Juiz de Fora é a segunda cidade mineira em número de residentes estrangeiros. Com 1.050 pessoas de outras nacionalidades, a cidade fica atrás apenas de Belo Horizonte, que tem 6.099 moradores nascidos em outros países. Os dados foram divulgados hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com base no Censo 2010, e revelam que o município ainda mantém a característica de atrair imigrantes, tendo ainda 186 habitantes naturalizados brasileiros. Depois de Juiz de Fora, as cidades com mais residentes estrangeiros no estado são Uberlândia (739) e Governador Valadares (683).
De acordo com o professor do Departamento de História da UFJF Marcos Olender, há características históricas diferentes que resultaram nas imigrações para Juiz de Fora. "No fim do século XIX e primeiros anos do século XX, as razões estão relacionadas com a necessidade de imigrar devido a situações enfrentadas na terra natal conjugadas com atrativos que o Brasil oferecia. No caso da colônia alemã em Juiz de Fora, há relação com o atrativo empresarial proporcionado por Mariano Procópio na época da construção da Estrada União Indústria. Ele trouxe mais de mil alemães na época para a cidade."
Em relação aos italianos, Olender explica que eles vieram para a América saindo de um processo de crise nos campos italianos. "Muitos aportaram no Rio e vieram para o interior de Minas devido aos cafezais. Mas alguns também optaram por ficar nas cidades e aqui era o principal polo econômico do estado. Já os árabes, sírios e libaneses tradicionalmente se dirigiram às capitais ou regiões como Juiz de Fora na época, que tinham um setor comercial importante."
O historiador reforça que, com o tempo, familiares e amigos dos países de origem continuaram se estabelecendo aqui, devido aos laços culturais, o que justifica a representatividade de estrangeiros no município até hoje. "Também temos uma nova leva de visitantes de outras nacionalidades que se estabelecem temporariamente aqui, principalmente vinculados aos programas de intercâmbio, como os da UFJF", destaca Olender. Segundo informações da Secretaria de Comunicação da UFJF, hoje a instituição conta com cerca de 120 alunos estrangeiros, sendo muitos europeus e africanos.
Dados nacionais
O número de imigrantes de outros países com residência fixa e pelo menos cinco anos de permanência no Brasil é 86,7% maior na comparação entre os censos de 2000 e 2010. No último levantamento, 286.468 estrangeiros estavam nessa situação. Já na pesquisa feita dez anos antes, eram 143.644.
Os estados que mais receberam imigrantes internacionais foram São Paulo, Paraná e Minas Gerais, que, juntos, abrigaram mais da metade dos estrangeiros. Os principais países de origem dessas pessoas, conforme o Censo Demográfico de 2010, são Estados Unidos (51.933), Japão (41.417), Paraguai (24.666), Portugal (21.376) e Bolívia (15.753).
FONTE: TRIBUNA DE MINAS.COM
27 de abr. de 2012
25 de abr. de 2012
Estudantes cobram apuração de estupro
Com faixas, panfletos e alto-falantes, estudantes da UFJF se reuniram ontem, em frente ao Restaurante Universitário (RU), em um ato de repúdio ao caso de estupro de uma adolescente de 17 anos, ocorrido no dia 13 deste mês, durante festa de recepção aos calouros do Instituto de Artes e Design, realizada dentro do campus. O movimento, organizado pelo Diretório Central dos Estudantes (DCE), tem o objetivo de conscientizar os alunos sobre casos semelhantes e cobrar providências das autoridades. "O número de estupros de mulheres tem crescido na sociedade. Precisamos atentar para esses casos machistas, que colocam a figura feminina em situações vexatórias. Neste fato específico no campus, lutamos para que ele não caia no esquecimento", ressaltou o coordenador do DCE, Felipe Fonseca. O caso ganha cada vez mais repercussão na mídia e no cenário acadêmico nacional. O manifesto iniciado por docentes da UFJF, com apoio da Associação de Professores do Ensino Superior (Apes), atingiu mais de 300 autoridades e entidades de todo o país, entre juristas e membros que participaram da elaboração do Estatuto da Criança e Adolescente (ECA), professores de instituições de ensino superior como Universidade de Campinas (Unicamp), Universidade Federal Fluminense (UFF), Universidade de Brasília (UNB), Universidade Federal do Ceará, de Uberlândia, além de associações ligadas às mulheres e aos movimentos sociais, e representantes do Conselho Nacional de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (LGBT) e do Ministério da Cultura. Todos apóiam o ato de repúdio e cobram medidas mais severas para coibir atos de violência contra a mulher dentro do campus.
No ato realizado ontem, os estudantes pedem a punição dos envolvidos. "A suspensão de festas dentro da UFJF não ataca o problema. A instituição precisa garantir a integridade física dos alunos", disse Felipe. O grupo pede ainda mais iluminação em todos os locais da instituição. "Há muitas áreas escuras, afastadas. As melhorias podem coibir os agressores de atacar as mulheres", defendeu a aluna de pedagogia Priscilla Lima. Os alunos estão organizando ainda o "Coletivo de mulheres da universidade", para serem debatidas formas de combate ao machismo na UFJF nas mais diversas situações, entre elas, os trotes. O primeiro encontro será na sexta-feira, às 14h, no Diretório Acadêmico (DA) de Pedagogia, na Faculdade de Educação.
Ontem foi publicada portaria que suspende temporariamente os eventos festivos que não estejam diretamente ligados às atividades fins da universidade. A suspensão será mantida até que sejam fixadas novas normas sobre o uso do campus, com aprovação do Conselho Superior, composto por representantes de todas as categorias da UFJF. A assessoria de comunicação da universidade afirmou ainda que continua em andamento, de forma sigilosa, o trabalho da comissão de sindicância interna que apura o caso de estupro da adolescente. O relatório da investigação deverá ser encerrado em um mês, podendo ser prorrogado por mais 30 dias. Em relação à segurança no campus, a UFJF declarou que há segurança em toda a área da universidade, além de 212 câmeras de monitoramento.
