
Dono da construtora Delta Fernando Cavendish
Vereador de Anápolis Fernando Cunha
Presidente da Caesb Fernando Leite
Prefeito de Águas Lindas (GO) Geraldo Messias (PP)
Prefeito de Nerópolis (GO) Gil Tavares (PTB)
Deputado federal Fernando Francischini (PSDB-PR)
Ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes
Diretor da Delta na região Sul e em São Paulo Heraldo Puccini
Policial Militar, assessor do senador Demóstenes, Hrillner Ananias
Presidente da Agetop Jayme Rincon
Ex-sub-secretário de Esportes do DF João Carlos Feitosa, o Zunga
Secretário de Segurança de Goiás João Furtado
Jornalista João Unes
Diretor do Serviço de Limpeza Urbana do DF João Monteiro Neto
Jornalista Jorge Cajuru
Prefeito de Aparecida de Goiânia Maguito Vilela (PMDB)
Deputado federal Sandes Junior (PP-GO)
Senador Jose Sarney (PMDB-AP), presidente do Senado
Vice-governador de Goiás José Eliton (DEM)
Desembargador do TRT de Goiás Julio Cesar Brito
Deputado federal Jovair Arantes (PP-GO)
Deputado federal Leonardo Vilela (PMDB-GO)
Presidente do PRTB Levy Fidelis
Ministro do Supremo Tribunal Federal Luiz Fux
Governador Marconi Perillo (PSDB-GO)
Deputado federal Marcos Monti (DEM-MG)
Jornalista Mino Pedrosa
Diretor da Anvisa Norberto Rech
Jornalista Policarpo Jr, da revista Veja
Deputado federal Protogenes Queiroz (PC do B-SP)
Deputado distrital do DF Raad Massouh (PPL)
Secretário de Segurança do Paraná Reinaldo Sobrinho
Deputado federal Stephan Necessian (PPS-RJ)
Jornalista Renato Alves
Ex-procurador-geral do Estado de Goiás Ronald Bicca
Vereador em Goiânia Santana Gomes
Vice-governador do DF Tadeu Fillipeli (PMDB-DF)
Vereador em Anápolis Wesley Silva
Secretário de infra-estrutura de Goiás Wilder Morais
Ex-comandante da PM de Goiás Carlos Antonio Elias
Ex-governador de Tocantis Marcelo Miranda (PMDB)
Prefeito de Anápolis Antonio Gomide (PT)
Ex-vereador de Goiania e apontado como braço político do grupo de Cachoeira, Wladimir Garcêz

FONTE: FOLHA.COM

JUIZ DE FORA: TCE ADIA MAIS UMA VEZ A LICITAÇÃO DE ÔNIBUS

Concorrência pública está parada há três anos no Tribunal de Contas do Estado, suspensa sob denúncias de irregularidades.

Emperrada no Tribunal de Contas do Estado (TCE) há três anos, a concorrência pública nº 02/2009, que prevê a contratação de empresa especializada para elaboração do estudo técnico de reestruturação do sistema de transporte coletivo urbano de Juiz de Fora, segue sem previsão para ser finalizada. O procedimento é a primeira etapa para a realização de licitação do transporte público coletivo do município. Suspenso em agosto de 2009 devido às suspeitas de irregularidades, a concorrência chegou a ser liberada em maio de 2011 após o plenário do TCE julgar improcedentes todas as denúncias. A Planum Consultoria e Planejamento Urbano e o deputado Durval Ângelo (PT), que figuram como denunciantes, recorreram exigindo nova suspensão, que foi prontamente acatada pela conselheira Adriene Andrade. Tentando liberar a concorrência pública mais uma vez, o procurador-geral do TCE, Glaydson Santo Soprani Massaria, interpôs agravo de instrumento, mas o expediente teve provimento negado no último dia 25 de abril.
Com a derrota do agravo, a concorrência pública fica à mercê do julgamento do recurso apresentado pelo Planum e por Durval Ângelo. Há um ano, quando foi procurado pela Tribuna para falar do recurso, o responsável pela Planum Consultoria, Luiz Wagner Dacache Balieiro, alegou ter desistido do processo original, o que não muda os trâmites no TCE. O empresário, que atuou como consultor na área de transportes na gestão do ex-prefeito Alberto Bejani (PSL), reconheceu, na ocasião, a necessidade de mudanças no trânsito de Juiz de Fora. O deputado petista, por sua vez, não deu detalhes sobre as supostas irregularidades, mas assegurou a pertinência das denúncias. "São gritantes e causarão a nulidade no processo", disse quando protocolou o recurso. Sobre a origem das possíveis ilicitudes na concorrência pública nº 02/2009 , ele revelou que as informações foram-lhe repassadas por seu advogado pessoal que também defende os interesses da Associação das Empresas de Transporte de Passageiros de Juiz de Fora (Astransp).
A decisão da conselheira Adriane Andrade, que é esposa do senador Clésio Andrade (PR), contraria o parecer do procurador Glaydson Santo Soprani Massaria. No julgamento de mérito das denúncias, em maio de 2011, o conselheiro relator havia acompanhado o relatório do representante do Ministério Público, que não "vislumbrou ilegalidades materiais" na concorrência pública. Massaria também deixou claro no documento que, caso o procedimento fosse anulado, os prejuízos para a população de baixa renda, principal usuária dessa modalidade de transporte, seriam maiores "do que as eventuais perdas das empresas prejudicadas". Nada disso, no entanto, pesou no julgamento da conselheira. O recurso assinado pela Planum e por Durval Ângelo foi protocolado no TCE, cadastrado, distribuído e recebeu provimento em um único dia. Enquanto isso, o primeiro recurso apresentado pela Prefeitura contrário à primeira suspensão da licitação demorou dois anos para ser julgado.
 
