27 de jan de 2013

Vamos deixar claro para LGBTTs e evangélicos fundamentalistas/católicos conservadores:

1. Discordar de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais é um direitos democrático. Ninguém, dentro de uma sociedade culturalmente pluralista e democrática deve ser obrigado a concordar com tudo e nem com todos/as.
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2. Considerar que lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais são pecadores diante dos olhos de “deus” ou na “visão bíblica” é um direito democrático de interpretação (há igrejas e líderes cristãos que não interpretam assim).

3. Considerar que lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais não tem direito ao casamento religioso, dentro da sua religião, é um direito democrático de divergir teologicamente, mas o casamento civil deve ser igualitário, pois o nosso país é laico, o Brasil não é uma teocracia.

4. Não gostar pessoalmente da companhia ou amizade com lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais é um direito democrático, mas respeitá-los e tratá-los como cidadãos é um dever social. Agredi-los psicologicamente ou fisicamente deveria ser um crime, assim como o racismo.

5. Qualquer religião tem o direito democrático de pregar no interior de seus templos que a conduta de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais é “pecaminosa” e contrária aos “desejos de Deus”, mas não pode incentivar o ódio, nem a violência contra esses setores da sociedade e nem forçar que todos sejam iguais, mesmo dentro das igrejas, causando sofrimento (alienação sexual de membros). O amor deve ser o centro de tudo, mesmo nas divergências.

6. A homofobia, lesbofobia e transfobia que existe contra lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais não pode se transformar em argumento gerador de violência física, psicológica, simbólica ou verbal contra os grupos e setores conservadores da sociedade. Devemos apostar na ação civil, organizada, pacífica e esclarecedora, sempre.

7. Qualquer tentativa de “cura” de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais é um ato de violência emocional-sexual, portanto, deve ser denunciado e organizarmos ampla resistência civil. Sexualidade não é doença e essa postura é um equívoco dos grupos conservadores que chegam a ignorar as pesquisas científicas mais recentes.

MARCIO SALES SARAIVA
Sociólogo, mestrando no PPGSS/UERJ e militante LGBTT

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