27 de dez de 2010

Argentina: O MST integrou-se ao Movimento Projeto Sul.


Milhões de companheiros acabam de protagonizar um bem sucedido ato de lançamento da candidatura de Pino Solanas à presidência da Argentina. Neste evento também foi formalizada a incorporação do nosso partido (MST – Movimento Socialista dos Trabalhadores) ao Movimento Projeto Sul. Iniciamos assim uma nova etapa. A de construir, de maneira unitária junto ao resto das correntes que integram o movimento, uma alternativa de massas para levar adiante as mudanças estruturais que o país necessita. A primeira grande batalha será a eleitoral, porém aspiramos transcender este trabalho.Nós lançamos plenamente com toda a nossa energia e recursos militantes nesta construção, convencidos que estamos diante de uma oportunidade histórica. Pelo questionamento ao paradigma capitalista derivado da crise internacional em andamento. Pelo processo de conteúdo antiimperialista que percorre a América Latina, de recuperação de recursos naturais e empresas públicas, nacionalizações e conquistas democráticas por meio de Assembléias Constituintes.Porque em nosso país, além das mudanças históricas que vieram com a rebelião de 2001, quando a mobilização popular derrubou o velho regime bonapartista enfraquecendo os velhos aparatos em uma crise irrecuperável e criando condições para se expressarem novos fenômenos sociais e políticos, há também o fracasso do projeto kirchnerista. Que se apresentou como falso embaixador dessas transformações latino-americanas e tudo ficou em um duplo discurso pseudo-progressista e em políticas que foram desnudando sua verdadeira essência: não há anti-imperialismo, nem nova política, nem real defesa dos direitos humanos.É uma oportunidade nova porque a crise do kischnerismo não pode ser capitalizada por uma oposição que se fragmenta e não consegue levantar a cabeça, por seu parentesco com a velha política em sua estruturas e em seus referenciais, por oferecer saídas pela direita diferentes do “nac & pop” [nacionalismo e populismo] do governo K. E porque também cedem terreno para a burocracia sindical e seu velho modelo, cada vez mais questionado por suas corruptelas ante a opinião publica. Porém fundamentalmente pelos trabalhadores que começam se destacar como novos dirigentes saídos da base, que enfrentam suas necessidades de luta e organização independente.Porém, em essência, é uma oportunidade histórica não só por estes elementos da realidade que abrem um vazio político tão gigantesco. O velho está se desmoronando e algo novo está surgindo, desta vez sem os vícios de crescer e adquirir peso decisivo, real, para incidir no movimento de massas operário e popular, nos setores médios, da cultura e na juventude. Pela primeira vez nestes anos, à esquerda do governo se abriu um amplo espaço e há uma referência que permite articular uma unidade que já tem corpo e o potencial de crescer muito. Este espaço político tem um pólo de atração em desenvolvimento e aparece como uma alternativa em crescimento: o Movimento Projeto Sul. Diferente de 2001, quando o vazio político à esquerda foi ocupado pela toada kirchinerista e se desperdiçou uma oportunidade ao não desenvolver-se um referencia como peso de massas, agora aparece a figura de Pino Solanas, capaz de encabeçar este projeto emancipador e uma grande unidade tão necessária. Isso é possível pela trajetória de Pino Solanas, pelas suas propostas antiimperialistas e pelo momento histórico que coloca na ordem do dia a luta por essas tarefas de emancipação.Por tudo isso nos unimos. O MST com Pino Solanas e os companheiros das demais organizações que compõe o Movimento Projeto Sul se juntam. Apostamos em construir a grande alternativa de mudanças que tanto faz falta. Para realizar a luta em 2011. E para seguir no dia seguinte às eleições com mais forças, com maior representação em todos espaços, seguir com a construção de um grande movimento que lute por um novo projeto de país, por uma Segunda independência, recuperando os recursos naturais, as empresas públicas, derrotando o julgo imperialista e abrindo o caminho para a necessária batalha contra o sistema capitalista.Coincidimos porque apostamos numa construção que une setores provenientes de distintas tradições, do nacionalismo popular, da defesa no nosso patrimônio nacional, da defesa das liberdades democráticas, da histórica de luta do movimento dos trabalhadores por seus direitos e as tradições da esquerda. Nós propomos a somar nossa identidade de esquerda para a construção de uma identidade comum, uma nova cultura que enfatize os pontos da unidade, que respondam as principais necessidades do povo. É preciso abordar fraternalmente os debates para conseguir novas sínteses. Confluímos porque estamos convencidos da oportunidade e apostamos na candidatura e referência de Pino Solanas para encabeçar este projeto.Convidamos a todos os trabalhadores, vizinhos, estudantes, aos companheiros com quem compartilhamos lutas operárias, lutas de bairros, da cultura, nas escolas e universidades, em todos os âmbitos da vida nacional em cada província onde o MST desenvolve sua atividade, a somar-se a esta construção. Para dizer forte, junto a Pino Solanas: Unidos, juntos, podemos transformar Argentina.

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