FONTE: RICARDO MIRANDA

9 de mai de 2012

Reflexões de Fidel Castro


                                                            O Prêmio Nobel da PAZ

Falarei ao de leve do povo cubano, que um dia varreu de sua Pátria o domínio dos Estados Unidos, quando o sistema imperialista tinha atingido o cúmulo de seu poder.
 Homens e mulheres das mais diversas idades viram-se desfilar no dia 1 de Maio pelas praças mais simbólicas de todas as províncias do país.
 Nossa Revolução surgiu no lugar menos esperado pelo império, em um hemisfério onde atuava como dono absoluto. 
 Cuba foi o último país em se libertar do jugo colonial espanhol e o primeiro em se sacudir da odiosa tutela imperialista.
 Hoje penso fundamentalmente na irmã República Bolivariana da Venezuela e em sua luta heróica contra a pilhagem despiedosa dos recursos com que a natureza dotou esse nobre e abnegado povo, que um dia levou seus soldados aos cantos mais longínquos deste continente para colocar de joelhos o poderio militar espanhol.
 Cuba não precisa explicar por que temos sido solidários, não só com todos os países deste hemisfério, mas também com muitos da África e outras regiões do mundo.
 A Revolução Bolivariana tem sido também solidária com nossa Pátria, e seu apoio a nosso país se tornou um fato de grande importância nos anos do Período Especial. Essa cooperação, no entanto, não foi fruto de solicitude alguma por parte de Cuba, como também não o foi estabelecer alguma condição aos povos que requereram dos nossos serviços educacionais ou médicos. Teríamos oferecido a Venezuela a máxima ajuda em qualquer circunstância.
 Cooperar com outros povos explorados e pobres sempre foi para os revolucionários cubanos um princípio político e um dever com a humanidade.
 Satisfaz-me enormemente observar, como ontem fiz através da Venezuelana de Televisão e TeleSul, o profundo impacto que provocou no povo irmão da Venezuela a Lei Orgânica do Trabalho promulgada pelo líder bolivariano e Presidente da República, Hugo Chávez Frias. Jamais vi nada parecido no cenário político de nosso hemisfério.
 Observei com atenção a enorme multidão que se reuniu em praças e avenidas de Caracas e, em especial, as palavras espontâneas dos cidadãos entrevistados. Poucas vezes vi, e talvez nunca, o nível de emoção e esperança que eles colocavam em suas declarações. Podia-se constatar com clareza que a maioria esmagadora da população está constituída por trabalhadores humildes. Uma verdadeira batalha de ideias se está levando a cabo com força.
Rafael Correa, presidente do Equador, declarou valentemente que mais do que uma época de mudança estamos vivendo uma mudança de época. Ambos, Rafael Correa e Hugo Chávez, são cristãos. Contrariamente, Obama, o quê é?, em quê acredita?
 Ao se completar o primeiro aniversário do assassinato de Bin Laden, Obama compete com seu rival Mitt Romney na justificação daquele ato perpetrado em uma instalação próxima da Academia Militar do Paquistão, um país muçulmano aliado dos Estados Unidos. 
 Marx e Engels nunca falaram de assassinar os burgueses. No velho conceito burguês os juízes julgavam, os carrascos executavam.
 Não há dúvidas de que Obama foi cristão; em uma das vertentes dessa religião aprendeu o ofício de transmitir suas ideias, uma arte que lhe significou muito em seu ascenso acelerado dentro da hierarquia de seu partido.
 Na declaração de princípios de Filadélfia, em julho de 1776, afirmava-se que todos os homens nasciam livres e iguais e a todos eles seu criador lhes concedia determinados direitos. Pelo que já se sabe, três quartos de século depois da independência, os escravos negros continuavam sendo vendidos nas praças públicas com suas mulheres e filhos, e quase dois séculos depois Martin Luther King, prêmio Nobel da Paz, teve um sonho, mas foi assassinado.
 A Obama o tribunal de Oslo lhe obsequiou o seu e se tornara quase numa lenda. Contudo, milhões de pessoas devem ter visto as cenas. O Prêmio Nobel Barack Obama, viajou aceleradamente ao Afeganistão como se o mundo ignorasse os assassinatos maciços, a queima de livros que são sagrados para os muçulmanos e os ultrajes dos cadáveres das pessoas assassinadas.
 Ninguém que seja honesto concordará jamais com os atos terroristas, mas, acaso o Presidente dos Estados Unidos tem o direito de julgar e o direito de matar; a se converter em tribunal e ao mesmo tempo em carrasco e levar a cabo tais crimes, em um país e contra um povo situado no lado oposto do planeta?
 Vimos o Presidente dos Estados Unidos subindo a marche-marche os degraus de uma escada empinada, em mangas de camisa, avançar com passos acelerados por um corredor volante e se deter para impingir um discurso a um nutrido contingente de militares que aplaudiam com desânimo as palavras do ilustre Presidente. Nem todos aqueles homens eram cidadãos norte-americanos de nascença. Pensava nas colossais despesas que isso implica e que o mundo paga, pois, quem carrega com essa enorme despesa que já ultrapassa os 15 milhões de milhões de dólares? Isso é o que oferece à humanidade o ilustre Prêmio Nobel da Paz.

