29 de set de 2011

Professores invadem Assembleia do Ceará e jogam banco na polícia.

Os professores da rede estadual do Ceará entraram em confronto com o Batalhão de Choque da Polícia Militar na manhã desta quinta-feira (29) na Assembleia Legislativa. Os grevistas usaram um painel como escudo e arremessaram bancos contra os policiais. Dois professores ficaram feridos e quatro foram detidos. É a segunda vez, só neste mês, que a Assembleia é palco de confronto entre policiais e professores.
Os ânimos se acirraram por volta das 9 horas, quando alguns professores tentaram forçar a entrada no plenário da Casa. Depois, um grupo de 200 pessoas se concentrou na entrada do plenário ameaçando invadi-lo. Cerca de 30 homens da Tropa de Choque da PM foram chamados para conter os manifestantes.
Duas pessoas acabaram feridas e quatro detidas pela polícia. Um painel artístico de quatro metros de comprimento foi arrancado e usado como escudo pelos manifestantes. Eles também arremessaram bancos contra os policiais. Pedaços de madeira, facas, paus e outros artefatos foram apreendidos com os professores.
O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Roberto Cláudio (PSB), justificou o uso da força policial. “Tenho a premissa de preservar o patrimônio público, até porque prevaricaria se não fizesse isso”, disse ele. “Recrimino qualquer ato de violência, de qualquer natureza. A violência tem que ser deixada de lado deste parlamento. Sei que os professores de bem não participaram desse ato”, afirmou.
Desde quarta-feira (28) os professores estão acampados na Assembleia. Eles não concordam com a mensagem do governo do Ceará que reajusta o salário de uma parte dos educadores, mas não contempla todos os níveis da carreira.
Dos 35 mil professores ativos e inativos da rede estadual, apenas um grupo de 250 foi contemplado. Esses profissionais são de nível médio e passarão a receber o piso nacional do magistério de R$ 1.187. A categoria tentou impedir que a matéria fosse aprovada pelos deputados, mas, dos 46 parlamentares, apenas quatro votaram contra.
"Essa matéria tenta apagar fogo com gasolina", disse o deputado Roberto Mesquita (PV), um dos que votaram contra o reajuste. Para ele, o governo não prioriza a educação, pois dinheiro não seria problema para o governo. "O Ceará se mostra para o mundo como o Estado que, nominalmente, em valores absolutos, é o quarto da federação a fazer mais investimentos e, proporcionalmente, é o primeiro", ponderou.
Durante a votação, os professores tentaram forçar a entrada do plenário novamente e a polícia usou grande quantidade de gás de pimenta e forçou os manifestantes a recuarem. A Assembleia continua ocupada.

FONTE: PORTAL IG

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