Apuração segue em sigilo na Polícia Civil
Paralelamente à apuração da UFJF, a Polícia Civil instaurou inquérito para apurar o caso do estupro da adolescente. Doze dias depois do ocorrido, a delegada que acompanhava o caso, Maria Isabella Bovalente Santo, deixa a Delegacia de Proteção e Orientação à Família para assumir cargo na Corregedoria da Polícia Civil, em Belo Horizonte. Ontem a delegada Maria Pontes, que assume o caso, limitou-se a informar que a apuração será realizada e mantida em sigilo. "Não só esse caso, mas todos os crimes sexuais demandam mais discrição e cuidado para não expor a vítima a constrangimentos." O laudo do exame de corpo de delito já foi solicitado ao Instituto Médico Legal (IML) a fim de materializar o crime, mas ainda não chegou nas mãos da delegada.
Os casos recentes de estupro em Juiz de Fora chamam a atenção. Somente entre o início de outubro à primeira quinzena de março, 11 estupros envolvendo maiores de 18 anos de idade foram registrados na delegacia especializada. A maioria dos casos não chegou a ser investigada já que a maior parte das vítimas não procurou a delegacia para representar a queixa, o que é necessário para a abertura do inquérito policial.
Para a delegada Maria Pontes, a falta de iniciativa e participação das vítimas provoca impunidade e dificulta o trabalho de investigação. "É a vítima que precisa solicitar e é ela que orienta toda a investigação. Muitas não procuram a delegacia por vergonha, medo de exposição e de novo sofrimento, mas sua participação é fundamental. Para a polícia, é um dos crimes com maior dificuldade de apuração, já que não há testemunhas, e, muitas vezes, nem os exames comprovam o abuso."
No ato realizado ontem, os estudantes pedem a punição dos envolvidos. "A suspensão de festas dentro da UFJF não ataca o problema. A instituição precisa garantir a integridade física dos alunos", disse Felipe. O grupo pede ainda mais iluminação em todos os locais da instituição. "Há muitas áreas escuras, afastadas. As melhorias podem coibir os agressores de atacar as mulheres", defendeu a aluna de pedagogia Priscilla Lima. Os alunos estão organizando ainda o "Coletivo de mulheres da universidade", para serem debatidas formas de combate ao machismo na UFJF nas mais diversas situações, entre elas, os trotes. O primeiro encontro será na sexta-feira, às 14h, no Diretório Acadêmico (DA) de Pedagogia, na Faculdade de Educação.
Ontem foi publicada portaria que suspende temporariamente os eventos festivos que não estejam diretamente ligados às atividades fins da universidade. A suspensão será mantida até que sejam fixadas novas normas sobre o uso do campus, com aprovação do Conselho Superior, composto por representantes de todas as categorias da UFJF. A assessoria de comunicação da universidade afirmou ainda que continua em andamento, de forma sigilosa, o trabalho da comissão de sindicância interna que apura o caso de estupro da adolescente. O relatório da investigação deverá ser encerrado em um mês, podendo ser prorrogado por mais 30 dias. Em relação à segurança no campus, a UFJF declarou que há segurança em toda a área da universidade, além de 212 câmeras de monitoramento.
Apuração segue em sigilo na Polícia Civil
Paralelamente à apuração da UFJF, a Polícia Civil instaurou inquérito para apurar o caso do estupro da adolescente. Doze dias depois do ocorrido, a delegada que acompanhava o caso, Maria Isabella Bovalente Santo, deixa a Delegacia de Proteção e Orientação à Família para assumir cargo na Corregedoria da Polícia Civil, em Belo Horizonte. Ontem a delegada Maria Pontes, que assume o caso, limitou-se a informar que a apuração será realizada e mantida em sigilo. "Não só esse caso, mas todos os crimes sexuais demandam mais discrição e cuidado para não expor a vítima a constrangimentos." O laudo do exame de corpo de delito já foi solicitado ao Instituto Médico Legal (IML) a fim de materializar o crime, mas ainda não chegou nas mãos da delegada.
Os casos recentes de estupro em Juiz de Fora chamam a atenção. Somente entre o início de outubro à primeira quinzena de março, 11 estupros envolvendo maiores de 18 anos de idade foram registrados na delegacia especializada. A maioria dos casos não chegou a ser investigada já que a maior parte das vítimas não procurou a delegacia para representar a queixa, o que é necessário para a abertura do inquérito policial.
Para a delegada Maria Pontes, a falta de iniciativa e participação das vítimas provoca impunidade e dificulta o trabalho de investigação. "É a vítima que precisa solicitar e é ela que orienta toda a investigação. Muitas não procuram a delegacia por vergonha, medo de exposição e de novo sofrimento, mas sua participação é fundamental. Para a polícia, é um dos crimes com maior dificuldade de apuração, já que não há testemunhas, e, muitas vezes, nem os exames comprovam o abuso."
24 de abr. de 2012
CPI: indicações do PT passam por Dilma e Lula
Por Josias de Souza
Instada a comentar a CPI do Cachoeira há quatro dias, Dilma Rousseff escapuliu: “A CPI é algo afeito ao Congresso.” Lorota. Àquela altura, longe dos refletores, a presidente já se movia para impedir que o PT guindasse ao posto de relator da Comissão Parlamentar de Inquérito um deputado que não fosse do seu agrado.
Equipava-se para exercer a função Cândido Vaccarezza (PT-SP), ex-líder do governo na Câmara. Dilma levou o pé à porta, vetando-o. E Vaccarezza viu-se compelido a retirar-se de cena. Não posso ocupar uma posição dessas contra a vontade da presidente da República, disse a um amigo.
