30 de jul de 2010

Juiz censura jornalista no Maranhão, em decisão proferida em 2 minutos .

O juiz Alexandre Lopes de Abreu, diretor do Fórum Sarney Costa em São Luís e respondendo pela 6ª Vara Cível, decidiu censurar o blog do jornalista Itevaldo Júnior, atendendo um pedido de liminar do juiz Nemias Nunes Carvalho, da 2ª Vara Cível da capital. A decisão de Alexandre Abreu determina que o jornalista retire imediatamente do blog www.itevaldo.com uma reportagem onde ele revela que o juiz Nemias Carvalho comprou uma fazenda de 101,19 hectares, de um acusado que o próprio magistrado revogara a prisão. A ré estava foragida quando da revogação da prisão, mas, em seguida, negociou a propriedade por R$ 5.ooo,00 às margens da BR-316. A decisão liminar foi proferida na última sexta-feira, dia 16. O juiz Alexandre Abreu decidiu em dois minutos, o deferimento, como comprova a movimentação processual disponível no site do Tribunal de Justiça do Maranhão:

"Às 14:00:48 - CONCLUSOS PARA DESPACHO / DECISÃO. sem informação.
Às 14:02:39 - CONCEDIDA A MEDIDA LIMINAR".

Na decisão, o juiz da 6ª Vara Cível ordena que o jornalista retire imediatamente do blog a matéria "JUIZ NEMIAS CARVALHO: NOUTRA POLÊMICA", publicada no último dia 12. O juiz determinou ainda que o blog "se abstenha de proceder a qualquer alusão ou referência ao nome do autor, até decisão final da causa". Além de estipular uma multa diária de R$ 500,00, caso seja descumprida a decisão liminar.

O jornalista cumpriu a determinação judicial, hoje, logo após ser notificado às 7h05 da manhã em sua residência. Ainda em sua decisão, o juiz afirma que "a dignidade da pessoa" é um "bem maior" que a "liberdade de manifestação". Itevaldo Júnior afirmou que recorrerá da rápida decisão. "A celeridade dessa decisão é de fazer inveja ao velocista jamaicano Usaih Bolt", ironizou o jornalista.

Blog Brasília, eu Vi, de Leandro Fortes

29 de jul de 2010

Plínio volta ao Rio Grande do Sul.



O Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) provou que não é necessário pagar militantes para fazer barulho. O Clube Comercial, no centro de Santa Maria, tremeu com os gritos entoados pelos mais de 250 presentes na noite deste dia 28 de julho. Com a presença de Plínio, que chegou na cidade na tarde desta quarta-feira, a militância da sigla foi para as ruas pedir votos ao PSOL e participação popular.
Plínio Arruda Sampaio, candidato à presidência pelo PSOL, compunha a mesa, junto com o candidato a governador, Pedro Ruas, os candidatos a deputado federal Antônio Ruas, Jorjão, Lip, Roberto Seitenfus e Sandra Feltrin, candidata a deputada estadual e presidente do PSOL em Santa Maria. Sandra foi a responsável pela organização do evento, com o objetivo de aproximar candidatos e eleitores, promovendo o diálogo. O aniversário de Plínio, comemorado na segunda-feira, foi lembrado através do vídeo produzido pela sua equipe, em que sua trajetória de luta é relembrada pela sua esposa Marietta.
Plínio participou, no início da tarde, acompanhado de Pedro Ruas, de entrevistas em veículos de comunicação da cidade. O candidato foi questionado, entre outros pontos, sobre suas recentes declarações a favor da legalização das drogas culturais e do aborto. Ainda durante a tarde, Sandra e Jorjão estiveram presentes na reunião do Sindicato dos Trabalhadores Federais da Saúde, Trabalho e Previdência do RS (Sindisprev SM), em que ressaltaram a importância dos cidadãos não se deixarem iludir pela falsa ideia de que o país vai muito bem.
Às 17h, a comitiva visitou o Shopping Popular, local para onde os camelôs foram realocados. Plínio foi bem recebido pelos vendedores e visitantes e recebeu carinhosas demonstrações de apoio. Logo após, o Calçadão da cidade foi tomado por um mar de bandeiras amarelas com o símbolo do PSOL estampado, com Plínio à frente da comitiva, incansável mesmo depois da tarde exaustiva. Ao contrário do que a previsão do tempo previa, o céu estava limpo em Santa Maria. Ao contrário do que os grandes partidos pensam, o PSOL fez barulho, provou ser grande.

Por Luciana Minuzzi

28 de jul de 2010

Carta compromisso dos candidatos(as) do PSOL .

Eu, candidato(a) do PARTIDO SOCIALISMO E LIBERDADE, assumo o compromisso de, na campanha e no exercício do mandato:

1 – Atuar com compromisso de construção partidária respeitando as instâncias do PSOL e apoiando suas resoluções nos termos estatutários, bem como, fortalecendo as candidaturas majoritárias e proporcionais do PSOL nas eleições de 2010;

2 - Estimular permanentemente a organização autônoma dos trabalhadores e do povo, no seu local de moradia, trabalho e estudo, de modo a que, como sujeitos coletivos, tornem-se os principais protagonistas da conquista e manutenção de seus direitos, ameaçados pela hegemonia neoliberal e pelo absolutismo de mercado;

3 - Não reprimir, no exercício de mandatos no Executivo, os movimentos sociais, sem requerer reintegração de posse de terrenos ocupados por trabalhadores sem-teto e sem-terra, principalmente em áreas privadas ociosas, não acionando dispositivos policiais contra greves e não cortando o ponto de servidores públicos em paralisação por suas justas e legitimas reivindicações, evitando manipulações de patrões, governos adversários ou setores do latifúndio e da especulação imobiliária;

4 - Combater o individualismo, o personalismo, o carreirismo e o caciquismo político que prosperam na política institucional brasileira, valorizando a atuação de grupos e classes sociais oprimidos e buscando ser sua representação legítima, sem substituí-los;

5 – Apoiar o CONCLAT e estimular a criação de uma nova central combativa, classista e de lutas que possa representar os verdadeiros anseios da classe trabalhadora;

6 - Promover total transparência da minha situação patrimonial e dos recursos arrecadados e gastos na campanha, com prestação de contas periódicas, bem como das receitas e despesas do dinheiro público no exercício do mandato;

7 - Estimular, para as campanhas, as doações cidadãs de pessoas físicas, examinando criteriosamente eventuais contribuições de pessoas jurídicas, excluídas as vedadas pelo estatuto partidário - bancos e multinacionais - e as de empresas com contenciosos trabalhistas e ambientais;

8 - Cumprir as obrigações partidárias, militando em núcleos e outras instâncias, a quem o mandato deve servir, e prestando contas dele em reuniões plenárias, com constante interlocução com a população, e contribuindo regularmente com o partido, de acordo com o disposto pelo estatuto e normas complementares;

9 - Combater a ascendente demagogia eleitoral, denunciando os crimes de compra de votos, as promessas de ganhos e benefícios individuais para os eleitores, os abusos do poder econômico e a utilização de cabos eleitorais pagos;

10 - Articular, na campanha, uma proposta política que não dissocie o município das questões nacionais e mundiais, contribuindo pedagogicamente para uma visão sistêmica, sem desprezar o imediato e a importância de conquistas concretas para os trabalhadores, com melhorias reais em suas condições de vida;

11 - Agir coletivamente, a partir de idéias e causas emancipatórias, sempre de acordo com o programa partidário, em intransigente defesa do interesse público e da elevação da consciência política popular, sobretudo das maiorias espoliadas e empobrecidas.

26 de jul de 2010

Dívida interna e taxa Selic.

