8 de fev de 2010

Plínio pede unidade da esquerda para enfrentar burguesia.

No primeiro debate entre os pré-candidatos do PSOL para as eleições presidenciais de 2010, realizado nesta segunda-feira, no Rio de Janeiro, Plínio de Arruda Sampaio conclamou o Partido à unidade para enfrentar a burguesia na dura batalha eleitoral. O debate contou com uma participação maciça da militância, com cerca de 500 pessoas presentes ao auditório do Sindsprev.
O debate começou com uma apresentação de cinco minutos de cada candidato por parte de um de seus apoiadores. Plínio foi apresentado pelo companheiro Milton Temer, ex-deputado federal pelo Rio de Janeiro. Temer declarou que independente de qualquer disputa interna, Plínio é o melhor nome pra representar o PSOL nas eleições presidenciais, não apenas por sua longa e valorosa trajetória política, mas principalmente por sua capacidade de aglutinar organizações de esquerda e os movimentos sociais.
Plínio foi o primeiro a falar e iniciou sua intervenção apontando as dificuldades das eleições na sociedade brasileira atual. Ele citou Florestan Fernandes, ao afirmar que a burguesia brasileira se utiliza da idéia da contra-revolução permanente. Segundo o pré-candidato, a campanha eleitoral é curta, e o debate político limitado, pois interessa à burguesia bloquear o surgimento de qualquer projeto alternativo para a sociedade brasileira. De acordo com ele, essa restrição acontece para não permitir que o povo vislumbre uma possibilidade de alternativa à ordem capitalista.
Diante deste cenário difícil, Plinio afirmou que o Partido precisa sair unificado da Conferência Eleitoral. “Temos um grande desafio pela frente e não podemos esquecer que nosso inimigo não está aqui dentro. Depois da Conferência, não tem mais Babá, nem Martiniano, nem Plínio. Tem um PSOL unido para enfrentar a burguesia”. Ele lembrou ainda a importância de apresentar à sociedade um programa que represente o conjunto do PSOL, dos partidos de esquerda e dos movimentos sociais. Entre os pontos fundamentais deste programa, Plínio destacou a questão agrária: “A reforma agrária é a condição da liberdade e da democracia neste país”, afirmou.
Plínio destacou ainda uma outra tarefa importante a ser cumprida durante o processo eleitoral: avançar na construção do Partido. Segundo ele, essa é uma oportunidade importante para aglutinar e organizar nossa militância em todo o País.
Em sua intervenção, Babá defendeu a importância de resgatar a Frente de Esquerda e afirmou que, apesar da conjuntura difícil, o Partido não pode abandonar seus princípios. “Estou convicto que existe espaço para nossas propostas, como única alternativa para o que está aí hoje”, disse Babá.
Martiniano defendeu a tentativa de aliança com a candidatura de Marina Silva, diante da conjuntura adversa, e criticou a idéia de resgatar a Frente de Esquerda.

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