Entusiasta da CPI e simpático ao nome de Vaccarezza, Lula interveio na encrenca. Nesta segunda (24), reuniu-se com o deputado, em São Paulo. Sugeriu-lhe que aceite integrar a CPI, mesmo fora da relatoria. Um arranjo ao qual Dilma não se opõe. Vaccarezza pediu tempo.
Nesta terça (24), data-limite para que os partidos indiquem seus representantes na CPI, o deputado dará sua resposta numa reunião com o presidente do PT federal, Rui Falcão. E quanto à estratégica cadeira de relator? Bem…
Bem, excluído Vaccarezza, foram à mesa outros nomes. O mais cotado era Odair Cunha (PT-MG). Dilma voltou a torcer o nariz. Mostrou-se menos avessa a Paulo Teixeira (PT-SP), ex-líder do petismo na Câmara. O diabo é que Teixeira não parece propenso a aceitar a incumbência.
O indicado do PT, seja quem for, comandará a investigação em dobradinha com o senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), alçado à presidência da comissão já na semana passada, após consultas feitas pelo líder Renan Calheiros (PMDB-AL). Lula foi um dos consultados.
Quer dizer: a CPI é do Congresso. Mas quem distribui as cartas marcadas que conduzirão os trabalhos são Dilma e Lula, dois personagens sem assento no Legislativo. Quem quiser, pode dar crédito ao lero-lero segundo o qual o governo não vai se meter na CPI. Mas arrisca-se a fazer papel de bobo.
Instada a comentar a CPI do Cachoeira há quatro dias, Dilma Rousseff escapuliu: “A CPI é algo afeito ao Congresso.” Lorota. Àquela altura, longe dos refletores, a presidente já se movia para impedir que o PT guindasse ao posto de relator da Comissão Parlamentar de Inquérito um deputado que não fosse do seu agrado.
Equipava-se para exercer a função Cândido Vaccarezza (PT-SP), ex-líder do governo na Câmara. Dilma levou o pé à porta, vetando-o. E Vaccarezza viu-se compelido a retirar-se de cena. Não posso ocupar uma posição dessas contra a vontade da presidente da República, disse a um amigo.
Entusiasta da CPI e simpático ao nome de Vaccarezza, Lula interveio na encrenca. Nesta segunda (24), reuniu-se com o deputado, em São Paulo. Sugeriu-lhe que aceite integrar a CPI, mesmo fora da relatoria. Um arranjo ao qual Dilma não se opõe. Vaccarezza pediu tempo.
Nesta terça (24), data-limite para que os partidos indiquem seus representantes na CPI, o deputado dará sua resposta numa reunião com o presidente do PT federal, Rui Falcão. E quanto à estratégica cadeira de relator? Bem…
Bem, excluído Vaccarezza, foram à mesa outros nomes. O mais cotado era Odair Cunha (PT-MG). Dilma voltou a torcer o nariz. Mostrou-se menos avessa a Paulo Teixeira (PT-SP), ex-líder do petismo na Câmara. O diabo é que Teixeira não parece propenso a aceitar a incumbência.
O indicado do PT, seja quem for, comandará a investigação em dobradinha com o senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), alçado à presidência da comissão já na semana passada, após consultas feitas pelo líder Renan Calheiros (PMDB-AL). Lula foi um dos consultados.
Quer dizer: a CPI é do Congresso. Mas quem distribui as cartas marcadas que conduzirão os trabalhos são Dilma e Lula, dois personagens sem assento no Legislativo. Quem quiser, pode dar crédito ao lero-lero segundo o qual o governo não vai se meter na CPI. Mas arrisca-se a fazer papel de bobo.
23 de abr. de 2012
Servidores da UFJF paralisam atividades nesta quarta.
Técnico-administrativos e professores das instituições federais de ensino de Juiz de Fora vão aderir ao Dia Nacional de Luta do Servidor Público Federal e cruzam os braços nesta quarta-feira (25). A mobilização irá atingir os alunos da UFJF, do IF Sudeste/MG e do Colégio de Aplicação João XXIII. Serviços prestados em unidades como o Restaurante Universitário, as bibliotecas, a Central de Atendimento, as secretarias, as coordenações e os laboratórios também não serão realizados. Os veículos da universidade também não circulam, com exceção das ambulâncias e carros destinados à segurança das instituições. Inicialmente, as atividades do Hospital Universitária funcionarão normalmente, de acordo com informação do Sindicato dos Trabalhadores em Educação da UFJF (Sintufejuf).
A mobilização dos trabalhadores técnico-administrativos foi definida em assembleia realizada na manhã desta segunda-feira (23). Os professores já haviam definido sua participação no movimento nacional em encontro ocorrido na última quinta-feira (19), quando a categoria havia realizado uma paralisação.
O ato faz parte do calendário da campanha salarial unificada no serviço público federal.
FONTE: TRIBUNA.COM
A mobilização dos trabalhadores técnico-administrativos foi definida em assembleia realizada na manhã desta segunda-feira (23). Os professores já haviam definido sua participação no movimento nacional em encontro ocorrido na última quinta-feira (19), quando a categoria havia realizado uma paralisação.
O ato faz parte do calendário da campanha salarial unificada no serviço público federal.
FONTE: TRIBUNA.COM
Desempenho da ultradireita surpreende em eleições na França
O socialista François Hollande conquistou neste domingo o primeiro turno da eleição presidencial na França, marcado pelo índice surpreendente de votos conquistados pela candidata da extrema-direita, Marine Le Pen --mais de 18%-- segundo as pesquisas.
Hollande enfretará Nicolas Sarkozy no segundo turno, em 6 de maio. O socialista deve contar com os votos da esquerda radical e dos ecologistas, enquanto a reserva de votos do atual presidente parece ser menor.