Selic e dívida interna: cresce a remuneração do governo para os bancos e, com uma política irresponsável, a dívida interna pesa cada vez mais sobre o país.
Em recente artigo publicado pelo economista Paulo Kliass, esse levanta a questão do sentido e do real significado para a economia brasileira da tão falada taxa Selic, ou taxa básica de juros. Essa taxa é o que o governo paga aos bancos (notadamente) que lhe emprestam dinheiro comprando títulos da sua dívida interna.
A Dívida Interna Líquida do setor público, em abril de 2010, era de um trilhão e trezentos bilhões de reais e a Dívida Interna Bruta, que inclui governo federal, INSS, governos estaduais e governos municipais, atingiu a marca de um trilhão novecentos sessenta e oito bilhões de reais, segundo nota para a imprensa de 27/05/2010 do Banco Central do Brasil.
Com o último aumento da taxa Selic, de 9,5% para 10,25% ao ano, o governo vai gastar com a Dívida Interna Líquida um valor a mais de dez bilhões duzentos e setenta e cinco milhões de reais; já com essa mesma elevação de 0,75% da taxa básica de juros, a Dívida Interna Bruta chega aos 14 bilhões e 760 milhões de reais, tendo como fonte o Banco Central de maio de 2010.
Se computarmos somente esse percentual (0,75%) de aumento, que vai se somar ao total da dívida existente - aliás, o Banco Central já sinalizou que vai realizar novos acréscimos nesta taxa - só com este aumento no período de um ano, temos o seguinte: a Dívida Interna Líquida teria um aumento de 123 bilhões e 300 milhões de reais; já a Dívida Interna Bruta, em um ano, iria para 177 bilhões e 120 milhões de reais, tendo como fonte o Banco Central. O percentual da Dívida Interna Líquida em relação ao PIB de abril de 2010 é de 42,2%. O percentual da Dívida Interna Bruta em relação ao PIB também de abril de 2010 ficou na ordem de 60, 6 % (dados do Banco Central).
É realmente assustador, e ao mesmo tempo uma irresponsabilidade em termos de política econômica, o que o Banco Central tem praticado no nosso país.
Esta política monetária ortodoxa adotada há anos pela Autoridade Monetária tem representado uma sangria constante das finanças públicas e, ao mesmo tempo, uma satisfação incomensurável do sistema financeiro nacional, leia-se sistema bancário, especuladores internacionais e grandes empresas.
Os reflexos da elevação da taxa básica de juros não é somente nas contas públicas. Ela repercute em todos os níveis da sociedade brasileira. Programas como investimentos públicos, infra-estrutura, ações sociais, saúde, educação, habitação, entre tantos, são diretamente afetados.
A política de responsabilidade fiscal se tornou uma camisa de força na qual o governo se vê obrigado a se enquadrar dentro de limites restritivos - draconianos - das metas fiscais, acarretando com isto um engessamento e mesmo paralisia administrativa em todas as esferas de sua atuação. Qualquer política econômica ou programa de desenvolvimento, mesmo dentro dos limites e necessidades dos interesses do capitalismo nacional, fica praticamente inviabilizado. O que se tem praticado é uma verdadeira selvageria e aqueles que combatem o capitalismo percebem que, no final, quem paga a conta são os trabalhadores, mesmo que essa afirmativa pareça esdrúxula, estapafúrdia.
O Banco Central, na atualidade, já atua de forma independente, mesmo que formalmente isso ainda não esteja estabelecido. As grandes empresas do setor produtivo também usufruem das benesses da taxa Selic, pois seus setores financeiros aplicam vultosos recursos na compra de títulos do governo.
Outro reflexo é na taxa de câmbio, que atrai especuladores do mundo inteiro devido às altas taxas de juros, forçando a valorização do real. Este fato é dito por Kliass: "Como o financiamento da dívida pública depende bastante dos recursos externos, as nossas autoridades econômicas terminam por elevar o nível dos juros para manter atrativa a alternativa para os grandes operadores do mercado financeiro internacional de aplicar seus recursos em títulos no mercado brasileiro."
Outro lado da questão é que as altas reservas cambiais do governo são aplicadas, notadamente, em títulos norte-americanos, que têm baixíssimas remunerações, ou seja, o governo brasileiro pratica uma política financeira às avessas, remunera os especuladores no Brasil com as maiores taxas do mundo e ao mesmo tempo aplica, financiando os Estados Unidos, obtendo insignificantes retornos financeiros.
O que foi dito aqui, que não contempla em toda a sua amplitude o assunto, mostra claramente que a política econômica brasileira estabeleceu para si uma imensa armadilha financeiro-econômica de base ortodoxa, de cunho recessivo e de insustentabilidade econômica.
Este encalacramento, em que está envolta a política econômica do país, na verdade tem obedecido fielmente aos ditames do famigerado neoliberalismo, que, apesar de tudo que representou e representa, continua com muitos adeptos no mundo do capital.
Não me alongando mais, tanto FHC como Lula praticaram e praticam uma política econômica de cunho liberalizante, em que o primeiro realizou um desmanche completo da economia brasileira e o que restou para Lula foi administrar, aparando aqui e acolá as mazelas do capitalismo nacional com pitadas de uma política econômica-social de contenção, de "reconstrução" e ao mesmo tempo cooptação dos movimentos sindicais e populares.

"É pau, é pedra, é o fim do caminho..."

Ari de Oliveira Zenha é economista

25 de jul de 2010

Repórter da Folha conta calvário de tentar doar dinheiro para as campanhas.

Imaginei que fazer uma reportagem sobre doações para as campanhas fosse tarefa fácil. Doar para as principais candidaturas e contar como foi o processo? Moleza, pensei. Mas pensei errado.
Logo de cara percebi que as campanhas não estão preparadas para receber pequenas doações de pessoas físicas. O efeito Barack Obama não chegou ao Brasil.
O caso mais emblemático é o do PT, mas todas parecem mais preocupadas com as grandes cifras. Não por acaso a pergunta que mais ouvi nos partidos foi: "O senhor é de alguma empresa?".
Para começar, embora essa modalidade seja permitida por lei, os sites não trazem um mecanismo de doação pela internet.
Tampouco oferecem um canal efetivo para comunicação. Telefone não há, e os links tipo "contato" pedem que seja enviado um e-mail. Enviei no começo da semana para todas as campanhas e, até agora, nada.
O passo seguinte foi procurar o diretório estadual de cada partido.

CAMINHO

Comecei com o PT. A pessoa que me atendeu ao telefone não foi muito estimulante: "Olha, senhor, é... Por lei, por lei é capaz que não possa doar, hein? É sério".
Argumentei que podia, sim, e tive êxito. Consegui o telefone do "PT nacional em São Paulo", onde deveria falar "com o jurídico".
O contato foi mais frutífero: fui informado (pelo setor de finanças) de que ainda estavam "montando tudo" na internet e obtive o telefone do escritório em Brasília.
Fiz a ligação e consegui o último contato: a campanha da Dilma. Após explicar (de novo) que a doação era particular e de ser transferido de uma pessoa para outra, finalmente dizem: "Deixa seu telefone que a gente entra em contato". Não entraram.
A campanha de Marina foi mais ágil, mas levou ao mesmo fim: à promessa de que eles entrarão em contato para explicar como, afinal, se pode doar para a candidata.
Quando liguei para o diretório estadual do PV, a pessoa que atendeu gritou (com o telefone afastado da boca): "É o Uirá querendo doar para a Marina". Logo outra pessoa atende, pergunta meu nome e pede meus contatos para mandar as informações.
Expliquei que precisava de pressa, pois viajaria na semana seguinte. De fato, entraram em contato para perguntar nome, endereço, CPF, mas o e-mail com as instruções, esse eu não recebi.
No fim das contas, a única doação que consegui fazer (de R$ 20) foi para a campanha de José Serra (PSDB).
Telefonei para o diretório estadual, depois para o comitê da campanha em São Paulo e, quatro horas depois, recebi o e-mail (enviado de endereço pessoal, não institucional) com as instruções.
Eram restritivas, é verdade (só aceitam "contribuições em cheque nominal à campanha ou transferência eletrônica identificada"), mas, pelo menos, deu certo.

