28 de fev de 2010

Em BH, Plínio defende unidade da esquerda e trabalhadores sem terra.



O debate entre os pré-candidatos à Presidência da República pelo PSOL realizado neste sábado (27) na cidade de Belo Horizonte reuniu cerca de 100 militantes para ouvir as propostas dos três postulantes à representar o partido nas eleições presidenciais de 2010. A avitidade aconteceu no plenário da Câmara Municipal de Belo Horizonte.
A atividade contou com a presença da presidenta nacional do PSOL, a vereadora Heloísa Helena, que fez uma intervenção em defesa da pré-candidatura de Martiniano e disse que não se arrepende de ter defendido o apoio do PSOL à candidatura de Marina Silva, pelo PV.
Durante o debate, Plínio reiterou a necessidade do PSOL ser “generoso” no debate com os partidos que compuseram a Frente de Esquerda em 2006 (PSTU e PCB) para que a unidade da esquerda seja reeditada nas eleições deste ano, e também buscar atrair o apoio dos movimentos sociais combativos. Além da busca da unificação dos socialistas, Plínio elencou como tarefas do PSOL nas eleições a mobilização para ampliar a implantação do partido nos estados – consolidando os diretórios já existentes e criando novos -, manter e buscar ampliar as bancadas parlamentares. “Temos três companheiros que merecem maior destaque para garantir essa tarefa”, disse Plínio referindo-se aos deputados federais do PSOL (Chico Alencar, Ivan Valente e Luciana Genro).
Plínio também defendeu que o PSOL faça uma defesa firme dos trabalhadores rurais sem-terra. Questionado por Martiniano Cavalcante sobre a defesa da ação do MST na fazenda ocupada pela multinacional Cutrale, cuja área é da União, Plínio lembrou que “se não fizermos uma defesa radical, eles [setores do agronegócio, ruralistas, a grande mídia e a burguesia nacional] vão pra cima dos movimentos”. Sampaio complementou afirmando que “derrubar 30 mil pés de laranjas pode ser um desastre, mas desastre muito maior são 30 mil famílias passando fome”. Plínio lembrou que a mesma radicalidade é necessária na defesa dos três dirigentes do Movimento Terra, Trabalho e Liberdade (MTL), condenados judicialmente por lutar pela reforma agrária. Plínio tem acompanhado a defesa jurídica de João Batista da Fonseca, Dim Cabral e Marilda Ribeiro.
O pré-candidato falou ainda sobre a necessidade do candidato do partido seguir as deliberações e o programa do partido. “Em relação ao aborto, por exemplo, eu pessoalmente sou contra e direi a quem me perguntar que não faça. Mas como candidato do partido eu tenho que, no mínimo, ser cuidadoso, ao expressar minha opinião pessoal e tenho que colocar qual é o programa que o partido defende”, disse.
Participaram da mesa do debate, além de Plínio e Martiniano, o ex-deputado federal Babá, que também é pré-candidato, o presidente do PSOL/MG João Batista (dirigente do MTL) e o secretário geral do diretório estadual, Carlos Campos.
Ao longo do debate foi criticado por todos os pré-candidatos como um erro a aceitação de doações da multinacional Gerdau à candidatura do PSOL nas eleições municipais de 2008, em Porto Alegre. O tema foi pautado por Babá, mas esteve presente em várias intervenções do plenário e foi comentado pelos pré-candidatos.

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