Segundo os resultados quase definitivos divulgados pelo Ministério do Interior, com quase 99% da apuração, o candidato socialista obteve 28,56% dos votos à frente de Nicolas Sarkozy (27,07%), que perdeu a aposta de levar o primeiro turno, para estabelecer uma nova dinâmica para o segundo.
Candidata da extrema-direita, Marine Le Pen, chega em terceiro lugar, com 18,12%, seguida pelo representante da esquerda radical Jean-Luc Mélenchon (11,10%) e do centrista François Bayrou (9,11%).
PESQUISAS APONTAM VITÓRIA DE HOLLANDE
Segundo duas pesquisas realizadas no calor da noite eleitoral pelos institutos Ipsos e Ifop, com as quais é preciso ter precaução, François Hollande vencerá a eleição presidencial com 54% ou 54,5% dos votos contra 46% ou 45,5% de Nicolas Sarkozy.
"Estou confiante", declarou o vencedor do primeiro turno, considerando-se "candidato da união" e "aquele em melhor posição para se tornar o próximo presidente da República". "A Frente Nacional nunca tinha chegado a um nível como este", afirmou. "É um novo sinal que aparece de repente diante de meus olhos".
O atual presidente também manifestou sua "confiança", propondo "três debates" com seu adversário, "sobre questões econômicas e sociais, de sociedade e temas internacionais".
François Hollande já recusou, afirmando querer apenas um debate, como é a tradição na França.
'A BATALHA APENAS COMEÇOU'
"A batalha pela França apenas começou", declarou Marine após saber do resultado. "Nós quebramos o monopólio de dois partidos", completou.
O comparecimento dos franceses às urnas ficou acima do esperado, num primeiro turno dominado pela crise econômica. A taxa de participação chegou a mais de 80%, segundo estimativas dos institutos de pesquisa, uma taxa muito elevada, apesar de menor que em 2007 (83,77%).
Essas cifras dissipam a preocupação com uma grande abstenção, expressada durante uma campanha que pouco envolveu os franceses, que não viam no pleito soluções para suas dificuldades.
Em duas semanas, os eleitores vão escolher quem será o presidente nos próximos cinco anos de uma das principais economias mundiais, potência nuclear e membro permanente do Conselho de Segurança da ONU, com um poder como poucos no mundo democrático.
O RETORNO DA ESQUERDA
Considerado há meses vencedor no segundo turno, com 55% dos votos em média, François Hollande, 57 anos, está em posição de força para se tornar o primeiro presidente de esquerda desde François Mitterrand (1981-1995).
Com pouca experiência em cargos de peso, este homem que passa a imagem de sobriedade deverá poder contar no segundo turno com os votos dos eleitores de Jean-Luc Mélenchon e da ecologista Eva Joly.
A crise na zona do euro esteve presente na campanha, através da explosão de déficits, da taxa de desemprego (mais de 10% da população economicamente ativa), da questão do protecionismo europeu e da justiça fiscal.
"Nunca deixei de votar mas, desta vez, sinto muito pouco entusiasmo. No plano econômico, há pouca diferença entre os dois candidatos", comentava em Paris uma eleitora de 62 anos, Isabelle Provost.
Foi neste contexto que François Hollande traçou sua estratégia metodicamente, sem levantar a multidão, mas destacando suas prioridades - o emprego dos jovens e o crescimento.
REFERENDO CONTRA SARKOZY
O ex-líder do Partido Socialista (1997-2008) conseguiu fazer esquecer sua falta de experiência no governo, transformando a eleição num referendo contra Sarkozy, mergulhado em recordes de impopularidade.
Após a divulgação dos números, Jean-Luc Mélenchon convocou seus eleitores a "derrotar Sarkozy" e pediu votos para Hollande. "Nosso povo está decidido a por um ponto final na página dos anos Nicolas Sarkozy", afirmou.
A candidata ecologista Eva Joly (2%) também pediu apoio a Hollande.
Todos os demais candidatos obtiveram menos de 2% dos votos.
Já o diretor de campanha de Marine Le Pen, Florian Philippot, disse que ela anunciará no dia 1º de maio sua posição para o 2º turno.
FONTE: FOLHA.COM
Hollande enfretará Nicolas Sarkozy no segundo turno, em 6 de maio. O socialista deve contar com os votos da esquerda radical e dos ecologistas, enquanto a reserva de votos do atual presidente parece ser menor.
Segundo os resultados quase definitivos divulgados pelo Ministério do Interior, com quase 99% da apuração, o candidato socialista obteve 28,56% dos votos à frente de Nicolas Sarkozy (27,07%), que perdeu a aposta de levar o primeiro turno, para estabelecer uma nova dinâmica para o segundo.
Candidata da extrema-direita, Marine Le Pen, chega em terceiro lugar, com 18,12%, seguida pelo representante da esquerda radical Jean-Luc Mélenchon (11,10%) e do centrista François Bayrou (9,11%).
PESQUISAS APONTAM VITÓRIA DE HOLLANDE
Segundo duas pesquisas realizadas no calor da noite eleitoral pelos institutos Ipsos e Ifop, com as quais é preciso ter precaução, François Hollande vencerá a eleição presidencial com 54% ou 54,5% dos votos contra 46% ou 45,5% de Nicolas Sarkozy.
"Estou confiante", declarou o vencedor do primeiro turno, considerando-se "candidato da união" e "aquele em melhor posição para se tornar o próximo presidente da República". "A Frente Nacional nunca tinha chegado a um nível como este", afirmou. "É um novo sinal que aparece de repente diante de meus olhos".
O atual presidente também manifestou sua "confiança", propondo "três debates" com seu adversário, "sobre questões econômicas e sociais, de sociedade e temas internacionais".
François Hollande já recusou, afirmando querer apenas um debate, como é a tradição na França.