UIRÁ MACHADO
FOLHA DE SÃO PAULO

24 de jul de 2010

PESQUISA DATAFOLHA.



A campanha mal começou e o nosso candidato ao governo de Minas professor Luiz Carlos já é o 3º colocado nas pesquisas entre os oito candidatos segundo o Datafolha. Na sua frente aparecem o senador Hélio Costa(PMDB)e o atual governador Anastasia(PSDB). Assim que a campanha esquentar o nosso candidato estará apresentando o seu programa de governo aos mineiros e com certeza ira para o 2º turno das eleições de Outubro.
Comente esta pesquisa, espalhe o 50 entre seus amigos. O eleitor interessado em receber o material de campanha é só nos enviar o seu endereço.

Sobre conflitos políticos.

Reproduzimos abaixo o artigo que Plínio Arruda Sampaio publicou em 23 de julho de 2010 na coluna "Tendências e Debates" do Jornal Folha de São Paulo

O PSOL e seu candidato à Presidência estão à disposição da mídia e ansiosos para serem sabatinados a respeito de suas propostas para o país. Atendendo ao convite da Folha, exponho a seguir minha visão a respeito das divergências entre o candidato do PSOL (Partido Socialismo e Liberdade) a presidente da República e a presidenta do partido, Heloísa Helena.
Trata-se de sequela natural de uma disputa interna bastante dura, mas já resolvida e que não compromete a disciplina partidária. Com toda probabilidade, o PSOL marchará unido em torno dos candidatos escolhidos nas convenções estaduais e na convenção nacional.
Além desse esclarecimento, o convite da Folha abre-me a oportunidade de tecer dois breves comentários sobre o espinhoso problema das disputas internas nos partidos políticos.
Partidos da direita e da esquerda vivem permanentemente em conflito interno. Aliás, é bom lembrar que o conflito constitui a essência da política. Há, contudo, uma diferença substantiva entre os embates que se travam em cada um desses tipos de partidos.
Na direita, o conflito é acirrado, mas todos procuram não torná-lo público. Na grande maioria dos casos, resolve-se com relativa facilidade, porque gira em torno de interesses pessoais, de cargos, de comissões, de contratos -mediante negociações sigilosas.
Na esquerda, os conflitos são igualmente acirrados (porque todos os seres humanos são feitos da mesma argila), mas espocam como rolha de champanhe e podem terminar em "racha".
Embora esses conflitos nem sempre girem em torno de princípios e convicções (mas também de interesses menores), o componente ideológico está sempre presente nesses embates, o que dificulta a composição.
Além disso, sequelas da refrega demoram mais para desaparecer, porque nesses partidos, e especialmente no PSOL, a disciplina partidária não exige dos que ficaram em minoria abjurar de suas posições.
O PSOL segue o princípio democrático da possibilidade de alternância dos grupos na direção partidária, e isso supõe que todos os seus integrantes tenham plena liberdade para defender suas posições nos âmbitos interno e externo.
Obviamente, uma vez concluída a disputa, todos devem obedecer a decisão tomada e abster-se de apoiar propostas ou candidaturas antagônicas.
Passo agora ao segundo comentário, referente ao fato de que os veículos de comunicação de massa costumam ignorar o debate interno dos partidos de esquerda.
O conflito objeto deste artigo, por exemplo, desenvolveu-se ao longo de mais de um ano e jamais conseguiu obter, apesar do enorme esforço realizado pelas duas partes em noticiá-lo, qualquer informação capaz de fornecer aos leitores uma ideia clara do que estava em jogo.
Não se considerou essa disputa "notícia" de interesse dos eleitores.
Entretanto, o compromisso de imparcialidade implícito no conceito de mídia democrática exigiria a cobertura desses litígios, a fim de impedir que o processo político gire em torno de "pensamento único".
O PSOL e seu candidato estão à disposição da mídia e ansiosos para serem sabatinados a respeito de suas propostas para acabar com a escandalosa desigualdade na distribuição da renda e dos benefícios da riqueza do país (principalmente no campo); a aberrante diferença na cobrança dos impostos; o descaso pela educação, pela saúde e pelo meio ambiente; a redução dos benefícios da aposentadoria; e a criminalização da pobreza.
Os grandes veículos de mídia darão certamente uma grande contribuição à democracia se propiciarem aos eleitores o conhecimento de propostas distintas dos surrados clichês que os três candidatos da ordem estabelecida repetem monotonamente.

PLÍNIO ARRUDA SAMPAIO, 79, é candidato a presidente da República pelo PSOL (Partido Socialismo e Liberdade). Foi deputado federal pelo PT-SP (1985-1991) e consultor da FAO (Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação).

23 de jul de 2010

E-MAIL RECEBIDO DO COMPANHEIRO DO PSOL SÃO JOÃO NEPOMUCENO/MG.

PSOL

50

PLÍNIO - PRESIDENTE

LUIZ CARLOS - GOVERNADOR (VICE: WALDIR GIACOMO)

MARILDA RIBEIRO - SENADORA - 500

MINEIRINHO - SENADOR - 501

MARIA DA CONSOLAÇÃO - 5000

PAULO MELO - 50.007



Plínio, o provocador
Eliane Cantanhêde - Folha de São Paulo - 22/07/2010

No próximo dia 26, Plínio Arruda Sampaio faz 80 anos. Viu e participou de muita coisa que ocorreu neste país nas últimas seis décadas, pelo menos. Em 1964, fugiu de Brasília de carro com um casal amigo e os dois filhos pequenos de André Reis, um figuraça do velho "partidão", que os "emprestara" para fingir que era uma família.
Depois de 12 anos no exílio, no Chile e nos EUA, ele articulou com Fernando Henrique e Almino Afonso, ex-ministro de Jango, o Partido Socialista Democrático Popular (PSDP), que já tinha até programa e manifesto, mas não vingou. Segundo ele, FHC roeu a corda e passou a defender a união do antigo MDB contra a ditadura.
Plínio pulou para outra empreitada e fez o primeiro estatuto do PT em 1980. Mas, com o tempo, se desiludiu: "Acompanhei a virada do PT para a direita. Aí, fim de papo". E foi um dos fundadores do PSOL, pelo qual concorre agora contra Serra, Dilma e Marina, na condição de "nanico". O dissidente do PT nasceu com discurso vigoroso, mas condições frágeis.
Com uma curiosa trajetória, que começa na comportada democracia cristã -era deputado do PDC quando, aos 32 anos, relatou a reforma agrária na Câmara-, Plínio saiu do centro, guinou para a esquerda e fincou raízes na extrema esquerda, se é que é possível falar em extrema esquerda no Brasil.
Há quem entre em campanha para ganhar, custe o que custar (em vários sentidos). Não é o caso do octogenário Plínio, que entrou porque seu partido decidiu ter candidato próprio sem ter opções de nomes e porque ele quis um espaço para pregar a justiça social.
Na sua opinião, FHC e Lula avançaram pouco nessa questão fundamental, porque a redistribuição de renda é lenta e tem sido via salário, não via capital. Mas ressalva: "Eu não sou contra governos, sou contra o Estado brasileiro".
Numa eleição polarizada, Plínio pode cumprir o papel de... provocador. O que pode ser muito bom.



Psoldações!!!

Prof. Cláudio Heleno Machado

PSOL - São João Nepomuceno

22 de jul de 2010

Plínio confirmado nos debates de TV.

