3 de nov de 2012

Transição chinesa sucede escândalo envolvendo ex-dirigente

O Partido Comunista da China expulsou no fim de setembro passado o dirigente da cidade de Chongqing, Bo Xilai, 59, por envolvimento no assassinato de um empresário britânico. O escândalo levou o regime a rever as suas escolhas para sucessores, feitas em 2007, pouco antes do início do seu próximo congresso, nesta quinta (8). No evento deverá ser anunciada a sua nova cúpula.
Chongqing é uma megalópole com 32 milhões de habitantes, e o popular Bo era cotado para assumir um dos postos do poderoso Comitê Central do Politburo.
Bo foi acusado de abuso de poder, corrupção ativa e outros crimes depois da morte do britânico Neil Heywood, 41, em novembro de 2011. Sua mulher, Gu Kailai, confessou o homicídio e disse que o estrangeiro ameaçara o filho do casal, Bo Guagua, 24, que estuda nos EUA. Segundo a Justiça chinesa, o caso foi ocultado pelo então chefe de polícia da cidade, Wang Lijun, a pedido do então dirigente.
O caso veio à tona em fevereiro, depois de Wang pedir abrigo ao consulado dos EUA em Chengdu, acusando Bo de perseguição. A delegação americana relatou o caso ao Reino Unido, que pediu investigação à China. Em abril, o dirigente foi destituído do comando da cidade e do Ministério do Comércio. No dia 26 de setembro, foi expulso pelo partido e teve a imunidade retirada, permitindo que ele fosse julgado como um cidadão comum.
A mulher de Bo foi condenada à morte pelo homicídio, mas deverá cumprir prisão perpétua. O chefe de polícia foi condenado por ocultar o crime, mas teve a sua pena reduzida por ter denunciado o homicídio e as pressões feitas pelo ex-dirigente.
Bo era popular por suas políticas de combate ao crime e programas sociais, e, após a descoberta do caso, não apareceu mais em público.

FONTE: FOLHA.COM

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