Fidel Castro Ruz
3 de maio de 2012
19h50

8 de mai de 2012

Seminário de Programa do PSOL para a Prefeitura de São Paulo.

Católicos antiaborto voltam a distribuir panfleto contra PT em SP

Manifestantes católicos contrários ao aborto iniciaram nesta quarta-feira (21) a redistribuição de um panfleto elaborado nas eleições de 2010 recomendando que os brasileiros "deem seu voto somente a candidatos ou candidatas e partidos contrários à descriminalização do aborto". O folheto também faz críticas ao PT e à então candidata Dilma Rousseff.
Os cerca de 1 milhão de panfletos haviam sido apreendidos pela Polícia Federal às vésperas do 2º turno das eleições de 2010, mas foram liberados pela Justiça no ano passado. Os papéis são de autoria da Regional Sul 1 da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), responsável pelo Estado de São Paulo.
O bispo emérito de Guarulhos, dom Luiz Bergonzini, que liderou a manifestação, disse que a recomendação de não votar em candidatos pró-aborto vale também para as eleições municipais deste ano. Ele não quis, no entanto, citar pré-candidatos específicos.
O religioso focou suas críticas na presidente Dilma. Em nota divulgada no evento, ele afirma: "Nos atribuíram a 'mentira' de Dilma Vana Rousseff e o PT serem a favor da liberação do aborto. Provamos que o PT e Dilma Rousseff eram e continuam sendo a favor da liberação do aborto".
A manifestação, que começou em frente à catedral da Sé e foi até o Fórum João Mendes, reuniu cerca de 100 pessoas.Havia integrantes da CNBB de São Paulo, da diocese de Guarulhos e do Instituto Plínio Corrêa de Oliveira, sucessor da entidade de extrema-direita TFP (Tradição, Família e Propriedade).
Um dos cartazes empunhados afirmava "Fora Assassina Ministra Eleonora Menicucci", chefe da Secretaria de Políticas para Mulheres, que se posicionou a favor da descriminalização do aborto. Um desenho mostrava um bebê morto por uma estrela vermelha, símbolo do PT, e por uma foice e um martelo, símbolos do comunismo.
Um tumulto ocorreu quando um grupo chegou à manifestação com cartazes favoráveis ao direito ao aborto. Eles foram vaiados e cercados pelos católicos, sob gritos de "viva a vida" e "petistas, abortistas não passarão". Os religiosos tentaram tapar os cartazes pró-aborto, mas não agrediram os manifestantes.

FONTE: FOLHA.COM

7 de mai de 2012

Presidente eleito da França é a favor do casamento gay e da eutanásia.

