25 de ago de 2010

Plínio enfrenta polêmicas em debate católico.

A candidata Dilma Rousseff, que não compareceu ao debate e ficou "twitando" durante o evento, num claro desrespeito às emissoras promotoras do confronto e ao eleitorado católico, foi criticada pelos três participantes presentes. Plínio não fugiu de nenhum tema polêmico.



O debate promovido na noite desta segunda-feira (23 de agosto) pelas TVs Aparecida e Canção Nova foi marcado por temas ligados às questões morais. Aborto, exposição de símbolos religiosos em prédios públicos, castidade e monogamia, postura diante da homossexualidade - todas essas questões foram apresentadas aos candidatos presentes. Plínio não titubeou em nenhuma das questões que lhe foram apresentadas para responder ou comentar.
Sobre o aborto, lembrou que todos os anos mais de cem mil mulheres pobres morrem em decorrência de cirurgias malfeitas e, mesmo ressaltando seu posicionamento pessoal e religioso contra a interrupção da gravidez, afirmou que como homem público e candidato a presidente seguirá a deliberação partidária de defesa da legalização. "Criminalizar o aborto exige medidas concretas para combater a erotização da nossa sociedade", lembrou Plínio, para em seguida acrescentar que seu posicionamento também tem amparo na compreensão dos setores não-fundamentalistas católicos. "A omissão diante dessa realidade [das mortes das jovens vitimadas por abortos malfeitos] vai contra o nosso compromisso com a opção pela pobreza", esgrimiu.
Em resposta à questão sobre a homofobia, Plínio foi enfático: "ninguém pode ser discriminado, humilhado, agredido por sua opção sexual". O jornalista que perguntou a Plínio sobre o assunto, por desconhecimento ou tentativa deliberada de constranger o candidato, chegou a afirmar que o projeto de lei que criminaliza a homofobia e está em análise no Senado Federal proibiria manifestações de posicionamentos religiosos críticas à homossexualidade - o que não é verdade pois a propositura se limita a proibir manifestações discriminatórias e não de preceito religioso. Aliás, o projeto tem como artigo 1º o seguinte texto: "Serão punidos, na forma desta lei, os crimes resultantes de discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião, procedência nacional, gênero, sexo, orientação sexual ou identidade de gênero". Diferentemente do que tentou fazer parecer o jornalista, o PLC 122/06 não cerceia a crença religiosa de ninguém. Apenas proíbe que cidadãos sejam agredidos ou discriminados por serem homossexuais, assim como pela sua religião.
Outro tema polêmico respondido por Plínio foi sua opinião sobre a exibição de símbolos religiosos em prédios públicos. Plínio lembrou que quando exercia seus mandatos de deputado federal muitas vezes assistiu a práticas dentro do Congresso Nacional sobre as quais pensava "Cristo não merecia estar vendo isso". Para ele, a religiosidade de todos deve ser respeitada pelo Estado laico, sem imposição de uma crença sobre as demais.
Plínio falou ainda sobre o controle social da mídia. "Não pode haver censura estatal de jeito nenhum, mas também não pode ser que sete, oito famílias controlem toda a mídia no país e exerçam poder de censura, como fazem com a minha candidatura e a de outros candidatos a presidente sérios, como o Zé Maria". Plínio defendeu a instituição de um conselho nacional de comunicação, com representação de toda a sociedade.

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