'A BATALHA APENAS COMEÇOU'
"A batalha pela França apenas começou", declarou Marine após saber do resultado. "Nós quebramos o monopólio de dois partidos", completou.
O comparecimento dos franceses às urnas ficou acima do esperado, num primeiro turno dominado pela crise econômica. A taxa de participação chegou a mais de 80%, segundo estimativas dos institutos de pesquisa, uma taxa muito elevada, apesar de menor que em 2007 (83,77%).
Essas cifras dissipam a preocupação com uma grande abstenção, expressada durante uma campanha que pouco envolveu os franceses, que não viam no pleito soluções para suas dificuldades.
Em duas semanas, os eleitores vão escolher quem será o presidente nos próximos cinco anos de uma das principais economias mundiais, potência nuclear e membro permanente do Conselho de Segurança da ONU, com um poder como poucos no mundo democrático.
O RETORNO DA ESQUERDA
Considerado há meses vencedor no segundo turno, com 55% dos votos em média, François Hollande, 57 anos, está em posição de força para se tornar o primeiro presidente de esquerda desde François Mitterrand (1981-1995).
Com pouca experiência em cargos de peso, este homem que passa a imagem de sobriedade deverá poder contar no segundo turno com os votos dos eleitores de Jean-Luc Mélenchon e da ecologista Eva Joly.
A crise na zona do euro esteve presente na campanha, através da explosão de déficits, da taxa de desemprego (mais de 10% da população economicamente ativa), da questão do protecionismo europeu e da justiça fiscal.
"Nunca deixei de votar mas, desta vez, sinto muito pouco entusiasmo. No plano econômico, há pouca diferença entre os dois candidatos", comentava em Paris uma eleitora de 62 anos, Isabelle Provost.
Foi neste contexto que François Hollande traçou sua estratégia metodicamente, sem levantar a multidão, mas destacando suas prioridades - o emprego dos jovens e o crescimento.
REFERENDO CONTRA SARKOZY
O ex-líder do Partido Socialista (1997-2008) conseguiu fazer esquecer sua falta de experiência no governo, transformando a eleição num referendo contra Sarkozy, mergulhado em recordes de impopularidade.
Após a divulgação dos números, Jean-Luc Mélenchon convocou seus eleitores a "derrotar Sarkozy" e pediu votos para Hollande. "Nosso povo está decidido a por um ponto final na página dos anos Nicolas Sarkozy", afirmou.
A candidata ecologista Eva Joly (2%) também pediu apoio a Hollande.
Todos os demais candidatos obtiveram menos de 2% dos votos.
Já o diretor de campanha de Marine Le Pen, Florian Philippot, disse que ela anunciará no dia 1º de maio sua posição para o 2º turno.
FONTE: FOLHA.COM
21 de abr. de 2012
Em meio a crise, Brasília gasta R$ 10 milhões em aniversário
Ameaçado por CPI, Agnelo faz agenda discreta. Programação na Esplanada inclui shows de Seu Jorge e Capital Inicial
Em meio a uma crise política envolvendo o governador Agnelo Queiroz (PT), o governo do Distrito Federal (GDF) comemora este sábado o aniversário da cidade com festa orçada em R$ 10 milhões – o maior valor dos últimos anos. As principais atrações estão inseridas na programação bienal do livro - que começou no sábado passado e ocorre simultaneamente ao aniversário de Brasília - e inclui shows de Seu Jorge, Capital Inicial e Caetano Veloso.
Agnelo tem agenda discreta para este sábado. Até o início da noite de ontem, a assessoria de imprensa do governador havia informado que seu único compromisso seria a reinauguração do Catetinho. Mas depois divulgou nova agenda informando que Agnelo participará da missa pelo aniversário de Brasília, que acontece às 20h, na Catedral Metropolitana. O petista se tornou alvo de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) após ter sido citado na Operação Monte Carlo, que investiga negócios do bicheiro Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, com agentes públicos e privados.
Segundo a Secretaria de Cultura, o Distrito Federal arcará integralmente com os R$ 10 milhões, que bancarão a infraestrutura e o cachê dos artistas que se apresentarão na festa. No ano passado, a comemoração saiu por R$ 9 milhões, sendo que R$ 7 milhões foram recursos do GDF e o restante, da iniciativa privada. Já em 2010, quando a cidade transpirava a crise do chamado mensalão do DEM, que envolveu a cúpula do GDF, o evento consumiu R$ 8 milhões.
As principais atrações deste sábado são os shows de Seu Jorge e Capital Inicial, previstos para 23h e 0h20, respectivamente, na Esplanada dos Ministérios. A programação inclui ainda apresentações de bandas gospel, a partir das 10h, e de grupos de teatro em frente ao Museu da República, entre 10h e 20h. Djs também se apresentarão a partir das 14h no palco montado junto à Biblioteca Nacional.
Rescaldo no domingo
A festa contará com 2.120 policiais militares e 230 viaturas, entre carros e motocicletas, além de 380 bombeiros. A assessoria do GDF informou que o trânsito ficará fechado a partir das 6h deste sábado até a Praça dos Três Poderes e que não será permitido estacionar carros no canteiro central da Esplanada.
O domingo também deverá ser marcado por movimento na Esplanada. Estão previstos shows de Caetano Veloso e Chico Cesar, a partir das 22h, no palco principal. As bandas Plebe Rude, Parafernália, Falujah e Trampa se apresentam no palco Juventude, junto à Biblioteca Nacional, a partir de 13h.
FONTE: IG.COM
Em meio a uma crise política envolvendo o governador Agnelo Queiroz (PT), o governo do Distrito Federal (GDF) comemora este sábado o aniversário da cidade com festa orçada em R$ 10 milhões – o maior valor dos últimos anos. As principais atrações estão inseridas na programação bienal do livro - que começou no sábado passado e ocorre simultaneamente ao aniversário de Brasília - e inclui shows de Seu Jorge, Capital Inicial e Caetano Veloso.