O socialista François Hollande, presidente eleito da França, é a favor do casamento gay, da adoção por casais formados por pessoas do mesmo sexo e das "ajudas ativas" para morrer dignamente, ao mesmo tempo em que se opõe à legalização da maconha.
Hollande prometeu durante a campanha que irá propor um projeto de lei "na primavera (boreal) de 2013 no mais tardar". Em nome da igualdade, o líder socialista prometeu também acordar o direito de adoção aos casais do mesmo sexo.
O socialista esclareceu que apoia a adoção se o casal homossexual se compromete a "um verdadeiro projeto familiar". Por outro lado, não aprova as "barrigas de aluguel".
Sobre a eutanásia, Hollande impulsionará a legalização das "ajudas ativas" aos que querem encurtar sofrimentos para "morrer dignamente", em certas "condições precisas e estritas".
François Hollande explicou que acredita no liberalismo nascido do espírito do Iluminismo, segundo o qual os indivíduos devem ser donos de sua vida particular, com o Estado como fiador destas liberdades.
Sobre o debate acerca da liberalização das drogas, em suas 60 propostas de campanha Hollande omitiu o tema, mas em suas declarações públicas informou que se opõe à legalização da maconha.
"Não retomarei (a ideia) pela necessidade de evitar o enfraquecimento do peso da proibição", disse Hollande em abril. "Não quero dar o menor sinal de renunciar à dissuasão do consumo de maconha", enfatizou.

FONTE: YAHOO.COM

6 de mai de 2012

Gasto do governo com varejo político dispara após a crise

A crise no relacionamento com os partidos aliados e a criação da CPI do Cachoeira coincidiram com a multiplicação da liberação, pelo governo Dilma Rousseff, de verbas de interesse de deputados, senadores, prefeitos e governadores, informa reportagem de Gustavo Patu, publicada na Folha deste domingo.
Os registros diários dos desembolsos federais mostram um salto, a partir de março, das despesas incluídas por congressistas no Orçamento da União em favor de seus redutos eleitorais --as chamadas emendas parlamentares.
Os desembolsos quadruplicaram de fevereiro para março, quando ultrapassaram a casa dos R$ 350 milhões --patamar repetido em abril. Em consequência, os primeiros quatro meses do ano terminaram com liberação de R$ 911 milhões, contra R$ 363 milhões no primeiro quadrimestre de 2011, quando Dilma lançava seu pacote de austeridade fiscal.

OUTRO LADO

A Secretaria de Relações Institucionais, responsável pela articulação entre o Planalto e os partidos aliados, afirmou que o desembolso dos recursos não tem relação com a agenda política.
"O desembolso de recursos para pagamento dos [serviços] contratados depende do cronograma firmado, da medição dos serviços executados e da disponibilidade de recursos", diz nota enviada pela secretaria.
Ela ainda diz que o procedimento vale para todas as ações do governo, recebendo ou não emendas parlamentares.

FONTE: FOLHA.COM

5 de mai de 2012

Cursos sem professores na UFJF

Durante dois meses, alunos do IAD tiveram aulas apenas uma vez por semana; Associação dos Professores afirma que situação acontece na maior parte das faculdades

Enquanto o crescimento estrutural da UFJF acontece a olhos vistos, com construções sendo erguidas por todo o campus, dentro das salas de aulas, os investimentos em recursos humanos previstos pelo Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (Reuni) ainda parecem lentos e em desacordo com a proposta de "ampliação com qualidade" da instituição. No Instituto de Artes e Design (IAD), por exemplo, estudantes ficaram dois meses sem aulas devido à falta de docentes. Dos 241 professores de dedicação exclusiva que deveriam ser contratados entre 2008 e 2012, apenas 156 foram admitidos como efetivos. Os 85 restantes são temporários. Embora considere o problema do IAD "localizado", o pró-reitor de Graduação, Eduardo Magrone, teme que a precarização do trabalho docente se estenda e, a longo prazo, reflita na qualidade do ensino. Já a Associação dos Professores de Ensino Superior de Juiz de Fora (Apes) afirma que a situação se repete indiscriminadamente na maior parte das faculdades.
No IAD - uma das unidades-base do recém-implantado modelo de bacharelado interdisciplinar (BI) e na qual estão concentrados seis novos cursos criados pelo Reuni -, disciplinas obrigatórias começaram a ser ministradas na última quarta-feira. Com o fim do período marcado para 10 de julho, os novos docentes da unidade terão cerca de 60 dias para ministrar o programa do semestre. "Tenho certeza de que o conteúdo será prejudicado, porque mesmo que haja reposição, não vou aprender o tanto que deveria e nem tão bem, pois não tem como passar a mesma matéria em dois meses. Que tipo de profissional é formado por um curso assim?", questiona uma estudante da primeira turma de moda (opção do segundo ciclo do BI em artes e design), que prefere não ser identificada. Ela conta que, até semana passada, tinha aulas apenas às terças-feiras, quando a grade de créditos previa atividades todos os dias da semana. "Estou matriculada em todas as disciplinas, mas não tinha professor. É uma falta de respeito com o aluno."
No curso de música, também instalado no IAD, o problema se arrasta por mais tempo. Depois de seis meses sem professor de flauta, uma aluna do 7° período da habilitação no instrumento optou por cursar o semestre em uma universidade do Rio de Janeiro, para não atrasar a formatura. "Tem matérias que não são oferecidas porque não tem professor." Outro aluno do curso, que forma a primeira turma no final do ano, afirma que disciplinas obrigatórias foram transformadas em eletivas ou optativas, devido à falta de docentes qualificados. "Introdução à regência, por exemplo, que seria importante para a formação do músico, virou eletiva. Me sinto lesado", reclama. "Não temos retorno nenhum da universidade. O professor de flauta pediu demissão no início do semestre passado e só abriram novo concurso em abril deste ano, quando o período já havia começado."

