26 de fev de 2010

Do Movimento Sindical Classista como Sujeito da Luta Socialista.

Coordenação Intersindical
Refletir sobre as mudanças que ocorreram nos últimos anos no planeta é mais do que uma necessidade é uma obrigação daqueles e daquelas que ousam fazer política e contribuir com a organização dos/das explorados/exploradas e oprimidos/oprimidas para enfrentar o capital e seus representantes – patrões e governos.
Nesse primeiro ponto abordamos os principais elementos da crise, em especial do movimento sindical, recuperamos princípios básicos do projeto Socialista e retomamos, a partir de uma visão global,os principais impasses e desafios do movimento.
As Mudanças Operadas pelo Capital no Mundo Provocam uma
forte Crise no Movimento Sindical
No inicio dos anos 70, abriu-se um período de crise prolongada do capitalismo em nível internacional. Acirrou-se a luta pelos mercados, assim como os conflitos com a classe trabalhadora, levando a importantes mudanças na organização capitalista da produção/serviços e do trabalho.
O capital abriu assim, um período de transformação no modelo de produção fordista para o modelo taylorista de produção, cujas conseqüências foram:
1. O aumento do desemprego estrutural.
2. O avanço das formas de trabalho precário-temporário, a tempo parcial, a domicilio, terceirizado etc. e a constituição de um leque de condições sociais que vai da relativa estabilidade no emprego com qualificação profissional à total precarização do emprego com baixa qualificação. Há os/as que têm emprego, os/as sub-empregados/subempregadas e os/as desempregados/desempregadas.
3. Mudanças no trabalho com o fim de profissões tradicionais e o surgimento da polivalência.
4. Mudanças na localização das empresas através da ''interiorização'' e da busca de ''terrenos virgens'' em termos de organização, experiência e conquistas sindicais, atraídas também pelas vantagens e concessões de todo tipo oferecidas pelos governos locais.
5. Mudanças nas dimensões das empresas, devido aos processos de focalização e integração da produção.
Isso tem levado à segmentação da classe trabalhadora, assim como à sua dispersão, invertendo o processo anterior de ''homogeneização'' e ''concentração'' das empresas em regiões operárias e em grandes unidades.
Questões Essenciais para o Debate na Formação de uma Nova Central:
Discutir a construção de um novo instrumento só faz sentido se estivermos dispostos a refletir sobre a nossa ação sindical; resgatando o acumulo de experiências positivas adquiridas ao longo dos anos, refutando as negativas, repensando novas formas de organização e de luta e principalmente centrando nossa reflexão a partir de um diagnóstico o mais próximo possível da realidade de nossa classe.
Entendemos a organização como meio para atingirmos determinados fins e não como um fim em si mesmo. Partimos da premissa que não existe um modelo estático de organização sindical, elas se transformam de acordo com as transformações no nível de consciência da classe (questões subjetivas) e com os novos e permanentes desafios que se apresentam na realidade concreta da luta de classes (questões objetivas de alterações do mundo do trabalho).

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