Apesar do bloqueio dos grandes veículos de comunicação brasileiros, a hora da verdade chegará. Plínio Arruda Sampaio, candidato pelo PSOL, está confirmado nos debates televisivos entre os presidenciáveis.
Plínio não abriu mão de debater com Marina Silva (PV), José Serra (PSDB) e Dilma Rousseff (PT), pois somente assim poderá mostrar as contradições dos três candidatos – que apresentam maior intenção de votos atualmente, justamente em razão da maior exposição que têm na mídia. Plínio apresentará um projeto alternativo e socialista para o país, contraposto à semelhança estrutural dos programas dos demais, comprometidos com os interesses das elites brasileiras.
A maioria das emissoras já referendou a presença Plínio ao lado dos outros três candidatos que possuem direito de participação, segundo a lei eleitoral, por seus partidos terem representação na Câmara dos Deputados. Nos debates Plínio representará a mensagem de que as mudanças são possíveisl e devem ser realizadas para melhorar as condições de vida da população e reduzir a desigualdade no Brasil. Ao contrário dos demais, Plínio não se furtará em debater temas polêmicos, defendendo a reforma agrária, a legalização do aborto e os direitos da união civil e adoção entre casais homossexuais.
Plínio já está confirmado no debate da rede Bandeirantes, que acontece no dia 5 de agosto, na MTV (10 de agosto), no debate organizado pela TVs Aparecida e Canção Nova junto com outras emissoras católicas (23 de agosto), na Rede TV (12 de setembro) e na Record (26 de setembro).
A TV Gazeta ainda não confirmou a data, mas indica a realização do debate no dia 8 de setembro e Plínio também estará presente.
Apenas a TV Globo ainda não confirmou a participação de Plínio, mas o partido e o candidato já formalizaram que não vão abrir mão deste espaço.

PSOL quer participação em debates virtuais e sabatinas

O PSOL busca também garantir a presença de Plínio no debate dos portais de internet (dia 26 de julho), no encontro que será promovido pela Folha/UOL dia 18 de agosto e na série de sabatinas da TV Brasil. Desta última, o partido espera que, enquanto uma televisão pública, prevaleça o compromisso com a democratização do espaço de radiodifusão. A TV Brasil vem funcionando na mesma lógica das emissoras comerciais, priorizando a audiência em detrimento da qualidade e diversidade cultural e política. Nas eleições é seu dever mostrar ao País os programas e propostas do conjunto de candidatos, incluindo até mesmo aqueles que não têm bancada na Câmara (embora este não seja o caso do PSOL, o partido defende esse critério democrático). Neste caso, a candidatura de Plínio vai à justiça para assegurar seu espaço.

21 de jul de 2010

NOSSO CANDIDATO A VICE- PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA: HAMILTON ASSIS



Hamilton Assis, 47 anos, é um lutador baiano de larga experiência nos movimentos populares. Herdeiro do espírito de luta do nosso povo, o candidato a vice na chapa do PSOL tem a mesma história da imensa maioria dos brasileiros: filho de migrantes pobres do interior, negro e lutador.

Nascido e criado no bairro do Pau da Lima, em Salvador, iniciou sua militância nas comunidades eclesiais de base da igreja católica e no movimento popular em associações de bairros, no início da década de 80, combinando a ação local com a luta contra a ditadura militar e por liberdades democráticas.

Pedagogo e servidor público da Secretaria de Educação do Município de Salvador, por sua atuação no movimento sindical, Hamilton Assis foi dirigente da Central Única dos Trabalhadores (CUT) na Bahia entre 1993 e 1996.

Foi militante do PT por 23 anos, inclusive ocupando cargos de direção estadual no partido, do qual se desfiliou em 2005 para construir o projeto da nova alternativa socialista e libertária que é o PSOL.

Hoje Hamilton é membro do diretório nacional do Partido Socialismo e Liberdade, presidente do diretório municipal da legenda em Salvador e um dos articuladores da Intersindical e do projeto de construção de uma nova central combativa dos trabalhadores.

20 de jul de 2010

Site oficial da candidatura Plínio 50 está no ar.

www.plinio50.com.br

www.plinio50.com.br

www.plinio50.com.br

18 de jul de 2010

Crescimento econômico acelerado não garante redução da pobreza na mesma proporção, diz Ipea.

Rio de Janeiro, 13/07/2010 (Agência Brasil) - O crescimento econômico registrado no Brasil não foi suficiente para elevar o padrão de vida de todos os brasileiros. O boletim sobre pobreza e miséria apresentado hoje (13) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) revela que as regiões com maior expansão econômica não foram necessariamente as que mais reduziram a pobreza e a desigualdade. Entre 1995 e 2008, a Região Centro-Oeste, por exemplo, registrou o maior ritmo médio anual de expansão do Produto Interno Bruto (PIB) per capita do país (5,3%). Mas a região teve o pior desempenho na redução média anual da taxa de pobreza absoluta (-0,9%) e a segunda pior evolução na diminuição média anual da taxa de pobreza extrema (-2,3%).
Além disso, em 2008, o Distrito Federal liderou a lista das unidades da Federação com maior desigualdade de renda, com índice Gini de 0,62, seguido por Alagoas (0,58) e Paraíba (0,58). O índice varia de 0 a 1. Quanto mais próximo de 1, maior a desigualdade.
Por outro lado, a Região Sul, que registrou o menor ritmo de expansão anual do PIB por habitante (2,3%), foi a região do país com o melhor desempenho em termos de redução das taxas de pobreza absoluta (-3,0%) e pobreza extrema (-3,7%) entre 1995 e 2008.
Desigualdade socialApesar das desigualdades regionais, Brasil pode acabar com a miséria em 2016, diz Ipea

Carolina Gonçalves

Rio de Janeiro, 13/07/2010 (Agência Brasil) - Até 2016, o Brasil pode superar a miséria e diminuir a taxa nacional de pobreza absoluta (rendimento médio domiciliar per capita de até meio salário mínimo por mês), segundo estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) sobre pobreza e miséria. O levantamento apresentado hoje (13) no Rio de Janeiro alerta que, para atingir esse ideal, o país precisa equilibrar a desigualdade que existe entre os estados em relação às taxas de redução da pobreza.
Segundo o levantamento baseado em dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), entre 1995 e 2008 saíram da condição de pobreza absoluta 12,8 milhões de pessoas enquanto 13,1 milhões superaram a condição de pobreza extrema (rendimento médio domiciliar per capita de até um quarto de salário mínimo mensal).
O desafio, segundo o Ipea, é fazer com que os estados apresentem ritmos diferenciados de redução da miséria, justamente por apresentarem níveis diferentes de distribuição de renda e de riqueza. Entre 1995 e 2008, as taxas de pobreza extrema entre as unidades da federação foram bem desiguais. Em 1995, Maranhão (53,1%), Piauí (46,8%) e Ceará (43,7%) eram os estados com maior proporção de miseráveis em relação à população. Treze anos depois, Alagoas assumiu o topo do ranking, com a taxa de pobreza extrema de 32,3%. Na outra ponta da lista, Santa Catariana (2,8%), São Paulo (4,6%) e Paraná (5,7%) apresentaram os melhores resultados.
Em relação à pobreza absoluta, entre os estados que tiveram os melhores resultado nesse período estão Santa Catarina, que reduziu a taxa em 61% no período de 13 anos, Paraná (52,2%) e Goiás (47,3%). Já o Amapá (12%), o Distrito Federal (18,2%) e Alagoas (18,3%) tiveram as menores taxas de redução do universo de pessoas nessas condições.

Carolina Gonçalves é repórter da Agência Brasil

16 de jul de 2010

Plínio vai ao Pará e participa de atividades em Belém e Abaetetuba.


