9 de fev de 2012

“O BNDES tem que ser um banco com viés social”, afirma Chico Alencar.

O líder do PSOL, deputado federal Chico Alencar (PSOL-RJ), discursou no plenário da Câmara, na terça-feira 7, e falou sobre o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
“O BNDES, esse grande guarda-chuva, que tem que cumprir a sua função — está no seu próprio nome: apoio ao desenvolvimento econômico e social — , um banco de fomento, um banco com esse viés social, o S dele tem que ser cada vez maior”.
De acordo com o deputado algo que merece questionamento e debate é saber se o BNDES tem que estar bancando fortemente os investimentos desses consórcios privados, referindo-se à privatização de três aeroportos na última segunda-feira.
“Brasília, construída com o dinheiro público, terá seu aeroporto Juscelino Kubitschek agora coordenado, majoritariamente, por um consórcio, cujo operador principal é argentino, com mais experiência no ramo lá na Argentina. Viracopos terá como operador principal desse consórcio, que o BNDES nosso banca, um operador francês, que também não tem boa vida pregressa nessa função. E, por fim, Guarulhos, absolutamente lucrativo, poderoso, forte — aliás, esses três aeroportos são responsáveis por 30% da circulação de passageiros, no País, 57% das cargas — , terá como operador principal uma empresa da África do Sul, que também não tem boa recomendação nessa área. É um voo cego, uma manobra de risco bancada, esta privatização, com recursos do BNDES. O PT de antigamente questionaria muito, mas muito mesmo, esse tipo de procedimento que agora adota. Dizia-se no Império: nada mais parecido com um conservador do que um liberal no poder. Parece que a história se repete”.



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