Contratos precários
Magrone pondera que casos como o do IAD fazem parte da rotina da universidade, já que, eventualmente, um ou outro departamento fica sobrecarregado pela oferta de disciplinas. "Ter uma turma sem aulas é muito preocupante, mas com a questão identificada e solucionada a tempo, não traz prejuízos maiores. O problema mais grave é a contratação de temporários, porque não sei quando poderei contar com professores efetivos", destaca. "Esses contratos atuais podem ser encerrados a qualquer momento, então ficamos sempre em movimento para suprir uma vaga incerta. Caso essa situação de precarização do trabalho docente se estenda por mais tempo e implique sempre em perdas de aulas ou cursos mal ministrados, o resultado poderá ser observado no Enade (Exame Nacional de Desempenho de Estudantes), que refletirá a baixa qualidade do ensino."
Para o diretor da Apes, Rubens Rodrigues, "é necessário ampliar o número de professores da universidade em proporção compatível com o número de vagas, de modo a garantir a qualidade da educação." Porém, segundo o professor, as formas precárias de trabalho docente "têm sido adotadas de forma generalizada, ainda que a universidade tenha sido expandida e que isso requeira maior número de professores."

Contratação de efetivos suspensa

A contratação de parte dos professores efetivos previstos nas diretrizes para implantação do Reuni na UFJF, aprovadas em 2007, foi impedida, no ano passado, pela Portaria 39/2011, que suspendeu, por tempo indeterminado, a autorização para provimento de cargos federais. Assim, os 85 docentes chamados desde então foram admitidos como temporários, com contratos precários.
"Entendemos que a medida de contenção no início do Governo Dilma fosse necessária, mas é preciso que seja circunstancial. O que me causa preocupação é que, a médio e longo prazo, é difícil manter a qualidade dos cursos com contratos precários, principalmente em uma universidade que precisa consolidar os programas de pós-graduação", lamenta o pró-reitor de Graduação, Eduardo Magrone.
Hoje, o quadro docente da UFJF conta com 1.037 professores efetivos e 130 temporários, 84 a mais do que o projetado nas diretrizes do Reuni. Ainda assim, Magrone questiona o regime de contratação. "Não adianta termos infraestrutura robusta se não temos professores. É muito difícil empreender projetos pedagógicos para cursos novos com corpo de professores temporários. E esses servidores não contribuem com a pós-graduação, não participam das decisões do colegiado, não podem coordenar cursos e chefiar departamentos, o que sobrecarrega os efetivos."
No IAD, são 41 docentes efetivos e seis temporários, dois dos quais contratados em abril, segundo a Secretaria de Comunicação da UFJF. A assessoria da universidade alega que a demora na contratação dos novos servidores ocorreu devido à dificuldade de atendimento às exigências do edital e à interposição de recursos. O diretor do instituto, Ricardo Cristófaro, acrescenta que a liberação de vagas pelo Governo federal ocorreu muito perto do início das aulas, fazendo com que o processo de contratação tramitasse junto com o semestre letivo. Ele afirma que as aulas serão integralmente repostas. "Só 50% do semestre foram vencidos, então há tempo suficiente para repor conteúdo sem prejuízos." Quanto ao curso de música, Cristófaro diz que as alterações na grade curricular foram realizadas para aperfeiçoamento, não tendo relação com falta de professores.

FONTE: Mariana Nicodemus

4 de mai de 2012

Servidora do TJ ganha R$ 230 mil 'sem motivo'