O candidato à presidência pelo PSOL, Plínio Arruda Sampaio visitou nesta semana o estado do Pará. Uma das principais atividades do candidato na cidade foi a participação em uma sabatina sobre a Amazônia . Com o nome de “Amazônia e as Eleições 2010” o debate contou com a presença de empresários, movimentos sociais, ong’s, gestores públicos, jornalistas e foi organizado pelo “Forúm Amazônia Sustentável”. Todos os principais candidatos à presidência foram convidados para sabatinas posteriores.
Um dos pontos defendidos por Plínio durante a sua fala foi o desmatamento zero, afirmando que “É a coisa fundamental. Não podemos perder a biodiversidade dessa Amazônia. O ponto principal será esse e investimento em ciência e tecnologia, para que possamos formar profissionais na área”.
Ainda sobre a formação de profissionais é importante lembrar que a educação pública é um dos pontos primordiais da campanha do candidato e que“A intenção é tirar a educação do mercado para que ela seja igual para todos e que todos tenham as mesmas possibilidades de educação boa e digna”. Além disso, Plínio pretende investir nos centros de pesquisas para aproveitar a biodiversidade da floresta. “Se isso ocorrer (os investimentos) várias cidades da Amazônia podem ter mais desenvolvimento que todo o restante do país, uma vez que a riqueza biológica é fantástica e valorizada em todo o mundo”.
Plínio Sampaio, defendeu ainda a soberania nacional, o fim da privatização das florestas e a não construção da usina Hidrelétrica de Belo Monte. Além disso, também é contra a MP 458, que legaliza a grilagem no campo. O candidato apóia ainda a demarcação, homologação, titulação e garantia da inviolabilidade dos territórios indígenas além de defender a implantação imediata dos Comitês de Bacia Hidrográfica, garantindo a efetividade da Lei das Águas (Lei 9.433/97).
O dia de Plínio em Belém contou ainda com uma visita ao mercado “Ver o peso” pela manhã e a noite participou de uma plenária de apresentação programática no colégio Physics.
Na manhã de quarta feira (14 de julho) visitou o município de Abaetetuba. A cidade fica a 110 quilômetros de Belém e é conhecida por ser um pólo comercial da região.
Plínio foi recebido no portal da cidade por militantes do PSOL e simpatizantes da candidatura de José Nery, atual senador do PSOL pelo Pará. Nessas eleições, Nery é candidato a deputado estadual por aquele estado.
Do porto, Plínio seguiu em caravana até a Praça Matriz da Conceição (Nossa Senhora da Conceição é padroeira da cidade) e passou pela feira e pelo mercado municipal, onde fez uma fala aos comerciantes e frequentadores da região. De lá, o candidato seguiu para o porto e visitou a comunidade ribeirinha de Tabatinga, onde conheceu o trabalho regional e conversou com ribeirinhos e líderes comunitários.
A ex-vereadora Marinor Britto, Plínio e o Senador José Nery
No almoço, comeu em um restaurante que é ponto turístico da cidade junto com lideranças do PSOL. Na parte da tarde, concedeu entrevista à Radio Conceição FM. À noite, Plínio marcou presença na atividade que marcou o lançamento da candidatura do partido no estado e da candidatura de Nery, que contou com a presença de 800 pessoas.
No último dia do candidato no estado, quinta-feira, tomou café da manhã com a coordenação de campanha do PSOL no Pará. Plínio retornou a São Paulo na tarde de quinta-feira, e hoje (sexta-feira) concedeu entrevista à Rádio ABC, às 8h da manhã, e não tem agenda pública nesta tarde.

14 de jul de 2010

QUEM É O OUSADO CANDIDATO AO GOVERNO DE MINAS PELO PSOL.



Natural de Januária, o prof. Luiz Carlos é Técnico em Agropecuária pela Escola Agrotécnica Federal de Januária, Biólogo pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, especialista em Metodologia de Ensino pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Araxá, mestre em Microbiologia pela Universidade Federal de Viçosa e doutor em Ciência de Alimentos pela Faculdade de Farmácia da Universidade Federal de Minas Gerais.
Em Januária o Luiz Carlos foi professor do Centro Federal de Educação Tecnológica (CEFET) e presidente do Sindicato dos Servidores Federais da Educação Básica e Profissional (SINASEFE). Atualmente, Luiz Carlos é professor no Instituto de Ciências Agrárias da Universidade Federal de Minas Gerais nos cursos de graduação em Agronomia, Ciência de Alimentos, Engenharia Florestal e Engenharia Agrícola, sendo também professor e orientador no mestrado em Ciências Agrárias da UFMG.
No Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) o prof. Luiz Carlos é membro da executiva estadual do partido em Minas Gerais, presidente da Comissão Regional Norte de Minas do PSOL e presidente da Comissão Provisória do PSOL de Januária.

13 de jul de 2010

Atenção presidenciáveis, casamento não é sacramento!



A confusão está instalada! Dilma Rousseff (PT), assim como Marina Silva (PV), declarou que é contra o casamento entre pessoas do mesmo sexo. A primeira disse ser à favor da união civil entre pessoas do mesmo sexo; e, a segunda, que é à favor da "união de bens" seja lá que "raios" isso seja!
Eu quero crer que o nível cultural de ambas seja maior do que elas demonstram nessa questão tão importante para o processo de emancipação cidadã dos LGBTs brasileiros e que fazem essa confusão de termos quando dão declarações sobre o assunto por pura e simples desonestidade intelectual mesmo, com vistas ao voto do povo evangélico fundamentalista brasileiro.
Sim, quero crer que ambas têm sido desonestas intelectualmente ao trazerem a confusão dos termos casamento e união civil (Dilma) e "de bens" (Marina), pois do contrário, creio que ambas precisam ler mais, se instruir mais no quesito legislação brasileira, para além de serem muito mal assessoradas, pois já que não podemos exigir um nível melhor das candidatas, então, que os partidos PT e PV encontrem alguém capaz intelectualmente para explicar e instruí-las na questão! Contudo, nem precisa de assessores, basta ambas abrirem o Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa e buscar o vocábulo casamento. Lá, encontrarão sob a rubrica cultura, a seguinte definição:

"Casamento Civil: JUR aquele que é celebrado sob os princípios da lei civil".

