11 de mar de 2010

AOS QUE CONSTROEM O PSOL.

Divulgamos abaixo texto escrito pelo companheiro Chico Alencar, militante do PSOL carioca e deputado federal eleito por nosso partido, sobre o processo de organização da 3a Conferência Eleitoral Nacional do partido. Que as palavras de Chico façam eco de norte a sul do Brasil e em Minas.
Como filiado e parlamentar do Partido Socialismo em Liberdade tento chegar à sensibilidade e à razão daquele(a)s milhares de camaradas que, em dificílimas condições, estão construindo esse partido, para lembrar, para além do meu voto no companheiro Plínio de Arruda Sampaio, que: 1) na falta de nosso maior nome público, Heloísa Helena, que legitimamente optou por disputar uma cadeira no Senado por Alagoas, reconheço nos três valorosos postulantes à nossa candidatura presidencial uma atitude de despojamento e espírito coletivo admiráveis, dadas as condições reconhecidamente adversas em que enfrentarão essa batalha majoritária; 2) todo o processo de escolha do nosso nome à presidência do país tem que estar fortemente comprometido com nossos princípios irrenunciáveis de bom debate político, participação da base e decisão democrática, a ser respeitada por todos, sem exceção. Nada de reuniões secretas, cartoriais e/ou de arrebanhamento despolitizado. Seria deplorável gastarmos a maior parte do tempo de nossa Convenção Nacional Eleitoral discutindo recursos de suspeição contra reuniões de tirada de delegados; Para evitar isso, basta cumprir pra valer as regras pactuadas na Executiva Nacional; 3) os debates entre Babá, Martiniano e Plínio têm sido, ao que vi e sei, respeitosos e de alto nível político: sua reverberação, portanto, deve continuar nessa linha, e não serem peças propagandísticas e laudatórias do candidato daquele(a) que reporta o evento, num ‘jornalismo’ pra lá de interessado; 4) é preciso também aprofundar as linhas de nosso projeto para o país, sintetizado em um programa alternativo aos projetos assemelhados (do PT/PMDB, PSDB/DEM e PV) que será defendido por qualquer que seja o nosso candidato. Nunca é demais lembrar que o PSOL se forja em torno de ideias, causas e propostas, e não de personalidades, e que os debates entre companheiros são diálogo (e não monólogos) para produção ‘freireana’ de uma síntese, uma formulação superior, para a qual TODOS estão contribuindo; façamos de nossas convenções municipais, que vão até o dia 21, exemplos históricos (e não histéricos) de argumentação política e mobilização militante pré-eleitoral; 5) os inimigos, sustentáculos do sistema, estão lá fora, por sinal muito à vontade com nossa demora em definir programa, perfil e nominatas para a peleja institucional; se entrarmos num absurdo vale-tudo fratricida, a burguesia hegemônica agradecerá pelo incômodo a menos. Nenhum de nós tem o direito de contribuir para essa derrocada. VIVA A LUTA DAS MULHERES! QUE NÓS, HOMENS, APRENDAMOS SEMPRE COM SUA EMANCIPAÇÃO! Rio, véspera do 8 de Março de 2010. Chico Alencar (deputado federal pelo PSOL/RJ)
Divulgamos abaixo texto escrito pelo companheiro Chico Alencar, militante do PSOL carioca e deputado federal eleito por nosso partido, sobre o processo de organização da 3a Conferência Eleitoral Nacional do partido. Que as palavras de Chico façam eco de norte a sul do Brasil e em Minas. Como filiado e parlamentar do Partido Socialismo em Liberdade tento chegar à sensibilidade e à razão daquele(a)s milhares de camaradas que, em dificílimas condições, estão construindo esse partido, para lembrar, para além do meu voto no companheiro Plínio de Arruda Sampaio, que: 1) na falta de nosso maior nome público, Heloísa Helena, que legitimamente optou por disputar uma cadeira no Senado por Alagoas, reconheço nos três valorosos postulantes à nossa candidatura presidencial uma atitude de despojamento e espírito coletivo admiráveis, dadas as condições reconhecidamente adversas em que enfrentarão essa batalha majoritária; 2) todo o processo de escolha do nosso nome à presidência do país tem que estar fortemente comprometido com nossos princípios irrenunciáveis de bom debate político, participação da base e decisão democrática, a ser respeitada por todos, sem exceção. Nada de reuniões secretas, cartoriais e/ou de arrebanhamento despolitizado. Seria deplorável gastarmos a maior parte do tempo de nossa Convenção Nacional Eleitoral discutindo recursos de suspeição contra reuniões de tirada de delegados; Para evitar isso, basta cumprir pra valer as regras pactuadas na Executiva Nacional; 3) os debates entre Babá, Martiniano e Plínio têm sido, ao que vi e sei, respeitosos e de alto nível político: sua reverberação, portanto, deve continuar nessa linha, e não serem peças propagandísticas e laudatórias do candidato daquele(a) que reporta o evento, num ‘jornalismo’ pra lá de interessado; 4) é preciso também aprofundar as linhas de nosso projeto para o país, sintetizado em um programa alternativo aos projetos assemelhados (do PT/PMDB, PSDB/DEM e PV) que será defendido por qualquer que seja o nosso candidato. Nunca é demais lembrar que o PSOL se forja em torno de ideias, causas e propostas, e não de personalidades, e que os debates entre companheiros são diálogo (e não monólogos) para produção ‘freireana’ de uma síntese, uma formulação superior, para a qual TODOS estão contribuindo; façamos de nossas convenções municipais, que vão até o dia 21, exemplos históricos (e não histéricos) de argumentação política e mobilização militante pré-eleitoral; 5) os inimigos, sustentáculos do sistema, estão lá fora, por sinal muito à vontade com nossa demora em definir programa, perfil e nominatas para a peleja institucional; se entrarmos num absurdo vale-tudo fratricida, a burguesia hegemônica agradecerá pelo incômodo a menos. Nenhum de nós tem o direito de contribuir para essa derrocada. VIVA A LUTA DAS MULHERES! QUE NÓS, HOMENS, APRENDAMOS SEMPRE COM SUA EMANCIPAÇÃO!

Rio, véspera do 8 de Março de 2010. Chico Alencar (deputado federal pelo PSOL/RJ)

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