Agnelo tem agenda discreta para este sábado. Até o início da noite de ontem, a assessoria de imprensa do governador havia informado que seu único compromisso seria a reinauguração do Catetinho. Mas depois divulgou nova agenda informando que Agnelo participará da missa pelo aniversário de Brasília, que acontece às 20h, na Catedral Metropolitana. O petista se tornou alvo de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) após ter sido citado na Operação Monte Carlo, que investiga negócios do bicheiro Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, com agentes públicos e privados.
Segundo a Secretaria de Cultura, o Distrito Federal arcará integralmente com os R$ 10 milhões, que bancarão a infraestrutura e o cachê dos artistas que se apresentarão na festa. No ano passado, a comemoração saiu por R$ 9 milhões, sendo que R$ 7 milhões foram recursos do GDF e o restante, da iniciativa privada. Já em 2010, quando a cidade transpirava a crise do chamado mensalão do DEM, que envolveu a cúpula do GDF, o evento consumiu R$ 8 milhões.
As principais atrações deste sábado são os shows de Seu Jorge e Capital Inicial, previstos para 23h e 0h20, respectivamente, na Esplanada dos Ministérios. A programação inclui ainda apresentações de bandas gospel, a partir das 10h, e de grupos de teatro em frente ao Museu da República, entre 10h e 20h. Djs também se apresentarão a partir das 14h no palco montado junto à Biblioteca Nacional.
Rescaldo no domingo
A festa contará com 2.120 policiais militares e 230 viaturas, entre carros e motocicletas, além de 380 bombeiros. A assessoria do GDF informou que o trânsito ficará fechado a partir das 6h deste sábado até a Praça dos Três Poderes e que não será permitido estacionar carros no canteiro central da Esplanada.
O domingo também deverá ser marcado por movimento na Esplanada. Estão previstos shows de Caetano Veloso e Chico Cesar, a partir das 22h, no palco principal. As bandas Plebe Rude, Parafernália, Falujah e Trampa se apresentam no palco Juventude, junto à Biblioteca Nacional, a partir de 13h.
FONTE: IG.COM
20 de abr. de 2012
Governo não aceita mudanças no Código Florestal, diz ministra
O governo não vai aceitar as mudanças no Código Florestal feitas pelo relator do projeto, deputado Paulo Piau (PMDB-MG), por considerar que o parecer sugere "anistia aos desmatadores", disse nesta sexta-feira (20) a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira.
"Recebemos o relatório ontem à noite. A posição do governo é a de não concordar com qualquer mecanismo que leve à anistia. Nós queremos o texto do Senado", afirmou a ministra, que participava no Rio de Janeiro de reunião preparatória da conferência da Organização das Nações Unidas sobre desenvolvimento sustentável, a Rio+20.
O artigo 62 do relatório trata da polêmica regularização de propriedades que desmataram APPs (Área de Preservação Permanente, regiões de proteção ambiental ao longo de cursos d'água, encostas e topos de morro).
Em seu parecer apresentado na última quinta-feira, Piau retirou do projeto trechos do artigo que estabeleciam o tamanho das faixas de APP ao longo de rios que deveriam ser recompostas por produtores rurais para se regularizar.
O relatório deixa a cargo do Executivo a definição das faixas que terão de ser recuperadas, por meio de um Programa de Regularização Ambiental que ainda deve ser implantado. As diretrizes gerais do programa serão determinadas pelo Executivo federal, mas a definição de detalhes e pontos específicos será feita pelos Executivos estaduais.
Dessa forma, a exigência de reflorestamento ao longo de cursos d'água e as faixas de vegetação nativa que devem ser respeitadas para a regularização de propriedades ficam temporariamente indefinidas.
"Se você não estabelece faixas mínimas de proteção, você dá uma incerteza muito grande e isso sugere anistia. Somos contra qualquer mecanismo que dê a ideia de anistia para quem cometeu crime ambiental", disse a ministra.
Piau ressaltou que a ausência de exigências nas margens de rios refere-se apenas às propriedades que precisam ser regularizadas. Para as outras propriedades, no entanto, fica valendo a faixa que varia de 30 a 500 metros, dependendo da largura do rio.
O substitutivo do Senado aprovado no ano passado apontava que os produtores rurais que destruíram áreas de vegetação poderiam regularizar sua situação reflorestando uma faixa de 15 a 100 metros de vegetação de cada lado do rio.
O texto do relator também consolida, na prática, as ocupações ocorridas antes de 2008 em apicuns, áreas adjacentes aos manguezais. A responsabilidade pela regulamentação de novas ocupações nessas áreas fica a cargo dos Estados, por meio de zoneamento ecológico e econômico da zona costeira.
A ministra acrescentou que o próximo passo é "sentar e dialogar".
A votação do Código Florestal na Câmara dos Deputados está marcada para a próxima terça-feira (24).
FONTE: FOLHA.COM
"Recebemos o relatório ontem à noite. A posição do governo é a de não concordar com qualquer mecanismo que leve à anistia. Nós queremos o texto do Senado", afirmou a ministra, que participava no Rio de Janeiro de reunião preparatória da conferência da Organização das Nações Unidas sobre desenvolvimento sustentável, a Rio+20.
O artigo 62 do relatório trata da polêmica regularização de propriedades que desmataram APPs (Área de Preservação Permanente, regiões de proteção ambiental ao longo de cursos d'água, encostas e topos de morro).
Em seu parecer apresentado na última quinta-feira, Piau retirou do projeto trechos do artigo que estabeleciam o tamanho das faixas de APP ao longo de rios que deveriam ser recompostas por produtores rurais para se regularizar.
O relatório deixa a cargo do Executivo a definição das faixas que terão de ser recuperadas, por meio de um Programa de Regularização Ambiental que ainda deve ser implantado. As diretrizes gerais do programa serão determinadas pelo Executivo federal, mas a definição de detalhes e pontos específicos será feita pelos Executivos estaduais.