Uma única servidora do Tribunal de Justiça de São Paulo, Ivete Sartorio, recebeu R$ 229.461,49 em apenas 14 meses, a título de pagamentos antecipados, fora os vencimentos. Os desembolsos para Ivete, que é escrevente técnico judiciário, ocorreram entre agosto de 2009 e outubro de 2010, na gestão dos presidentes Roberto Vallim Bellocchi (2008-2009) e Antonio Carlos Vianna Santos (2010).
Expediente intitulado "antecipação de pagamentos a funcionária relacionada ao então presidente Vianna Santos" indica mês a mês todos os procedimentos que resultaram na concessão de créditos a Ivete. Uma planilha revela que todas as solicitações atendidas não foram acompanhadas de justificativa. Anotação "sem motivo" aparece ao lado do "autorizado".
Os créditos concedidos a funcionários são capítulo à parte na crise que atravessa a corte paulista e estão sob inspeção por ordem do presidente do TJ, desembargador Ivan Sartori. São três procedimentos em curso. O primeiro trata dos contracheques milionários a cinco desembargadores; o segundo examina a liberação antecipada de valores a 41 outros magistrados; o terceiro trata dos recursos para servidores. Os valores, destaca o TJ, são devidos porque de natureza alimentar e trabalhista. A inspeção busca identificar como e sob quais critérios houve as antecipações.
Ivete Sartorio trabalhou no gabinete civil da Presidência, gestão Vianna Santos. Antes, em 2008, ela atuou com Vianna na Presidência da Seção do Direito Público. Naquele ano, Ivete protocolou ofício pedindo recursos referentes a férias dos exercícios 1986, 2002, 2003, 2004 e 2005, "mais os dias de licença-prêmio, com isenção de I.R.". Este pleito foi indeferido por "restrições orçamentárias".
A apuração mostra que depois Ivete recebeu 13 repasses, dos quais 5 relativos a férias não tiradas a seu tempo; 4 a título de licença-prêmio e 4 por Fator de Atualização Monetária (FAM).
"Eles foram pagando, é um direito que a gente tem e pagaram", disse Ivete, por telefone, na semana passada. "Sou servidora há muitos anos. A gente fica feliz quando recebe alguma coisa. É um direito trabalhista. É um dinheiro que há muitos anos a gente recebe. A gente tem que ter alguma compensação. Passa a vida toda sem receber nada." Nesta quinta, não quis se manifestar.
Em outubro de 2010, com salário bruto de R$ 17.297,55, ela foi autorizada a receber mais R$ 40.937,54, equivalentes a 71 dias de licença-prêmio - saldo remanescente do "Bancão", como o financeiro do TJ chama a base de dados relativos aos créditos acumulados de cada juiz ou funcionário.
A concessão dos 71 dias de licença-prêmio, no entanto, causou confusão na Secretaria de Planejamento e Recursos Humanos. Em 14 de outubro de 2010, o desembargador Fábio Monteiro Gouvêa, então integrante da Comissão de Orçamento, autorizou o pagamento solicitado, mas se equivocou ao mencionar "45 dias de licença-prêmio e 26 dias de férias".
Por e-mail, no dia 18 de outubro, Dimilson Cardoso de Olliveira, supervisor, alertou Diva Elena Gatti da Mota Barreto, secretária de gerenciamento de recursos humanos. "Informo que no Bancão consta um saldo de 71 dias de LP (licença-prêmio), não constando saldo de férias."
No mesmo dia, Diva escreveu para Lilian Salvador Paula, secretária de Planejamento do RH. "Lilian, parece ter havido um engano na autorização de pagamento para a Ivete Sartorio, uma vez que ela não tem saldo de férias, somente de LP. Como no despacho não consta que é para pagar ?férias ou equivalente?, posso esclarecer que é para pagar o saldo de 71 dias de licença-prêmio. Obrigada." As informações são do jornal.