Caso as presidenciáveis queiram se instruir ainda mais em matéria religiosa, já que estamos num país cuja maioria da população é cristã e já que ambas estão de olho, pelo que me parece, no voto dos evangélicos fundamentalistas, deveriam consultar as confissões de fé e os catecismos protestantes. Sim, eles existem senhoras presidenciáveis!
Um dos mais antigos catecismos protestantes, datado de 1561, é o Catecismo de Heidelberg (CH), assim chamado porque escrito na cidade de Heidelberg na Alemanha, a pedido de Frederico III, príncipe do Palatinado, uma influente província alemã. Por sua antiguidade e alto conhecimento teológico, este é o mais respeitado compêndio de doutrinas protestantes em todo o mundo e temos edições do mesmo em português, além de vários livros que comentam o mesmo (deixo a dica para as presidenciáveis).
A pergunta 66 do CH esclarece: "Que são sacramentos? Os sacramentos são sinais e selos visíveis e santos, instituídos por Deus para que ele possa declarar de modo mais claro, bem como selar em nós, a promessa do evangelho, ou seja, que ele nos garante livremente a remissão do pecado e a vida eterna por causa do único sacrifício que Cristo fez na cruz".
Agora prestem atenção, queridas candidatas a presidente do Brasil. Pergunta 68 do CH: "Quantos sacramentos Cristo instituiu na nova aliança, ou no novo testamento? DOIS, OU SEJA, O SANTO BATISMO E A CEIA DO SENHOR".
Agora entenderam? Casamento não é sacramento na doutrina evangélica, pois esta reconhece somente dois sacramentos, a saber, o batismo e a ceia do Senhor ou eucaristia.
Na Igreja Católica Romana, casamento é sacramento, mas eu não creio muito que as candidatas estejam interessadas nisso, pois segundo a revista "Veja" os evangélicos já são mais de 27 milhões de adeptos, ou seja, fatia grande o bastante para decidir qualquer pleito eleitoral neste país.
A pergunta que não quer calar é: por que as candidatas estão misturando alhos com bugalhos? Sim, pois nenhuma das duas são membros na hierarquia de igreja alguma! Então por que dizem ser à favor de união civil e de bens, mas contra o casamento, já que neste país, pelo menos no papel, o Estado é laico? Sendo laico, não interessa ao Estado, tampouco os que o governam, se para as igrejas cristãs fundamentalistas casamento seja sacramento (vimos que não é), pois para o Estado só existe e somente deve existir o casamento civil. Sendo assim, o casamento deve ser estendido a todos os cidadãos deste país, pois a Constituição diz que todos são iguais perante a lei. Do contrário, o artigo 5º da nossa Carta Magna só está ali para enfeitá-la, o que realmente, não nos interessa! Se está em nossa Constituição, cumpra-se!
Eu sei que estrategicamente a militância LGBT não gosta da palavra casamento, preferindo o conceito jurídico de união civil. Lembram do projeto de Marta Suplicy (PT/SP)? Desde aquela época, fundamentalistas religiosos que ocupam mandatos no Congresso Nacional, como Severino Cavalcanti (PP/PE), começaram a embaralhar os termos com vistas a alimentar a ignorância do senso comum em relação à matéria, fazendo gracinhas do tipo: "dois machos casando de véu e grinalda" ou "duas mulheres no altar".
Ora, ninguém aqui quer casar de "véu e grinalda", tampouco casar nas igrejas evangélicas fundamentalistas (cruzes!) ou católica! Ninguém aqui está lutando por isso! O que queremos é igualdade de direitos, nem mais, nem menos, pois nossa Constituição diz que somos iguais perante a lei. O casamento civil nada tem a ver, como acima demonstrado, com o casamento religioso. Quem confunde o termo casamento civil com o religioso quando o que está sendo discutido é direito LGBT, o faz pervertidamente e com nenhuma boa intenção: faz porque sabe que em fazendo, colocam a parcela cristã fundamentalista, que é majoritária, contra nossa luta.
Aqui ninguém é tolinho ou ingênuo! Estamos de olho em vocês, senhoras candidatas! Parem já com a desonestidade intelectual com vistas ao apoio do voto evangélico fundamentalista e assumam posições claras, honestas, sem criar confusão de termos, pois é isso que esperamos de vocês, no mínimo: respeito e honestidade. O povo LGBT do Brasil agradece!

1/7/2010

Márcio Retamero, 36 anos, é teólogo e historiador, mestre em História Moderna pela UFF/Niterói, RJ. É pastor da Comunidade Betel do Rio de Janeiro - uma Igreja Protestante Reformada e Inclusiva -, desde o ano de 2006. É, também, militante pela inclusão LGBT na Igreja Cristã e pelos Direitos Humanos. Conferencista sobre Teologia, Reforma Protestante, Inquisição, Igreja Inclusiva e Homofobia Cristã.

10 de jul de 2010

Gasto militar mundial aumentou em 2009 quase 6% apesar da crise mundial .

Caracas, 06 Jul. AVN.- O gasto militar mundial aumentou em 2009 quase 6% apesar da crise econômica global, segundo o Instituto de Estudos da Paz de Estocolmo (Sipri, em sua sigla em inglês).
Analistas dessa instituição asseguraram que enquanto os governos falam de austeridade e a recente cúpula do G20, celebrada em Toronto, Canadá, prometeu reduzir o déficit fiscal à metade em 2013, os investimentos em defesa continuam disparados.
Significaram que no ano passado, os Estados Unidos se confirmaram como o primeiro exportador de armas do mundo e estimaram que em 10 anos a indústria armamentista poderia ser o primeiro produto de exportação nacional.
De acordo com as estatísticas do Sipri, nos países que conformam o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), o gasto militar cresceu de forma constante desde 2000.
Precisaram que, em fevereiro deste ano, o presidente estadunidense Barack Obama anunciou que o gasto militar de 2011 seria de 750 bilhões de dólares, 31 bilhões a mais do que em 2010 e quase 100 bilhões a mais do que em 2009.
Segundo o prêmio Nobel de Economía Paul Krugman, o egresso por conceito de defesa e ações bélicas não é só um fardo para a economia, pode servir também como estímulo.
A respeito, recordou que os Estados Unidos saíram da recessão de 1937 graças ao estímulo proprcionado pela Segunda Guerra Mundial.
Cifras divulgadas pelo SIPRI revelam que, em 2004, quase três milhões e meio de estadunidenses tinham empregos vinculados às atividades de defesa, aos quais se somavam outros dois milhões das forças armadas e de seu pessoal civil.
A Europa não escapou a essa tendência ao registrar em 2009 um crescimento do gasto militar de 2,7%, razão pela qual, em meio à crise e às medidas de austeridade, vários países da região anunciaram cortes nesses investimentos.

9 de jul de 2010

PRAÇA “EMÍLIO GARRASTAZU MÉDICI” NUNCA MAIS!.

Em 1964 ocorreu no Brasil um golpe militar que instarou a mais longa ditadura que já vivenciamos. Foram vinte e um anos de repressão. Muitas pessoas foram presas e barbaramente torturadas; peças de teatro, jornais, revistas e livros foram censurados; órgãos como a UNE (União Nacional de Estudantes) postos na ilegalidade; os partidos políticos foram fechados, sendo permitida a existência somente de dois partidos; opositores foram exilados; civis julgados em tribunais militares; e até hoje temos desaparecidos políticos no Brasil: pessoas que foram presas, torturadas e desapareceram, não sendo esclarecido à família e à sociedade as circunstâncias desses desaparecimentos.
Para que possamos superar todos estes fatos faz-se necessário implementar os mecanismos da chamada Justiça de Transição. Estes mecanismos devem ser utilizados em países que passaram por regimes ditatoriais ou totalitários para que a democracia possa ser reconstruída. Há três preceitos básicos a serem implementados: verdade, justiça e reparação. A verdade, se relaciona com a abertura dos arquivos públicos, com a construção de monumentos e memoriais em homenagem às vítimas da ditadura. A justiça, com a punição dos culpados, sejam torturadores, mandantes ou financiadores. A reparação, se refere não somente a uma reparação econômica, mas também moral e política, ou seja, o amplo esclarecimento dos fatos.
A universidade, como espaço de livre pensamento, sempre foi um foco de construção democrática e de fomento de uma nova realidade, pautada na liberdade e na justiça. Através da ação de diversos de seus atores – e nem sempre institucionalmente – tem cumprido ao longo da história um importante papel na defesa das liberdades civis e dos Direitos Humanos, em sua resistência contra a opressão e à violência.
Dentro disso, é absurdo constatar que uma praça no principal campus da Pontifícia Universidade Católica de Campinas eternize a memória do general Emilio Garrastazu Medici, o general dos anos de chumbo da ditadura militar, responsável pelo endurecimento das perseguições políticas e pela efetiva implementação do nefasto Ato Institucional n°5 (AI 5), responsável por mortes, desaparecimentos forçados e torturas de presos políticos.
Curioso, ainda, que tal homenagem se refere à constante preocupação do ditador com “a educação e cultura do povo brasileiro”, apesar das prisões e exílios de intelectuais, da censura à músicas, peças teatrais e à imprensa e, especialmente, pelo ceifeamento do salutar debate acadêmico, então vigiado e sob forte controle dos agentes da repressão. Em tais termos, a cumplicidade desta universidade com o regime foi, além de imoral, escandalosa, cuja reparação é medida de rigor.
Para tanto, não basta a simples exclusão desta odiosa homenagem. Isso significa esquecimento, e o que necessitamos é de memória. Memória àqueles que lutaram e resistiram contra a ditadura, a fim de que esta não mais se repita.
Assim, dentro dos preceitos da Justiça de Transição, e em reconhecimento à resistência de diversos integrantes da Igreja que esta universidade representa, entendemos ser de plena justiça a homenagem à Frei Tito de Alencar Lima, histórico lutador e consequente vítima do regime ditatorial, cujas torturas o levaram ao suicídio.
Manter a homenagem aos algozes do povo brasileiro significa uma violência permanente. Este reconhecimento por parte da PUC-Campinas cumprirá um papel de reparação e uma oportunidade de remissão desta universidade, sedimentando um compromisso com o futuro e não mais com um passado sangrento.

