6 de jul de 2010

PSOL oficializa a candidatura de Plínio.

O Partido Socialismo e Liberdade protocolou ontem (5 de julho), no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o pedido de candidatura de Plínio Arruda Sampaio à Presidência da República. O ministro do TSE relator do processo é Arnaldo Versiani e a oficialização da candidatura contém o registro do programa de governo e a declaração de bens do candidato e do vice. Plínio declarou um total de 2,1 milhões de reais, acumulados durante seus quase oitenta anos de vida e compostos de alguns imóveis e aplicações bancárias. Já o vice Hamilton Assis declarou possuir um patrimônio de 19 mil (um carro).
Além disso, foi declarado que o partido terá como limite de gastos na campanha o valor de 900 mil reais, valor este que pode até não ser integralmente gasto já que o PSOL não aceitará em sua campanha doações de bancos, multinacionais, empresas com passivos ambientais ou trabalhistas e empreiteiras. O dinheiro da campanha virá basicamente de doações de militantes e apoiadores, atividades financeiras organizadas pela candidatura, do próprio candidato e do comitê financeiro do PSOL.
Apesar da grande mídia ter destacado que Plínio declarou um valor alto de bens, o PSOL destaca que o orçamento da campanha é bem menor que os dos três candidatos que ocupam o primeiro lugar nas pesquisas. Dilma Rousseff (PT) declarou ter um patrimônio de 1 milhão de reais em bens, mas prevê R$ 157 milhões em gastos de campanha. José Serra (PSDB) calcula gastar R$ 180 milhões e soma R$ 1, 4 milhão em bens. E Marina Silva informou como teto de despesas a quantia de R$ 90 milhões, com patrimônio de R$ 149 mil. Obviamente, a discrepância entre o patrimônio dos candidatos e seus orçamentos de campanha só se justifica pelas altas somas de financiamento privado, combatido pelo PSOL por ser uma das portas de entrada para os esquemas de corrupção. O Partido Socialismo e Liberdade e a campanha Plínio defendem o financiamento público exclusivo de campanhas para que os governantes e legisladores não fiquem ama rrados a compromissos privados enquanto exercem cargos públicos.

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