FONTE: FOLHA.COM

3 de mai de 2012

A Rússia se prepara para a guerra dos EUA e Israel ao Irã

A Rússia empreendeu uma ampla preparação nos últimos meses para um possível ataque militar por Israel e pelos Estados Unidos contra o Irã. De acordo com relatórios recentes, o Estado-Maior russo espera uma guerra contra o Irã neste verão, com enormes implicações não só no Oriente Médio, mas também no Cáucaso. Foram tecnicamente atualizadas as tropas russas no Cáucaso, e foi criada a toque de caixa a divisão de mísseis no Mar Cáspio. Mísseis de cruzeiro na frota do Mar Cáspio agora estão localizados na costa do Daguestão. A única base militar russa no Cáucaso do Sul, instalado na Armênia, também se prepara para o confronto militar. No outono passado, a Rússia enviou seu porta-aviões Kuznetsov ao porto sírio de Tartus após a escalada de conflitos na Síria. Especialistas acreditam que a Rússia apoiaria a Teerã, em caso de guerra, pelo menos militarmente e tecnicamente.
 Em um comentário em abril, o general Leonid Ivashov, presidente da Academia de Ciências Geopolíticas, escreveu que "uma guerra contra o Irã seria uma guerra contra a Rússia" e defendeu uma "aliança político-diplomático" com a China e a Índia. As operações foram realizadas em todo o Oriente Médio para desestabilizar a região e tomar medidas contra a China, Rússia e Europa. Sobre a guerra contra o Irã, Ivashov escreveu que esta guerra poderia "vir a nossas fronteiras, desestabilizar a situação no Cáucaso do Norte e enfraquecer nossa posição na região do Mar Cáspio."
 Entre as principais preocupações de Moscou são as conseqüências para o Sul do Cáucaso, no caso de uma guerra contra o Irã. A Armênia é o único aliado do Kremlin na região e tem estreitos laços econômicos com o Irã, enquanto a vizinha Geórgia e o Azerbaijão mantem laços militares e econômicos com os Estados Unidos e Israel.
 Os temores do Kremlin, acima de tudo, são de que o Azerbaijão possa participar de uma aliança militar com Israel e os Estados Unidos contra o Irã. O Azerbaijão faz fronteira com o Irã, Rússia, Armênia e Mar Cáspio e, desde meados de 1990 tem sido um importante aliado econômico e militar dos Estados Unidos no Cáucaso do Sul, hospedando várias bases militares dos EUA.
 As relações entre Irã e Azerbaijão já estão tensas. Teerã acusou repetidamente Baku de participar de ataques e atos de sabotagem, financiados e em colaboração com as agências de inteligência israelenses e norte-americanas.Nos últimos anos, o Azerbaijão dobrou seus gastos militares, e em fevereiro de assinou um acordo de armas com Israel de US $ 1.600 milhões, incluindo o fornecimento de aviões e sistemas de mísseis de defesa.
 Citando a administração Obama, no final de março, o assessor Mark Perry disse à revista Foreign Baku que havia autorizado o acesso de Israel a várias bases aéreas na fronteira norte do Irã, que poderiam ser usadas para um ataque aéreo contra Teerã. A revista cita um alto funcionário do governo: "Os israelenses compraram um aeroporto no Azerbaijão." Perry advertiu que "os planejadores militares devem agora considerar um teatro de guerra, incluindo não só no Golfo Pérsico, mas também no Cáucaso."
 O governo de Baku imediatamente negou o relatório, mas o editor do Azerbaijão da Neue Zeit, Shakir Gablikogly, sugeriu que o Azerbaijão poderia ser arrastado para uma guerra contra o Irã.
Mesmo que o Azerbaijão não seja o ponto de partida para um ataque israelense ao Irã, há o perigo de uma escalada de guerras militares de outros conflitos, disputas territoriais entre a Armênia e o Azerbaijão sobre o Nagorno-Karabakh. A região tem sido independente desde o fim da guerra civil em 1994, mas o governo de Baku, os EUA e o Conselho Europeu insistem em considerar a si mesmos como parte do Azerbaijão. Nos últimos dois anos, não foram repetidos conflitos de fronteira entre a Armênia e o Azerbaijão, e os comentaristas advertiram que a disputa poderia levar a uma guerra com a Rússia, os Estados Unidos e o Irã.
 Em uma entrevista recente com a Rússia Komsomolskaya Pravda, o especialista em assuntos militares Mikhail Barabanov disse que os conflitos na região pós-soviética poderia levar a uma intervenção militar na Rússia. Qualquer intervenção na região pelos EUA ou o poder da OTAN poderá contribuir para a "o inevitável risco de uso de armas nucleares." A Rússia tem o maior arsenal nuclear do mundo depois dos Estados Unidos.
 Devido à sua importância geo-estratégica, a Eurásia se tornou o epicentro de rivalidades econômicas e políticas e conflitos militares entre os EUA e a Rússia após o colapso da União Soviética. Azerbaijão, Geórgia e Armênia são uma ponte entre os ricos recursos naturais da Ásia Central e do Mar Cáspio por um lado, e a Europa e o Mar Negro, do outro.
 Desde 1990 os EUA tentaram ganhar influência na região através de parcerias econômicas. Em 1998, o futuro vice presidente dos EUA Richard Cheney, então presidente-executivo da gigante do petróleo Halliburton, disse: "Eu não me lembro do tempo em que uma região tão rapidamente tenha obtido essa enorme importância estratégica, como aconteceu com o Mar Cáspio".
 Em seu livro The Grand Chessboard (O Grande Tabuleiro de Xadrez) (1998), o judeu sionista Zbigniew Brzezinski, conselheiro de Segurança Nacional do presidente Jimmy Carter, escreveu: "Um poder que dominar a Eurásia viria a controlar dois terços das regiões economicamente mais produtivas do mundo. Na Eurásia, há cerca de três quartos dos recursos energéticos conhecidos do mundo. "
 A importância central da região é que é um ponto de trânsito para o abastecimento de energia para a Europa e Ásia, na fronteira com a Rússia. Ao apoiar projetos de gasodutos alternativos, Washington tentou manipular e minar os laços da Rússia com a Europa, em grande parte dependentes do petróleo e gás russos.
 Até agora, a Geórgia é o país de trânsito importante para óleo e gás e tem estado no centro dos conflitos na região. Em 2003, a "revolução das rosas" na Geórgia foi instigada e financiada por Washington para levar ao poder como presidente Mikhail Saakashvili, a fim de salvaguardar os interesses econômicos e estratégicos dos EUA na região. Isso levou a uma escalada das tensões com Moscou pela supremacia geoestratégica. A guerra entre a Geórgia e a Rússia no verão de 2008 representa um passo importante na rivalidade entre os dois países, com a possibilidade de expansão para uma guerra russo-americana. As relações entre a Rússia e a Geórgia são ainda muito tenso.
 A influência dos EUA no Cáucaso e na Ásia Central tem diminuído consideravelmente nos últimos anos. Além da Rússia, a China tornou-se um fator importante na área para fazer importantes laços econômicos e militares com países da Ásia Central como o Cazaquistão. Embora a Rússia e China permaneçam rivais, estabeleceram uma aliança estratégica contra os Estados Unidos. Para os EUA, a guerra com o Irã representa uma nova etapa em seu confronto crescente com a China e a Rússia pelo controle dos recursos energéticos da Ásia Central e Oriente Médio.