PELO DIREITO A MEMÓRIA, À VERDADE E À JUSTIÇA.

PELO RESPEITO À MEMÓRIA DOS QUE MORRERAM E DESAPARECERAM LUTANDO POR UM BRASIL JUSTO E DEMOCRÁTICO.

PELA REPONSABILIZAÇÃO DOS TORTURADORES DO REGIME MILITAR.

As entidades que subcrevem este manifesto, junto com a solidariedade das demais entidades civis, pessoas físicas e jurídicas que o apoiam, exigem que a PUC-Campinas remova a homenagem à Ditadura Militar em sua praça “Emilio Garrastazu Médici”, ostentando no local a “PRAÇA FREI TITO DE ALENCAR LIMA (1945 – 1974)” em memória dos que lutaram e que ainda aguardam justiça.


Campinas, 05 de julho de 2010
Centro Acadêmico XVI de Abril
Núcleo de Preservação da Memória Política
Fórum de Ex-Presos e Perseguidos Políticos do Estado de São Paulo
Grupo Tortura Nunca Mais de São Paulo
Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana (CONDEPE)
Fórum de Direitos Humanos de Campinas

8 de jul de 2010

Plínio no Fórum Amazônia Sustentável neste dia 13.

O candidato à Presidência da República pelo PSOL, Plínio Arruda Sampaio, será o primeiro participante da série de debates sobre a Amazônia e as eleições 2010 organizada pelo Fórum Amazônia Sustentável.
Plínio participa da discussão promovida pelo Fórum no próximo dia 13 de julho (terça-feira), das 16 às 18 horas, no auditório do edfifício Metropolitan Tower, em Belém (PA). O evento será transmitido ao vivo pelo site www.forumamazoniasustentavel.org.br e os internautas poderão enviar perguntas.
O Fórum Amazônia Sustentável, articulado pelo Instituto Ethos e outras 40 organizações não governamentais, pretende ouvir as propostas dos presidenciáveis sobre os destinos da Amazônia.“Será uma chance para que os eleitores saibam o que os candidatos pensam sobre a região e como pretendem conduzir a agenda amazônica, uma das questões mais complexas para o Brasil do século XXI”, diz o pesquisador Adalberto Veríssimo, membro da Comissão Executiva do Fórum. Um dos mais respeitados estudiosos da questão amazônica, Veríssimo será o moderador dos debates.
Entre as diretrizes programáticas da candidatura Plínio para a Amazônia estão: a defesa da soberania nacional e do fim da privatização das florestas; a revogação da MP 458 – que legaliza a grilagem no campo -; o apoio aos povos indígenas, ribeirinhos e das populações tradicionais, contra a construção da hidrelétrica de Belo Monte; e o a apoio à demarcação, homologação, titulação e garantia de inviolabilidade dos territórios indígenas

6 de jul de 2010

PSOL oficializa a candidatura de Plínio.

O Partido Socialismo e Liberdade protocolou ontem (5 de julho), no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o pedido de candidatura de Plínio Arruda Sampaio à Presidência da República. O ministro do TSE relator do processo é Arnaldo Versiani e a oficialização da candidatura contém o registro do programa de governo e a declaração de bens do candidato e do vice. Plínio declarou um total de 2,1 milhões de reais, acumulados durante seus quase oitenta anos de vida e compostos de alguns imóveis e aplicações bancárias. Já o vice Hamilton Assis declarou possuir um patrimônio de 19 mil (um carro).
Além disso, foi declarado que o partido terá como limite de gastos na campanha o valor de 900 mil reais, valor este que pode até não ser integralmente gasto já que o PSOL não aceitará em sua campanha doações de bancos, multinacionais, empresas com passivos ambientais ou trabalhistas e empreiteiras. O dinheiro da campanha virá basicamente de doações de militantes e apoiadores, atividades financeiras organizadas pela candidatura, do próprio candidato e do comitê financeiro do PSOL.
Apesar da grande mídia ter destacado que Plínio declarou um valor alto de bens, o PSOL destaca que o orçamento da campanha é bem menor que os dos três candidatos que ocupam o primeiro lugar nas pesquisas. Dilma Rousseff (PT) declarou ter um patrimônio de 1 milhão de reais em bens, mas prevê R$ 157 milhões em gastos de campanha. José Serra (PSDB) calcula gastar R$ 180 milhões e soma R$ 1, 4 milhão em bens. E Marina Silva informou como teto de despesas a quantia de R$ 90 milhões, com patrimônio de R$ 149 mil. Obviamente, a discrepância entre o patrimônio dos candidatos e seus orçamentos de campanha só se justifica pelas altas somas de financiamento privado, combatido pelo PSOL por ser uma das portas de entrada para os esquemas de corrupção. O Partido Socialismo e Liberdade e a campanha Plínio defendem o financiamento público exclusivo de campanhas para que os governantes e legisladores não fiquem ama rrados a compromissos privados enquanto exercem cargos públicos.

3 de jul de 2010

PSOL-MG homologa candidatura do Professor Luiz Carlos e Waldir Giacomo para o governo de Minas.



PSOL MG oficializa a candidatura do professor Luiz Carlos de Montes Claros a candidato a governador de Minas (foto acima)e do companheiro socialista Waldir Giacomo de Juiz de Fora a vice-governador.
Após a decisão do companheiro João Batista, atual presidente do PSOL MG, que era o pré-candidato do partido, de desistir da disputa das eleições deste ano, os companheiros professor Luiz Carlos e Waldir Giacomo tiveram seus nomes aprovados e homologados como candidatos a governador e vice respectivamente.

1 de jul de 2010

PSOL oficializa candidatura de Plínio Arruda Sampaio.

