28 de jan de 2010

Plínio levanta a militância em atividade no Fórum Social Mundial.




Com um grande grito de protesto à repressão aos sem-terra em Iaras, ao descaso estatal diante das enchentes no Jardim Pantanal e ao vergonhoso papel das tropas brasileiras no Haiti, Plínio de Arruda Sampaio abriu o debate agitando as mais de 450 pessoas presentes no Clube do Comércio, em Porto Alegre, nesta quarta-feira (27). A atividade chamada “Um projeto socialista para o Brasil” no Fórum Social Mundial, foi organizada pelo Sindisprev-RS, inspiradas pelo contexto dos desafios de um outro mundo possível.
Raul Marcelo, deputado estadual do PSOL SP, ressaltou que “o processo de criminalização das lutas sociais está em curso, e, é dentro deste processo que devemos debater um projeto socialista para o Brasil”. O presidente do Comitê pela anulação da divida do terceiro mundo e dirigente da IV Internacional, Éric Toussaint, analisou a crise sistêmica do capitalismo e levantou alguns pontos a serem defendidos pelos socialistas no próximo período. Toussaint demonstrou muita preocupação com os discursos feitos pelo governo Lula, de que a economia brasileira estaria blindada dos efeitos da crise, e refutou: “o problema é que não é assim, pois a situação internacional afeta, e vai afetar mais o Brasil”.
Plínio fez uma distinção entre o programa socialista e plataforma eleitoral. O projeto, necessariamente deve ser de ruptura com a ordem capitalista e deve servir como um horizonte da plataforma, com objetivo de acumular forças. “Devemos apresentar uma solução real, pros problemas reais da sociedade”, explicou o pré-candidato à Presidência da República pelo PSOL.

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