9 de mar de 2014

A imprensa na contramão da democracia?

Três dos principais veículos de comunicação do país – Folha, UOL e SBT – se uniram para promover debates entre pré-candidatos à Presidência do país, propondo a eles uma agenda de sabatinas na TV e na internet.
Seria ótimo para a democracia não fosse o fato desses veículos de comunicação se precipitarem a antecipar o voto popular para eleger, por contra própria, os candidatos “principais”, excluindo todos os demais e evitando, assim, que esses candidatos tenham a oportunidade de expor os seus pontos de vista e disputar propostas e soluções com os demais.
Para Folha, UOL e SBT, aqueles que, com base no poder econômico e das máquinas governamentais que os sustentam, conseguiram projeção e espaço na mídia para aparecer como “mais cotados”, ganharam o privilégio de continuar a se expor, restando aos demais o purgatório do anonimato.
Com base em que critérios Folha, UOL e SBT fizeram essa escolha em nome do eleitor? Com base em “pesquisas de opinião”, que via de regra falham em apontar cenários e em antecipar prognósticos. Os exemplos são tantos que seriam enfadonho listá-los aqui.
No paraíso artificial da visibilidade criada pela Folha e seus parceiros, apenas o PT de Dilma Rousseff, o PSDB de Aécio Neves e o PSB de Eduardo Campos tem lugar. Por isso foram convidados a mandar representantes à reunião que discutiu as regras e as condições do debate parcial que pretendem promover.
Com essa decisão, a imprensa que tanto agita a bandeira da democracia comete um ato de censura não apenas contra as demais candidaturas, mas sobretudo contra o eleitor, impedindo que o povo brasileiro possa, livremente, ouvir as propostas e fazer a sua escolha.
O senador Randolfe Rodrigues, pré-candidato do PSOL, acredita que somente o debate aberto, livre e democrático pode levar o eleitor a fazer escolhas sem as imposições do poder econômico, dos preconceitos e do agendamento construído por um modelo de imprensa que quer impor ao eleitor as suas escolhas prévias.
Se preciso, o PSOL tomará medidas judiciais para garantir que as eleições brasileiras não sejam maculadas por atos lesivos às liberdades democráticas amplas que foram conquistadas em décadas de luta contra o autoritarismo.
Fonte: Mandato senador Randolfe Rodrigues

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