Cerca de 300 pessoas lotaram o Auditório Teotônio Vilela da Assembleia Legislativa de São Paulo, na manhã desta quarta-feira, para assistir à Convenção Nacional Eleitoral do PSOL, que homologou a candidatura de Plínio Arruda Sampaio para a presidência da república. O evento teve início às 10h30 com a fala de parlamentares do PSOL e diversos intelectuais apoiadores que estavam presentes. Participaram ainda militantes, representantes de movimentos sociais e dirigentes estaduais do partido de diversas regiões do país.
“Ninguém está aqui à toa. Todos têm um sonho e eu agradeço por ser o portador dele”. Assim Plínio deu início à sua fala. O candidato destacou a resistência dos brasileiros, afirmando que ela já dura mais de 500 anos. “Nosso povo é oprimido, mas nunca aceitou a opressão, sempre houve resistência”, afirmou.
Segundo ele, o PSOL nasceu para fazer a reconstrução da esperança, que o PT representava, mas que se perdeu pelo caminho. “Estamos em outro contexto, diferente da época em que o PT surgiu. Estamos diante de uma sociedade contente, conformadas com o capitalismo, que acha que muito mais do que isso não pode melhorar”, avaliou Plínio, dizendo que as eleições de 2010 serão tão duras quanto a travessia de um deserto. “Não esperemos facilidade e sucesso imediato. Nossa conquista será a da consciência de dever cumprido”, alertou.
Plínio reafirmou que as candidaturas do PT, PSDB e PV representam a mesma ordem e que o PSOL quer acabar com a mesma. “Somos a candidatura da transgressão da ordem estabelecida”, destacou, lembrando que o partido tem em seu programa de governo ações que a burguesia não tem o interesse e nem coragem de empreitar, como as reformas agrária da educação e da saúde públicas; o fim à criminalização da pobreza e do movimento de desindustrialização pelo qual o país passa; uma reforma urbana que ataque a especulação imobiliária; e a redução da jornada de trabalho. “A reforma agrária não vai melhorar a produção agrícola, mas sim a vida do povo pobre. A redução da jornada de trabalho não é apenas para gerar mais emprego, mas para proporcionar tempo de lazer ao trabalhador, tempo para que ele possa pensar!”, explicou o candidato.
Plínio reafirmou seu compromisso com o socialismo e fez questão de colocar que sua candidatura é do PSOL e que fará a campanha em conjunto com o partido. “Unidos vamos restabelecer e liberar essa esperança e esse sonho que o brasileiro quer colocar para fora!”, concluiu Plínio legitimado pelos aplausos da plateia.
Parlamentares e apoiadores
Em sua fala, o deputado federal Ivan Valente (PSOL-SP) ressaltou a história e trajetória política de Plínio e convocou a militância a furar o bloqueio da mídia e a fazer uma campanha animada, com muita coragem e movimento. “Existe um espaço à esquerda para ser ocupado e ele é do PSOL”, afirmou Valente. Ele relembrou ainda as conquistas mais recentes do partido na câmara federal “É uma grande vitória um partido com apenas três deputados conseguir instalar uma CPI da dívida pública”, destacou. A fala do deputado empolgou os ouvintes e levantou gritos de luta da plateia, que cantou “É socialista, é coerente, Plínio de Arruda presidente!”
De acordo com o deputado estadual Carlos Giannazi (PSOL-SP), a candidatura de Plínio é a única que poderá fazer um debate crítico do sistema atual. “Isso porque ela rompe com a falsa polarização entre PT e PSDB”, disse ele. O deputado federal Chico Alencar (PSOL-RJ) complementou afirmando que a convenção estava sendo a celebração do contraponto. “ É preciso mostrar que o país não está tão bem quanto dizem. Nossa nação é uma loteria biológica, onde dois em cada três brasileiros não terão uma vida digna e decente. Nosso Índice de Desenvolvimento Humano ainda é muito baixo”, salientou. O senador José Nery (PSOL-PA) também destacou problemas como o trabalho escravo e infantil e o desemprego que infestam todo o país. “Não podemos manter o povo na situação de miséria e violência a que está submetidos. Mas é preciso dizer para as pessoas que o Brasil tem jeito e é somente com Plínio na presidência da república”, declarou.
Já a deputada federal Luciana Genro (PSOL – RS) afirmou que a luta nessas eleições será muito difícil. “Começando pelo boicote da mídia, que só considera três candidaturas”. Ela destacou ainda a falta de recursos do partido frente às máquinas eleitorais milionárias do PT e do PSDB, financiadas pelos maiores bancos do país. “Mas em contraposição temos um grande patrimônio que construímos com nossas ações políticas, como na luta contra a corrupção. Dessa marca não podemos abrir mão e Plínio representará tudo isso muito bem”, concluiu ela arrancado aplausos da plateia.
Com o fim da fala dos parlamentares, os intelectuais presente também manifestaram seu apoio a Plínio. “Nosso atual presidente é um síndico do capital. Vamos nessa eleição em romaria, com Plínio à nossa frente. Plínio, você tem nossa bênção”, anunciou Dom Tomás Balduíno, bispo emérito de Goiás. O geógrafo Aziz Ab’Saber fez questão de destacar o equilíbrio e a sensibilidade de Plínio. “Ele não pensa no outro, ele pensa nos outros. Estou com muito fervor em termos desta candidatura”, declarou emocionado. Waldemar Rossi, membro da Pastoral Operária, também destacou a unicidade de Plínio nessas eleições. “Só ele pode mostrar ao povo que esse modelo vigente não serve. Isso porque fala de forma simples, mas com muita profundidade. Não posso negar apoio a este homem, conhecendo sua história”, disse. O cineasta Silvio Tendler e os sociólogos Chico de Oliveira e Heloísa Fernandes, também marcaram presença no evento e declararam seu apoio ao candidato do PSOL.
Declarações de apoio dos presentes:


Deputado estadual Carlos Gianazzi / SP
Esta é a única candidatura que vai defender a reforma agrária. Vai romper com a falsa polarização PT x PSDB. Temos muito espaço para crescer, estamos otimistas, todos conhecemos a trajetória histórica do Plínio.

Sociólogo Chico Oliveira
Com aval do dom Tomás Balduíno (bispo emérito de Goiás) que está aqui ao meu lado, defensor das questões proletárias e cuja igreja não é um pedágio, estamos vivenciando um momento quase litúrgico da celebração da candidatura de contraponto. Além da trajetória inigualável de Plínio, que nos orgulha, o PSOL tem cara coletiva que se vê refletida aqui na mesa. O Partido, espero que em parceria com o PCB, vai trabalhar pela Frente de Esquerda.

Deputada federal Luciana Genro / RS
Esta não é uma campanha qualquer, sabemos das dificuldades todas. Em primeiro lugar o boicote absoluto à candidatura de Plínio por parte da grande mídia, que tem simplesmente ignorado nosso candidato a dados espaço somente às ditas “três grandes candidaturas”, que representam exatamente o mesmo plano de governo. Nós vamos enfrentar tudo isso.


Socióloga Heloísa Fernandes, filha do sociólogo e político Florestan
Se meu pai estivesse vivo, certamente estaria apoiando Plínio.


Deputado estadual Raul Marcelo / SP
Estamos vivendo um momento histórico da esquerda brasileira e temos que entender as profundas contradições do nosso país. Por um lado, o agronegócio está acabando com o meio ambiente, por outro, 30% da população não tem condições dignas de sobrevivência, estão na subcidadania.


Senador José Nery / BA
Todos nós que nos dispusemos a vir até aqui não nos rendemos à situação atual. Ao invés disso, preferimos manter viva a vontade de ter um Brasil digno, justo e socialista. Não perdemos o sonho, o rumo, o leme, mas mantemos muito viva a perspectiva, a luta. Um país como o nosso não pode e não deve manter seus filhos nessa situação de degradação, de miséria, nesse processo de favelização da sociedade. Na Amazônia, por exemplo, há 25 milhões de brasileiros que não têm sido incluídos ou sequer enxergados no debate político. Em compensação, gigantes da mineração com a Vale pagam só 3% do valor do minério explorado. Somos o país da exploração, do desemprego. Essa conjuntura deve nos motivar como nunca para a tarefa que temos agora, com o Plínio à nossa frente, para construir um mundo novo, socialista, no qual todos têm seus direitos representados.

Dom Tomás Balduíno (bispo emérito de Goiás)
Usando da liturgia, digo que esta é um caminhada esperançosa.

Geógrafo Aziz Ab´Saber
Tenho a grande esperança que o Plínio poderá ajudar, ele pensa em todos os outros, no gaúcho, no maranhense e existe a possibilidade dele fazer uma campanha muito boa no PSOL.


Waldemar Rossi – Coordenador da Pastoral Operária da Arquidiocese de São Paulo Paulo
Os sistemas político e econômico brasileiro estão superados. São incapazes de resolver os problemas colocados. E se existe alguém capaz de mostrar que o atual modelo não serve e que tem que ser mudado é o Plínio. Ele pode mostrar como o nosso problema não é meramente conjuntural, mas sim estrutural. O Plínio, o responsável pela minha militância, é um teimoso. Foi com ele que descobri que sou classe. E faremos de tudo para que essa campanha tenha o espaço que lhe é negado para dizer que o sonho é viável.

Cinesta Silvio Tendler
Estava desesperança em casa quando fiquei sabendo que o Plínio sairia candidato. Não tive dúvidas: imediatamente liguei e ofereci apoio. Essa é a chance que a gente tem para acreditar no processo eleitoral, essa candidatura é diferente, representa a possibilidade de mudança, de utopia.