17 de abr. de 2012

‘Combate ao jogo do bicho é hipocrisia’, diz oposição.

O líder do PSDB no Senado, Alvaro Dias (PR), classificou esta terça-feira como “hipocrisia” as ações da polícia para combater o jogo do bicho no Brasil. “Na realidade isto não existe. O que há é uma complacência do governo Dilma Rousseff em relação ao jogo do bicho, que corre solto na Esplanada”, afirmou o tucano.
Em reportagem publicada esta terça-feira, o iG mostrou que há bancas do jogo de azar funcionando nas franjas do governo federal, com apontadores atuando sem fiscalização à luz do dia em frente ao Palácio do Planalto, Senado e ministérios. “Brasília deveria dar o exemplo, uma vez que a sua polícia tem condições superiores a de outras unidades da federação”, completou Dias.
Para o deputado federal Chico Alencar (PSOL-RJ), o problema do jogo de azar vai além das bancas de aposta. “O bicho está enraizado na cultura brasileira. Existe em frente ao Planalto e nos fundos da igrejinha de Vila Risonha de Santo Antônio da Manga de São Romão”, compara, em tom de ironia.
“O problema é que, além dos apontadores, existe uma rede crescente ligada a outras áreas criminosas, que envolve desde contrabando ao narcotráfico e armas. Cria-se um comércio que divide o país em áreas de negócios ilícitos para capturar o Estado para o crime”, ressalta Alencar.
Em Brasília, a polícia investiga a ligação dos bicheiros com os chefões do jogo no Rio de Janeiro e com o empresário de jogos de azar em Goiás Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira. Cachoeira está preso desde fevereiro e é um dos pivôs da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), que investigará sua ligação com parlamentares como o senador Demóstenes Torres (sem partido-GO).
Congressistas da base, no entanto, evitaram relacionar o trabalho da CPI com investigações sobre o jogo de azar. “Tem que cobrar da polícia. Ela é a responsável por coibir o jogo do bicho, que é uma atividade ilegal”, afirmou o presidente da Câmara, deputado Marco Maia (PT-RS), que desconversou sobre a função da CPI. “Uma coisa não tem a ver com a outra. Tudo que estiver da porta da Câmara para fora é competência da polícia”, disse.
O líder do PT no Senado, Walter Pinheiro (BA), afirmou que só após a CPI ser instaurada é que seus integrantes definirão o alcance das investigações. “A polícia no Brasil tem tomado ações, tanto é que tem gente presa por conta disso. Não compete a mim, não sou da polícia nem caçador de banca do jogo do bicho”, disse o petista. “Também não sou de previsão. A CPI vai ser instalada e então montará a sua pauta. Quem a CPI vai chamar, os membros da CPI é que vão aprovar”, concluiu.

FONTE: IG.COM

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