Dessa forma, a exigência de reflorestamento ao longo de cursos d'água e as faixas de vegetação nativa que devem ser respeitadas para a regularização de propriedades ficam temporariamente indefinidas.
"Se você não estabelece faixas mínimas de proteção, você dá uma incerteza muito grande e isso sugere anistia. Somos contra qualquer mecanismo que dê a ideia de anistia para quem cometeu crime ambiental", disse a ministra.
Piau ressaltou que a ausência de exigências nas margens de rios refere-se apenas às propriedades que precisam ser regularizadas. Para as outras propriedades, no entanto, fica valendo a faixa que varia de 30 a 500 metros, dependendo da largura do rio.
O substitutivo do Senado aprovado no ano passado apontava que os produtores rurais que destruíram áreas de vegetação poderiam regularizar sua situação reflorestando uma faixa de 15 a 100 metros de vegetação de cada lado do rio.
O texto do relator também consolida, na prática, as ocupações ocorridas antes de 2008 em apicuns, áreas adjacentes aos manguezais. A responsabilidade pela regulamentação de novas ocupações nessas áreas fica a cargo dos Estados, por meio de zoneamento ecológico e econômico da zona costeira.
A ministra acrescentou que o próximo passo é "sentar e dialogar".
A votação do Código Florestal na Câmara dos Deputados está marcada para a próxima terça-feira (24).
FONTE: FOLHA.COM
18 de abr. de 2012
Demóstenes negociou verba para beneficiar empreiteira
Escutas e relatório do Ministério Público Federal apontam que o senador Demóstenes Torres (ex-DEM, atualmente sem partido) usou o cargo para negociar um projeto de R$ 8 milhões em favor da Delta Construções, informa reportagem de Fernando Mello e Leandro Colon, publicada na Folha desta quarta-feira
Na gravação, ele condiciona o envio de verba para obra em Anápolis (GO) à escolha da Delta para tocar o projeto.
O senador diz a Cachoeira que o prefeito de Anápolis lhe pediu ajuda para fazer um parque. "Falei pra ele... que ele desse preferência para vocês", diz.
Um dia depois, Cachoeira relata a conversa para um diretor da Delta.
Para o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, há evidências de que Demóstenes atuava como "sócio oculto" da Delta, empresa que desde 2007 é a que mais recebe recursos do governo federal, principalmente por obras do Programa de Aceleração do Crescimento.
A defesa de Demóstenes nega pedido de favorecimento à empresa, que diz não ter relação com ele.
Ouça a gravação em : http://www1.folha.uol.com.br/poder/1077503-demostenes-negociou-verba-para-beneficiar-empreiteira.shtml
Na gravação, ele condiciona o envio de verba para obra em Anápolis (GO) à escolha da Delta para tocar o projeto.
O senador diz a Cachoeira que o prefeito de Anápolis lhe pediu ajuda para fazer um parque. "Falei pra ele... que ele desse preferência para vocês", diz.
Um dia depois, Cachoeira relata a conversa para um diretor da Delta.
Para o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, há evidências de que Demóstenes atuava como "sócio oculto" da Delta, empresa que desde 2007 é a que mais recebe recursos do governo federal, principalmente por obras do Programa de Aceleração do Crescimento.
A defesa de Demóstenes nega pedido de favorecimento à empresa, que diz não ter relação com ele.
Ouça a gravação em : http://www1.folha.uol.com.br/poder/1077503-demostenes-negociou-verba-para-beneficiar-empreiteira.shtml
17 de abr. de 2012
‘Combate ao jogo do bicho é hipocrisia’, diz oposição.
O líder do PSDB no Senado, Alvaro Dias (PR), classificou esta terça-feira como “hipocrisia” as ações da polícia para combater o jogo do bicho no Brasil. “Na realidade isto não existe. O que há é uma complacência do governo Dilma Rousseff em relação ao jogo do bicho, que corre solto na Esplanada”, afirmou o tucano.
Em reportagem publicada esta terça-feira, o iG mostrou que há bancas do jogo de azar funcionando nas franjas do governo federal, com apontadores atuando sem fiscalização à luz do dia em frente ao Palácio do Planalto, Senado e ministérios. “Brasília deveria dar o exemplo, uma vez que a sua polícia tem condições superiores a de outras unidades da federação”, completou Dias.
Para o deputado federal Chico Alencar (PSOL-RJ), o problema do jogo de azar vai além das bancas de aposta. “O bicho está enraizado na cultura brasileira. Existe em frente ao Planalto e nos fundos da igrejinha de Vila Risonha de Santo Antônio da Manga de São Romão”, compara, em tom de ironia.
“O problema é que, além dos apontadores, existe uma rede crescente ligada a outras áreas criminosas, que envolve desde contrabando ao narcotráfico e armas. Cria-se um comércio que divide o país em áreas de negócios ilícitos para capturar o Estado para o crime”, ressalta Alencar.
Em Brasília, a polícia investiga a ligação dos bicheiros com os chefões do jogo no Rio de Janeiro e com o empresário de jogos de azar em Goiás Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira. Cachoeira está preso desde fevereiro e é um dos pivôs da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), que investigará sua ligação com parlamentares como o senador Demóstenes Torres (sem partido-GO).
Congressistas da base, no entanto, evitaram relacionar o trabalho da CPI com investigações sobre o jogo de azar. “Tem que cobrar da polícia. Ela é a responsável por coibir o jogo do bicho, que é uma atividade ilegal”, afirmou o presidente da Câmara, deputado Marco Maia (PT-RS), que desconversou sobre a função da CPI. “Uma coisa não tem a ver com a outra. Tudo que estiver da porta da Câmara para fora é competência da polícia”, disse.