ENVIADO POR: NAURU MENDES (MILITANTE DO PSOL JF)

1 de mai de 2012

Cachoeira negociou compra de partido político, diz PF

Gravações feitas pela Polícia Federal durante a Operação Monte Carlo indicam que o empresário Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, negociou a compra do controle de um partido político, informa reportagem de Fernando Mello, Breno Costa e Leandro Colon, publicada na Folha desta terça-feira.
Uma sequência de diálogos ocorrida entre os dias 6 e 16 de maio de 2011 indica que as tratativas envolveram o governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB). Cláudio Monteiro, ex-chefe de gabinete de Agnelo Queiroz (PT), também é citado nos diálogos.
No dia 5 daquele mês, apontam os grampos, Cachoeira, acusado de corrupção e suspeito de comandar um rede de jogo ilegal, havia jantado com Perillo na casa do senador Demóstenes Torres (ex-DEM-GO). No dia seguinte, Cachoeira conversa com Edivaldo Cardoso, ex-presidente do Detran-GO, que também participara do encontro.
"O partido que o Marconi falou ontem é o P de pato, R, P de pato?", pergunta Cachoeira. "O cara de Brasília, que eu ajudei muito na campanha, é do partido. Eu tô olhando com ele. Hoje é chefe de gabinete do Agnelo." O tio de Monteiro é presidente do PRP (Partido Republicano Progressista) em Brasília e Claudio Monteiro foi candidato a deputado distrital pela sigla, em 2010.
Cachoeira contou a um aliado que estava "de olho" no PRP e que o objetivo era "tomar o partido".

FONTE: FOLHA.COM

Brizola Neto vence resistências e vai assumir pasta do Trabalho

O Palácio do Planalto confirmou nesta segunda-feira (30) o nome do novo ministro do Trabalho, Brizola Neto (PDT-RJ). Ele foi convidado há quase dois meses pela presidenta Dilma Rousseff, mas acabou vetado pelo presidente nacional do PDT e ex-ministro Carlos Lupi.
Como o Poder Online antecipou , a presidenta Dilma Rousseff chamou Brizola Neto e Carlos Lupi para uma conversa hoje no Palácio do Planalto. Quando o deputado foi convidado pela primeira vez em março, Lupi foi contra a nomeação dele.
De lá para cá, Brizola trabalhou seu nome dentro do partido, sobretudo junto a integrantes da bancada da Câmara. Seu maior aliado no PDT é o deputado Paulinho (SP), que é também presidente da Força Sindical.
No momento mais crítico das negociações, Paulinho ameaçou romper com o governo e aderir à oposição. Brizola Neto também impôs uma derrota a Carlos Lupi, na disputa pelo diretório regional do PDT do Rio de Janeiro.
Lupi foi ministro do Trabalho entre 2007 e dezembro do ano passado. Ele deixou o cargo após uma série de denúncias de irregularidades na pasta. A mais grave refere-se ao uso de um avião de uma ONG que presta serviços à pasta do Trabalho.
Ao confirmar o nome de Brizola Neto como novo ministro do Trabalho, Dilma Rousseff disse, em nota, ter confiança de que ele “prestará grande contribuição ao país”. Segundo informações do Palácio do Planalto, a posse do novo ministro deverá ocorrer na quinta-feira (3), às 11h. Segundo o texto, a presidenta agradece a colaboração do ex-ministro Carlos Lupi e do ministro interino Paulo Roberto Pinto (interino) “na consolidação das conquistas obtidas pelos trabalhadores brasileiros nos últimos anos”.

FONTE: IG.COM