O líder do PT no Senado, Walter Pinheiro (BA), afirmou que só após a CPI ser instaurada é que seus integrantes definirão o alcance das investigações. “A polícia no Brasil tem tomado ações, tanto é que tem gente presa por conta disso. Não compete a mim, não sou da polícia nem caçador de banca do jogo do bicho”, disse o petista. “Também não sou de previsão. A CPI vai ser instalada e então montará a sua pauta. Quem a CPI vai chamar, os membros da CPI é que vão aprovar”, concluiu.
FONTE: IG.COM
Em reportagem publicada esta terça-feira, o iG mostrou que há bancas do jogo de azar funcionando nas franjas do governo federal, com apontadores atuando sem fiscalização à luz do dia em frente ao Palácio do Planalto, Senado e ministérios. “Brasília deveria dar o exemplo, uma vez que a sua polícia tem condições superiores a de outras unidades da federação”, completou Dias.
Para o deputado federal Chico Alencar (PSOL-RJ), o problema do jogo de azar vai além das bancas de aposta. “O bicho está enraizado na cultura brasileira. Existe em frente ao Planalto e nos fundos da igrejinha de Vila Risonha de Santo Antônio da Manga de São Romão”, compara, em tom de ironia.
“O problema é que, além dos apontadores, existe uma rede crescente ligada a outras áreas criminosas, que envolve desde contrabando ao narcotráfico e armas. Cria-se um comércio que divide o país em áreas de negócios ilícitos para capturar o Estado para o crime”, ressalta Alencar.
Em Brasília, a polícia investiga a ligação dos bicheiros com os chefões do jogo no Rio de Janeiro e com o empresário de jogos de azar em Goiás Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira. Cachoeira está preso desde fevereiro e é um dos pivôs da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), que investigará sua ligação com parlamentares como o senador Demóstenes Torres (sem partido-GO).
Congressistas da base, no entanto, evitaram relacionar o trabalho da CPI com investigações sobre o jogo de azar. “Tem que cobrar da polícia. Ela é a responsável por coibir o jogo do bicho, que é uma atividade ilegal”, afirmou o presidente da Câmara, deputado Marco Maia (PT-RS), que desconversou sobre a função da CPI. “Uma coisa não tem a ver com a outra. Tudo que estiver da porta da Câmara para fora é competência da polícia”, disse.
O líder do PT no Senado, Walter Pinheiro (BA), afirmou que só após a CPI ser instaurada é que seus integrantes definirão o alcance das investigações. “A polícia no Brasil tem tomado ações, tanto é que tem gente presa por conta disso. Não compete a mim, não sou da polícia nem caçador de banca do jogo do bicho”, disse o petista. “Também não sou de previsão. A CPI vai ser instalada e então montará a sua pauta. Quem a CPI vai chamar, os membros da CPI é que vão aprovar”, concluiu.
FONTE: IG.COM
16 de abr. de 2012
MST mantém invasão em prédio mesmo após apelo do governo.
O MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) decidiu manter a invasão no Ministério do Desenvolvimento Agrário, mesmo após o ministro da pasta ter publicado nota de repúdio.
No texto, divulgado no fim da manhã, Pepe Vargas, diz que só reabrirá o diálogo com os trabalhadores quando o edifício estiver liberado. Pelos cálculos do MST, 1.500 pessoas participam da invasão, que começou às 5h30 desta segunda-feira (16).
Os integrantes do movimento impediram a entrada dos funcionários, mas não houve registro de casos de violência ou tumulto.
Líderes do movimento exigem que o governo faça maiores investimentos para desapropriar terras no país e dizem que a reforma agrária está "estagnada".
Eles pedem a elaboração de um plano emergencial para o assentamento de 186 mil famílias acampadas, a criação de um programa para os assentamentos, investimentos públicos em habitação rural, educação, saúde e crédito agrícola.
CONDIÇÃO
Em nota, publicada nesta manhã, o ministro da pasta destacou que já havia uma agenda de negociações entre o governo e o movimento desde quarta-feira da semana passada (11).
"Processo democrático que é incompatível com o comportamento iniciado na manhã desta segunda", diz o ministro.
A ação do MST faz parte da chamada "Jornada nacional de lutas por reforma agrária", promovida todos os anos pelo movimento no mês de abril.
O período, conhecido por Abril Vermelho, relembra o assassinato de 21 sem-terra em Eldorado de Carajás, no Pará, em 17 de abril de 1996.
FONTE: FOLHA.COM
No texto, divulgado no fim da manhã, Pepe Vargas, diz que só reabrirá o diálogo com os trabalhadores quando o edifício estiver liberado. Pelos cálculos do MST, 1.500 pessoas participam da invasão, que começou às 5h30 desta segunda-feira (16).
Os integrantes do movimento impediram a entrada dos funcionários, mas não houve registro de casos de violência ou tumulto.
Líderes do movimento exigem que o governo faça maiores investimentos para desapropriar terras no país e dizem que a reforma agrária está "estagnada".
Eles pedem a elaboração de um plano emergencial para o assentamento de 186 mil famílias acampadas, a criação de um programa para os assentamentos, investimentos públicos em habitação rural, educação, saúde e crédito agrícola.
CONDIÇÃO
Em nota, publicada nesta manhã, o ministro da pasta destacou que já havia uma agenda de negociações entre o governo e o movimento desde quarta-feira da semana passada (11).
"Processo democrático que é incompatível com o comportamento iniciado na manhã desta segunda", diz o ministro.
A ação do MST faz parte da chamada "Jornada nacional de lutas por reforma agrária", promovida todos os anos pelo movimento no mês de abril.
O período, conhecido por Abril Vermelho, relembra o assassinato de 21 sem-terra em Eldorado de Carajás, no Pará, em 17 de abril de 1996.
FONTE: FOLHA.COM
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